Domingo, 18th Agosto 2019
11:34:23pm
Bahia perde segunda partida fora de casa no Brasileirão

Bahia perde segunda partida fora de casa no Brasileirão

O Bahia até tentou, mas ainda não conseguiu amenizar a fama de ser uma presa fácil quando joga fora de casa. Neste domingo, 12, a derrota foi para o Athletico-PR na Arena da Baixada, por 1 a 0, em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O gol que definiu o placar foi marcado por Rony, logo no início da partida. Com o resultado, o Tricolor ficou na 8ª posição na tabela com seis pontos. O time de Curitiba é o sexto com sete.

Mesmo vindo de uma maratona de jogos, o Furacão surpreendeu e mandou a campo um time com nove titulares. O Esquadrão até tentou deixar a timidez de um visitante de lado e pressionou o rival com marcação alta desde o início. Mas a estratégia do técnico Roger Machado não deu certo. O Tricolor "estranhou" o gramado sintético da Arena da Baixada e cansou de oferecer espaços para o rival. Não demorou para o gol do time da casa sair.

Aos 10 minutos, Renan Lodi cruzou na medida para Marco Rubem. O goleiro Douglas fez grande defesa, mas Rony pegou o rebote e mandou a bola para o fundo do da rede. O Athletico continuou ditando o ritmo de jogo e quase ampliou com Nikão, que mandou uma bomba de longe. Douglas espalmou para escanteio. Depois da cobrança, Bruno Guimarães cabeceou para outra defesa do arqueiro tricolor. Na sequência, Nino tirou em cima da linha. O Esquadrão não assustou na primeira etapa.

O Athletico iniciou o segundo tempo em ritmo frenético e quase ampliou o placar nos primeiros quatro minutos. O goleiro Douglas novamente salvou, em lances de de Marco Ruben e Nikão. O Furacão “martelou” muito no início, mas depois parou.

Aos poucos o Bahia começou a gostar da partida e quase empatou. Paulinho cobrou o lateral rápido, Fernandão correu livre em direção ao gol, mas bateu de canhota em cima do goleiro Santos. Roger Machado tentou mudar o panorama do jogo e colocou em campo Élber, Shaylon e Gilberto, nos lugares de Rogério, Ramires e Fernandão, respectivamente.

Mas a melhor oportunidade veio em chute por cima da meta de Douglas Augusto, após passe Élber. No final, o Tricolor ensaiou uma pressão, mas não conseguiu furar o bloqueio do Furacão. Foi a segunda derrota do Esquadrão em dois jogos fora de casa neste Brasileirão. O revés faz o Bahia reviver o fantasma de não conseguir bons resultados quando joga como visitante. A chance de mudar essa história será no próximo domingo, em duelo contra o São Paulo, no Morumbi, às 11h.

ATHLETICO-PR 1 X 0 BAHIA
Local: Arena da Baixada
Quando: domingo, 19h

Gol: Rony (10' do 1º tempo)
Renda: R$ 155.255,00
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Guilerme Dias Camilo (FIFA-MG) e Daniel Henrique da Silva Andrade (DF)
Cartões amarelos: Erick, Renan Lodi, Paulinho, Nino Paraíba, Gregore

Athletico-PR - Santos; Erick, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi (Márcio Azevedo, aos 35’ do 2ºT); Wellington; Nikão, Bruno Guimarães, Léo Cittadini (Lucho González, aos 23’ do 2ºT) e Rony (Marcelo, aos 19’ do 2ºT); Marco Ruben. Técnico: Tiago Nunes.

Bahia - Douglas; Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Paulinho; Gregore, Douglas Augusto e Ramires (Shaylon, aos 17’ do 2ºT); Rogério (Élber, aos 17’ do 2ºT), Artur e Fernandão (Gilberto, aos 28’ do 2ºT). Técnico: Roger Machado.

Fonte: A Tarde

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  • Nº de mortes violentas na BA cai 16,28% nos 4 primeiros meses de 2019, aponta Monitor da Violência

    A Bahia registrou uma queda de 16,28% no número de mortes violentas nos primeiros quatro meses de 2019 em comparação ao mesmo período de 2018, conforme aponta dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    De janeiro a abril deste ano, a Bahia contabilizou 1.697 mortes violentas, que incluem homicídios dolosos, latrocínios (roubos seguidos de mortes) e lesões corporais seguidas de morte. No mesmo período do ano passado, foram 2.027 mortes violentas, 330 a mais que este ano.

    Se levar em conta somente o mês de abril de 2019, na comparação com o mesmo mês em 2018, a redução foi de 29 mortes violentas.

    Em todo o Brasil, o Monitor da Violência apontou que houve queda de 23% nas mortes violentas nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018.

    Somente em abril, houve 3.636 assassinatos, contra 4.541 no mesmo mês do ano passado. Já no 1º quadrimestre, foram 14.374 mortes violentas — 4,3 mil a menos que o registrado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2018.

    O número de assassinatos, porém, continua alto. Nos primeiros quatro meses de 2019, uma pessoa foi assassinada a cada 12 minutos no país.

    Os dados nacionais apontam que:

    - Houve 4.314 mortes a menos no 1º quadrimestre de 2019
    - Todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no período
    - Em abril, apenas quatro estados tiveram um número maior de mortes em relação ao mesmo mês de 2018: Amapá, Paraná, Piauí e Tocantins
    - Quatro estados tiveram quedas superiores a 30% em quatro meses: Ceará, Amapá, Sergipe e Rio Grande do Norte
    - Em números absolutos, o estado com a maior redução foi o Ceará, com 845 vítimas a menos no período

    Como o levantamento é feito
    A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

    Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

    Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é janeiro de 2019 (e não há números de todos os estados).

    Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência separadamente, em abril.

  • Estado vai investir em novo polo mineral no Vale do Paramirim

    A Província Mineral do Vale do Paramirim, formada por oito distritos mineiros, e com cerca de 2 bilhões de toneladas de minérios diversos como Ferro, Zinco, Cobre, Grafeno, Terras Raras e Fosfato, pode transformar a Bahia em uma potência exportadora internacional. A descoberta vem sendo tratada pelos profissionais da área como uma das maiores descobertas do século XXI. O projeto, da Companhia Vale do Paramirim, agrega mais de 32 municípios baianos e foi apresentado na segunda (10) na Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

    De olho na oportunidade de negócios, a SDE quer atrair investidores para o projeto. “Além de ser um excelente gerador de empregos e renda, a mineração é uma porta para a interiorização do desenvolvimento”, afirma João Leão, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico. “A Bahia vai ter uma nova era de desenvolvimento, como ocorreu no passado com o Polo Petroquímico de Camaçari. Desta vez, com projetos como a ponte Salvador-Itaparica, a Fiol e esses novos projetos de mineração capitaneados pela CBPM”, projeta Leão.

    No Brasil, a Bahia é o quarto produtor mineral, atrás apenas de Minas Gerais, Pará e Goiás. O estado está em primeiro lugar na produção de bens minerais do Nordeste. Nos últimos anos, o setor de Mineração recebeu investimentos de R$ 433 milhões e deve ampliar essa margem para R$ 700 milhões, com previsão de chegar a 15 mil empregos diretos, frutos dos novos protocolos de intenções assinados com a SDE.

    De acordo com estudos da Vale do Paramirim, a nova Província Mineral terá como principais municípios Caetité, Ibipitanga, Paramirim, Licínio de Almeida, Boquira e Macaúbas. Sobre a exploração, a previsão é que ela comece até 2022.

    “O setor mineral exige conhecimento geológico, certificação e viabilidade de reservas para criar confiança no investidor. Então, quanto mais trabalharmos com detalhes de dados, mais o mercado investidor ficará interessado. Não tem incentivo maior do que mostrar a viabilidade do empreendimento. Acredito ser um passo fundamental que o Estado da Bahia pode fazer, através da CBPM, na busca pela atração de investimentos nesses projetos”, afirma Tasso Mendonça Júnior, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM).

    Já o diretor-presidente da CBPM, Antônio Carlos Tramm, defende que a descoberta dessa nova província fortalece e ratifica a continuidade e finalização da Fiol e do Porto Sul: “Não se pode pensar em ter uma indústria mineral, como a de extração de ferro, sem contar com transporte ferroviário e porto para exportação”.


    Fonte:
    Ascom/SDE

  • Rui e governadores do NE defendem diálogo para rever reforma com inclusão dos estados

    Com a ameaça de ter seus estados excluídos do projeto de reforma da Previdência do governo federal, o governador Rui Costa (PT) e os oito demais governadores do Nordeste assinaram uma carta para defender a necessidade de manutenção da abrangência do projeto. Para eles, a exclusão representa um sinal de "abandono".

    "A retirada dos estados da reforma e tratamentos diferenciados para outras categorias profissionais representam o abandono da questão previdenciária à própria sorte, como se o problema não fosse de todo o Brasil e de todos os brasileiros. No entanto, há consenso em outros tópicos, e acreditamos na intenção, amplamente compartilhada, de se encontrar o melhor caminho", dizem no texto.

    Com o título "Há um só Brasil que é de todos os brasileiros", os gestores avaliam a "turbulência política e econômica" enfrentada pelas unidades federativas, citando como exemplo a queda do Produto Interno Bruto (PIB) já no primeiro trimestre deste ano.

    Dessa forma, os gestores reforçam a continuidade do diálogo para sanar os pontos ainda divergentes, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria dos trabalhadores rurais.

    "Também são pontos controversos na reforma ora em pauta a desconstitucionalização da previdência, que acarretará em muitas incertezas para o trabalhador, e o sistema de capitalização, cuja experiência em outros países não é exitosa. Além de outras alterações que, ao contrário de sanear o déficit previdenciário, aumentam as despesas futuras não previstas atuarialmente", pontuam.

    A carta é uma declaração alternativa ao texto assinado pelos demais governadores do país, também na quinta. O grupo majoritário demonstra apoio à proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, a fim de garantir que seus estados não sejam excluídos da matéria.

    Fonte: Bahia Notícias

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