Quinta-feira, 3 de Dezembro 2020
8:30:08pm
Crivella xinga Doria de 'vagabundo' e usa termo homofóbico

Crivella xinga Doria de 'vagabundo' e usa termo homofóbico

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), chamou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de "veado" e "vagabundo" durante discurso a apoiadores na noite dessa quarta-feira, 18, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A fala teria sido dada após uma mulher que acompanhava a reunião criticar as Organizações Sociais (OS) que atuam na área da saúde no Rio.

"Eu entrei na Justiça contra esses vagabundos. Tinha dinheiro pra pagar os funcionários, eles pegaram e pagaram fornecedor, que tinha que pagar dia 10 de dezembro. E faltou dinheiro", bradou Crivella. "Sabe de quem é essa OS? É OS de São Paulo, é do Doria, veado, vagabundo", continuou o prefeito, usando termo homofóbico. O discurso foi gravado por um dos presentes e acabou nas redes sociais. Crivella aparece gritando ao microfone, mas alguns trechos são inaudíveis.

Após a repercussão, o prefeito, que tenta a reeleição, se posicionou e pediu desculpas. "A fala foi um momento de revolta pela OS reter o salário de médicos e enfermeiros, mesmo tendo recebido da Prefeitura. Em tempos de pandemia, isso pode custar vidas. Marcelo Crivella pede desculpas pelos excessos, e ao governador João Doria", afirmou o prefeito do Rio.

O governador de São Paulo lamentou o episódio e disse que Crivella, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno, está deixando a Prefeitura do Rio de maneira "melancólica". "Lamento que o prefeito do Rio de Janeiro, um pastor que deveria ser um exemplo, faça ataques, use palavrões e o preconceito para se referir a um governador. O prefeito Crivella se apequena e lamentavelmente encerra seu ciclo de forma melancólica", escreveu Doria nas redes sociais.

Itens relacionados (por tag)

  • Centrão investe contra reeleição de Maia e Alcolumbre no Congresso

    Líderes do Centrão lançaram nesta terça, 1º, uma ofensiva para barrar a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir caminho para a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara e Davi Alcolumbre (DEM-AP) ao comando do Senado.

    Um documento preparado pela cúpula do Progressistas, partido de um dos pré-candidatos à eleição da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem o aval de dez partidos. A carta chama qualquer iniciativa nesse sentido de "coronelismo parlamentar". Principal adversário do grupo comandado por Maia, Lira tem apoio do presidente Jair Bolsonaro para a sucessão na Câmara.

    O STF começará a julgar na sexta-feira, 4, ação impetrada pelo PTB pedindo que a Corte impeça a reeleição de Maia e de Alcolumbre. Além disso, a sigla presidida por Roberto Jefferson e o Progressistas querem que o julgamento seja retirado do plenário virtual, já que ali os ministros ficam longe dos holofotes e não sofrem pressão da opinião pública.

    "O sistema democrático e representativo brasileiro não comporta a ditadura ou o coronelismo parlamentar", diz um trecho da carta, assinada por Progressistas, PL, PSD, Avante, Patriota, Solidariedade, PSC, PSB, Rede e Cidadania.

    Maia foi eleito três vezes presidente da Câmara e nega ser candidato, mas acredita ter o direito de concorrer, caso queira. Ele tenta construir um bloco de partidos, com cerca de 300 deputados - incluindo a esquerda - para apoiar um nome à sua sucessão. Seis parlamentares desse grupo integram a lista dos "cotados": Aguinaldo Ribeiro (Progressistas-PB), Baleia Rossi (MDB-SP), Elmar Nascimento (DEM-BA), Luciano Bivar (PSL-PE), Marcelo Ramos (PP-AM) e Marcos Pereira (Republicanos-SP).

    No Senado, Alcolumbre trabalha abertamente por um novo mandato à frente da Casa, com respaldo do Palácio do Planalto.

     

    Centrão investe contra reeleição de Maia e Alcolumbre no Congresso

  • Geraldo Júnior desponta como um dos principais players de 2022 na Bahia

    Após reeleição a mais um mandato de vereador de Salvador e a viabilização para continuar no comando da Câmara Municipal para os próximos dois anos, Geraldo Júnior (MDB) passa a adquirir um protagonismo ainda mais visto por todos e assumirá um papel importante como um player fundamental para a movimentação do tabuleiro do xadrez no ano de 2022.

    Principal responsável pela oxigenação do MDB na Bahia, o líder, como popularmente é conhecido, comemora os índices do partido no pleito deste ano. Para se ter uma ideia, o partido, que tem GJ como um dos seus principais articuladores, fez 14 prefeituras, dentre elas Feira de Santana e Vitória da Conquista. Conseguiu arrebanhar 393 mil votos. Vai governar os destinos de 9% da população baiana. Elegeu 147 vereadores em toda a Bahia, só na CMS foram dois, entre eles Geraldo. No plano nacional, o partido teve 777 prefeitos, 660 vice-prefeitos e 7.277 vereadores eleitos no pleito deste ano.

    "O MDB é um partido que tem uma participação histórica na reconstrução da democracia brasileira nas últimas décadas e, atualmente, demonstra que está antenado com os anseios atuais da população, em nível de Brasil e Bahia, com expressivas vitórias", afirmou.

    CÂMARA - Geraldo foi responsável por verdadeiras revoluções na Câmara de Salvador como presidente do legislativo municipal. Foi dele a iniciativa, referendada por seus pares, de manter a independência e maior diálogo da Casa com o poder Executivo e, em nenhum momento, como o próprio prefeito ACM Neto (DEM) já pontuou, não fez faltar o compromisso com a cidade.

    Dentre os assuntos aprovados sobre o comando do presidente, que busca sua reeleição e já conta com uma frente ampla garantidora da continuidade, está a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa, a regulamentação dos transportes por aplicativo e medidas emergenciais diante da pandemia do novo coronavírus.

    HISTÓRIA - Geraldo é formado em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSal) e fez pós-graduação em Processo Civil, dando início à carreira profissional na advocacia privada. Nasceu em 07 de maio de 1969.

    Foi coordenador Jurídico da Companhia Municipal de Abastecimento (Comasa) entre os anos de 1993 e 2000, na gestão da então prefeita Lídice da Mata. Na administração do ex-prefeito Antonio Imbassahy, foi subcoordenador das administrações regionais de Salvador. Em seguida, foi convidado a assumir as funções de chefe de gabinete e conselheiro do deputado estadual Jurandy Oliveira.

    A chegada à Câmara Municipal de Salvador aconteceu em 2011, quando assumiu a vaga deixada por Luizinho Sobral. Ainda nesse período, Geraldo foi presidente da Comissão Especial de Reforma da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Câmara Municipal.

    No Biênio de 2012-2013 o vereador assumiu o cargo de Corregedor Geral da CMS e, no biênio seguinte, foi eleito 1º vice-presidente da Casa. Nesta posição, Geraldo fez parte de importantes Comissões da Câmara Municipal, como Membro das Comissões de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ); Finanças Orçamento e Fiscalização; Vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

    O vereador também foi membro da Comissão Especial de Acompanhamento aos Assuntos Referentes à Copa do Mundo de 2014. Outro destaque dado ao futuro comandante da CMS foi como Presidente da Comissão Especial de Acompanhamento dos Assuntos Referentes ao PDDU e LOUS.

    Em 2016, com a reeleição do prefeito ACM Neto, Geraldo Júnior foi nomeado Secretário Trabalho, Esportes e Lazer. Entre os principais projetos conduzidos por ele na pasta estão a implantação da Piscina Olímpica de Salvador e a retomada da construção dos centros integrados de esporte de Itapoan e São Marcos.

  • "Foi a aprovação da nossa gestão", diz Herzem Gusmão, prefeito reeleito de Vitória da Conquista

    Segunda vitória na prefeitura de Vitória da Conquista, contra o mesmo adversário. Parece que um raio cai, sim, no mesmo lugar. Herzem Gusmão (MDB) foi reeleito como gestor conquistense com 54% dos votos válidos.

    É o segundo triunfo consecutivo diante do adversário petista, Zé Raimundo, que ficou com 46%. Desta vez, o pleito foi mais apertado para o prefeito. Em 2016, Gusmão venceu nos dois turnos. Este ano, a virada aconteceu apenas no segundo turno. Zé Raimundo obteve uma votação melhor no dia 15 de novembro, com 47%, contra 45% do atual vencedor.

    A reeleição é a consolidação do crescimento de Herzem Gusmão como figura pública de Conquista. Antes destas duas eleições vitoriosas, o político chegou a disputar as eleições municipais de 2008 e 2012, sem sucesso. Perdeu, nas duas oportunidades, para o também petista Guilherme Menezes.

    O crescimento no segundo turno se deu graças as alianças conquistadas. Ele recebeu o apoio do candidato derrotado no primeiro turno, Cabo Herling (PSL). ACM Neto (DEM), atual prefeito de Salvador, também se aliou à campanha, assim como o candidato eleito na capital, Bruno Reis (DEM).

    “Com as bênçãos e os votos de vocês, Vitória da Conquista continuará crescendo! Muito obrigado a cada um de vocês, pela campanha limpa, pelo apoio, pelas orações. Vamos seguir retribuindo com o nosso trabalho”, escreveu o prefeito reeleito em uma rede social.

    Em seguida, do seu comitê, falou pela primeira vez após a segunda vitória nas urnas. E de virada. “A cidade julgou o nosso trabalho iniciado em 2017, foi a aprovação da nossa gestão. Irma [Lemos], que indicou a filha como vice, preparou Sheila [Lemos] para esse momento e estou muito feliz. Eu sei que Sheila vai ajudar muito”, disse Herzem.

    Filho de Conquista, Herzem Gusmão nasceu no dia 2 de junho de 1948. É formado em jornalismo e direito, mas ganhou destaque na cidade como radialista. Chegou a ser deputado estadual suplente, em 2015. “Daremos continuidade no que pensamos e planejamos para o segundo mandato. Portanto, muito obrigado a todos da cidade que acreditaram, votaram, e também à zona rural. Faremos um governo para todos, até porque nem todos poderiam ter votado em mim e em Sheila. Vamos firmes para transformar essa nossa cidade”, completou.

     

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