Quarta-feira, 26th Junho 2019
3:59:10am
Homens que fizeram moradores reféns em casa em Salvador são investigados há 2 anos por homicídios, roubos e tráfico

Homens que fizeram moradores reféns em casa em Salvador são investigados há 2 anos por homicídios, roubos e tráfico

Os homens que foram presos após fazerem moradores reféns em uma casa no bairro de Santa Cruz, em Salvador, na noite de terça-feira (28), vinham sendo investigados há 2 anos por homicídios, roubos e tráfico de drogas, informou, nesta quarta (29), a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Seis vítimas ficaram sob o poder do grupo na residência por cerca de 3h.

No final da manhã desta quarta, os dez presos foram apresentados à imprensa, no auditório do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro da Pituba. Cinco deles participaram da ação em que os moradores foram feitos reféns. Os outros cinco tinham sido presos horas antes e, segundo a polícia, indicaram o local onde estava um comparsa, e onde a polícia acabou encontrando outros cinco suspeitos.

Os homens presos por manter as seis pessoas reféns foram Fábio de Souza Costa, o 'Binho', 34, Mateus Santos Silva, 24, Jônatas Silva da Cruz Cerqueira Santos, 18, Renilson dos Santos Puridade, 2, e Gabriel Oliveira de Alcântara, 30. A polícia informou que eles vão responder por porte ilegal de arma, resistência, cárcere privado e tráfico de drogas.

Antes deles, já havia sido presos Alex de Oliveira Santos, o 'Arraia', 21 anos, e João Paulo Souza Santos, o 'JP', 22, Lucas dos Santos, o 'Amoeba', 20, André Caique Pereira Bispo Santana, 21, e Wesly Machado Soares, 21, apontados como pertencentes ao mesmo grupo criminosos. Eles foram autuados por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Conforme a SSP, Alex e João são suspeitos de liderar uma organização criminosa que atua com comércio de entorpecentes, homicídios, roubos e corrupção de menores, na localidade da Sucupira, no bairro da Santa Cruz.

O caso

Um grupo de homens armados invadiu uma casa e fez moradores reféns por mais de três horas, no bairro de Santa Cruz, em Salvador, na noite desta terça-feira (28). De acordo com a polícia, seis vítimas estavam no imóvel, entre elas, duas mulheres e duas crianças, que não tiveram as identidades e idades divulgadas.

Segundo a Polícia Militar, a situação começou depois que agentes foram ao imóvel para verificar informações colhidas após a prisão de cinco criminosos na região da Avenida Adhemar de Barros, em Ondina.

"Fomos informados de um veículo transitando na Avenida Garibaldi, por volta das 18h30. Efetuamos a abordagem do veículo e identificamos cinco suspeitos, dentre eles, três com mandado de prisão em aberto. [Os suspeitos] Foram conduzidos para o DHPP e lá eles deram a localização de uma casa [no bairro de Santa Cruz] que seria a residência de um deles, onde teria armas e drogas. Outras guarnições foram para o local e efetuaram a abordagem. Na tentativa de entrar na residência, os policiais foram recebidos a tiros e uma família foi feita de refém", relatou o comandante da Rondesp Atlântico, major Edmundo Assemany,

De acordo com a polícia, ao menos cinco suspeitos participaram da ação. Conforme detalhou Assemany, a negociação começou por volta das 20h, quando o imóvel foi isolado e o Bope, unidade responsável por ocorrências com reféns, acionado. O grupo foi preso por volta das 23h40, após liberar as vítimas. Foram 2h50 de negociação, informou a Secretaria de Secretaria Pública (SSP-BA).

Agentes da 40ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Nordeste de Amaralina), da Rondesp Atlântico e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) participaram da ação e negociaram com os suspeitos. Dezenas de moradores da região acompanharam a situação.

Terceiro caso
Este é o terceiro caso de invasão de imóvel com reféns na região em menos de seis meses. Em dezembro de 2018, quatro homens armados entraram em um posto de saúde, no mesmo bairro, após uma troca de tiros com policiais militares que deixou três suspeitos mortos.

Na época, dezesseis pessoas, entre funcionários e pacientes, ficaram em poder dos criminosos por mais de três horas. As vítima só foram liberadas após intensa negociação entre a polícia e os homens, que foram presos.

O segundo caso ocorreu em abril deste ano, no Vale das Pedrinhas, na mesma região. Uma mulher de 34 anos e os filhos, uma adolescente de 15 anos e um menino de 2, foram feitos reféns por cerca de três horas, na casa da família, após criminosos, que também estavam em fuga, invadirem o local.

Durante a ação, um tiro chegou a ser disparado dentro do imóvel, mas ninguém ficou ferido. Os seis suspeitos foram presos após a ação. Entre eles, um jovem que havia participado da invasão ao posto de saúde. Nas duas ocasiões foram apreendidas armas.

Fonte: G1/Bahia

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  • Nº de mortes violentas na BA cai 16,28% nos 4 primeiros meses de 2019, aponta Monitor da Violência

    A Bahia registrou uma queda de 16,28% no número de mortes violentas nos primeiros quatro meses de 2019 em comparação ao mesmo período de 2018, conforme aponta dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    De janeiro a abril deste ano, a Bahia contabilizou 1.697 mortes violentas, que incluem homicídios dolosos, latrocínios (roubos seguidos de mortes) e lesões corporais seguidas de morte. No mesmo período do ano passado, foram 2.027 mortes violentas, 330 a mais que este ano.

    Se levar em conta somente o mês de abril de 2019, na comparação com o mesmo mês em 2018, a redução foi de 29 mortes violentas.

    Em todo o Brasil, o Monitor da Violência apontou que houve queda de 23% nas mortes violentas nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018.

    Somente em abril, houve 3.636 assassinatos, contra 4.541 no mesmo mês do ano passado. Já no 1º quadrimestre, foram 14.374 mortes violentas — 4,3 mil a menos que o registrado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2018.

    O número de assassinatos, porém, continua alto. Nos primeiros quatro meses de 2019, uma pessoa foi assassinada a cada 12 minutos no país.

    Os dados nacionais apontam que:

    - Houve 4.314 mortes a menos no 1º quadrimestre de 2019
    - Todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no período
    - Em abril, apenas quatro estados tiveram um número maior de mortes em relação ao mesmo mês de 2018: Amapá, Paraná, Piauí e Tocantins
    - Quatro estados tiveram quedas superiores a 30% em quatro meses: Ceará, Amapá, Sergipe e Rio Grande do Norte
    - Em números absolutos, o estado com a maior redução foi o Ceará, com 845 vítimas a menos no período

    Como o levantamento é feito
    A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

    Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

    Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é janeiro de 2019 (e não há números de todos os estados).

    Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência separadamente, em abril.

  • Estado vai investir em novo polo mineral no Vale do Paramirim

    A Província Mineral do Vale do Paramirim, formada por oito distritos mineiros, e com cerca de 2 bilhões de toneladas de minérios diversos como Ferro, Zinco, Cobre, Grafeno, Terras Raras e Fosfato, pode transformar a Bahia em uma potência exportadora internacional. A descoberta vem sendo tratada pelos profissionais da área como uma das maiores descobertas do século XXI. O projeto, da Companhia Vale do Paramirim, agrega mais de 32 municípios baianos e foi apresentado na segunda (10) na Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

    De olho na oportunidade de negócios, a SDE quer atrair investidores para o projeto. “Além de ser um excelente gerador de empregos e renda, a mineração é uma porta para a interiorização do desenvolvimento”, afirma João Leão, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico. “A Bahia vai ter uma nova era de desenvolvimento, como ocorreu no passado com o Polo Petroquímico de Camaçari. Desta vez, com projetos como a ponte Salvador-Itaparica, a Fiol e esses novos projetos de mineração capitaneados pela CBPM”, projeta Leão.

    No Brasil, a Bahia é o quarto produtor mineral, atrás apenas de Minas Gerais, Pará e Goiás. O estado está em primeiro lugar na produção de bens minerais do Nordeste. Nos últimos anos, o setor de Mineração recebeu investimentos de R$ 433 milhões e deve ampliar essa margem para R$ 700 milhões, com previsão de chegar a 15 mil empregos diretos, frutos dos novos protocolos de intenções assinados com a SDE.

    De acordo com estudos da Vale do Paramirim, a nova Província Mineral terá como principais municípios Caetité, Ibipitanga, Paramirim, Licínio de Almeida, Boquira e Macaúbas. Sobre a exploração, a previsão é que ela comece até 2022.

    “O setor mineral exige conhecimento geológico, certificação e viabilidade de reservas para criar confiança no investidor. Então, quanto mais trabalharmos com detalhes de dados, mais o mercado investidor ficará interessado. Não tem incentivo maior do que mostrar a viabilidade do empreendimento. Acredito ser um passo fundamental que o Estado da Bahia pode fazer, através da CBPM, na busca pela atração de investimentos nesses projetos”, afirma Tasso Mendonça Júnior, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM).

    Já o diretor-presidente da CBPM, Antônio Carlos Tramm, defende que a descoberta dessa nova província fortalece e ratifica a continuidade e finalização da Fiol e do Porto Sul: “Não se pode pensar em ter uma indústria mineral, como a de extração de ferro, sem contar com transporte ferroviário e porto para exportação”.


    Fonte:
    Ascom/SDE

  • Rui e governadores do NE defendem diálogo para rever reforma com inclusão dos estados

    Com a ameaça de ter seus estados excluídos do projeto de reforma da Previdência do governo federal, o governador Rui Costa (PT) e os oito demais governadores do Nordeste assinaram uma carta para defender a necessidade de manutenção da abrangência do projeto. Para eles, a exclusão representa um sinal de "abandono".

    "A retirada dos estados da reforma e tratamentos diferenciados para outras categorias profissionais representam o abandono da questão previdenciária à própria sorte, como se o problema não fosse de todo o Brasil e de todos os brasileiros. No entanto, há consenso em outros tópicos, e acreditamos na intenção, amplamente compartilhada, de se encontrar o melhor caminho", dizem no texto.

    Com o título "Há um só Brasil que é de todos os brasileiros", os gestores avaliam a "turbulência política e econômica" enfrentada pelas unidades federativas, citando como exemplo a queda do Produto Interno Bruto (PIB) já no primeiro trimestre deste ano.

    Dessa forma, os gestores reforçam a continuidade do diálogo para sanar os pontos ainda divergentes, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria dos trabalhadores rurais.

    "Também são pontos controversos na reforma ora em pauta a desconstitucionalização da previdência, que acarretará em muitas incertezas para o trabalhador, e o sistema de capitalização, cuja experiência em outros países não é exitosa. Além de outras alterações que, ao contrário de sanear o déficit previdenciário, aumentam as despesas futuras não previstas atuarialmente", pontuam.

    A carta é uma declaração alternativa ao texto assinado pelos demais governadores do país, também na quinta. O grupo majoritário demonstra apoio à proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, a fim de garantir que seus estados não sejam excluídos da matéria.

    Fonte: Bahia Notícias

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