Segunda-feira, 28 de Setembro 2020
5:57:18pm
Presidente da Câmara Rodrigo Maia testa positivo para covid-19

Presidente da Câmara Rodrigo Maia testa positivo para covid-19

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está com covid-19. Ele recebeu o resultado do exame nesta quarta-feira,16, e disse ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que está bem.

Maia é a terceira autoridade que compareceu à posse do ministro Luiz Fux como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, e que contraiu a doença.

Os ministros Luís Felipe Salomão e Antonio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também testaram positivo para covid-19 depois do evento.

Com a confirmação, todas as maiores lideranças políticas do País testaram positivo para o novo coronavírus.

O primeiro foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), seguido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e Fux.

Itens relacionados (por tag)

  • Bahia registra 49 novas mortes e 2.128 casos de covid-19 em 24h

    A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 49 mortes, 2.128 casos de covid-19 (taxa de crescimento de +0,7%) e 1.977 curados (+0,7%). As informações são do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), divulgado às 18h56 deste sábado (26).

    Dos 305.186 casos confirmados desde o início da pandemia, 291.362 já são considerados curados e 7.272 encontram-se ativos. O número total de óbitos por covid-19 na Bahia é de 6.552, representando uma letalidade de 2,15%.

    Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (28,32%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (6.517,76), Almadina (6.350,66), Madre de Deus (5.940,36), Itabuna (5.917,75), São José da Vitória (5.108,71).

    O boletim ainda contabiliza ainda 604.757 casos descartados e 74.451 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste sábado (26).

    Na Bahia, 25.746 profissionais da saúde foram confirmados para covid-19.

    Mortes
    O boletim epidemiológico deste sábado contabiliza 49 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da covid-19.

    Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

    O número total de óbitos por covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 6.552, representando uma letalidade de 2,15%. Dentre os óbitos, 55,77% ocorreram no sexo masculino e 44,23% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 53,45% corresponderam a parda, seguidos por branca com 17,03%, preta com 15,23%, amarela com 0,81%, indígena com 0,11% e não há informação em 13,37% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 72,59%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (75,72%).

    Taxa de ocupação de leitos
    Dos 2295 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS), exclusivos para o novo coronavírus na Bahia, 1029 estão com pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 45%. Dos 1027 leitos de UTI (adulto) disponíveis no estado, 523 estão ocupados, o que representa uma taxa de 51%.

    Em Salvador, 492 estão ocupados (são 1.096 leitos ativos), o que representa uma taxa de ocupação de 45%. Já os leitos de UTI adulto, que são os que contam para a flexibilização do comércio na capital baiana, estão com 43% de ocupação.

    A taxa de ocupação de leitos de UTI pediátrica em Salvador está em 37%. Com relação aos leitos de enfermaria, a capital baiana tem taxa de ocupação de 46% (adulto) e 74% (pediátrico).

  • Transplante e doação de órgãos caem 50% na Bahia por causa da covid-19

    O transplante de rim do policial civil aposentado Roberto Lopes de Oliveira, 63 anos, marcou o fim de sete anos de hemodiálise e de espera por mais qualidade de vida. Felizmente para ele, em agosto, em plena pandemia do novo coronavírus, um órgão compatível foi doado. “Eu fui abençoado”, descreve o idoso, consciente de que, em 2020, a quantidade de transplantes realizados no estado despencou.

    Segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), a redução de doações e transplantes de órgãos realizados na Bahia entre janeiro e agosto de 2019 e o mesmo período de 2020 foi de 50% (717 em 2019 e 356 neste ano).

    E o motivo para essa queda é consenso entre os especialistas ouvidos pelo CORREIO: a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

    “No começo da pandemia, ficou praticamente inviável para os pacientes fazerem avaliação pré-transplante, ir a consultas e fazer exames, pois os laboratórios estavam fechados. As cirurgias eletivas também diminuíram e a quantidade de potenciais doadores caiu. Tudo isso fez despencar a quantidade de transplantes realizados”, explicou Rita Barreto, diretora médica do Instituto de Nefrologia e Diálise (Ined) de Salvador.

    Esse instituto faz parte da Fresenius Medical Care. A diretora médica nacional, Ana Beatriz, relata que a queda no transplante de órgãos na pandemia é um fenômeno nacional. “A gente sempre estimula o transplante, pois ele dá muita qualidade de vida. Por isso, sempre medimos a quantidade de pacientes que conseguiram transplantar. Vimos que reduziu na pandemia e só a partir de agosto começou a aumentar, mas ainda longe do suficiente”, disse.

    Coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes da Sesab, Rita Pedrosa explica que cada transplante tem suas particularidades e isso explica as várias oscilações entre os números de acordo com o órgão. Por exemplo, o exame de córnea foi paralisado durante a pandemia porque estudos do Ministério da Saúde apontaram que não é um transplante tão urgente como o de um fígado, que normalmente precisam ser realizados de forma urgente para salvar a vida dos pacientes. O número de transplantes de córnea reduziu em 66% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

    Outra particularidade é relativa ao transplante de rim, o que registoru a menor queda entre todos os realizados na Bahia, com 23% de retração. Rita Pedrosa explica que pacientes que podem fazer o transplante renal normalmente estão em hemodiálise e apresentam quadros estáveis quando comparados a pacientes que precisam de um fígado ou medula, por exemplo.

    "Pacientes renais às vezes optam por não fazer o transplante porque é possível ter uma vida fazendo as hemodiálises regularmente e há o medo do corpo rejeitar o novo órgão ou enfrentar complicações ainda maiores", explicou a especialista.

    Um outro fato curioso é a questão dos transplantes de pele. Em 2019 não houve nenhum procedimento do tipo aqui na Bahia. Já em 2020, com pandemia e tudo, foram dois transplantes desse órgão aqui no Estado. Rita Pedrosa atribui esse fato à pouca informação de que é possível realizar esse procedimento aqui na Bahia, mais especificamente no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.

    "Não temos um banco de pele aqui, o que temos é um local que realiza esse transplante, que é o HGE. Então não é comum porque normalmente os transplantes de pele acontecem onde se tem o banco, casos de São Paulo ou Rio Grande do Sul. Ainda é pouco informado aqui na Bahia sobre essa situação de termos médicos capacitados a realizar o transplante. Como ele é pouco divulgado, acredito que seja esse o motivo de ter tão poucos procedimentos", afirmou.

    A pandemia impôs vários desafios para a Central de Transplantes do Estado. Para a coordenadora, o principal foi o de não deixar os transplantes caírem em esquecimento, mesmo com a necessidade de reduzir a intensidade dos trabalhos. Por conta disso, foram realizadas lives, rodas de conversa virtuais e ações educativas para que o tema continuasse permeando o imaginário dos profissionais e dos pacientes. "Em agosto, que foi um mês de platô da pandemia, tivemos 25 transplantes renais, que é um número expressivo num momento tão grave como a pandemia", disse Pedrosa.

    No país
    Segundo os dados do Ministério da Saúde, em todo o país, de janeiro a julho de 2019, foram realizados 15.827 transplantes. No mesmo período de 2020, o número de procedimentos foi de 9.952. Isso representa uma queda de 37%. Até 31 de julho, eram 46 mil pessoas aguardando por transplante.

    Uma delas é o baiano Moisés Oliveira dos Santos, 54 anos, que há dois anos espera por um rim. Sobre a queda no número de transplantes, ele diz que não foi uma surpresa. “Eu já esperava por isso, pois a pandemia fez com que muitas pessoas morressem de forma muito trágica, o que impediu a doação. Resta a mim pedir forças a Deus para seguir na hemodiálise e sem ser contaminado pelo vírus”, afirma.

    A doutora Ana Beatriz explicou que Mateus está correto quando diz que pessoas que morreram infectadas pelo coronavírus não podem ser doadoras de órgãos. ”A gente ainda desconhece a doença. Não se estabeleceu com coerência se o vírus pode estar circulando e contaminando as pessoas que receberem o órgão. Não se transplanta com qualquer infecção que seja, a não ser que haja uma bem controlada”, explicou.

    Para um órgão ser doado, tem que ter o diagnóstico de morte encefálica. “A covid-19 geralmente não é isso. Quem doa é quem sofre acidentes, que reduziram no início da pandemia, Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismo craniano, dentre outros problemas”, explicou a doutora Rita Barreto, do Ined. O local é especializado no tratamento de pacientes renais.

    Estado
    Na Bahia, a redução de transplantes de rins foi de 23%, a menor em comparação aos outros órgãos transplantados no estado, segundo a Sesab. A maior redução foi de medula (66%), seguido pela córnea (62,8%). Em um caso atípico, a pele foi o único órgão que registrou aumento no número de transplantes, mas pelo fato de no ano passado nenhum procedimento ter sido realizado no estado. Neste ano, apenas dois ocorreram (veja números abaixo).

    A médica nefrologista Carolina Neves, que realiza transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Ana Nery, comemorou o fato da Bahia, mesmo no auge da pandemia, não ter parado de realizar as operações. “De fato, houve uma queda, mas o estado da Bahia não fui um dos piores. Nunca paramos a atividade transplantadora. Nunca fechamos o serviço. Tínhamos uma média de 15 a 20 por mês. No pico, isso reduziu para três ou cinco, mas nunca paramos completamente, por ser uma atividade essencial”, disse.

    Cárdio Pulmonar
    Carolina também trabalha no Hospital Cárdio Pulmonar, que em outubro vai passar a realizar transplante de rim. Vai ser a primeira vez que esse hospital realizará transplante de órgãos. “Nós fomos credenciados para isso em junho, após um processo de avaliação demorado do Ministério da Saúde. Eles avaliam a qualidade do hospital e a estrutura para realização da operação e acompanhamento”, explicou.

    “Dentro da nossa proposta do cuidado integral do paciente renal, vamos dar um novo caminho de tratamento. Isso vai contribuir com a sociedade baiana e com a medicina local, já que, na Bahia, apenas o São Rafael realiza o procedimento na rede particular e Ana Nery, Roberto Santos e Pedro de Alcântara, em Feira de Santana, fazem pelo SUS”, lembrou.

    Ainda não há uma estimativa de até quantos transplantes poderão ser realizados na unidade, o que vai depender da demanda. “O Cárdio Pulmonar não é um hospital público como o Ana Nery, onde trabalho. Lá será diferente, pessoas que tem um plano de saúde. Aproximadamente 15% de todos os pacientes que fazem diálise possui um plano. Desses, 40% são elegíveis para transplante. Eles terão o Cárdio Pulmonar como opção”, concluiu.

    Doações de órgãos na Bahia, entre janeiro e agosto:

    Múltiplos órgãos
    2019: 111
    2020: 85
    Redução de 23%

    Córnea
    2019: 510
    2020: 228
    Redução de 45%

    Transplantes de órgãos realizados na Bahia entre janeiro a agosto:

    Fígado:
    2019 - 28
    2020 - 18
    Redução de 35.5%

    Rim:
    2019 - 204
    2020 - 157
    Redução - 23%

    Córnea:
    2019 - 455
    2020 - 169
    Redução - 62.8%

    Medula:
    2019 - 30
    2020 - 10
    Redução - 66%

    Pele:
    2019 - 0
    2020 - 2

  • Bahia registra 47 mortes e 1.833 novos casos de covid-19 em 24h

    A Bahia registrou 47 mortes e 1.833 novos casos de covid-19 (taxa de crescimento de (+0,6%) nas últims 24h, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) no final da tarde desta quinta-feira (24). No mesmo período, 1.857 pacientes foram considerados curados (+0,7%).

    Dos 301.248 casos confirmados desde o início da pandemia, 287.486 já são considerados curados e 7.307 encontram-se ativos.

    Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

    Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (28,38%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (6.432,86), Almadina (6.314,06), Madre de Deus (5.892,95), Itabuna (5.860,06), Dário Meira (5.088,70).

    O boletim epidemiológico contabiliza ainda 596.056 casos descartados e 74.522 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta quinta.

    Na Bahia, 25.507 profissionais da saúde foram confirmados para covid-19.

    Óbitos
    O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 47 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da covid-19.

    Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

    Bahia registra 47 mortes e 1.833 novos casos de covid-19 em 24h

    Perfis
    O número total de óbitos por covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 6.455, representando uma letalidade de 2,14%. Dentre os óbitos, 55,85% ocorreram no sexo masculino e 44,15% no sexo feminino.

    Em relação ao quesito raça e cor, 53,46% corresponderam a parda, seguidos por branca com 16,93%, preta com 15,21%, amarela com 0,82%, indígena com 0,11% e não há informação em 13,46% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 73,35%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (75,76%).

    A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

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