Quinta-feira, 21st Março 2019
7:40:03am
Dupla ataca escola em Suzano, mata oito pessoas e se suicida

Dupla ataca escola em Suzano, mata oito pessoas e se suicida

Um adolescente e um homem encapuzados mataram oito pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), por volta das 9h30 desta quarta-feira (13), e cometeram suicídio em seguida.

Quatro dos mortos são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes chegaram socorridos, mas morreram no hospital. Entre as vítimas, há ainda dois funcionários do colégio, um deles a coordenadora.

Resumo
Ataque a escola em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, deixou oito pessoas mortas; os dois assassinos se mataram.
As vítimas ainda não foram identificadas.
Os autores do crime são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25 anos.
23 pessoas foram levadas a hospitais. Entre elas, há feridos e outras que passaram mal após o ataque.
Ainda não se sabe o motivo do ataque e o vínculo dos autores com a escola.
Uma testemunha disse que viu um deles com arma de fogo e outro, com uma faca.
A PM encontrou no local um revólver 38, uma besta (um artefato com arco e flecha), objetos que parecem ser coquetéis molotov e uma mala com fios.
Antes de entrar na escola, os assassinos estiveram em uma loja de automóveis próximo ao colégio. O proprietário do estabelecimento, Jorge Antonio de Moraes, tio de Guilherme Taucci Monteiro, levou três tiros – um deles no peito. Moraes está internado em estado gravíssimo.
Os assassinos chegaram ao colégio alvo do ataque em um carro alugado.
Segundo o Censo Escolar de 2017, a instituição tem 358 alunos da segunda etapa do fundamental (6º ao 9º ano) e 693 estudantes do ensino médio. No local, também funciona um centro de idiomas.

Ataque à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano
Um vídeo feito por câmera de segurança mostra o momento em que os dois criminosos chegam à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na manhã desta quarta.

Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25, estavam em um carro branco alugado, estacionaram em frente ao portão do colégio e entraram pela porta da frente, que estava aberta.

A mesma câmera mostra, minutos depois, muitos alunos fugindo

"Eles ingressaram na escola, atiraram na coordenadora pedagógica, atiraram numa outra funcionária. Estava na hora do lanche, eles se dirigiram ao pátio, atiraram em mais quatro alunos do ensino médio", disse o coronel Marcelo Salles, comandante-geral da PM.

"Nesse horário, só havia alunos do ensino médio, e [os assassinos] dirigiram-se ao centro de línguas. Os alunos do centro de línguas se fecharam na sala com a professora e eles [os autores do ataque] se suicidaram no corredor."

Outro vídeo, feito dentro da escola, mostra a correria de alunos e funcionários

O coronel Salles afirmou que, antes de entrar na escola, os criminosos passaram por uma loja de automóveis próximo ao colégio. O proprietário do estabelecimento, chamado Jorge Antonio de Moraes, foi baleado por Guilherme, que era seu sobrinho. Moraes levou três tidos – um deles no peito – e está internado no Hospital das Clínicas, em São Paulo. O estado é considerado gravíssimo.

A capitão Cibele, da comunicação da PM, disse que um carro da polícia estava a caminho desse comércio, quando passou perto da escola e ouviu gritos dos alunos.

"Policiais estavam indo para esse primeiro chamado e ouviram gritos das crianças. Foram, então, até a escola, onde os dois criminosos acabaram se matando", disse ela.

Arsenal
Dentro da escola, a polícia encontrou um revólver 38, quatro jet luders, que são plásticos para recarregamento de arma, uma besta (um tipo de arco e flecha que dispara na horizontal), um arco e flecha tradicional e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Um dos autores do ataque tinha uma espécie de machado na cintura.

Há ainda uma mala com fios. O esquadrão antibombas fi chamado, mas a polícia ainda não informou se havia material explosivo no local.

O coronel Fábio Pelegrini, da Comunicação Social da Polícia Militar, informou que a polícia ainda divulgou se os autores do massacre têm registro de crimes anteriores.

A polícia não tem informações sobre a motivação do crime. "Provavelmente um ato que foi premeditado. Eles entraram na escola equipados, com máscara. A gente não tem ainda essa motivação, não tem a correlação do motivo e do ato feito."

Relatos de testemunhas
Rosni Marcelo Grotliwed, de 15 anos, estudante de 15 anos, disse que o ataque ocorreu durante o intervalo e que um dos criminosos tinha uma arma e outro, uma faca.

“A gente estava na merenda e comendo normal e escutamos 'três pipocos' nisso tentamos correr para pular o muro do CEL. Os caras vieram atrás de nós e começou a matar muita gente. Mas o pente dele descarregou e foi na hora que a gente correu."
Segundo ele, um dos garotos passou com faca ao seu lado, mas ele conseguiu desviar. "Fui para a diretoria e tinha muita gente morta no chão. Eles gritavam, mas eu não entendi o que era."

"Meu amigo levou facada no ombro e outro levou um tiro. Fugi com um amigo para minha casa e voltei para buscar um amigo."

A merendeira Silmara Cristina Silva de Moraes, de 54 anos, contou que ajudou a esconder 50 estudantes na cozinha.

“Nós estávamos servindo merenda e aí começou os 'pipoco' e as crianças entraram em pânico. Abrimos a cozinha em começamos a colocar o maior número de crianças dentro e fechamos tudo e pedimos para eles deitarem no chão", conta chorando. "Foi muito desesperador, porque foi muito tiro, muito tiro mesmo e era muito pânico".

Autoridades
O governador de São Paulo, João Doria, cancelou a agenda do dia e chegou à escola em um helicóptero, acompanhado do secretário Estadual de Educação, Rossieli Soares da Silva, do secretário de Segurança, general João Camilo Pires de Campos, e do comandante da PM, o coronel Salles. Doria disse que estava "muito impactado".

"Foi a cena mais triste que já assisti em toda a minha vida. Fico muito triste que um fato como este ocorra em São Paulo, ocorra no Brasil. Estou consternado, chocado", afirmou o governador.

Atendimento a vítimas e famílias
O Corpo de Bombeiros e equipes do Samu estão no local. Bombeiros de Mogi das Cruzes também foram chamados, às 9h50, para apoiar o atendimento. O helicóptero Águia, da PM, sobrevoou a escola. Toda a polícia de Suzano está mobilizada no caso.

A prioridade agora é identificar as vítimas e avisar as famílias, segundo as autoridades.

A Prefeitura de Suzano informou que as equipes da Defesa Civil, do Trânsito, da Segurança Cidadã, da Assistência Social e do Fundo Social de Solidariedade estão dando suporte no local para as famílias.

A Associação Cultural Suzanense, o Bunkyo, localizado na avenida Armando Salles de Oliveira, Centro, será ponto de acolhida para familiares, enquanto aguardam informações, e também para receber a imprensa.

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  • Seis vítimas de massacre em escola de Suzano são veladas em arena

    O velório dos corpos de seis vítimas do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), começou por volta das 6h30 desta quinta-feira (14), na Arena Suzano no Parque Max Feffer.

    Várias coroas de flores estão distribuídas no espaço. Uma grade divide a área reservada para as famílias das vítimas, e um corredor foi montado para o público circular pelo local.

    Os corpos chegaram ao local às 6h10. São velados:

    Caio Oliveira, 15 anos
    Kaio Lucas da Costa Limeira, 17 anos
    Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos
    Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos
    Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos
    Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos

    Uma missa ecumênica está prevista para acontecer no local às 11h.

    O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, e o ministro da Educação, Ricardo Vélez, estão na Arena. As autoridades passaram diante de cada caixão e abraçaram as famílias O governador de São Paulo, João Doria, também é esperado no local.

    Rosana Silva é tia de uma das vítimas, Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos, e também é voluntária de uma ONG que trata de violência. Ela foi se despedir da sobrinha e prestar solidariedade às famílias das vítimas.

    "É muito triste tudo isso que está acontecendo, foi uma coisa inesperada. Cadê a segurança? Nossos filhos vão para escola e a gente não sabe se eles vão voltar? Nosso governo libera armas e não pensa nas consequências. Olha quantas vidas perdidas, quantas famílias destruídas", disse Rosana.

    Sobre a sobrinha, ela contou que era uma pessoa muito boa, tratava bem todo mundo. "Sempre gostou de trabalhar lá e era muito amiga dos alunos", disse ela. Eliana era agente de organização escolar.

    Cerca de 50 profissionais da rede municipal de saúde estão prestando atendimento na Arena Suzano, entre médicos psiquiatras e clínicos gerais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e assistentes sociais.

    Os corpos sairão da Arena às 15h, com um intervalo de 30 minutos entre cada um e seguirão em cortejo até o cemitério. Eles serão enterrados no Cemitério São Sebastião, com exceção do corpo de Marilena Umezo, que será sepultado apenas no sábado (16), quando um dos filhos dela retornar do exterior.

    Segundo a Prefeitura, desde as 6h30, mais de 3 mil pessoas já passaram pelo velório.

    Outras vítimas
    O velório de Douglas Murilo Celestino começou por volta de 1h em uma igreja evangélica em Suzano.

    O corpo do comerciante Jorge Antonio de Moraes está sendo velado no Cemitério Colina dos Ypês, em Suzano, onde será sepultado.

    O Ataque
    Um adolescente e um homem encapuzados atacaram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira (13) e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio.

    Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região.

    Os assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – eram ex-alunos do colégio.

    A polícia diz que os dois tinham um "pacto" segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.

    Ainda não se sabe a motivação do crime. Foram feitas buscas na casa dos assassinos, e a polícia recolheu pertences dos dois. As famílias dos criminosos também foram ouvidas.

    'Terrorismo doméstico'
    O Ministério Público de São Paulo informou, na noite desta quarta-feira (13), que vai investigar em que circunstâncias ocorreram as dez mortes do massacre em Suzano. O trabalho será realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

    O objetivo é apurar a possível existência de organização criminosa que tenha colaborado para "eventual cometimento de crimes relacionados a terrorismo doméstico, como apontam os primeiros indícios", diz o órgão. O termo terrorismo doméstico é usado para definir atentados terroristas cometidos por cidadãos contra o seu próprio povo ou governo.

    Imagens de câmeras de segurança
    Uma câmera de segurança registrou o momento em que Guilherme Taucci Monteiro entra na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, e atira em quem estava logo após a porta de entrada. O vídeo abaixo mostra o momento em que Monteiro entra na escola, saca a arma e aponta para as vítimas.

    Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, eram ex-alunos da instituição. Eles estavam em um carro branco alugado, estacionaram em frente ao portão do colégio e entraram pela porta da frente, que estava aberta.

    A mesma câmera mostra, minutos depois, muitos alunos fugindo.

    Fonte: G1

  • Veja quem são as vítimas de atentado em escola de Suzano

    A polícia divulgou que os dois atiradores que mataram pelo menos oito pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, Grande São Paulo, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, eram ex-alunos da institução, disse o secretário de Segurança Público, João Camilo Pires de Campos. Os dois cometeram suicídio em seguida.

    Antes de invadirem a escola estadual Professor Raul Brasil, os dois adolescentes foram até uma loja de veículos e atiraram no dono do estabelecimento, tio de um dos assassinos. A informação foi divulgada pelo coronel Marcelo Salles, comandante da Polícia Militar de São Paulo, em entrevista coletiva, na instituição, por volta do meio dia desta quarta-feira (13).

    Os mortos são:

    Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica
    Eliana Regina de Oliveira Xavier, funcionária da escola
    Pablo Henrique Rodrigues, aluno
    Cleiton Antonio Ribeiro, aluno
    Caio Oliveira, aluno
    Samuel Melquíades Silva de Oliveira, aluno
    Douglas Murilo Celestino, aluno
    Jorge Antonio de Moraes, comerciante, morto antes da entrada dos assassinos na escola, tio de Guilherme Taucci

    O adolescente João Caetano da Silva, 15 anos, está internado em estado grave depois de ser atingido com um tiro na cabeça. O jovem e outros dois adolescentes foram levados para o Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, próximo a Suzano, onde ocorreu o atentado.

    Outro adolescente, João Vitor Ramos Lemos, atingido na cabeça e no braço, chegou a ser socorrido, mas morreu enquanto era levado pela ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    Uma outra estudante, de 14 anos, foi atingida no pescoço e abdômen. Segundo a TV Globo, a jovem foi socorrida e permaneceu consciente durante o trajeto da escola até o hospital.

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