Instagram anuncia fim do ‘arrasta para cima’ nos stories

Instagram anuncia fim do ‘arrasta para cima’ nos stories

A função 'arrasta para cima' nos stories do Instagram deve acabar nos próximos dias. A rede social anunciou que pretende acabar com a função a partir do dia 30 de agosto. O recurso permite que as pessoas visitem páginas externas deslizando a tela para cima. No entanto, ainda será possível sair dos stories para páginas externas. A função 'arrasta pra cima' será substituída por adesivos de link.

O Instagram diz que com a mudança pretende “agilizar a experiência de criação de histórias” e oferecer mais “controle criativo”, já que os usuários poderão formatar os adesivos de link.

Desde junho, a plataforma passou a testar esses adesivos para vários usuários, e não apenas para pessoas que já tinham o "direito" do 'arrasta para cima'. Para ter a função, os usuários devem ser verificados ou ter pelo menos 10 mil seguidores.

Segundo o Instagram, durante os testes, foi possível perceber que os adesivos combinam mais com a forma como as pessoas usam a plataforma. Além da diferença de gestos, a principal diferença entre os dois recursos é que os espectadores podem responder às histórias que têm um adesivo de link, mas não podem responder às histórias deslizantes.

Por enquanto, só as pessoas que já tinham a opção de deslizar para cima poderão usar o adesivo, o uso do adesivo pelos demais usuários está “ainda em avaliação” pela empresa.

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  • Vem de zap: plataforma permite pagamentos de até R$ 1 mil

    O WhatsApp é o aplicativo mais usado pelos brasileiros e, agora, terá mais uma funcionalidade: você poderá fazer pagamentos através dele. Após a autorização do Banco Central (BC), na última sexta-feira (30), a empresa anunciou, na terça-feira (4), que a função estará disponível no Brasil nos próximos dias. Não haverá taxas de transferências - é como se fosse o Pix, só que dentro do próprio aplicativo.

    O limite por transação é de R$ 1 mil. Cada usuário pode receber até 20 operações por dia, sendo o total de R$ 5 mil por mês - o limite pode ser menor a depender do banco. Neste primeiro momento, só é permitido fazer pagamentos entre pessoas físicas. Quando aprovado pelo BC, a empresa expandirá para pessoas jurídicas, mas não informou data.

    Os bancos parceiros, portanto, habilitados para oferecer o serviço, são o Banco do Brasil, Banco Inter, Bradesco, Itaú, Mercado Pago, Next, Nubank, Sicredi e Woop Sicredi, com as bandeiras Visa e Mastercard. O modelo, operado pela Cielo, só permite que se pague com cartões de débito, pré-pagos ou de dupla função, crédito e débito. Ainda não é autorizado por cartão de crédito.

    As transações são habilitadas pelo Facebook Pay e, segundo a empresa, são protegidos por várias camadas de segurança, como a senha do Facebook Pay ou a biometria, em dispositivos compatíveis. O serviço não vale para o WhatsApp Web.

    Segundo o WhatsApp, este serviço já está disponível para usuários na Índia desde novembro de 2020 e espera expandir a capacidade para outros países no futuro. Ainda não é possível fazer transações internacionais.

    Ansiosos e desconfiados
    A nova funcionalidade dividiu opiniões. O engenheiro de produção Daniel Jones, 23, acompanhou a negociação da empresa com o Banco Central, que acontece desde o ano passado, e não vê a hora de usar o serviço. Para fazer transações, ele hoje usa o Nubank, pelo Pix.

    “Já estava acompanhando a tramitação faz um tempo, e usaria pela segurança e pela praticidade. Hoje, a gente tem que abrir aplicativo do banco, colocar senha, código de acesso, tem outra conta. Pelo WhatsApp seria algo bem mais simples, porque é uma plataforma mais fácil de usar e não é tão pesada”, avalia.

    Já a estudante de economia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Carolina Reitermajer, 23, não usaria porque acha desnecessário. Ela realiza transferências ou pelo Pix ou pelo aplicativo do Banco do Brasil, onde tem conta.

    “Acho desnecessário você sair entregando informação para tudo quanto é site. Dar CPF, número de conta bancária, são rastros digitais desnecessários. Já basta o aplicativo do banco. E não acho o WhatsApp uma plataforma confiável, nenhum site que pede suas informações é, confiável”, explica Carolina, desconfiada.

    A estudante de biologia da Ufba Beatriz Barreto, 23, também não tem interesse, por medo de cair em algum golpe. “Não acho que seja seguro. Existem vários golpes de WhatsApp, todo dia estão noticiando um novo na televisão. Então só facilitaria o acesso dos golpistas aos seu dinheiro, sua conta bancária, a te extorquir”, pondera Beatriz.

    Segurança
    O advogado e professor Diogo Guanabara, coordenador da pós-graduação de Direito Digital da Faculdade Baiana de Direito, assegura que a aplicação é confiável, porque as informações bancárias não estarão disponíveis no aplicativo.

    “A ferramenta está inserida em um contexto de autorização do Banco Central, que permite que o WhatsApp atue como um iniciador de pagamentos. Ele não vai virar um banco. Você não tem como abrir uma conta e botar dinheiro lá dentro. Ele vai fazer uma ligação com o banco, a partir do qual vai transacionar as informações”, esclarece.

    Ele acrescenta que a iniciativa foi criada a partir da lógica do open banking, uma lei que permite que mais pessoas tenham acesso ao mundo da bancarização. “O WhatsApp, através do Facebook Pay, está agora querendo facilitar micro pagamentos de forma rápida e segura. Até então, no Brasil, é um setor muito regulado, muito seguro, mas de difícil penetração na vida popular, porque muitas pessoas não têm contas bancárias. Esse modelo tenta distribuir melhor essa presença dos bancos", explica Guanabara.

    Como usar
    Para usar a nova função, é necessário estar com o aplicativo atualizado. Para fazer as transações, o usuário deve adicionar um cartão habilitado para débito de um dos bancos participantes, verificá-lo, e colocar os valores serão transferidos entre contas bancárias.

    Primeiro, abra a conversa com o contato que deseja enviar a quantia, clique em anexar, pagamento, continue – aprovando os termos de serviço e política de privacidade – e crie seu PIN ou senha do Facebook Pay (se ainda não tiver).

    Se quiser, é possível cadastrar a biometria, para dar mais segurança ao processo e não ter que inserir a senha de novo manualmente. Em seguida, insira seu nome, sobrenome e CPF e toque em avançar para adicionar os dados do seu cartão. Salve os dados e pronto. Também é possível configurar o Facebook Pay pelo aplicativo – em mais opções, configurações, facebook pay, continuar.

    Cuidado com o golpe
    A advogada especialista em direito digital, Maria Clara Seixas, explica que toda facilidade de transação é motivo de desconfiança, ainda mais em um contexto de vazamentos de conversas e golpes pelo aplicativo.

    “Ao surgir a facilidade de pagamentos, algumas das principais preocupações que surgiram estão relacionadas aos riscos de privacidade, bem como a possibilidade de aumento dos já conhecidos golpes dentro da plataforma em razão da capilaridade da ferramenta”, alerta.

    Por isso, a principal forma de evitar golpes com esse novo serviço é tentar impedir clonagens. “É fundamental que o usuário do aplicativo se certifique que está de fato conversando com seus contatos, sempre desconfiando de solicitações de transferência de dinheiro e verificando por meio de ligação quem está do outro lado do aplicativo interagindo com ele”, aconselha a especialista.

    Segundo ela, a maioria dos golpes envolvem não questões técnicas, de quebra de barreiras de segurança, mas pelo uso da engenharia social. “Isso leva o usuário a repassar para terceiros o seu código de WhatsApp recebido por SMS. Estar sempre atento a qualquer repasse de informações de acesso a terceiros é a principal prevenção”, recomenda.

    Maria Clara orienta que é sempre recomendável ter o fator de dupla autenticação habilitado no WhatsApp e manter o aplicativo sempre atualizado.

    O advogado Diogo Guanabara completa: “É importante entender que isso não vai estar amplamente possível para todos os usuários, vai vir aos poucos. O banco que vai habilitar essa função e permitir, por meio de um comunicado oficial. Por isso, não se deve clicar em nenhum link que um suposto gerente passa parar você ou passar nenhum tipo de código”.

    Sobre a transferência incorreta para um usuário, o WhatsApp disse que “não consegue recuperar um pagamento depois de enviado. É recomendado solicitar a devolução da quantia ao destinatário”.

    Porém, a empresa tranquiliza que, em caso de invasão de conta, como o golpista instala o perfil em um dispositivo diferente, ele não conseguirá realizar pagamentos, pois é necessário o uso do PIN do Facebook Pay ou da biometria para confirmar a transação.

    Além disso, se a conta do WhatsApp for instalada em um novo aparelho, as informações de pagamentos são automaticamente redefinidas (reset), evitando que golpistas tenham acesso à sua conta do Facebook Pay.

    Setor bancário
    Em nota, o Banco Central disse que a autorização poderá "abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos”.

    Já a Federação Brasileira de Bancos (Febrabran) afirma que vê com naturalidade a criação de novas opções e operações de pagamento. “Estão em linha com a nossa visão de que competição é a melhor ferramenta para estimular inovação, aumentar os benefícios ao usuário e reduzir custos para a sociedade”, diz a entidade.

    A Febrabran também ressaltou que as regulamentações sejam “iguais para todos os participantes do sistema financeiro, criando condições homogêneas tanto aos bancos já estabelecidos quanto aos novos competidores que estejam entrando no mercado”.

    Passo a passo:

    Adicione uma única vez um cartão de débito, um cartão múltiplo com função débito ou um cartão pré-pago
    Abra a conversa com o contato para o qual você deseja enviar o dinheiro, toque em Anexar e depois em Pagamento.
    Aperte continuar na tela do Facebook Pay para aceitar os Termos de Serviço e a Política de Privacidade do Pagamentos no WhatsApp, os Termos de Serviço e a Política de Privacidade do Facebook, os Termos de Serviço e a Política de Privacidade do Facebook Pagamentos e os Termos de Serviço e Política de Privacidade da Cielo
    Crie um PIN de 6 dígitos para o Facebook Pay
    Insira seu PIN do Facebook Pay novamente para confirmá-lo e toque em avançar
    Para usar sua impressão digital ao invés de inserir seu PIN manualmente, toque em
    USAR IMPRESSÃO DIGITAL. Caso contrário, toque em Pular para inserir seu PIN manualmente.
    Insira seu nome, sobrenome e CPF. Em seguida, toque em Avançar.
    Adicione os dados do seu cartão, incluindo o número do seu cartão de débito, a data de validade e o código CVV.
    Toque em SALVAR.
    Você também pode configurar o Facebook Pay no WhatsApp. Para isso, toque em Mais opções > Configurações > Pagamentos > Facebook Pay > CONTINUAR.

  • Banco Central autoriza transferências bancárias pelo WhatsApp

    O Banco Central autorizou nesta terça-feira, 30, o funcionamento de recursos que permitem pagamentos pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. O Facebook, dono do app, foi aprovado como um "iniciador de pagamentos", de maneira que os usuários do mensageiro poderão transferir recursos entre si.

    Em nota, o BC informou ainda que foram concedidas autorizações para dois arranjos classificados como abertos de transferência, de depósito e pré-pago, domésticos, instituídos pela Visa e pela Mastercard.

    "Esses arranjos e instituição de pagamentos têm relação com a implementação do programa de pagamentos vinculado ao serviço de mensagens instantâneas do WhatsApp (Programa Facebook Pay). As autorizações permitem que ele seja utilizado para realizar a transferência de recursos entre seus usuários", diz o BC em nota divulgada nesta terça.

    O BC esclarece que as autorizações não incluem os pleitos da Visa e Mastercard para funcionamento dos arranjos de compra vinculados ao Programa Facebook Pay, que seguem em análise. "O BC acredita que as autorizações concedidas poderão abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos", acrescenta.

    Em nota enviada à imprensa, o WhatsApp disse que recebe com satisfação a aprovação do BC. "Agora, mais do que nunca, pagamentos digitais seguros e convenientes oferecem uma solução vital para transferir dinheiro rapidamente para pessoas que necessitam e auxiliar empresas em sua recuperação econômica. Compartilharemos mais informações assim que a função de pagamentos estiver disponível no WhatsApp", disse a empresa.

    O WhatsApp lançou em 15 junho do ano passado um serviço de envio e recebimento de dinheiro no Brasil, mas uma semana depois teve o serviço suspenso pelo BC, sob a justificativa de que era preciso avaliar questões de competição e privacidade. Desde então, o BC vinha analisando o pleito e as regras para funcionamento.

    Ontem, no evento virtual "Encontro Daycoval - Perspectivas Econômicas e de Investimentos para o Brasil 2021", que teve o apoio do Broadcast e do Estadão, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, destacou o casamento entre mídias sociais e serviços de finanças, sem citar diretamente o andamento do pedido do WhatsApp.

    "Há um movimento de uso de mensagens por meio do Pix (o novo sistema de pagamento criado pelo BC). A sociedade usou sistema de pagamentos como mensagens porque tem demanda por misturar esses serviços", completou. Ele também falou da preocupação com os casos recentes de vazamento de dados pessoais no Brasil. "Não podemos criar ambiente de tecnologia sem cibersegurança bem feita", disse.

    Sinais para o mercado

    Para Guilherme Horn, conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs, a sinalização do BC foi importante no sentido do fomento à inovação. "É um fomento à competitividade. Também acaba com o argumento de que o BC bloqueou para não concorrer com o Pix", diz Horn. "O BC queria se certificar de algumas questões de segurança e de acesso. Agora, liberou. É muito positivo para o mercado"

    Já Adrian Cernev, professor do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira, da Fundação Getulio Vargas (FGV), ressalta que, caso o Banco Central não tivesse atuado no ano passado, "o mercado de fintechs poderia ter implodido" se o WhatsApp entrasse no país em um sistema fechado de pagamentos financeiros, dado o alcance do aplicativo de mensagens no País diante da escala de empresas menores do mercado.

    Agora, ao atuar como iniciador de pagamentos dentro do Pix (modalidade de pagamentos instantâneos lançada pelo BC em 2020), é possível enviar uma transferência do WhatsApp e receber o valor na conta de uma fintech ou de um grande banco, preservando a concorrência. "Apesar de o WhatsApp ter força de rede imensa (alcance entre usuários), o BC preservou a interoperabilidade do sistemas. Se não fosse feito isso, teríamos um mercado mais ogolipolizado entre bancos e WhatsApp, o que não vai ser o caso "

    Outro ponto levantado pelo professor é a oportunidade de desbancarização que o WhatsApp traz. "Muita gente tem celular e tem o ‘zapzap’, mas não tem conta no banco. O aplicativo tem potencial para ser um instrumento para essa inclusão financeira", afirma.

  • Vazamento em janeiro expôs cerca de 500 mil celulares de empresas

    Após o megavazamento de dados de 223 milhões de CPFs, 40 milhões de CNPJs e 104 milhões de registros de veículos, mais de meio milhão de celulares corporativos já circulam livremente na internet - embora os dados estejam à venda, o hacker tornou pública uma pequena parte das informações. A conclusão é da empresa de segurança Syhunt, que analisou com exclusividade para o Estadão alguns dos arquivos disponibilizados pelo hacker na internet.

    Um dos arquivos publicados pelo hacker é uma espécie de "amostra grátis" daquilo que ele tem para vender. Ao analisar a pasta referente a números telefônicos de pessoa jurídica, foi possível detectar que estavam disponíveis 532.696 celulares, volume muito superior ao de números registrados para pessoa física (6.945). Entre as linhas de pessoa jurídica, o hacker classificou 366.770 como números da operadora Vivo. Outros 12.123 números estão classificados como números da TIM. O restante não está classificado. Todos os números telefônicos estavam associados aos números de CNPJ das empresas.

    Os números estão registrados em diversas partes do Brasil. O pacote tem 179.172 números do DDD 11, seguido por números da região de Curitiba, cujo DDD é o 41 (93.194). O Paraná aparece como o Estado mais afetado. Apenas o Nordeste não aparece na amostra vazada.

    "O maior problema de números corporativos se tornarem públicos é que aumentam as tentativas de golpe junto às empresas", explica Felipe Daragon, fundador da Syhunt. "Podem surgir golpes de engenharia social, no qual os criminosos se passam por uma fonte legítima para extrair informações valiosas." O Estadão apurou que, desde o vazamento dos números, as empresas perceberam aumento nas tentativas de ataques a seus dados.

    Em comunicado, a Vivo disse que "não teve incidente de vazamento". A TIM, também em nota, afirmou que "não sofreu nenhum ataque ou vazamento que colocasse em vulnerabilidade os dados de clientes e ou dados próprios".

    Bases diversas. A prevalência de números da Vivo no pacote é mais um indício de que o criminoso compilou informações de diferentes vazamentos. Em novembro de 2019, uma falha no site da Vivo expôs informações de 24 milhões de clientes.

    Não é possível determinar se os números oferecidos atualmente foram obtidos durante esta falha. A tese de que as bases de dados do megavazamento são uma compilação com origem difusa vem ganhando força entre especialistas em cibersegurança.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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