Sexta-feira, 5 de Março 2021
4:34:15pm
Sete cidades baianas continuam sem mortes pelo novo coronavírus

Sete cidades baianas continuam sem mortes pelo novo coronavírus

Enquanto os números de infectados e mortos pelo novo coronavírus só fizeram subir nos últimos dias na Bahia, em sete cidades do estado não ocorreu nenhum óbito desde o começo da pandemia: Rio de Contas, Cipó, Anguera, Cravolândia, Catolândia, Tanque Novo e Brotas de Macaúbas, que têm populações entre 3.600 e 17 mil pessoas.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) lista 14 cidades sem mortos pela covid-19. Mas, nos sites oficiais e redes sociais das prefeituras de sete desses 14 municípios listados pelo órgão - todos verificados pela reportagem - há o registro de um ou dois falecimentos pela doença. Em apenas sete não ocorreram mortes.

Segundo a Sesab, as sete cidades onde ocorreram um ou dois óbitos divulgados nas redes oficiais das cidades não teriam ainda notificado ao órgão. “Até o momento, não temos informações nos registros oficiais por parte desses municípios”, diz a nota da secretaria.

Os sete municípios invictos apostaram em fortes campanhas de conscientização, barreiras sanitárias, monitoramento de casos suspeitos, distribuição de máscaras e restrições ao comércio.

Cravolândia, no centro-sul do estado, por exemplo, está com toque de recolher há quase um ano, desde março de 2020. Já em Rio de Contas, os visitantes e moradores que viajam têm ainda de cumprir uma quarentena de sete dias no retorno. Se desrespeitarem, recebem visita da Vigilância Sanitária e até da Polícia Militar (PM).

“Em meio a tanta morte, estamos no paraíso. Aqui está bem tranquilo, tem muita gente que não respeita, mas a gente não deixou de ter barreira, ela continua montada, temos todos os cuidados na rua, com pias para a lavar as mãos, e só não se previne quem não quer”, conta a moradora de Cravolândia, Rose Argolo, 52 anos.

Ela não contraiu a covid-19 até então, mas três pessoas de sua família foram infectadas. Um familiar precisou ser transferido para o Hospital Couto Maia, em Salvador. Foi um dos três únicos casos de internamento de Cravolândia. “Ele ficou 15 dias internado, mas agora está bem, graças a Deus, fazendo acompanhamento, porque ficaram algumas sequelas pulmonares", acrescenta Rose, dona de um restaurante que só funciona por entrega.

Com cerca de 5 mil habitantes, Cravolândia teve 142 casos de covid-19, todos recuperados. A maioria, segundo a secretária de Saúde do município, Ednalva Mendes, foi assintomática ou com sintomas leves. Não há casos ativos há uma semana e 19 pessoas cumprem quarentena atualmente.

“Adotamos medidas drásticas desde 18 de março passado, com barreiras sanitárias que até hoje funcionam, somos um dos únicos que ainda tem, e temos o cuidado de fazer formulários de acesso e monitoramento da quarentena”, explica a secretária. Só está a salvo deste isolamento quem apresenta teste RT-PCR negativo realizado em até 72 horas.

Ednalva também atribui o sucesso dos números à abertura do centro de covid-19, para tratar somente pacientes com síndromes gripais. Além disso, a prefeitura instalou três lavatórios com pias e dispensadores de sabão líquido e álcool em gel em pontos estratégicos da cidade, como na praça principal. Até o dia da feira mudou de sábado para domingo, para evitar aglomerações. As atividades não essenciais, como bares e restaurantes, só reabriram em dezembro e com horário de funcionamento limitado até às 22h. Domingo nada está autorizado a abrir. Os profissionais de saúde da rede são testados para o vírus regularmente, a cada 15 a 30 dias.

Chapada
Em Rio de Contas, na Chapada Diamantina, houve investimento pesado em fiscalização. Em parceria com os profissionais da atenção básica, as equipes da vigilância sanitária monitoram os casos positivos e suspeitos. “Se um paciente sair de casa suspeito ou positivo a atenção básica aciona a vigilância. Se a pessoa não cumprir a quarentena, a gente conta com o apoio da PM, que vai junto com a equipe da saúde para garantir que ele fique em casa”, explica a secretária de saúde de Rio de Contas, Sara Tafetá. Até então, ninguém precisou ser conduzido à delegacia, segundo ela.

A secretária pontuou ainda que tem investido bastante em campanhas educativas, em redes sociais, rádio e inclusive com carros de som pelas ruas da cidade. Não há limitação de horário para bares e restaurantes, o único exigido é o cumprimento dos protocolos de higiene e prevenção, como distanciamento de dois metros entre as mesas e utilização de 50% da capacidade do estabelecimento.

Os turistas ficaram proibidos de entrar na cidade de março até setembro passados. Agora, só entram com comprovação da reserva de hospedagem. Com 12.979 habitantes, Rio de Contas registra 1.421 casos de covid-19, sendo 263 confirmados e 254 curados. Outros cinco aguardam resultado do exame, 8 estão ativos, em tratamento, e uma pessoa está hospitalizada. Além desse, só houve um outro caso que precisou de internamento. O município implantou ainda três barreiras sanitárias que continuam em funcionamento e um centro de covid-19.

Também na Chapada, a cidade de Tanque Novo não teve perda de nenhum de seus 17.366 habitantes. O secretário de saúde do município, Wesley Carneiro, acredita que tenha sido pela testagem em massa da população, monitoramento e tratamento precoce para evitar que os sintomas se agravassem. “Quando acontece algum caso positivo, nossa equipe faz o atendimento precoce e monitoramento. Testamos todos os contatantes através do PCR e ficamos observando. Caso tenha algum sintoma, o médico faz logo a avaliação e, se for necessário, já entra logo com o tratamento”, esclarece Carneiro.

O secretário também disse que a prefeitura fez ampla campanha de conscientização nas redes sociais e veículos de comunicação e decretou o fechamento de bares, restaurantes e comércio no mês de janeiro, por conta do aumento do número de casos. Foram 180 confirmados até agora, sendo 172 curados e 8 casos ativos. Cinco pessoas precisaram se internar e foram transferidas para Vitória da Conquista.

A moradora Belza Magalhães, 53 anos, afirma que as campanhas educativas tiveram efeito. “Todo mundo está se protegendo e sabendo lidar com a doença. O pessoal tá ficando mais em casa e não teve nada de aglomeração, nem agora no carnaval. Alguns casais viajaram, mas deus abençoa que no retorno não tenha novos casos”, desejou Belza, dona de um restaurante na cidade, que só trabalha com delivery.

Em Anguera, cidade a 155 quilômetros de Salvador, a receita foi também desenvolver ações educativas com os moradores. “A gente tem feito trabalho educativo de cuidados pessoais e coletivos e temos o centro de covid-19, com a equipe da atenção básica, que trabalha em bastante consonância e ajuda com os casos suspeitos, fazendo o diagnóstico rápido e acompanhamento”, afirma a secretária de saúde de Anguera, Karine Ramos. Foram 240 infectados pela covid-19 no município e dois desses precisaram de internação. A cidade tem 11.300 habitantes. As barreiras sanitárias duraram até agosto do ano passado e não foi necessário, até então, aplicar o toque de recolher.

O monitoramento dos casos suspeitos é feito pelo Disque Covid, número de telefone disponibilizado à população para quem apresentar sintomas. Nele, um profissional de saúde agenda um horário para fazer a triagem do paciente, marcar as consultas e testagem no centro de covid, onde é feita a coleta para o exame RT-PCR. Após a alta, a secretária garante que o suspeito e seus contatantes continuam em acompanhamento. “Por ser um município pequeno, muitas pessoas pegam através dos contatantes. Tivemos muitos casos de pessoas com sintomas leves ou assintomáticos que os contatantes deram positivo", alerta Karine.

Na região oeste da Bahia, em Catolândia, o secretário de saúde Fábio Toledo acredita que a inexistência de mortes é pelo receio da população em sair de casa, principalmente dos mais velhos. São 3.600 moradores no município. "Catolândia é uma cidade pequena e pacata, acho que o zero óbito se dá pela população mais idosa e temerosa em relação à pandemia", estima Toledo. A nova gestão continuou com a estrutura que já existia, como o centro de covid-19.

Em Cipó, no nordeste da Bahia, a secretária de saúde, Hoga Ramos, defende que o que ajudou a conter a doença foi a manutenção do centro de testagem para o diagnóstico precoce e a disponibilização de leitos exclusivos para pacientes com covid-19 no Hospital Municipal. Somente uma criança precisou ser internada e foi transferida para o Martagão Gesteira, em Salvador.

"Nossa política de prevenção foi a conscientização dos nossos munícipes. Medidas restritivas e punitivas também foram adotadas, sempre com o intuito de resguardar a saúde da população", informou a secretária.

Cidades com maior índice de casos por 100 habitantes na Bahia

Ibirataia - 12.480,41
Itororó - 11.004,81
Itabuna - 10.164,94
Muniz Ferreira - 9.620,05
Conceição do Coité - 9.232,57
Capim Grosso - 8.926,36
Almadina - 8.656,66
Maracás - 8.500,53
Piripá - 8.405,72
São José da Vitória - 8.325,97

Fonte: Sesab

**Curiosidade: o nome de Cravolândia é uma homenagem ao ex-deputado estadual e empresário, Mário Cravo, pai do artista plástico Mário Cravo Júnior. Mário Cravo foi o primeiro prefeito da cidade.


Fonte: Correio24horas

Itens relacionados (por tag)

  • Com aumento de mortes, prefeitura cria mais de mil vagas em cemitério de Salvador

    No cemitério municipal de Plataforma, coveiros limpam uma área. Em breve, ali vai abrir espaço para novos corpos. É que, com o crescente número de mortes pela covid-19, a prefeitura decidiu criar 1.125 novas vagas. Os números não param de crescer. Fevereiro foi o segundo mês com mais mortes na Bahia. E, se continuar nesse ritmo, março pode ultrapassá-lo.

    A média histórica de sepultamentos anterior a pandemia era em torno de 12 por dia. Agora, 17 pessoas chegam a ser enterradas diariamente em Salvador. Marise Chastinet, secretária Municipal de Ordem Pública (Semop), avalia que esse é o pior momento da pandemia no ponto de vista funeral, pois o número de mortes está crescendo e de forma acelerada. No entanto, ela garante que a capital não corre o risco de colapso na rede.

    “Estamos nos planejando justamente para isso não ocorrer. Aumentou muito o quantitativo de mortes, tanto por covid-19 como por mortes naturais. Mas a gente escolheu o cemitério de Plataforma por lá ser o único local que tem área disponível para construir novas gavetas. A entrega deve acontecer em torno de 60 a 90 dias. A gente vai tentar acelerar para qualquer eventualidade”, diz.

    Nesse momento, os cemitérios municipais de Salvador têm apenas 1.050 vagas disponíveis para o mês de março. Dessas, 750 são gavetas já prontas para utilização imediata. As outras 300 são de covas rasas liberadas mensalmente por conta de exumações dos corpos. “A exumação acontece após três anos e meio do enterro. A família é chamada nesse momento para destinar o corpo a um lugar específico e apropriado”, explica Chastinet.

    Dor
    Nos cemitérios públicos, os coveiros não são autorizados a dar entrevista, mas um deles aceitou falar com a reportagem sem ser identificado. “São muitas as mortes por covid-19 que temos que lidar e já passaram para a gente para nos prepararmos para um aumento. É triste, pois esse tipo de enterro é o mais difícil. Temos que usar todo o equipamento de proteção e lidar com a família que muitas vezes não aceita ou entende”.

    No momento em que o CORREIO esteva no local, uma mulher identificada apenas como Jucilene, vítima da covid-19, foi enterrada. Sua mãe, esposo e filhos acompanharam o sepultamento. Eles afirmaram à reportagem que a causa da morte não foi essa e não quiseram passar mais informações. Mesmo assim, os coveiros garantiram que tinha sido o vírus e o sepultamento teve que ser realizado com todas as restrições: sem velório, com caixão lacrado e em apenas dois minutos de duração, divididos em duas partes.

    Na primeira, o caixão foi transportado do carro da funerária até a gaveta. Nesse momento, o choro e palavras de lamentações dos familiares começam a ser ouvidos. “Eu quero minha mãe”, disse uma filha. “Eu não vou conseguir”, afirmou outra pessoa, virando-se de costas e abraçando um rapaz. Ela preferiu não olhar o momento que os coveiros colocaram rapidamente a urna na gaveta. Uma música gospel começou a ser cantada. Outro familiar passou a andar de um lado para outro, balançando a cabeça em sinal negativo.

    Depois, na segunda parte, os coveiros iniciam o fechamento da gaveta. Colocam uma placa e usam cimento para tapar. Um pastor interrompe a música para proferir uma mensagem de conforto.

    Tudo isso durou dois minutos. Após fechar a gaveta, os coveiros são os primeiros a deixar o local. Vão direto lavar os equipamentos de proteção usados no enterro: luvas, botas, macacão, dentre outros. Os familiares começam a se dispersar logo depois. Eram 33 pessoas que acompanhavam o sepultamento, embora o permitido fosse apenas 10, para não gerar aglomeração. “A gente explica para eles a limitação, mas não podemos impedir das pessoas entrarem, pois não temos poder de polícia”, explica o coveiro.

    Por mais que a família tenha negado que a causa seja covid-19, ela não reclamou pela forma como o enterro aconteceu, sem velório. Infelizmente, isso não é sempre o que acontece. “Alguns começam a questionar. Querem que seja mais demorado, que abra o caixão. Mas isso dentro do cemitério não acontece, pois é o nosso emprego que está em jogo. Tem gente que acha que nós que somos os culpados”, disse o coveiro, cujo salário é de R$ 1,1 mil. “Trabalhamos na linha de frente e expostos. Tive colegas que pegaram o vírus e ficaram afastados. Só Deus para proteger”, completou.

    Enterros

    Outra possibilidade de funeral pelo setor municipal é a cremação gratuita de corpos provenientes de mortes naturais. Isso acontece graças a um contrato firmado entre a Semop com o cemitério Jardim da Saudade. No entanto, a secretária Marise Chastinet afirma que essa opção é ainda pouco utilizada pelas pessoas. “O serviço é ofertado à medida que é solicitado. Acredito que falta divulgação”.

    Salvador tem atualmente 10 cemitérios municipais e todos eles estão aptos a atender e realizar sepultamentos por covid-19. As unidades ficam nos bairros de Brotas, Itapuã, Pirajá, Plataforma, Periperi, Paripe e nas ilhas de Bom Jesus dos Passos, de Maré, Paramana e Ponta de Nossa Senhora. Segundo a Semop, em dias de sepultamento por covid-19, equipes realizam a desinfecção com hipoclorito de sódio.

    Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) afirmou que administra apenas uma parte do cemitério Quinta dos Lázaros, onde só faz enterros de cova rasa para corpos de indigentes (pessoas que não tem família) encaminhados pela polícia, através do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. As outras áreas do cemitério são administradas por outras instituições.

    Procurados, os cemitérios Jardim da Saudade, Bosque da Paz e Campo Santo, confirmaram o aumento no sepultamento de vítimas da covid-19.

    Contêiner

    Outro sinal que expressa o aumento de mortes por covid-19 na cidade é o aluguel de contêineres refrigerados para armazenar corpos em Salvador. O Governo da Bahia já realizou o aluguel de quatro desses equipamentos, que estão espalhados nos hospitais Instituto Couto Maia, Espanhol, Ernesto Simões Filho e o de Campanha da Arena Fonte Nova.

    O CORREIO também esteve no estádio, mas não verificou o equipamento. O segurança informou que ele fica na parte de cima do local, não visível para as pessoas. Em nota, a Sesab explicou que esse contêiner é necessário pois a Fonte Nova não possui um necrotério.

    “Por ser uma estrutura adaptada para funcionar como unidade hospitalar, não possui necrotério. Sendo assim, o contêiner funciona como tal. Os corpos só ficam o tempo de serem preparados e liberados para a família/serviço funerário. Para as demais unidades, os contêineres foram colocados para o caso de a capacidade do necrotério ser excedida”.

    Como agendar sepultamentos e cremações em Salvador?
    É só entrar em contato com a Central de Agendamento pelos telefones: (71) 3322-1037, 3266-2194, 3202-5429 ou 3202-5472. O serviço funciona diariamente das 8h às 16h30 e os documentos necessários são: RG, CPF, comprovante de residência do falecido e do familiar responsável, além de certidão de óbito e guia de sepultamento ou cremação, fornecidas pelos cartórios de registro civil.

    Taxas:
    Cova Rasa Adulto: R$36
    Cova Rasa Criança: R$18
    Gaveta: R$122
    Cremação: Gratuita

     

     

    Fonte: Correio24horas

  • Covid: Sesab emite alerta sobre disseminação das variantes britânicas e de Manaus na Bahia

    A Superintendência de Vigilância e Proteção à Saúde, da Sesab, emitiu, nessa quinta-feira (4), um alerta para todas as unidades de saúde da Bahia sobre a disseminação, de forma comunitária, das variantes do coronavírus do Reino Unido e de Manaus no estado.

    De acordo com o comunicado, na quarta-feira (3), o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (lOC/Fiocruz) e a Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen) notificaram a identificação, através de sequenciamento, de mais casos da variante Sars-CoV-2 P.1 da linhagem B.1.1.28, de Manaus, e da variante Sars-CoV-2 VOC 202012/01 da linhagem B.1.1.7, do Reino Unido, em amostras provenientes do estado da Bahia.

    As duas variantes são consideradas de risco por causa das mutações que apresentam e estão diretamente relacionadas a um aumento de transmissibilidade e maior gravidade dos quadros e risco de morte.

    O alerta da Sesab pede que unidades notificadoras fortaleçam as atividades de controle da covid-19, se mantendo atentas aos atendimentos dos casos suspeitos e realizando a notificação tanto dos suspeitos, quanto dos confirmados, atentando para o rastreamento dos contatos de todos os casos.

    A Sesab pede ainda que a população seja orientada em relação às medidas de controle e prevenção como o isolamento domiciliar da pessoa que estiver com suspeita ou em período de transmissão da doença, além de outros cuidados que já fazem parte do nosso dia a dia, mas que precisam ser sempre lembrados, como a lavagem frequente das mãos com água e sabão e/ou álcool em gel a 70%, além do uso obrigatório de máscara e o distanciamento social. O comunicado é assinado pela coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, Talita Moreira Urpia.

    Análise mostra risco maior da variante de Manaus
    Segundo o comunicado, até o dia 3 de março, foram confirmados 17 casos da variante P.1 de Manaus, na Bahia. Os casos estão relacionados com os municípios de Salvador, Amargosa, Itabuna, Santa Luz, Irecê, João Dourado e Lauro de Freitas. Ainda de acordo com o alerta, 10 casos (58,8%) precisaram de hospitalização, e três (17,6%) pacientes morreram.

    Desde o começo de fevereiro deste ano, a cepa de Manaus está presente no território baiano.

    Um estudo do final de fevereiro, coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia, constatou que a carga viral de pacientes contaminados pela cepa P.1 é bem maior do que em pacientes com outras cepas que circulam no Amazonas.

    De acordo com a pesquisa, ainda não oficialmente publicada, mas disponível na plataforma Research Square, o aumento da quantidade de vírus no nariz e na garganta amplia a possibilidade de transmissão.

    Já em relação à variante B.1.1.7 do Reino Unido, o alerta da Sesab diz que até 3 de março de 2021, foram notificados nove casos, sendo seis confirmados e três ainda em análise. Nesse caso, os municípios que apresentaram essa variante foram Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Itapetinga e Lauro de Freitas.

    Ainda segundo o comunicado, nenhum dos casos confirmados pela varianre britânica necessitou de hospitalização, e todos estão curados.

    No dia 17 de fevereiro, a Sesab anunciou a detecção de transmissão comunitária na Bahia da variante britânica.

    Na ocasião, o resultado foi apresentado após o sequenciamento genético da amostra de um homem de 62 anos, residente em Salvador, sem histórico de viagem ao exterior, nem contato com pessoas com esse perfil.

  • Boletim registra mais de 21 mil casos ativos de Covid-19 na Bahia; 111 óbitos são contabilizados

    A Bahia registrou 21.486 casos ativos de Covid-19 de acordo com boletim divulgado nesta quinta-feira (4) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Segundo boletim, 5.985 novos casos da doença foram confirmados nas últimas 24h.

    De acordo com a Sesab, 111 óbitos foram registrados. As mortes aconteceram em datas diversas, mas foram contabilizadas no boletim desta quinta. Ao todo, 12.251 pessoas morreram vítimas da doença na Bahia. Segundo boletim, em março, o dia com o maior número de óbitos foi no dia 3, com 11 vítimas.

    Com os novos casos, a Bahia alcançou a marca de 700.768 casos de Covid-19 desde o início da pandemia. Na Bahia, 43.353 profissionais da saúde tiveram diagnostico positivo para o vírus.

    O boletim informa também o número de vacinados na Bahia. Segundo a Sesab, 500.471 pessoas foram vacinadas contra a Covid-19, dos quais 141.951 receberam também a segunda dose até as 15h desta quinta.

    Os dados representam notificações oficiais compiladas pelo Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta quinta.

    O boletim completo está disponível no site da Sesab e em uma plataforma disponibilizada pela secretaria de saúde estadual.

    Leitos Covid-19
    Nesta quinta, dos 2.275 leitos ativos na Bahia, 1.697 estão com pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação geral de 75%, de acordo com a Sesab.

    Desses leitos, 1.145 são para atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e estão com ocupação de 84% (960 leitos ocupados). A taxa de ocupação dos leitos de UTI pediátrica é de 72%, com 26 das 36 unidades em utilização.

    Já as unidades de enfermaria adulto na Bahia estão com 64% da ocupação, e a pediátrica com 82%.

    Em Salvador, dos 1.079 leitos ativos, 908 estão com pacientes internados. A taxa de ocupação geral é de 84%. A taxa de ocupação da UTI adulto é de 84% e a pediátrica de 67%. Nos leitos clínicos adultos, a taxa de ocupação é de 85%, e nos leitos pediátricos, a ocupação é de 86%.

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