Sexta-feira, 23 de Outubro 2020
8:42:39pm
Bahia já possui mais de 8 mil candidaturas para prefeito e vereador registradas no TSE

Bahia já possui mais de 8 mil candidaturas para prefeito e vereador registradas no TSE

A Bahia já possui 8.082 candidaturas para prefeito e vereador registradas no Tribunal Superior Eleitoral. Em número absoluto, estado lidera o número de candidatos as eleições de 2020 no Nordeste.

Com o recente fim das convenções municipais em todo o estado, o número de candidatos no estado ainda deve subir nos próximos dias. Em Salvador, por exemplo, nove chapas anunciaram que vão concorrer as eleições para a prefeitura. No entanto, apenas Cezar Leite (PRTB), Bruno Reis (DEM) e Bacelar (Podemos) já se registraram.

No Nordeste, a Bahia é seguida pelo Ceará com 3.075 candidatos e pela Paraíba com 2.624 candidatos. No Brasil, apenas Minas Gerais (11.501), São Paulo (11.052) e Rio Grande do Sul (9.374) possuem mais candidatos.

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  • Bahia tem a maior taxa de desemprego do Brasil, aponta IBGE

    A Bahia tem a maior taxa de desemprego do Brasil. A desocupação no estado avançou ainda mais no mês de setembro, conforme mostra um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23). Os dados são da edição mensal da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid19.

    Segundo o instituto, a taxa de desocupação - ou seja, o percentual de pessoas que procuram emprego em relação às que estão trabalhando - cresceu novamente e atingiu 19,6%. No mês anterior, em agosto, esse índice era de 18,1%. O número é o mais alto do país.

    Em setembro o número de pessoas que estavam trabalhando (93 mil), foi inferior ao aumento no número de pessoas desocupadas, ou seja, aquelas que buscam uma vaga no mercado de trabalho e ainda não encontraram. Esse grupo cresceu 12,5%, passando de 1,078 milhão de pessoas para 1,213 milhão.

    Ou seja, em apenas um mês, mais de 135 mil pessoas passaram a ter essa condição. Isso fez com que, assim como já havia ocorrido mês anterior, na passagem de agosto para setembro, a Bahia registrasse o maior aumento absoluto do país no número de pessoas procurando trabalho no Brasil.

    Segundo o IBGE, o contínuo aumento no número de pessoas desocupadas no estado tem relação com a nova queda registrada no número de cidadãos que não estavam trabalhando, queriam trabalhar, mas nem chegaram a procurar emprego por causa da pandemia ou por não haver oportunidade no mercado.

    É a primeira vez desde maio que esse grupo, cuja busca por trabalho é impactada diretamente pela Covid-19, ficou abaixo dos 2 milhões na Bahia. Os números apontam que esse valor chegou a 1,891 milhão de pessoas em setembro, numa redução de 12,5% em relação a agosto, o que representou menos 270 mil pessoas nessa situação, em apenas um mês.

    Ainda assim, o índice é o segundo maior do país, abaixo apenas de São Paulo, que registra 2,640 milhões de pessoas que desejam trabalhar, mas nem chegaram a procurar emprego por conta da pandemia.

    Redução salarial
    Setembro também registrou uma queda no percentual de trabalhadores na Bahia que tiveram redução salarial comparado ao que costumavam receber. A queda foi de 29,6%, ou seja, afetou 1,438 milhão de pessoas.

    Antes, entre maio e junho, 2,1 milhões de pessoas tinham sofrido com a redução salarial, o que representa pouco mais de 4 em cada 10 trabalhadores baianos. Apesar disso, a Bahia ainda era, em setembro, o estado com maior percentual de trabalhadores com redução de rendimento do país.

    A redução média no rendimento de trabalho na Bahia, em setembro, foi de 10,8%. Habitualmente, quem atua no mercado de trabalho baiano possui um rendimento médio mensal de R$ 1.686, mas receberam efetivamente R$ 1.504 (menos R$ 183).

    Em setembro, mante-ve em 58,8% o percentual de proporção de domicílios em que pelo menos uma pessoa recebia algum tipo de auxílio emergencial por causa da pandemia. Isso representa 2,862 milhões de domicílios foram atendidos no estado.

    A Bahia se manteve, em setembro, com o 3º maior contingente de domicílios recendo o auxílio emergencial e o 8º percentual.

  • 6 em cada 10 empresas baianas fecham antes dos cinco anos, diz IBGE

    Abrir o próprio negócio pode ser o sonho de muitos, mas para vários baianos tem sido quase um pesadelo. É que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6 em cada 10 empresas no estado fecham as portas antes de completar cinco anos. Quando o tempo de vida aumenta para pelo menos uma década, o número de empresas sobreviventes cai para 2 em cada 10.

    O cenário levanta o questionamento: o que leva as empresas baianas a terem uma vida tão curta?

    Quem trabalha com o empreendedorismo explica que são muitas razões que podem influenciar. “Existe uma conjunção de fatores internos que não são controlados, como é o caso da própria pandemia, que demanda uma ação diferente para que a empresa não feche. Neste momento, o que contou muito para a empresa não fechar foi a capacidade de reação rápida às mudanças do mercado e do comportamento do consumidor”, opina o analista do Sebrae, Wagner Gomes.

    A pandemia foi justamente a razão de Breno Marques fechar o estúdio de crossfit, oito meses após ter inaugurado em setembro de 2019. “Quando veio a pandemia, foi difícil se adaptar. As despesas foram ficando maiores que a receita e pra não se endividar muito decidimos fechar”, conta ele.

    Agonia da pandemia
    Também por causa da pandemia, o empresário Felipe Muñoz fechou a filial da sua barbearia: “A unidade do Rio Vermelho era dentro de um shopping de rua, que não foi nada solidário no momento de negociar o aluguel e o condomínio”. Com todo o foco na matriz, foi possível virar o jogo. “Na unidade da Pituba, a gente conseguiu 100% de desconto no aluguel, negociamos com cada fornecedor, conseguimos um empréstimo, foi possível reformar e crescer”, diz Muñoz, que tem o negócio há cinco anos.

    As dificuldades dos empreendedores baianos, no entanto, são bem anteriores às mudanças provocadas pelo coronavírus. Os dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, na pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, dizem respeito ao ano de 2018. Segundo o órgão, das 31.747 empresas locais que começaram a funcionar na época, na Bahia: 21,7% encerraram suas atividades antes de completar um ano; 57,1% fecharam as portas antes de cinco anos; e só 21,7% ainda estavam em atividade.

    O estudo aponta, ainda, que em 2018, a Bahia teve o menor número de empresas entrando em atividade dos últimos dez anos, com um total de 35.718. Com mais estabelecimentos fechando do que abrindo, o setor empresarial baiano encolheu 3,0% e atingiu seu menor tamanho desde 2009, com 218.841 unidades ativas. O percentual de empresas que sobreviveram na Bahia ficou entre os 10 mais baixos do país, e é menor do que a média do país e da região Nordeste.

    Para Wagner Gomes, fatores que podem acabar gerando a vida curta das empresas pode envolver falta de planejamento, dificuldade de lidar com a parte financeira do negócio, e até falta de identificação do empreendedor com aquilo que escolheu gerir. “Não dá para querer administrar à distância e só querer ver o dinheiro chegar. O empreendedor precisa estar dentro do negócio”, afirma.

    No caso da empresária Gabriela Naves a identificação era forte e a dificuldade veio na falta de estudo prévio: “Comecei a fazer os doces fit para vender para amigos e quando vi já tinha comprado fogão e virado uma empresa. Mas não soube como fazer para manter o negócio viável e com qualidade”. O consultor de negócios alerta que só se identificar com um segmento não é suficiente: “Se a empresa não está organizada as coisas ficam muito mais complexas”.

    Lado positivo
    Apesar do cenário de redução no número de empresas existem também as estatísticas positivas. É recorde na Bahia o número de empresas que alcançaram o chamado alto crescimento, aquelas que mostram um aumento médio do pessoal ocupado assalariado de pelo menos 20% ao ano por um período de três anos seguidos e que tinham 10 ou mais trabalhadores assalariados no primeiro ano de observação.

    O total de empresas de alto crescimento no estado subiu, de 2017 para 2018, 17,6%, passando de 1.980 para 2.328, o que representou incremento de 348 unidades locais dessa categoria. Quando se consideram apenas as empresas que nasceram em 2018, a Bahia teve uma taxa de 12,6%, o que significa que 27.583 empresas começaram a funcionar. O crescimento em relação ao ano anterior foi de 12,1%. Dentre as atividades econômicas, o segmento de saúde humana e serviços sociais teve a maior taxa de natalidade, em 2018: 18,2%, o que representou 2.598 empresas a mais.

    Sebrae
    Cumprindo com o seu propósito, o Sebrae atende às Micro e Pequenas Empresas para que elas não integrem a lista das companhias que fecharam as portas antes de completar 5 anos. Segundo Wagner Gomes, a entidade oferece atendimento com orientações empresariais, promove eventos, capacitações, entre outros. “Realizamos eventos por segmento e gerais. Temos atendimentos individuais e coletivos. Ainda promovemos capacitações, como seminários, palestras, cursos”, cita o analista técnico.

    No Sebrae, os empresários também podem receber consultorias pagas em áreas. No começo da pandemia, as consultorias que tratam os aspectos digitais do negócio foram ofertadas de forma gratuita. Gomes pontua que os atendimentos realizados pela entidade foram intensificados com o coronavírus.

    “A pandemia arrochou mais as empresas, tivemos entregas mais intensas. As consultorias digitais gratuitas foram voltadas para preparar os nossos clientes para a parte logística, para fazer negócios à distância, para digitalizar o formato de entrega, para lidar com as redes sociais, criar site”, afirma Gomes.

    Ainda foram realizadas lives e reuniões com empresários para auxiliar as empresas durante a pandemia. “Fizemos um grande volume de eventos e atendimentos digitais. Muitas das ações foram para as empresas conseguirem ter um respiro durante esse período pandêmico. Também auxiliamos com a aplicação nas novas leis, como a da redução da carga horária”, pontua.

    Oito dicas para o seu negócio não entrar na estatística

    1 - Planeje para poder mudar: Quando uma empresa nasce planejada tem uma estrutura montada, pensada, e vai conseguir fazer as mudanças necessárias no percurso, tomar novos direcionamentos se necessário. Se a empresa não está organizada as coisas ficam muito mais complexas

    2- Acompanhe as mudanças: Esteja atento ao que acontece no mercado e ao comportamento do consumidor para que o seu negócio consiga acompanhar as mudanças e seguir trazendo novidades para os seus clientes

    3 - Estude o mercado: Antes de começar entenda o mercado para aquele negócio que você está querendo abrir. Qual a demanda? Ele existe? A demanda precisa vir dos clientes e se ela ainda não existir você precisa planejar e traçar estratégias para fazer surgir a necessidade no mercado

    4 - Cuidado com a saturação: Na hora de escolher o negócio a investir perceba se o mercado já não está saturado e se ainda há espaço para mais uma empresa daquele tipo. Isso interfere também na escolha da localização do seu negócio. Você pode acabar decidindo por um negócio complementar ao primeiro onde o mercado ainda não esteja cheio.

    5 - O olho do dono engorda o peixe: Não dá para querer administrar a distância e só querer ver o dinheiro chegar. O empreendedor precisa estar dentro do negócio, precisa se dedicar, estudar, dividir o tempo entre a operação do negócio que vai fazer com que ele consiga operar bem o negócio e perceber os resultados.

    6 - Identifique-se com o que faz: O empreendedor precisa se identificar com o trabalho.Muitas vezes a pessoa quer abrir um negócio porque ouviu falar que determinada atividade rende bem financeiramente, mas se a pessoa não se identifica com aquilo é difícil manter

    7 - Ouça as críticas: Não seja uma vítima da sua própria ideia e pense que só você sabe do negócio. Ouça os clientes suas sugestões e principalmente críticas para que seu negócio consiga sempre se aprimorar

    8 - Esteja nas redes de forma humana: Redes sociais não são sites e uma empresa é feita de pessoas. Esteja nas redes mas crie um relacionamento humano com os seus clientes. Não use apenas para divulgar produtos e preços.

  • Bahia ultrapassa marca de 340 mil casos confirmados de covid-19

    A Bahia registrou 26 mortes e 1.450 novos casos de covid-19 (taxa de crescimento de +0,4%) em 24h, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) no final da tarde desta quinta-feira (22).

    Agora são 340.665 casos confirmados desde o início da pandemia. Destes, 326.400 já são considerados sem sintomas e 6.858 encontram-se ativos.

    Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

    Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (26,59%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (7.987,20), Almadina (6.551,98), Itabuna (6.406,44), Madre de Deus (6.343,34), Apuarema (6.002,73).

    O boletim epidemiológico contabiliza ainda 691.022 casos descartados e 80.027 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quinta-feira (22).

    Na Bahia, 28.162 profissionais da saúde foram confirmados para covid-19.

    Óbitos
    O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 23 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da covid-19.

    Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

    O número total de óbitos por covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 7.407, representando uma letalidade de 2,17%.

    Perfis
    Dentre os óbitos, 55,99% ocorreram no sexo masculino e 44,01% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,27% corresponderam a parda, seguidos por branca com 17,63%, preta com 15,12%, amarela com 0,77%, indígena com 0,11% e não há informação em 12,10% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 72,09%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (75,15%).

    A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

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