Domingo, 24 de Maio 2020
10:56:39pm

O Brasil não conseguiu sair do zero contra uma consistente seleção venezuelana na noite desta terça-feira. O ataque brasileiro teve muita dificuldade para incomodar o goleiro Fariñez e, quando conseguiu romper a linha de defesa adversária, teve o grito de gol reprimido três vezes pela arbitragem do chileno Julio Bascuñán — duas das vezes após checagem pelo VAR, o famigerado árbitro de vídeo. Com o resultado, a seleção brasileira divide com o Peru a liderança do Grupo A da Copa América 2019, com quatro pontos, mas com vantagem de um gol de saldo.

A seleção brasileira começou o jogo pressionando os adversários, e dava a impressão de que venceria o jogo com facilidade até a Venezuela encaixar seu primeiro contra-ataque e mostrar que, apesar de se encolher na defesa, não pretendia passar o jogo todo se defendendo. David Neres e Richarlison foram os jogadores mais efetivos do ataque brasileiro no primeiro tempo, quando a seleção conseguiu fazer apenas um arremate para testar Fariñez. O goleiro peruano espalmou chute de Richarlison para fora. Roberto Firmino ainda colou uma bola para dentro no primeiro tempo, mas o juiz viu falta do atacante antes do arremate.

Os brasileiros voltariam a balançar duas as redes no segundo tempo, e ambos os gols foram anulados após verificação do VAR. No primeiro deles, Firmino dominou uma bola que sobrou dentro da área após desviar na defesa adversária e tocou para Gabriel Jesus (que entrara no lugar de Richarlison) empurrar para as redes. Mas Firmino estava em impedimento, e o gol foi anulado após verificação do árbitro de vídeo. O VAR voltou a apontar impedimento de Firmino quando Philippe Coutinho pegou rebote do goleiro Fariñez após cruzamento de Everton 'Cebolinha', que entrou nem no lugar de David Neres.

Já a Venezuela fez jus aos elogios que tem recebido pela evolução de seu futebol, pelo menos no que diz respeito à organização de sua defesa. Villanueva e Osorio praticamente dispensaram o goleiro Fariñez de praticar defesas. Além disso, os alas Murillo e Machís puxaram contra-ataques rápidos e ao menos uma vez conseguiram deixar o artilheiro Rondón em condição de abrir o placar — na melhor chance venezuelana, no primeiro tempo, o avançado cabeceou bola perigosa ao lado do gol de Alisson, que praticamente não precisou trabalhar ao longo do jogo.

Brasil e Peru se enfrentam no próximo sábado em São Paulo e garantem classificação para a próxima fase no grupo A com um empate se a Venezuela não ganhar da Bolívia.

Fonte: El País

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De férias em Santa Catarina, o surfista Gabriel Medina aproveita a paisagem para descansar após o título mundial conquistado na semana passada em Pipeline, no Havaí. Na tarde deste sábado, o atleta postou uma foto do local onde passara a virada do ano, em uma festa na Praia do Rosa, em Imbituba (SC).
- Amarradão por estar aqui na Praia do Rosa‬. Em poucos dias a comemoração vai ser na Virada Mágica - escreveu.
No início da tarde de sexta, Medina chegou a Florianópolis e foi recebido por dezenas de fãs no aeroporto Hercílio Luz. Após o desembarque, o surfista não quis dar entrevista, mas foi atencioso com as pessoas que o esperavam. Posou para fotos e distribuiu autógrafos. Em seguida, entrou num carro para seguir a viagem.
Pouco antes de embarcar a Florianópolis, o atleta postou uma foto em seu Instagram. Apesar da feição de sono, ele deixou transparecer a alegria de estar saindo de férias após um ano de muito trabalho e pressão para a conquista do WCT, no dia 19 de dezembro.
Medina foi campeão do Circuito Mundial de Surfe (WCT) após ficar em segundo lugar na etapa de Pipeline, no Havaí. A comemoração pelo título, que aconteceria em São Sebastião, no litoral de São Paulo, acabou sendo cancelada por causa das fortes chuvas que caíram na cidade nos últimos dias.

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Gabriel Medina está cada vez mais perto do primeiro título brasileiro da história do surfe mundial. Nesta sexta-feira, o paulista de apenas 20 anos passou pelo terceiro round ao levar a melhor sobre o havaiano Dusty Payne e avançou para a quarta etapa. Com este resultado, Kelly Slater (dono de 11 Mundiais) deu adeus à briga pelo título.

Agora, a disputa está apenas entre Gabriel Medina e Mick Fanning, que entra na água por volta das 17h45 (de Brasília). O australiano faz parte da nona bateria, contra o francês Jeremy Flores. Caso seja derrotado, o brasileiro confirma o título mundial.

Medina voltou com tudo na etapa do Havaí. Logo em sua primeira onda pegou um belo tubo e arrancou nota 8,83 dos juízes - a onda foi comemorada como um gol pelos brasileiros que enchem a praia.

Logo depois, tirou um 5,83, mas já no fim da bateria pegou uma direita (Backdoor) e conseguiu repetir a nota 8,83, somando 17,66 contra apenas 11,84 do havaiano.

"Espero que continue andando e passando de fase. Como sempre digo, fiquei focado no meu trabalho, no meu plano, encontrei duas ondas divertidas e estou muito contagiado com as vibrações da torcida. Nunca imaginei que teria tanta gente aqui na torcida. Mas não ganhei nada, tenho que passar algumas baterias para me tornar campeão mundial", disse Medina após a bateria.

Agora, no quarto round, Gabriel Medina terá pela frente o australiano Josh Kerr e o também brasileiro Filipe Toledo na segunda bateria. Mesmo se não vencer, irá para a repescagem no quinto round e seguirá com chances de avançar para as quartas de final.

A etapa do Havaí voltou a ser realizada depois de cinco dias de adiamentos por conta do mar sem ondas. Nesta sexta, porém, o swell chegou a Pipeline e boas ondas foram surfadas pelos atletas.

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Americano vence havaiano Reef Mcintosh na repescagem, avança à terceira fase e segue na luta por 12º título mundial. Pupo, Filipinho e Jadson também se classificam

Após perder na estreia para o australiano Adam Melling, com uma virada nos últimos segundos, Kelly Slater deu um show na repescagem para a terceira fase e continua vivo na luta pelo 12º título mundial, no Havaí. No entanto, se Gabriel Medina avançar para a quarta fase, acaba com as chances do americano. O vento forte atrapalhou os surfistas na última etapa do Circuito Mundial de Surfe (WCT), em Pipeline, e a organização optou por paralisar as disputas após a segunda fase, em um dia ensolarado de ondas pesadas, de 5 a 6 metros. Slater foi um dos que reclamaram das condições ruins e contou que preferia não ter competido. Alguns atletas se machucaram na bancada havaiana nas inúmeras "vacas" (caldos) do dia, marcado por muitas pranchas quebradas. A organização do evento fará uma nova chamada às 21h15 (de Brasília).
Kelly Slater deu show nos tubos de Pipeline, no Havaí os brasileiros Miguel Pupo, Filipe Toledo e Jadson André venceram suas baterias pela repescagem e também asseguraram a vaga na terceira fase, enquanto Raoni Monteiro se despediu da elite do surfe após uma temporada ruim, sem vencer uma bateria sequer.
Em busca do histórico título mundial para o Brasil no surfe, Medina volta à agua na sexta bateria da terceira fase em uma prova de fogo contra o local Dusty Payne. O havaiano, campeão da primeira joia da Tríplice Coroa Havaiana, em Haleiwa, é muito perigoso nos tubos de Pipeline. Slater e Mick Fanning também disputam o caneco. O australiano mede forças com o francês Jeremy Flores, enquanto o americano ainda aguarda a definição de seu adversário.
Atual campeão do Pipe Masters e dono de sete vitórias na “Meca” do surfe, Slater entrou nervoso e demorou a se encontrar na bateria. Foram algumas “vacas” (caldos) até achar uma onda. O local Reef Mcintosh, que entrou na disputa pela triagem, vencia por 5,27 a 2,63. Demorou, mas o mito acordou. Após entubar uma onda com muita velocidade e equilíbrio, arrancou um 7,43 dos juízes e entrou para o jogo. Em seguida, encontrou outro belo tubo com profundidade e desapareceu atrás da onda. Saiu com estilo e finalizou com um aéreo, levando o público ao delírio. Com um 9,57 na melhor ondas, o americano somou 17,00, contra 7,00 do havaiano.
kelly slater surfe pipeline repescagem
Slater desapareceu em um dos tubos em bateria da repescagem,estava ventando muito, eu preferia que não tivesse competição hoje, porque está muito difícil de surfar. Mas eu fiz de tudo para conseguir pegar boas ondas. Faltavam cinco minutos e eu precisava tomar as decisões certas. Por sorte, eu consegui. No fim da bateria, tínhamos as mesmas opções e tivemos que tomar as mesmas decisões. Foi desafiador Tive que controlar os ânimos, continuei tentando e acabei conseguindo encontrar boas ondas. Reef não estava pressionado por resultados, estava apenas procurando boas ondas. É um grande surfista de ondas grandes - disse Slater.
As ondas perfeitas de Pipeline são o sonho todos os surfistas profissionais, porém, podem ser perigosas. Nem mesmo os mais experientes são capazes de fugir da força do mar. Em uma das "vacas" que levou, Slater sentiu a costela, mas, nada que o atrapalhasse em seu caminho. Já o sul-africano Jordy Smith deslocou o ombro ao ser engolido por uma onda, abandonou e foi para um hospital da região. Quem se deu bem com isso foi Dusty Payne, que ficou livre, melhorou a sua pontuação, somou 4,30 e superou Jordy no critério de desempate (melhor nota da bateria, um 3,03 contra um 3,00 do sul-africano).
Filipe Toledo foi um dos brasileiros a avançar à 3ª fase, assim como Jadson e Pupo. 
O melhor brasileiro do dia foi Jadson André. O atleta da vila de Ponta Negra pegou um tubo e agradou os juízes e o público, que bateu palmas e comemorou a principal manobra do surfe. Apenas com a nota 9,37 que tirou, ele venceria oito das nove baterias já encerradas na repescagem. Ele só não teve um somatório maior do que Slater. Com 12,70, Jadson despachou o português Tiago Pires, que não conseguiu se encontrar e foi eliminado, com 2,73.
Ema uma bateria verde-amarela, Miguel Pupo levou a melhor sobre Raoni Monteiro: 7,17 a 4,13. Filipe Toledo, o Filipinho, que terminou o ano como líder do WQS (Divisão de Acesso), precisou de 7,64 para derrotar o irlandês Glenn Hall.
- As ondas estavam difíceis, com muito vento. Fiquei feliz que consegui acertar um aéreo, essa é uma onda tubular. O mar está perigoso - disse Filipinho.

BATERIAS DA SEGUNDA RODADA
1: Kelly Slater (EUA) 17,00 x Reef McIntosh (HAV) 7,00
2: Michel Bourez (TAH) 5,00 x Makai McNamara (HAV) 3,17
3: Jordy Smith (AFS) 4,30 x Dusty Payne (HAV) 4,30
4: Nat Young (EUA) 8,50 x Mitch Coleborn (AUS) 4,77
5: Miguel Pupo (BRA) 7,17 x Raoni Monteiro (BRA) 4,13
6: Filipe Toledo (BRA) 7,64 x Glenn Hall (IRL) 7,07
7: Adrian Buchan (AUS) 3,47 x Travis Logie (AFS) 1,43
8: Kai Otton (AUS) 7,16 x Brett Simpson (EUA) 6,83
9: Fredrick Patacchia (HAV) 6,90 x Mitch Crews (AUS) 1,57
10: Jadson André (BRA) 12,70 x Tiago Pires (PRT) 2,73
11: Julian Wilson (AUS) x Dion Atkinson (AUS)
12: Matt Wilkinson (AUS) x Aritz Aranburu (ESP)
O QUE MEDINA PRECISA PARA SER CAMPEÃO
- se for eliminado até a terceira fase => precisa que Kelly Slater não vença a etapa e que Mick Fanning não chegue às semifinais. Se Fanning for eliminado nas quartas, decide o título da temporada numa bateria homem a homem com o brasileiro.
- se for eliminado na quinta fase => Mick Fanning não pode chegar à final;
- se for eliminado nas quartas ou nas semifinais => Mick Fanning não pode vencer a etapa;
- se chegar à final => conquista o título, independentemente da campanha de seus rivais

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O pontinho amarelo na areia estava quase imperceptível, nesta sexta-feira, na praia de Pipeline. no Havaí. Depois de vencer a primeira bateria da última etapa do Mundial de Surfe, Gabriel Medina foi cercado por um mar, não de água, mas de fãs. Brasileiros de todos os cantos do país se empurravam para conseguir uma selfie com o ídolo. Alguns fizeram sacrifícios até maiores: "Gabriel, eu gastei toda a minha poupança para estar aqui!", gritou uma senhora, arrancando um sorriso do surfista.

Tanta fama assim não é nada comum para atletas que vivem do mar. Mas Gabriel Medina teve que se acostumar rapidamente. Aliás, caiu na graça do público desde que se tornou o mais forte candidato ao título mundial deste ano. A taça inédita para o Brasil, aliás, já pode ser conquistada neste sábado. Basta que Kelly Slater e Mick Fanning sejam eliminados. O americano disputará a repescagem e, se passar, surfará a terceira rodada, enquanto o australiano só entrará no mar pela terceira rodada. 

Padrasto e treinador de Gabriel, Charles é o principal responsável pela concentração e foco do filho. Os dois têm ficado blindados em casa, sem acesso a imprensa e até aos familiares. "A gente não ganhou nada ainda, só passou uma fase que o resultado ainda não muda. A partir de agora começa a troca, e conforme a gente vai passando, é a mesma blindagem. A gente só vai se dar por satisfeito a hora que anunciar o título", declarou o "mentor" de Medina.

De fato, o jogo ainda não está ganho, já que Mick Fanning e a lenda do surf, Kelly Slater, ainda podem alcançar o brasileiro. O australiano também venceu a bateria no primeiro round e se garantiu direto no terceiro. Já Kelly sofreu uma virada dolorida no finzinho da bateria e foi para a repescagem.

Se, assim que saiu do mar, o americano tirou, melancolicamente, a lycra do campeonato, Medina mal conseguiu ir para o vestiário, já que posava para inúmeras selfies com um sorriso de orelha a orelha. Para alguns ali, a assinatura do novato na camisa já ocupou até o lugar do careca do espaço. "Desse tamainho Medina? Você é o maior, seu autógrafo tem de ser gigante!", disse ele ao som de uma gargalhada de Gabriel.

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