Quinta-feira, 25th Abril 2019
6:00:59am
Estudo mostra que corrida e natação alteram aparência e funcionamento do coração humano

Estudo mostra que corrida e natação alteram aparência e funcionamento do coração humano

Especialistas apontaram que os corações dos nadadores que participam de competições mundiais funcionam de maneira diferente dos corações dos corredores de elite. isso porque atletas de natação, ao contrário dos corredores, boiam na água e prendem a respiração, atividades que interferem nas demandas cardíacas e em como o coração responde.

Durante uma pesquisa publicada na revista científica Frontiers in Physiology cientistas mapearam a estrutura e a função dos corações de nadadores e corredores de elite. Segundo O Globo, os pesquisadores se concentraram em atletas de classe mundial sob justificativa de que esses teriam corrido ou nadado vigorosamente durante anos, presumivelmente exagerando quaisquer efeitos diferenciais de seu treinamento.

Para o estudo foram convocados 16 corredores da equipe nacional e outros 16 nadadores comparáveis, homens e mulheres, alguns deles velocistas e outros especialistas em distância. Os atletas compareceram ao laboratório de exercícios depois de não se exercitarem por 12 horas e, em seguida, já no local, foram orientados a ficarem em silêncio.
A partir disso foram observadas as frequências cardíacas e as pressões sanguíneas e examinados os corações dos atletas com ecocardiogramas, a fim de estudar tanto a estrutura quanto o funcionamento do órgão.

Por fim, foi descoberto que os atletas, tanto corredores quanto nadadores, possuíam excelente saúde cardíaca, como já era esperado. Os batimentos cardíacos oscilavam em torno de 50 batimentos por minuto, com as taxas dos corredores ligeiramente abaixo das dos nadadores.

Em comparação com pessoas sedentárias os batimentos cardíacos dos atletas eram muito mais baixos, o que demonstra que os corações eram robustos. Os atletas também tinham ventrículos esquerdos relativamente grandes e eficientes, mostraram os ecocardiogramas.

Fonte: Bahia Notícias

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  • Dormir pouco pode causar testículos menores e problemas de memória, diz estudo britânico

    Uma série de pesquisas de um cientista britânico fazem relações entre a privação do sono e inúmeros problemas de saúde, incluindo tumores, mal de Alzheimer e ataques do coração.

    A partir do estudo o pesquisador britânico e professor de neurociência Matthew Walker defendeu a possibilidade reivindicar o direito de dormir sem sentir vergonha ou ser chamado de preguiçoso. “É uma epidemia silenciosa que está se tornando rapidamente um dos maiores problemas de saúde pública do século 21.”

    Durante uma palestra em uma conferência mundial de medicina, em Vancouver, o cientista afirmou que homens que dormem apenas cinco horas por noite têm testículos significantemente menores do que aqueles que dormem sete horas ou mais. "E aqueles que dormem com frequência apenas quatro ou cinco horas têm um nível de testosterona de alguém dez anos mais velho”, disse Walker.

    O britânico também é fundador do Centro de Ciência do Sono Humano em Berkeley. Segundo a Folha de S. Paulo, ele afirmou que problemas também são vistos no sistema reprodutivo feminino. O alerta de Walker continuou, ele disse que aquelas pessoas que dormem seis horas ou menos por noite podem afetar o cérebro e suas funções de memória e aprendizado e até redução em 70% células do sistema imunológico.

    “Nos últimos dez anos, aprendemos que você precisa dormir depois de aprender para apertar aquele botão de salvar e não esquecer suas memórias”, afirmou Walker. “E recentemente aprendemos que você também precisa dormir antes de aprender para preparar seu cérebro. Ele é como uma esponja seca prestes a ficar molhada de conhecimento. Sem dormir, o circuito da memória no seu cérebro fica molhado o tempo todo e não consegue absorver nada novo”, completou o pesquisador.

    Fonte: Bahia Notícias

  • Casos de dengue crescem 264% em 2019, diz Ministério da Saúde

    Os casos de dengue cresceram 264% em 2019, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25). O balanço sobre os casos da doença no Brasil foi feito entre dezembro de 2018 e março de 2019.

    Foram registrados 229.064 casos nas primeiras 11 semanas de 2019 (até 16 de março). No mesmo período de 2018 foram registrados 62,9 mil caso de dengue.

    O Distrito Federal e os estados do Acre, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso do Sul foram os que registraram aumento do número de casos da doença. Todos registraram taxa de incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes, com destaque para o Tocantins, com incidência de 602,9 casos/100 mil habitantes.

    Também houve um aumento de 67% no número de mortes pela doença, passando de 37 para 62 mortes em comparação com 2018. O estado de São Paulo, com 31 óbitos, é o que registrou o maior número de mortes pela doença no país.

    Zika e chikungunya
    Também houve um aumento no número de casos de zika registrados no período. Foram 2.062 casos da doença. Em 2018, no mesmo período, foram registrados 1.908 casos prováveis. Em 2019, não foram registradas mortes por zika.

    Já a chikungunya registrou uma queda de 44% no número de casos. Em 2019, foram registrados 12.942 casos no país, com uma incidência de 6,2 casos/100 mil hab. Em 2018, foram 23.484 casos. Também não foram registradas mortes pela doença em 2019.

  • Vacina da febre amarela pode proteger contra zika, indica estudo brasileiro

    Enquanto cientistas do mundo correm em busca de uma vacina contra o vírus Zika, pesquisadores no Rio de Janeiro constataram que a resposta pode estar em uma vacina amplamente disponível, testada e adotada mundialmente: a da febre amarela.

    "Talvez a solução estivesse na nossa frente o tempo todo", diz o médico Jerson Lima Silva, professor do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos coordenadores de estudo divulgado na segunda-feira (25).

    Conduzida por dezesseis pesquisadores da UFRJ e da Fundação Oswaldo Cruz, a pesquisa concluiu que a vacina da febre amarela protegeu camundongos da infecção do vírus em laboratório, reduzindo a carga do vírus no cérebro e prevenindo deficiências neurológicas.

    "Apareceu como um ovo de Colombo", diz Silva, referindo-se à expressão que descreve uma solução complexa que, depois de demonstrada, parece óbvia.

    "Nossa pesquisa mostra que uma vacina eficiente e certificada, disponível para uso há diversas décadas, efetivamente protege camundongos contra infecção do vírus Zika", diz o estudo, publicado online que ainda precisa passar pelo processo de revisão por pares exigido por periódicos científicos, que têm um trâmite demorado.

    Esse sistema de publicação é adotado para disponibilizar rapidamente resultados iniciais de pesquisas à comunidade científica internacional.

    A corrida por uma vacina contra a zika começou em 2016, quando se comprovou a suspeita de que a doença recém-chegada ao Brasil, até então considerada inofensiva, era a causa do surto de bebês que nasciam com microcefalia e malformações neurológicas - conjunto de sintomas hoje designado como síndrome da zika congênita.

    O surto levou o governo brasileiro e a Organização Mundial da Saúde a decretarem situações de emergência, posteriormente suspensas. Além dos graves problemas que pode causar nos bebês durante a gestação, a zika é associada ao surgimento da síndrome de Guillain-Barré em adultos.

    Vírus semelhantes
    Tanto a zika e quanto a febre amarela são transmitidos por vírus da família dos Flavivírus. A estruturas biológicas dos vírus são semelhantes, o que inspirou a equipe no Rio a testar os efeitos da vacina de febre amarela sobre o vírus Zika.

    Além disso, diz o médico Jerson Lima Silva, a região que teve maior incidência de zika, o Nordeste do país, é também a que tinha a menor cobertura vacinal para febre amarela. "Então resolvemos testar essa hipótese", afirma o professor da UFRJ. O estudo foi coordenado por Silva, Andrea Cheble Oliveira e Andre Gomes, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biologia Estrutural e Bioimagem, e pelo professor Herbert Guedes, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ.

    A equipe realizou testes com dois grupos de camundongos, um composto por indivíduos saudáveis e outro por indivíduos com sistema imune comprometido, mais suscetíveis à propagação do vírus.

    Nos dois grupos, parte dos animais foi imunizada com a vacina de febre amarela e outra recebeu apenas uma solução salina, sem nenhum efeito imunológico. Depois, todos receberam injeções intracerebrais do vírus da zika, de modo a simular infecções com alto índice de letalidade.

    "Sem a vacina, os mais suscetíveis morreram e os normais desenvolveram sintomas da doença. Já entre os vacinados, os suscetíveis não morreram e todos apresentaram carga viral extremamente reduzida no cérebro", explica Silva. O vírus Zika consegue furar a proteção da placenta durante a gestação, e se alastra pelo cérebro do bebê, impedindo que se forme corretamente.

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    Próximos passos
    A pesquisa foi conduzida ao longo de dois anos. O grupo trabalha agora para entender os mecanismos de proteção contra o vírus desenvolvidos a partir da vacina da febre amarela. O médico diz que o próximo passo é realizar testes em primatas.

    "Os resultados foram muito evidentes. A gente acredita que há uma grande chance de (a vacina da febre amarela) proteger humanos (contra a zika), já que os testes com animais demonstraram uma proteção tão forte", considera Silva. Ele espera que os próximos passos para determinar se a vacina pode ser recomendada à sociedade como uma proteção eficiente contra a zika não tardem. Por enquanto, entretanto, é preciso cautela. "Como todo estudo científico, este precisa ser reproduzido e confirmado", diz.

    Se o efeito for comprovado para humanos, ressalta o pesquisador da UFRJ, haveria uma grande vantagem em poder contar com uma vacina licenciada, usada há décadas e disponível no mercado - e que poderia ser distribuída e aplicada prontamente no caso de um novo surto de infecções. Desenvolver uma nova vacina envolve passar por muitos testes, acertos e erros e etapas de segurança.

    O estudo teve financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Saúde, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

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