Segunda-feira, 8 de Março 2021
1:06:20am
O Jornal da Cidade

O Jornal da Cidade

Milton Rodrigues, assesasor do cantor Leonardo, morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo nesta quinta-feira (4) na fazenda Talismã, de propriedade do artista, localizada em Jussara, no noroeste de Goiás. Conhecido como Passim, ele trabalhava no meio artístico há 30 anos.

A assessoria de imprensa do cantor informou ao G1 que a morte foi causada por um tiro acidental. Já segundo a Polícia-Técnico Científica (PTC), a vítima foi atingida por disparo de arma de fogo e a Polícia Civil vai apurar o caso.

A assessoria da PTC informou ainda que equipes de Perícia Criminal e de Medicina Legal fizeram a perícia no local e no corpo com o objetivo de fornecer suporte técnico-científico às investigações da polícia.

O cantor Zé Felipe, filho de Leonardo, postou vídeo com Passim em seu Instagram e disse que "não dá para acreditar" na perda do amigo. Nas imagens, os dois brincam juntos e o artista pede para que o amigo não morra nunca.

"Se você morrer, eu desenterro você e ponho em pé de novo", diz Zé Felipe.

No cemitério municipal de Plataforma, coveiros limpam uma área. Em breve, ali vai abrir espaço para novos corpos. É que, com o crescente número de mortes pela covid-19, a prefeitura decidiu criar 1.125 novas vagas. Os números não param de crescer. Fevereiro foi o segundo mês com mais mortes na Bahia. E, se continuar nesse ritmo, março pode ultrapassá-lo.

A média histórica de sepultamentos anterior a pandemia era em torno de 12 por dia. Agora, 17 pessoas chegam a ser enterradas diariamente em Salvador. Marise Chastinet, secretária Municipal de Ordem Pública (Semop), avalia que esse é o pior momento da pandemia no ponto de vista funeral, pois o número de mortes está crescendo e de forma acelerada. No entanto, ela garante que a capital não corre o risco de colapso na rede.

“Estamos nos planejando justamente para isso não ocorrer. Aumentou muito o quantitativo de mortes, tanto por covid-19 como por mortes naturais. Mas a gente escolheu o cemitério de Plataforma por lá ser o único local que tem área disponível para construir novas gavetas. A entrega deve acontecer em torno de 60 a 90 dias. A gente vai tentar acelerar para qualquer eventualidade”, diz.

Nesse momento, os cemitérios municipais de Salvador têm apenas 1.050 vagas disponíveis para o mês de março. Dessas, 750 são gavetas já prontas para utilização imediata. As outras 300 são de covas rasas liberadas mensalmente por conta de exumações dos corpos. “A exumação acontece após três anos e meio do enterro. A família é chamada nesse momento para destinar o corpo a um lugar específico e apropriado”, explica Chastinet.

Dor
Nos cemitérios públicos, os coveiros não são autorizados a dar entrevista, mas um deles aceitou falar com a reportagem sem ser identificado. “São muitas as mortes por covid-19 que temos que lidar e já passaram para a gente para nos prepararmos para um aumento. É triste, pois esse tipo de enterro é o mais difícil. Temos que usar todo o equipamento de proteção e lidar com a família que muitas vezes não aceita ou entende”.

No momento em que o CORREIO esteva no local, uma mulher identificada apenas como Jucilene, vítima da covid-19, foi enterrada. Sua mãe, esposo e filhos acompanharam o sepultamento. Eles afirmaram à reportagem que a causa da morte não foi essa e não quiseram passar mais informações. Mesmo assim, os coveiros garantiram que tinha sido o vírus e o sepultamento teve que ser realizado com todas as restrições: sem velório, com caixão lacrado e em apenas dois minutos de duração, divididos em duas partes.

Na primeira, o caixão foi transportado do carro da funerária até a gaveta. Nesse momento, o choro e palavras de lamentações dos familiares começam a ser ouvidos. “Eu quero minha mãe”, disse uma filha. “Eu não vou conseguir”, afirmou outra pessoa, virando-se de costas e abraçando um rapaz. Ela preferiu não olhar o momento que os coveiros colocaram rapidamente a urna na gaveta. Uma música gospel começou a ser cantada. Outro familiar passou a andar de um lado para outro, balançando a cabeça em sinal negativo.

Depois, na segunda parte, os coveiros iniciam o fechamento da gaveta. Colocam uma placa e usam cimento para tapar. Um pastor interrompe a música para proferir uma mensagem de conforto.

Tudo isso durou dois minutos. Após fechar a gaveta, os coveiros são os primeiros a deixar o local. Vão direto lavar os equipamentos de proteção usados no enterro: luvas, botas, macacão, dentre outros. Os familiares começam a se dispersar logo depois. Eram 33 pessoas que acompanhavam o sepultamento, embora o permitido fosse apenas 10, para não gerar aglomeração. “A gente explica para eles a limitação, mas não podemos impedir das pessoas entrarem, pois não temos poder de polícia”, explica o coveiro.

Por mais que a família tenha negado que a causa seja covid-19, ela não reclamou pela forma como o enterro aconteceu, sem velório. Infelizmente, isso não é sempre o que acontece. “Alguns começam a questionar. Querem que seja mais demorado, que abra o caixão. Mas isso dentro do cemitério não acontece, pois é o nosso emprego que está em jogo. Tem gente que acha que nós que somos os culpados”, disse o coveiro, cujo salário é de R$ 1,1 mil. “Trabalhamos na linha de frente e expostos. Tive colegas que pegaram o vírus e ficaram afastados. Só Deus para proteger”, completou.

Enterros

Outra possibilidade de funeral pelo setor municipal é a cremação gratuita de corpos provenientes de mortes naturais. Isso acontece graças a um contrato firmado entre a Semop com o cemitério Jardim da Saudade. No entanto, a secretária Marise Chastinet afirma que essa opção é ainda pouco utilizada pelas pessoas. “O serviço é ofertado à medida que é solicitado. Acredito que falta divulgação”.

Salvador tem atualmente 10 cemitérios municipais e todos eles estão aptos a atender e realizar sepultamentos por covid-19. As unidades ficam nos bairros de Brotas, Itapuã, Pirajá, Plataforma, Periperi, Paripe e nas ilhas de Bom Jesus dos Passos, de Maré, Paramana e Ponta de Nossa Senhora. Segundo a Semop, em dias de sepultamento por covid-19, equipes realizam a desinfecção com hipoclorito de sódio.

Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) afirmou que administra apenas uma parte do cemitério Quinta dos Lázaros, onde só faz enterros de cova rasa para corpos de indigentes (pessoas que não tem família) encaminhados pela polícia, através do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. As outras áreas do cemitério são administradas por outras instituições.

Procurados, os cemitérios Jardim da Saudade, Bosque da Paz e Campo Santo, confirmaram o aumento no sepultamento de vítimas da covid-19.

Contêiner

Outro sinal que expressa o aumento de mortes por covid-19 na cidade é o aluguel de contêineres refrigerados para armazenar corpos em Salvador. O Governo da Bahia já realizou o aluguel de quatro desses equipamentos, que estão espalhados nos hospitais Instituto Couto Maia, Espanhol, Ernesto Simões Filho e o de Campanha da Arena Fonte Nova.

O CORREIO também esteve no estádio, mas não verificou o equipamento. O segurança informou que ele fica na parte de cima do local, não visível para as pessoas. Em nota, a Sesab explicou que esse contêiner é necessário pois a Fonte Nova não possui um necrotério.

“Por ser uma estrutura adaptada para funcionar como unidade hospitalar, não possui necrotério. Sendo assim, o contêiner funciona como tal. Os corpos só ficam o tempo de serem preparados e liberados para a família/serviço funerário. Para as demais unidades, os contêineres foram colocados para o caso de a capacidade do necrotério ser excedida”.

Como agendar sepultamentos e cremações em Salvador?
É só entrar em contato com a Central de Agendamento pelos telefones: (71) 3322-1037, 3266-2194, 3202-5429 ou 3202-5472. O serviço funciona diariamente das 8h às 16h30 e os documentos necessários são: RG, CPF, comprovante de residência do falecido e do familiar responsável, além de certidão de óbito e guia de sepultamento ou cremação, fornecidas pelos cartórios de registro civil.

Taxas:
Cova Rasa Adulto: R$36
Cova Rasa Criança: R$18
Gaveta: R$122
Cremação: Gratuita

 

 

Fonte: Correio24horas

A Superintendência de Vigilância e Proteção à Saúde, da Sesab, emitiu, nessa quinta-feira (4), um alerta para todas as unidades de saúde da Bahia sobre a disseminação, de forma comunitária, das variantes do coronavírus do Reino Unido e de Manaus no estado.

De acordo com o comunicado, na quarta-feira (3), o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (lOC/Fiocruz) e a Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen) notificaram a identificação, através de sequenciamento, de mais casos da variante Sars-CoV-2 P.1 da linhagem B.1.1.28, de Manaus, e da variante Sars-CoV-2 VOC 202012/01 da linhagem B.1.1.7, do Reino Unido, em amostras provenientes do estado da Bahia.

As duas variantes são consideradas de risco por causa das mutações que apresentam e estão diretamente relacionadas a um aumento de transmissibilidade e maior gravidade dos quadros e risco de morte.

O alerta da Sesab pede que unidades notificadoras fortaleçam as atividades de controle da covid-19, se mantendo atentas aos atendimentos dos casos suspeitos e realizando a notificação tanto dos suspeitos, quanto dos confirmados, atentando para o rastreamento dos contatos de todos os casos.

A Sesab pede ainda que a população seja orientada em relação às medidas de controle e prevenção como o isolamento domiciliar da pessoa que estiver com suspeita ou em período de transmissão da doença, além de outros cuidados que já fazem parte do nosso dia a dia, mas que precisam ser sempre lembrados, como a lavagem frequente das mãos com água e sabão e/ou álcool em gel a 70%, além do uso obrigatório de máscara e o distanciamento social. O comunicado é assinado pela coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, Talita Moreira Urpia.

Análise mostra risco maior da variante de Manaus
Segundo o comunicado, até o dia 3 de março, foram confirmados 17 casos da variante P.1 de Manaus, na Bahia. Os casos estão relacionados com os municípios de Salvador, Amargosa, Itabuna, Santa Luz, Irecê, João Dourado e Lauro de Freitas. Ainda de acordo com o alerta, 10 casos (58,8%) precisaram de hospitalização, e três (17,6%) pacientes morreram.

Desde o começo de fevereiro deste ano, a cepa de Manaus está presente no território baiano.

Um estudo do final de fevereiro, coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia, constatou que a carga viral de pacientes contaminados pela cepa P.1 é bem maior do que em pacientes com outras cepas que circulam no Amazonas.

De acordo com a pesquisa, ainda não oficialmente publicada, mas disponível na plataforma Research Square, o aumento da quantidade de vírus no nariz e na garganta amplia a possibilidade de transmissão.

Já em relação à variante B.1.1.7 do Reino Unido, o alerta da Sesab diz que até 3 de março de 2021, foram notificados nove casos, sendo seis confirmados e três ainda em análise. Nesse caso, os municípios que apresentaram essa variante foram Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Itapetinga e Lauro de Freitas.

Ainda segundo o comunicado, nenhum dos casos confirmados pela varianre britânica necessitou de hospitalização, e todos estão curados.

No dia 17 de fevereiro, a Sesab anunciou a detecção de transmissão comunitária na Bahia da variante britânica.

Na ocasião, o resultado foi apresentado após o sequenciamento genético da amostra de um homem de 62 anos, residente em Salvador, sem histórico de viagem ao exterior, nem contato com pessoas com esse perfil.

A Bahia registrou 21.486 casos ativos de Covid-19 de acordo com boletim divulgado nesta quinta-feira (4) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Segundo boletim, 5.985 novos casos da doença foram confirmados nas últimas 24h.

De acordo com a Sesab, 111 óbitos foram registrados. As mortes aconteceram em datas diversas, mas foram contabilizadas no boletim desta quinta. Ao todo, 12.251 pessoas morreram vítimas da doença na Bahia. Segundo boletim, em março, o dia com o maior número de óbitos foi no dia 3, com 11 vítimas.

Com os novos casos, a Bahia alcançou a marca de 700.768 casos de Covid-19 desde o início da pandemia. Na Bahia, 43.353 profissionais da saúde tiveram diagnostico positivo para o vírus.

O boletim informa também o número de vacinados na Bahia. Segundo a Sesab, 500.471 pessoas foram vacinadas contra a Covid-19, dos quais 141.951 receberam também a segunda dose até as 15h desta quinta.

Os dados representam notificações oficiais compiladas pelo Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta quinta.

O boletim completo está disponível no site da Sesab e em uma plataforma disponibilizada pela secretaria de saúde estadual.

Leitos Covid-19
Nesta quinta, dos 2.275 leitos ativos na Bahia, 1.697 estão com pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação geral de 75%, de acordo com a Sesab.

Desses leitos, 1.145 são para atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e estão com ocupação de 84% (960 leitos ocupados). A taxa de ocupação dos leitos de UTI pediátrica é de 72%, com 26 das 36 unidades em utilização.

Já as unidades de enfermaria adulto na Bahia estão com 64% da ocupação, e a pediátrica com 82%.

Em Salvador, dos 1.079 leitos ativos, 908 estão com pacientes internados. A taxa de ocupação geral é de 84%. A taxa de ocupação da UTI adulto é de 84% e a pediátrica de 67%. Nos leitos clínicos adultos, a taxa de ocupação é de 85%, e nos leitos pediátricos, a ocupação é de 86%.

Salvador vai começar a imunizar os idosos acima de 79 anos na quinta-feira (4) graças às quase 15 mil doses da CoronaVac entregues à capital nesta quarta (3). As vacinas integram um lote com 165.600 doses do imunizante produzido pelo Instituto Butantan, que chegou à Bahia na madrugada de quarta. No mesmo dia, o produto que fornece proteção contra o coronavírus começou a ser enviado para as centrais regionais no interior do estado. A expectativa é de que a Bahia alcance a marca de meio milhão de imunizados com a 1ª dose até a próxima quinta (4), calcula a coordenadora de imunização do Estado, Vânia Rebouças.

Até agora, 480.720 baianos receberam a 1º dose da vacina contra a covid-19 no estado, segundo vacinômetro da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Em Salvador, já 147.943 moradores foram vacinados com a 1ª dose, conforme vacinômetro da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS).

Os dados estaduais ainda estão distantes da meta de imunização para a fase 1 de vacinação na Bahia, que possui um público alvo mais de 1.4 milhão. O entrave é a escassez de vacinas recebidas pelo estado. “Precisamos receber mais doses para poder realizar a vacinação de forma acelerada, como deve ser. Estamos realizando a logística de distribuição das vacinas com rapidez”, pontuou Rebouças.

Seguindo o Programa Nacional de Imunização (PNI), os grupos prioritários de todas as fases do plano federal somam cerca de 5 milhões de pessoas  na Bahia. Rebouças calcula que o estado teria a capacidade de imunizar, com a primeira aplicação da vacina, esses grupos em um mês se houvesse doses para tal. “Teríamos que receber 10 milhões de doses para imunizar completamente os grupos prioritários”, afirmou a coordenadora.

Vacinas liberadas

Segundo a coordenadora de imunização do Estado, com este novo envio de vacinas, foram liberadas cerca de 83% das doses necessárias para imunizar, com a 1ª dose, os grupos dos trabalhadores da saúde e idosos a partir de 80 anos da Bahia.  A quantidade de imunizantes que cada cidade recebe é calculada com base na população dos grupos prioritários dos municípios. “A orientação é que os municípios possam avançar na vacinação dos idosos em ordem decrescente de idade. Entregamos doses para atender mais de 80% do público a partir de 80 anos”, explicou Rebouças.

Como vem sendo feito, o Governo do Estado também resguardou metade do lote recebido nesta quarta para assegurar a aplicação da segunda dose da CoronaVac. O intervalo entre as doses da vacina é de 28 dias.  Já a vacina da AstraZeneca/Oxford tem um intervalo de 12 semanas. 

Aplicação das doses

A Bahia recebeu 1.111.200 doses de vacinas contra o coronavírus desde o dia 18 de janeiro. Ao todo, foram enviados ao estado seis lotes com os imunizantes - quatro do CoronaVac e dois da AstraZeneca/Oxford. De acordo com Rebouças, todas as cidades devem receber as doses. Para isso, é preciso que o município comprove ter utilizado 75% do estoque de primeira dose disponível para seus moradores.

A meta da campanha de vacinação contra a Covid-19 no estado é imunizar, pelo menos, 90% dos integrantes dos grupos prioritários. Algumas cidades da Bahia, possuem baixos índices de vacinação, como Senhor do Bonfim, onde só 31,8% das 3.209 doses entregues pelo estado foram aplicadas, segundo o vacinômetro da Sesab. Os dados da ferramenta da Sesab apontam ainda que 21 cidades do interior baiano não aplicaram as segundas doses da vacina. Entretanto, a coordenadora de imunização garante que os imunizantes já começaram a ser aplicados.

Prefeito de Salvador, Bruno Reis anunciou nesta quarta que a vacinação de idosos com 79 anos ou mais será iniciada na quinta-feira (4) em Salvador. Segundo ele, das mais de 165 mil doses que o estado recebeu, a capital baiana ficará com cerca de 15 mil, que serão distribuídas entre idosos e trabalhadores da Saúde. "A gente vai retomar os trabalhadores da saúde e amanhã iniciaremos a vacinação dos idosos acima de 79 anos. Nós temos 6.800 idosos nessa faixa ", disse Bruno.

A nova remessa de vacinas foi levada para a sede da Vigilância Sanitária, que fica no bairro do Rio Vermelho, e de lá serão distribuídas para os pontos fixos e de drive-thru. "Se não fosse essa irregularidade na remessa de vacinas, a gente conseguiria fazer uma logística muito melhor, inclusive sem filas. Mas, infelizmente, como as vacinas demoram de chegar, o que a gente anuncia diante desse cenário é que estamos enfrentando de desespero, as pessoas vão todas de vez aos pontos de vacinação", avaliou o prefeito.

Regiões

O Extremo-Sul da Bahia possui níveis baixos de aplicação das vacinas contra o coronavírus, segundo o vacinômetro da Sesab. Na região, 73,1% da população que deve ser vacinada nesta primeira fase recebeu a primeira dose do imunizante. Deste grupo, apenas 38,2% receberam a 2ª dose - o menor percentual dentre as regiões baianas.

De acordo com a coordenadora de imunização, a região possui índices mais baixos de vacinação devido ao tamanho da população indígena, que apresenta mais resistências para a imunização. A Sesab espera imunizar mais de 23 mil indígenas no estado, mas apenas 17 mil foram imunizados até o momento, apesar de 100% das doses voltadas para este grupo já terem sido liberadas. De acordo com ela, os dados de vacinação do Norte e do Sul da Bahia também são impactados pela dificuldade imposta pela população indígena.

Compra de vacinas pelos estados e município

A falta de vacinas para a população impede a Bahia de atuar rapidamente na campanha de imunização contra o coronavírus. Entretanto, o cenário pode mudar devido a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para que estados e municípios compram e distribuam vacinas contra o novo coronavírus caso o governo federal descumpra o Plano Nacional de Imunização ou se as doses previstas pela União forem insuficientes.

“Nos esforçamos para que a vacinação ocorra de forma rápida, mas existem negociações e questões legais. Algumas demandas ainda são discutidas e ainda não temos um cronograma definido de recebimento de doses que podem ser compradas diretamente com os laboratórios produtores. A compra de mais doses pelo Governo do Estado seria uma conquista por acelerar a vacinação na Bahia”, ressaltou Rebouças.

Em 2020, o Fundo Soberano da Rússia (RDIF) e o Governo da Bahia assinaram um acordo de cooperação para o fornecimento de até 50 milhões de doses da vacina russa Sputnik V para o estado.

Salvador demonstrou interesse em aderir ao consórcio de municípios para compra de vacinas contra a covid-19 criado pela Federação Nacional de Prefeitos (FNP) para que as prefeituras possam comprar as vacinas caso o Plano Nacional de Imunização (PNI) não seja capaz de suprir toda a demanda.

Ainda na busca por expandir a imunização no estado, na terça (2), a Procuradoria Geral do Estado (PGE-BA) judicializou uma nova ação no pela no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar o acesso à vacinação contra Covid-19, já que a decisão até agora permite a compra de vacinas sem autorização da Anvisa, mas não a aplicação.

Segundo a PGE, o pedido de autorização ao STF é para possibilitar a aquisição, importação e dispensação à população baiana de quaisquer vacinas contra a Covid-19, que já sejam registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou, na falta do registro do órgão, preencham conjuntamente os seguintes requisitos: estejam sendo utilizadas pelos respectivos países de origem e que tenham sido liberadas por uma das seguintes agências estrangeiras: Food and Drug Administration (FDA) European Medicines Agency (EMA);  Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA); ou National Medical Products Administration (NMPA).

Salvador vai começar a imunizar os idosos acima de 79 anos na quinta-feira (4) graças às quase 15 mil doses da CoronaVac entregues à capital nesta quarta (3). As vacinas integram um lote com 165.600 doses do imunizante produzido pelo Instituto Butantan, que chegou à Bahia na madrugada de quarta. No mesmo dia, o produto que fornece proteção contra o coronavírus começou a ser enviado para as centrais regionais no interior do estado. A expectativa é de que a Bahia alcance a marca de meio milhão de imunizados com a 1ª dose até a próxima quinta (4), calcula a coordenadora de imunização do Estado, Vânia Rebouças.

Até agora, 480.720 baianos receberam a 1º dose da vacina contra a covid-19 no estado, segundo vacinômetro da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Em Salvador, já 147.943 moradores foram vacinados com a 1ª dose, conforme vacinômetro da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS).

Os dados estaduais ainda estão distantes da meta de imunização para a fase 1 de vacinação na Bahia, que possui um público alvo mais de 1.4 milhão. O entrave é a escassez de vacinas recebidas pelo estado. “Precisamos receber mais doses para poder realizar a vacinação de forma acelerada, como deve ser. Estamos realizando a logística de distribuição das vacinas com rapidez”, pontuou Rebouças.

Seguindo o Programa Nacional de Imunização (PNI), os grupos prioritários de todas as fases do plano federal somam cerca de 5 milhões de pessoas  na Bahia. Rebouças calcula que o estado teria a capacidade de imunizar, com a primeira aplicação da vacina, esses grupos em um mês se houvesse doses para tal. “Teríamos que receber 10 milhões de doses para imunizar completamente os grupos prioritários”, afirmou a coordenadora.

Vacinas liberadas
Segundo a coordenadora de imunização do Estado, com este novo envio de vacinas, foram liberadas cerca de 83% das doses necessárias para imunizar, com a 1ª dose, os grupos dos trabalhadores da saúde e idosos a partir de 80 anos da Bahia.  A quantidade de imunizantes que cada cidade recebe é calculada com base na população dos grupos prioritários dos municípios. “A orientação é que os municípios possam avançar na vacinação dos idosos em ordem decrescente de idade. Entregamos doses para atender mais de 80% do público a partir de 80 anos”, explicou Rebouças.

Como vem sendo feito, o Governo do Estado também resguardou metade do lote recebido nesta quarta para assegurar a aplicação da segunda dose da CoronaVac. O intervalo entre as doses da vacina é de 28 dias.  Já a vacina da AstraZeneca/Oxford tem um intervalo de 12 semanas. 

Fase 1 da vacinação no Estado prevê imunização de 1,4 milhão de pessoas (Foto: Divulgação/Sesab)

Aplicação das doses
A Bahia recebeu 1.111.200 doses de vacinas contra o coronavírus desde o dia 18 de janeiro. Ao todo, foram enviados ao estado seis lotes com os imunizantes - quatro do CoronaVac e dois da AstraZeneca/Oxford. De acordo com Rebouças, todas as cidades devem receber as doses. Para isso, é preciso que o município comprove ter utilizado 75% do estoque de primeira dose disponível para seus moradores.

A meta da campanha de vacinação contra a Covid-19 no estado é imunizar, pelo menos, 90% dos integrantes dos grupos prioritários. Algumas cidades da Bahia, possuem baixos índices de vacinação, como Senhor do Bonfim, onde só 31,8% das 3.209 doses entregues pelo estado foram aplicadas, segundo o vacinômetro da Sesab. Os dados da ferramenta da Sesab apontam ainda que 21 cidades do interior baiano não aplicaram as segundas doses da vacina. Entretanto, a coordenadora de imunização garante que os imunizantes já começaram a ser aplicados.

Prefeito de Salvador, Bruno Reis anunciou nesta quarta que a vacinação de idosos com 79 anos ou mais será iniciada na quinta-feira (4) em Salvador. Segundo ele, das mais de 165 mil doses que o estado recebeu, a capital baiana ficará com cerca de 15 mil, que serão distribuídas entre idosos e trabalhadores da Saúde. "A gente vai retomar os trabalhadores da saúde e amanhã iniciaremos a vacinação dos idosos acima de 79 anos. Nós temos 6.800 idosos nessa faixa ", disse Bruno.

A nova remessa de vacinas foi levada para a sede da Vigilância Sanitária, que fica no bairro do Rio Vermelho, e de lá serão distribuídas para os pontos fixos e de drive-thru. "Se não fosse essa irregularidade na remessa de vacinas, a gente conseguiria fazer uma logística muito melhor, inclusive sem filas. Mas, infelizmente, como as vacinas demoram de chegar, o que a gente anuncia diante desse cenário é que estamos enfrentando de desespero, as pessoas vão todas de vez aos pontos de vacinação", avaliou o prefeito.

Regiões
O Extremo-Sul da Bahia possui níveis baixos de aplicação das vacinas contra o coronavírus, segundo o vacinômetro da Sesab. Na região, 73,1% da população que deve ser vacinada nesta primeira fase recebeu a primeira dose do imunizante. Deste grupo, apenas 38,2% receberam a 2ª dose - o menor percentual dentre as regiões baianas.

De acordo com a coordenadora de imunização, a região possui índices mais baixos de vacinação devido ao tamanho da população indígena, que apresenta mais resistências para a imunização. A Sesab espera imunizar mais de 23 mil indígenas no estado, mas apenas 17 mil foram imunizados até o momento, apesar de 100% das doses voltadas para este grupo já terem sido liberadas. De acordo com ela, os dados de vacinação do Norte e do Sul da Bahia também são impactados pela dificuldade imposta pela população indígena.

Compra de vacinas pelos estados e município
A falta de vacinas para a população impede a Bahia de atuar rapidamente na campanha de imunização contra o coronavírus. Entretanto, o cenário pode mudar devido a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para que estados e municípios compram e distribuam vacinas contra o novo coronavírus caso o governo federal descumpra o Plano Nacional de Imunização ou se as doses previstas pela União forem insuficientes.

“Nos esforçamos para que a vacinação ocorra de forma rápida, mas existem negociações e questões legais. Algumas demandas ainda são discutidas e ainda não temos um cronograma definido de recebimento de doses que podem ser compradas diretamente com os laboratórios produtores. A compra de mais doses pelo Governo do Estado seria uma conquista por acelerar a vacinação na Bahia”, ressaltou Rebouças.

Em 2020, o Fundo Soberano da Rússia (RDIF) e o Governo da Bahia assinaram um acordo de cooperação para o fornecimento de até 50 milhões de doses da vacina russa Sputnik V para o estado.

Salvador demonstrou interesse em aderir ao consórcio de municípios para compra de vacinas contra a covid-19 criado pela Federação Nacional de Prefeitos (FNP) para que as prefeituras possam comprar as vacinas caso o Plano Nacional de Imunização (PNI) não seja capaz de suprir toda a demanda.

Ainda na busca por expandir a imunização no estado, na terça (2), a Procuradoria Geral do Estado (PGE-BA) judicializou uma nova ação no pela no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar o acesso à vacinação contra Covid-19, já que a decisão até agora permite a compra de vacinas sem autorização da Anvisa, mas não a aplicação.

Segundo a PGE, o pedido de autorização ao STF é para possibilitar a aquisição, importação e dispensação à população baiana de quaisquer vacinas contra a Covid-19, que já sejam registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou, na falta do registro do órgão, preencham conjuntamente os seguintes requisitos: estejam sendo utilizadas pelos respectivos países de origem e que tenham sido liberadas por uma das seguintes agências estrangeiras: Food and Drug Administration (FDA) European Medicines Agency (EMA);  Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA); ou National Medical Products Administration (NMPA).

A atividade industrial brasileira fechou janeiro de 2021 em um nível mais alto do que o registrado em janeiro de 2020, segundo os Indicadores Industriais divulgados nesta quinta-feira (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O levantamento destaca a alta de 8,7% no faturamento do setor, e a alta de 6,7% nas horas trabalhadas na produção. A capacidade instalada registrada em janeiro de 2021 ficou em 79% – número que é 2,2 pontos percentuais acima do que foi registrado no mesmo mês de 2020.

De acordo com a CNI, “todos os índices de janeiro deste ano mostram alta na comparação com o mesmo mês de 2020”. O indicador emprego industrial teve um aumento de 0,1% tanto na comparação com janeiro de 2020 como dezembro de 2020.

Já a massa salarial cresceu 0,5% em janeiro, na comparação com janeiro do ano passado, e de 5% na comparação com dezembro. O rendimento médio dos trabalhadores teve um aumento de 0,4% na comparação com janeiro de 2020, e de 5,6% frente a dezembro do mesmo ano.

“A atividade industrial segue forte, refletindo a continuidade da trajetória de alta iniciada com a recuperação da atividade. Observamos altas, em alguns casos altas significativas, na comparação com janeiro do ano passado, quando a pandemia ainda não era uma realidade no Brasil”, avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

O Senado aprovou nesta quinta-feira (4) em segundo turno a proposta de emenda à Constituição (PEC) conhecida como PEC Emergencial.

A proposta prevê protocolos de contenção de despesas públicas e uma série de medidas que podem ser adotadas em caso de descumprimento do teto de gastos, regra que limita o aumento dos gastos da União à inflação do ano anterior. O texto também viabiliza a retomada do auxílio emergencial.

Em um primeiro momento da sessão, os senadores aprovaram o texto-base por 62 votos a 14.

Depois, os parlamentares rejeitaram um destaque (proposta de mudança no texto principal), apresentado pelo senador Paulo Rocha (PT-PA).

O destaque sugeria a retirada do trecho que estipula um limite de R$ 44 bilhões fora do teto de gastos para despesas com o auxílio emergencial.

O texto segue para análise dos deputados. Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a maioria dos líderes concordou com o rito acelerado e a matéria deve ser votada diretamente no plenário, sem passar por comissões.

Auxílio emergencial
A proposta aprovada não detalha valores, duração ou condições para o novo auxílio emergencial. O texto flexibiliza regras fiscais para abrir espaço para a retomada do programa. Isso porque, pela PEC, a eventual retomada do auxílio não precisará ser submetida a limitações previstas no teto de gastos.

A proposta concede autorização para descumprimento das limitações somente para a União, tentando evitar maior deterioração das contas de estados e municípios.

O texto determina ainda que as despesas com o novo programa serão previstas por meio de abertura de crédito extraordinário, a ser encaminhado pelo governo para análise do Congresso.

Nesta quarta-feira, em uma complementação do relatório, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC, estipula um limite para gastos fora do teto, no valor de R$ 44 bilhões, para custeio do novo auxílio.

Essa trava não é uma estimativa de quanto custará o programa, mas um teto de recursos para bancá-lo. O limite foi definido após parlamentares tentarem estender ao Bolsa Família a possibilidade de extrapolar o teto, proposta que, segundo Arthur Lira, não será aprovada pelo Congresso.

R$ 250 por 4 meses
Em uma transmissão pela internet na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro disse que o auxílio emergencial deverá ser retomado ainda no mês de março, com duração de quatro meses, como mostra o vídeo abaixo.

Inicialmente, a equipe econômica do governo defendia o valor de R$ 200, enquanto congressistas propõem pelo menos R$ 300, ou seja, metade do valor pago no início do programa em 2020.

O governo também quer reduzir a quantidade de beneficiários à metade, portanto, conceder o auxílio a cerca de 32 milhões de brasileiros.

Mecanismos
O objetivo central da PEC é criar mecanismos que estabilizem as contas públicas. Atualmente, esse trabalho é feito por dois dispositivos já em vigor:

a regra de ouro, que proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas correntes, como salários, benefícios de aposentadoria, contas de luz e outros custeios da máquina pública;
o teto de gastos, que limita os gastos da União à inflação do ano anterior.
Segundo a PEC Emergencial, quando a União estiver prestes a descumprir a regra de ouro ou a romper o teto, medidas de contenção de gastos serão adotadas automaticamente.

Esses "gatilhos" serão acionados no momento em que as despesas atingirem um certo nível de descontrole. Se atingido com despesas obrigatórias o índice de 95% das despesas totais, o governo federal estará proibido de:

conceder aumento de salário a servidores;
contratar novos funcionários;
criar bônus.

A PEC também prevê exceções. O reajuste das remunerações poderá acontecer se determinado por decisão judicial definitiva (transitada em julgado) ou se estiver previsto antes de a PEC começar a valer, por exemplo.

Pelo texto, as novas contratações só se darão para repor vagas e cargos de chefia, por exemplo, desde que não signifiquem aumento de despesa. A União será obrigada a tomar tais medidas.

Levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado diz que, com esses critérios, os gatilhos só seriam acionados em 2025, no caso da União. Para estados, Distrito Federal e municípios, a adoção das medidas é opcional.

Outros pontos
A PEC também prevê que:

Caso as despesas representem 95% das receitas, governos estaduais e municipais poderão optar pelas medidas, mas os gatilhos serão adotados de forma separada pelos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Se os entes não implementarem o pacote de restrições para conter gastos, sofrerão sanções;
A União não poderá servir como fiadora de empréstimo para um estado que se recusar a disparar os gatilhos de austeridade;
Para a União, os gatilhos também serão acionados em caso de decreto de calamidade pública;
No caso de calamidade, os estados e municípios poderão acionar os gatilhos. Caso não adotem as medidas, sofrerão sanções, como a proibição de contratação de empréstimos tendo a União como fiadora.

Incentivos fiscais
O texto diz que, em até seis meses após a entrada da PEC em vigor, o Executivo encaminhará ao Congresso plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária.

Não entrarão nesse plano, segundo a proposta, incentivos a zonas francas, instituições de filantropia, fundos constitucionais, cestas básicas e bolsas de estudos para estudantes de cursos superiores.

A proposta também dá mais cinco anos para estados e municípios pagarem os chamados precatórios. Precatórios são títulos de dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça. Quando alguém ganha um processo na Justiça contra um ente público em razão de dívida, recebe um precatório e entra na fila do pagamento.

Relator da PEC emergencial retira fim dos pisos constitucionais de Saúde e Educação
Relator da PEC emergencial retira fim dos pisos constitucionais de Saúde e Educação

Pontos retirados
Inicialmente, o relator propôs o fim dos pisos constitucionais para gastos em saúde e educação. Diante da repercussão negativa e, ao perceber que o texto não passaria no Senado, Márcio Bittar acabou retirando o trecho da proposta.

Além da retirada do trecho, Bittar promoveu outras mudanças no relatório.

Atualmente, a Constituição prevê que, dos recursos arrecadados por meio das contribuições do PIS/Pasep, 28% deverão ser destinados a iniciativas que recebam incentivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O PIS e o Pasep são programas que tem por objetivo financiar o seguro-desemprego e o abono. São alimentados pelas contribuições das empresas privadas e dos órgãos públicos.

Inicialmente, Bittar propôs a exclusão desse ponto da Constituição. Nesse caso, o BNDES deixaria de receber o percentual. Na versão final do parecer, o relator voltou atrás e manteve o repasse ao banco. De acordo com o parlamentar, o tema poderia "criar um óbice" e prejudicar o andamento da votação.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (4) que é preciso parar de "frescura" e "mimimi" com a pandemia e questionou até quando as pessoas irão ficar "chorando". A declaração foi alvo de críticas por ter sido feita um dia após o Brasil registrar recorde de mortes por covid-19 no Brasil,

"Vocês (produtores rurais) não ficaram em casa, não se acovardaram. Nós temos que enfrentar nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades. Mas onde vai parar o Brasil se só pararmos?", disse o presidente durante inauguração de um trecho da ferrovia Norte-Sul, em São Simão (GO).

Na quarta-feira (3), o Brasil bateu, pelo segundo dia consecutivo, o número máximo de registro de mortes em 24h, com 1.840 óbitos, segundo dados das secretarias estaduais de Saúde. A média móvel dos últimos sete dias também bateu um novo recorde, pelo quinto dia seguido: 1.332 óbitos contabilizados, em média.

"Até quando vão ficar dentro de casa, até quando vai se fechar tudo? Ninguém aguenta mais isso. Lamentamos as mortes, repito, mas tem que ter uma solução. Tudo tem que ter um responsável", complementou Bolsonaro, que já se posicionou abertamente contra as medidas de isolamento social nesta segunda onda da doença causada pelo coronavírus.

O presidente também comentou sobre a questão das vacinas, e chamou de 'idiota' quem pede a compra dos imunizantes. “Tem idiota que diz 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem para vender no mundo. Alguns governadores queriam direito a comprar vacina e quem iria pagar? Eu! Onde tiver vacina para comprar, nós vamos comprar”, afirmou.

O Governo do Estado da Bahia alugou dez contêineres refrigerados para armazenar corpos de vítimas da covid-19 em Salvador.

Os equipamentos foram distribuídos entre o hospital de campanha da Arena Fonte Nova, Instituto Couto Maia e os hospitais Ernesto Simões e Espanhol.

A Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) afirmou que a medida é comum, e que os contêineres são "espaços adaptados para locais adaptados", como o próprio hospital de campanha da Arena Fonte Novo.

Em relação à utilização nos hospitais tradicionais, os contêineres serão utilizados em caso de sobrecarga dos espaços utilizados pelos centros médicos.

Imagens de câmeras de segurança, testemunhas e a tentativa de venda de um carro da vítima. Essas e outras provas apontaram o soldado da Polícia Militar Adelson Silva Rosário como o principal suspeito de um crime que ganhou repercussão em fevereiro deste ano: mãe e filho foram mortos por envenenamento dentro de casa, no bairro de Jardim das Margaridas. Com base nas provas, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a prisão do PM. No entanto, o caso teve um outro desfecho. O policial foi achado morto nesta terça-feira (2) dentro de um hotel em Sergipe.

Adelson namorava, havia cerca de um mês, a técnica em enfermagem Valdice Maria Cabral da Silva, 47 anos, e por isso tinha acesso livre ao apartamento dela, onde morava com o filho, Gabriel Cabral da Silva, 5. Os corpos da mãe e da criança foram encontrados dentro do imóvel no dia 11 de fevereiro. Em nota enviada ao CORREIO nesta quarta-feira (4), a Polícia Civil informou que Adelson era o principal suspeito dos assassinatos de Valdice e do filho dela.

“O casal havia se conhecido por um aplicativo de relacionamento, e ele foi a última pessoa que esteve com a vítima. O policial foi encontrado morto, em Aracaju, na terça-feira (2). As investigações indicam que ele cometeu suicídio”, diz nota da PC.

Com base nas provas colhidas pela PC e encaminhadas à Justiça, o juiz de Direito Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, do 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri, decretou a prisão temporária por 30 dias de Adelson por homicídio qualificado no dia 18 de fevereiro. “Havendo indícios de autoria, segundo se infere dos depoimentos carreados ao acervo documental que integra o pedido, como também face as fotografias de fls. 43, 46, relativas as imagens geradas pelas câmaras de segurança do Condomínio Canto Belo do Aeroporto, local do fato e residência das vítimas”, diz um dos trechos da decisão do juiz, ao qual o CORREIO teve acesso.

Os corpos de mãe e filho foram encontrados em apartamento e há indícios que foram envenenados (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

O corpo do policial foi encontrado por funcionários na manhã desta terça-feira (2). O corpo foi trazido para Salvador e foi enterrado nesta quinta-feira (4), no cemitério Campo Santo, na Federação. O policial é primo de major Denice Santiago, criadora do Ronda Maria da Penha.

Em seu perfil de conta no Instagram, ela escreveu: “Entendo a sua escolha. Preciso entender, talvez tenha sido teu jeito de pedir perdão, de dizer que se arrependeu mas preferiu acreditar que já tinha acabado a estrada ou o combustível para voltar”. O CORREIO não conseguiu entrar em contato com a major Denice.

Vídeo
O corpo de Adelson estava um dos quartos do Hotel Malibu, situado na Rua Antônio Andrade, bairro de Coroa do Meio, em Aracaju. Segundo a Polícia Militar, ele era lotado na 37ª Companhia Independente (Liberdade) e estava de férias.

Logo após a notícia de sua morte do PM se tornar pública, um vídeo de Adelson começou a circular em grupos de aplicativo de policiais. Ele aparece sem camisa e, ao fundo, uma parede branca. A gravação teria sido recente, pois tem um tom de despedida e desculpas. No depoimento, de pouco mais de um minuto, ele faz um pedido para que tomem conta de seus filhos e em terceira pessoa, fala dele mesmo dizendo “Adelson descobriu há pouco tempo que há uma pecinha quebrada dentro dele ... não tem reparo”.

Carro
De acordo com o processo que apura as mortes de mãe e filho, depois do crime, Adelson tentou vender o carro da técnica de enfermagem Valdice Maria.

Os corpos da técnica em enfermagem e de Gabriel foram encontrados no dia 11 de fevereiro em estado avançado de decomposição no interior do apartamento 504, do Edifício Patativa, situado no Condomínio Canto Belo Aeroporto, bairro Jardins das Margaridas. Mãe e filho foram vistos pela última vez com vida no dia 8 do mesmo mês pelos vizinhos, antes que eles sentissem o cheiro de decomposição vindo do apartamento.

Moradores afirmaram que, a princípio, estranharam a ausência de Valdice e Gabriel, que sempre passavam juntos nas áreas comuns do prédio, e ficaram ainda mais preocupados com eles depois de notar o odor vindo do local.

No dia, apesar de um cenário ainda incerto, a polícia revelou investigar a possibilidade de que eles tivessem sido mortos por alguém com permissão para estar no apartamento.

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