Quinta-feira, 28 de Maio 2020
11:11:37am
Hackers invadem sistema de hospital e não encontram exames de covid de Bolsonaro

Hackers invadem sistema de hospital e não encontram exames de covid de Bolsonaro

Um grupo de hackers anunciou, nesta quinta-feira (14), ter invadido o sistema do Hospital das Forças Armadas (HFA) de Brasília e obtido informações que podem colocar em suspeita os resultados de exames apresentados pelo governo federal referentes a uma suposta contaminação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por covid-19.

Segundo o grupo, denominado 'Digital Sp4ace', no Twitter, não foram encontrados os resultados do exame para coronavírus feito por Bolsonaro no dia 12 de março, após retornar de viagem dos Estados Unidos.

Segundo o site TecMundo, que entrou em contato com um dos hackers, o invasor explicou que a busca teria sido pelo nome do presidente, alguns dos seus pseudônimos e na base de dados do hospital nenhum resultado foi obtido.

Com essa justificativa, eles acreditam que Bolsonaro não tenha feito nenhum teste e que o laudo entregue para o Supremo Tribunal Federal (STF) seria falso

Pouco depois da publicação, o perfil dos hackers foi tirado do ar temporariamente e o post realizado também foi retirado. Entretanto, eles criaram um novo perfil para divulgar a suposta falha no sistema do hospital e os indícios da busca pelo exame de Bolsonaro.

Entregues nesta quarta (13) pelo governo ao STF, os laudos só foram divulgados após uma ação movida pelo jornal O Estado de São Paulo que queria tornar público as informações de que Bolsonaro havia testado negativo para o coronavírus.

O laudo entregue não constava com o nome do presidente, trazendo os pseudônimos de Airton e Rafael, mas continha CPF e a data de nascimento compatíveis com o líder nacional.

O grupo de hackers explicou ao TecMundo que os únicos registros encontrados na busca no sistema do hospital em nome de Bolsonaro foram de janeiro, omitindo a fala de que ele teria ido fazer o teste no dia 12 de março.

O site da revista Época questionou a Presidência da República sobre a veracidade dos dados vazados e, se eles são reais, o motivo do presidente ter usado pseudônimos para realizar os exames para covid-19, ao contrário do que teria sido feito em outros quatro exames desde o início de seu mandato, e por que o exame não estaria registrado, como afirmam os hackers, no sistema do HFA. A Presidência não quis comentar o assunto.

Em nota, o Exército afirmou que tem ciência do ocorrido e está investigando as causas e os impactos do incidente. "Foram adotadas providências imediatas para mitigar eventuais consequências. Fruto das conclusões da investigação, serão desenvolvidas as ações técnicas e legais necessárias", diz nota da força armada ao Exército.

Um grupo de hackers anunciou, nesta quinta-feira (14), ter invadido o sistema do Hospital das Forças Armadas (HFA) de Brasília e obtido informações que podem colocar em suspeita os resultados de exames apresentados pelo governo federal referentes a uma suposta contaminação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por covid-19.

Segundo o grupo, denominado 'Digital Sp4ace', no Twitter, não foram encontrados os resultados do exame para coronavírus feito por Bolsonaro no dia 12 de março, após retornar de viagem dos Estados Unidos.

Segundo o site TecMundo, que entrou em contato com um dos hackers, o invasor explicou que a busca teria sido pelo nome do presidente, alguns dos seus pseudônimos e na base de dados do hospital nenhum resultado foi obtido.

Com essa justificativa, eles acreditam que Bolsonaro não tenha feito nenhum teste e que o laudo entregue para o Supremo Tribunal Federal (STF) seria falso.

Pouco depois da publicação, o perfil dos hackers foi tirado do ar temporariamente e o post realizado também foi retirado. Entretanto, eles criaram um novo perfil para divulgar a suposta falha no sistema do hospital e os indícios da busca pelo exame de Bolsonaro.

Entregues nesta quarta (13) pelo governo ao STF, os laudos só foram divulgados após uma ação movida pelo jornal O Estado de São Paulo que queria tornar público as informações de que Bolsonaro havia testado negativo para o coronavírus.

O laudo entregue não constava com o nome do presidente, trazendo os pseudônimos de Airton e Rafael, mas continha CPF e a data de nascimento compatíveis com o líder nacional.

O grupo de hackers explicou ao TecMundo que os únicos registros encontrados na busca no sistema do hospital em nome de Bolsonaro foram de janeiro, omitindo a fala de que ele teria ido fazer o teste no dia 12 de março.

O site da revista Época questionou a Presidência da República sobre a veracidade dos dados vazados e, se eles são reais, o motivo do presidente ter usado pseudônimos para realizar os exames para covid-19, ao contrário do que teria sido feito em outros quatro exames desde o início de seu mandato, e por que o exame não estaria registrado, como afirmam os hackers, no sistema do HFA. A Presidência não quis comentar o assunto.

Em nota, o Exército afirmou que tem ciência do ocorrido e está investigando as causas e os impactos do incidente. "Foram adotadas providências imediatas para mitigar eventuais consequências. Fruto das conclusões da investigação, serão desenvolvidas as ações técnicas e legais necessárias", diz nota da força armada ao Exército.

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