Quinta-feira, 3 de Dezembro 2020
8:24:04pm
Vereadoras eleitas: confira prioridades da gestão das integrantes da próxima legislatura

Vereadoras eleitas: confira prioridades da gestão das integrantes da próxima legislatura

Das nove vereadoras eleitas em 2020 para atuar na Câmara Municipal de Salvador na legislatura que vai de 2021 a 2024, cinco são novatas e outras quatro já têm experiência de mandatos anteriores. Todas, no entanto, trazem pensamentos múltiplos para a nova composição da Casa, que é formada por 43 legisladores e teve uma renovação de mais de um terço – 17 dos eleitos são estreantes.

Entre as novas vereadoras está Roberta Caires (Patriota). Uma de suas missões é se unir às colegas na CMS para fortalecer a causa feminina pois, entre outras bandeiras, ela defende tornar as mulheres líderes para que ocupem os espaços públicos de poder e de tomada de decisão em qualquer âmbito.

“É uma necessidade formar e capacitar as mulheres também para que elas possam escolher onde vão atuar, além de empreender, indo além da questão da subsistência, para que possam abrir e administrar seus próprios negócios por vocação, por exemplo”, afirma.

Outras prioridades da gestão da patriota são a causa das pessoas com deficiência, para garantir a inclusão e a acessibilidade em Salvador; e as questões sociais, para proporcionar igualdade de oportunidades, equidade e equilíbrio na cidade.

Além disso, a vereadora eleita também traz a empregabilidade do jovem como um foco de trabalho. Roberta acredita que trabalhar o presente econômico e social da capital de forma sustentável traz reflexos positivos no futuro. Dentre seus projetos, estão previstos as criações do auxílio ao empreendedorismo, dos Centros Regionais de Empreendedorismo e Formação Feminina e do Cargo de Tradutor/Intérprete de Libras Municipal.

“À frente da Diretoria de Defesa do Consumidor antes de me candidatar, tive a oportunidade de entender melhor as relações de consumo e hoje trabalho para que consumidor e fornecedor tenham uma relação de ganha-ganha, e essa é também uma bandeira minha como vereadora”, completa Roberta Caires.

Ireuda Silva (Republicanos), que foi reeleita, também trabalha por mais direitos e oportunidades para as mulheres; além de lutar contra o racismo. Essa dedicação busca criar uma Salvador mais justa e igualitária. Segundo a vereadora, a partir de janeiro de 2021, a previsão é “ampliar e aprofundar o trabalho de ajudar a sanar desigualdades, que têm raízes históricas e, infelizmente, não acabam da noite para o dia”.

A vereadora também diz lutar há anos para erradicar a violência contra a mulher. Ela compreende que é preciso oferecer e ampliar o suporte às vítimas e investir em políticas de prevenção, com ações como disseminação de informação e conscientização sobre a importância da denúncia.

“Temos em tramitação ou em vias de serem implementados uma série de projetos. Um deles é a Guardiã Maria da Penha nas Escolas, que promoverá atividades socioeducativas para alunos, pais e professores sobre a violência doméstica. A ideia é que as crianças tomem contato com esse debate desde cedo, tanto evitando que surjam novos potenciais agressores como conscientizando sobre a gravidade desse problema, que precisa ser combatido por todos nós. Além disso, queremos implantar a Guardiã Maria da Penha na Guarda Municipal”, aponta Ireuda Silva.

Também reeleita, Marta Rodrigues (PT) quer que a população tenha participação ampla dentro dos mandatos políticos e que os bairros sejam acompanhados diariamente. Na agenda política da petista também estão pautadas a educação básica e infantil de qualidade, saúde pública de qualidade, com postos eficientes e sem terceirização do serviço, acesso digno à moradia popular, combate ao racismo religioso e à lgbtfobia.

“Para isso, é preciso intensa fiscalização dos gastos públicos pelo executivo para que o orçamento seja aplicado de fato nas políticas públicas necessárias, intensa participação nas comissões e cobrar da Câmara o acesso da população para que a Casa mantenha a relação de poder autônomo diante do Poder Executivo no município”, explica a vereadora Marta Rodrigues.

Na luta por uma cidade menos desigual, Marta Rodrigues vai apresentar um projeto de estágios na prefeitura por cor/raça e gênero. “É inadmissível que a capital mais negra não tenha uma política de reparação por parte da prefeitura”, ressalta.

A saúde vai ser a prioridade da gestão de Debora Santana (Avante). Dentro do tema, a vereadora eleita vai focar em três pontos: à saúde do homem, da mulher e no esporte. Ela conta que os homens vão pouco ao médico, visitas ao urologista para acompanhar a próstata, então, ficam ainda mais de lado. Por isso, ela vai lutar pela criação do Centro de Atenção à Saúde do Homem.

“Meu marido faleceu de infarto durante um ‘baba’, desde lá, eu trabalho com saúde no esporte. Vou lutar para que os torneios de bairro tenham que fazer exames dos participantes. Ainda vou fortalecer a saúde da mulher porque já vi, durante meu trabalho como enfermeira, mulheres com câncer de colo de útero por falta de preventivo, por exemplo”, pontua Débora Santana

A luta pela melhoria no trabalho dos enfermeiros também será uma pauta de Débora na CMS. Evangélica, ela ainda vai legislar para defender os interesses da comunidade evangélica, como o apoio à criação de um centro batismal em Salvador.

A novata Cris Correia (PSDB) vai priorizar a educação, com a qualificação profissional e a formação integral. Além disso, a vereadora eleita aponta que não deixará as lutas pelos direitos da mulheres de lado.

Para Cris Correia, os maiores problemas de Salvador são a violência, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho e o transporte urbano. A vereadora eleita acredita que, para sanar estas questões, é preciso analisar as propostas do executivo e unir esforços.

“Não adianta propor um projeto que não seja harmônico com o executivo, tem que se ver como é possível somar”, afirma Cris Correia.

Mesmo com alguns projetos em mente, a tucana vai utilizar o começo do mandato para se apropriar dos instrumentos, da rotina de trabalho e dos conhecimentos da Câmara. “Vou começar dessa forma porque vejo muitos projetos que não saem do papel. Então, tenho que saber como o projeto é viável antes de propor”, diz.

A cultura será um dos grandes focos de atuação da vereadora eleita Maria Marighella (PT). Um dos caminhos propostos por ela é pensar a cultura no centro de desenvolvimento de Salvador reivindicando que a área cultural tenha protagonismo na política, seja um ativo de democracia e um autor do desenvolvimento de Salvador.

Além do âmbito da cultura, a vereadora eleita também luta pelo “direito à cidade, o antirracismo, os feminismos, o direito à infância, a educação, as juventudes, as pessoas LGBTQIA+, a Justiça e memória e outros modos de fazer política”.

A vereadora eleita pelo PT acredita que a desigualdade é o maior problema de Salvador e pretende trazer o povo para o seu mandato para atuar no combate das desigualdades.

“Vou abrir a Câmara para a participação. Encontramos a cidade afastada da política e vamos fazer essa reaproximação. Vou construir um modelo de mandato com práticas de compartilhamento que tragam as pessoas para dentro da Câmara. Vamos fazer um mandato para fora”, explica Maria Marighella

Voz feminina

A Câmara é majoritariamente masculina, mas isso não intimida as vereadoras eleitas. A novata Roberta Caires vai buscar o apoio dos homens para as pautas femininas. Ela acredita que a formação atual da CMS é um reflexo das barreiras estruturais e culturais existentes, mas que estão sendo vencidas pouco a pouco.

Já integrante do legislativo, Marta Rodrigues afirma que existe sempre uma tentativa de silenciamento das mulheres. “Nosso tom tem que ser alto, nossa imposição tem que ser reforçada para nos fazermos ouvidas. Obviamente, que em um espaço político onde não há paridade de gênero, haverá mais dificuldades para a melhoria de vida e dos direitos das mulheres”, ressalta.

Maria Marighella aponta que a quantidade de mulheres na Câmara pouco avançou - passando de 8, em 2016, para 9 neste ano. Para ela, além de votar em candidaturas femininas, é preciso eleger feministas.

Durante sua atuação na CMS, Ireuda Silva diz sentir estar desbravando um espaço que ainda parece ser avesso à presença da mulher. A vereadora acredita que a presença escassa das mulheres nos espaços de poder reflete o lugar que a mulher ocupa na sociedade.

“Se não votarmos em mulheres, os espaços sempre serão domínio dos homens. E se a presença feminina nesses espaços não for ampliada, a representação política sempre estará aquém das necessidades das mulheres”, alerta.

Tanto Cris Correia quanto Debora Santana se sentem preparadas para ingressar na Câmara e enfrentar os desafios de ser minoria no espaço. “Sempre trabalhei em ambientes masculinos e desenvolvi as habilidades para lidar com esses desafios. A política é muito machista, mas vou fazer um trabalho que vai conquistar a confiança e o respeito deles”, afirma Cris Correia.

Debora Santana diz já ter liderado equipes formadas por homens durante seu trabalho como enfermeira. “Sempre tive um bom relacionamento. Para se ter respeito, é preciso ter conhecimento e eu só discuto sobre o que tenho conhecimento”, pontua.

As vereadoras eleitas Cátia Rodrigues (DEM), Marcelle Moraes (DEM) e Laina Crisóstomo. do mandato coletivo Pretas por Salvador (Psol), não responderam às questões até o fechamento desta edição. As duas integrantes do Democratas já integram a Câmara.

Mulheres nas Eleições:

*Candidatas à Câmara
2020 - 9 mulheres eleitas (20,9% dos eleitos para o cargo de vereador)
2016 - 8 mulheres eleitas (18,6% das cadeiras da Câmara Municipal de Salvador)

*Candidatas na Eleição 2020

Vereador
1.590 pedidos de inscrição de candidatura para o cargo de vereador - 502 mulheres (31,57% do total de solicitações)

Prefeitura de Salvador
Mulheres foram 22.2% das candidaturas: 7 homens e 2 mulheres concorreram ao cargo

Vice-prefeitura
4 mulheres e 5 homens concorreram ao cargo
Mulheres representavam 44,4% do total de candidatos

 

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  • Brotas e Pituba têm 55 casos de covid detectados em 1º dia de testes

    O primeiro dia com a volta dos testes rápidos para detectar covid-19 na Pituba e Brotas teve 55 casos positivo, segundo balanço divulgado pela prefeitura nesta quinta-feira (3). Foram feitos ontem 137 testes em Brotas, com 44 pessoas com resultado positivo. Na Pituba, foram 150 testes, com 11 resultados positivos. Os testes vão continuar sendo feitos diariamente por unidades móveis no fim de linha de Bortas e na Praça Ana Lúcia Magalhães, a partir das 8h.

    Os testes devem ajudar a evitar a segunda onda da pandemia em Salvador, permitindo identificação de doentes para que cumpram o isolamento social e não disseminem a covid. O procedimento é feito através de uma punção digital (furo no dedo) após o paciente fazer um cadastro, e o resultado é encaminhado até as 18h do mesmo dia por meio de mensagem de texto para o celular da pessoa.

    Em caso de resultado positivo para o coronavírus, o cidadão é orientado a fazer o isolamento e a contraprova. Por meio do teste é possível identificar se a pessoa já teve a doença e se ainda está com ela.

    A retomada ocorre nesses bairros, devido ao número crescente de casos do novo coronavírus. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), entre os dias 24 e 30 de novembro foram contabilizados 113 novos casos em Brotas e 167 na Pituba. Outros bairros que apresentem alto índice de casos também podem receber as medidas no futuro.

    Mais ações
    Além dos testes, equipes da Limpurb fazem a desinfecção das ruas da Pituba e de Brotas com solução de hipoclorito de sódio e água e a Prefeitura-Bairro de cada região está distribuindo máscaras de proteção para a população. Segundo a gestão de cada Prefeitura-Bairro, cerca de 5 mil máscaras de tecido devem ser distribuídas ao longo dos sete dias de medidas de proteção à vida.

    Além das ações nos bairros, a população pode fazer o teste em postos de saúde e em todas as 40 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs e PAs) da cidade. Desde o dia 28 de setembro, apenas as unidades básicas de saúde já realizaram 1.847 testes rápidos. Desse total, 269 exames tiveram resposta positiva para a doença.

    Desde o início da pandemia, a SMS realizou 218.909 testes para detecção da doença . De acordo com dados obtidos no portal da Transparência da SMS, que mostra índices relacionados à covid-19, nesta quinta-feira (3) há 98.940 casos confirmados da doença na capital baiana, entre os quais 95.681 casos já estão curados.

  • Pós-pandemia: 62% dos soteropolitanos temem aumento do trânsito, diz pesquisa

    Em Salvador, cerca de 62% das pessoas estão preocupadas com o aumento do trânsito no pós-pandemia da covid-19. O dado é apontado pela pesquisa do Datafolha, encomendada pela empresa de mobilidade urbana 99. A pesquisa de percepção da população de Salvador (BA) sobre o uso de aplicativos, hábitos individuais de transporte e integração dos modos de transporte também revela que 38% dos soteropolitanos estão insatisfeitos com a mobilidade urbana de maneira geral, 37% a consideram regular e outros 25% acham ótima ou boa.

    De acordo com o gerente de Políticas Públicas da 99, Rodrigo Ferreira, a maior preocupação das pessoas entrevistadas na pesquisa é o aumento do número de carros nas ruas, principalmente com o medo da utilização do transporte público por causa da contaminação do novo coronavírus.

    "Aí entra a importância dos aplicativos de mobilidade, já que eles reduzem a necessidade de se ter um carro próprio e possibilitam que as pessoas se locomovam neste período de insegurança. Sem um automóvel particular, além de economizar espaços urbanos de estacionamentos, as pessoas continuarão com um comportamento mais multimodal, o que reduz os congestionamentos", diz o gerente. Ele acrescenta que a redução de congestionamentos passa por incentivos a integrações entre diferentes modais. "Táxis, carros particulares, ônibus, metrô, bicicleta entre outros, [para facilitar o direito de ir e vir dos brasileiros, principalmente nas periferias", fala.

    Como solução para melhorar esse quadro, 56% dos entrevistados acreditam que o uso de veículos particulares piora a mobilidade urbana e, consequentemente, 58% defendem que a existência de carro por aplicativo diminui a necessidade de ter veículo próprio. Ainda como alternativa para evitar a volta aos congestionamentos pré-pandemia, 79% acreditam que os aplicativos de mobilidade colaboram com a fluidez do trânsito em Salvador.

    “A sociedade enxerga os carros compartilhados como ferramentas essenciais para contornar os gargalos da mobilidade em grandes cidades, como Salvador. Dessa maneira, os dados dessa pesquisa mostram que, cada vez mais, os aplicativos devem se integrar aos modos de transporte nas grandes cidades para termos uma mobilidade mais efetiva e inclusiva”, afirma Ferreira.

    Com um esforço para viabilizar soluções para esta questão, Ferreira diz que a empresa busca fomentar discussões sobre mobilidade urbana e contribuir com o debate da multimodalidade nos centros urbanos, principalmente com incentivos aos transportes coletivos, ativos e compartilhados. "Essa pesquisa com o Datafolha é mais exemplo desse esforço, já que com ela em mãos é possível pensar o presente e o futuro das cidades com mais clareza . A empresa também procura manter boas relações com agentes da esfera pública e sociedade civil, aberta para conversas que colaborem com a integração do sistema de mobilidade das cidades, incentivem o comportamento multimodal e contribuam para maior democratização do acesso à cidade", conta.

    Renda e economia
    Outro dado importante foi apontado pela pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe), ele mostra que a 99 adicionou indiretamente R$ 180 milhões ao PIB da capital baiana em 2019, o que agregou 0,29% ao PIB local no ano. Isso foi responsável pela geração do equivalente a cerca de dois mil empregos no ano apenas na cidade.

    É a primeira vez que a Fipe analisa o impacto socioeconômico da 99 no Brasil. O estudo se baseia em dados da plataforma sobre as operações no país, dados do IBGE e análises anteriores produzidas pelo corpo técnico da fundação.

    Boa parte dos efeitos positivos gerados na economia pela presença da 99 vem dos gastos das famílias dos motoristas que geram renda por meio do aplicativo de maneira complementar ou principal. Essa movimentação econômica estimula a cadeia produtiva e seus efeitos indiretos, o que consequentemente aumenta o índice de empregos gerados.

  • Réveillon: prefeitura não terá gastos com cachês de Ivete e Gusttavo Lima

    O prefeito ACM Neto garantiu nesta quarta-feira (2) que não gastará um único real de dinheiro público com os cachês dos artistas que se apresentarão na festa online do reveillón de Salvador.

    Ivete Sangalo e Gusttavo Lima serão as atrações da virada do ano. Os artistas se apresentarão no Forte São Marcelo, para evitar aglomerações, em evento será transmitido através dos canais digitais da prefeitura e pela TV Globo e pelo Multishow, das 22h às 2h.

    "Gustavo e Ivete são, hoje, duas das maiores atrações do Brasil. Ambos reunidos, tocando na virada do ano em Salvador, em uma festa totalmente segura, feita para que as pessoas fiquem em casa, e transmitida ao vivo. Os cachês dos artistas estão sendo 100% bancados pela iniciativa privada, a prefeitura está gastando zero. Ah, Gusttavo Lima custa R$ 1 milhão? Ivete custa R$ 1 milhão? É o preço deles de mercado. O que importa é que a prefeitura correu atrás de patrocínio para que não houvesse um centavo de dinheiro público colocado no pagamento do cachê deles. Ponto", explicou.

    O prefeito criticou ainda quem tem feito ataques à prefeitura por contratar artistas de ponta para o evento. "O resto é dor de cotovelo, é inveja. São pessoas que pensam pequeno e torcem contra a cidade. Vamos ter o maior evento do Brasil, que vai ser acompanhado pelo mundo inteiro. Façam a conta e vejam o que representa isso, em termos de promoção para a cidade. Estamos falando de economia, de perspectiva para Salvador, sobretudo num momento como esse, que não teremos Carnaval, Lavagem do Bonfim. Me orgulho muito de eestar fazendo o maior reveillon do Brasil".

    Por fim, Neto citou ainda que não contratou apenas artistas baianos porque já é tradição da festa de fim de ano baiana ter artistas do Brasil inteiro. A medida é adotada sempre no Carnaval, quando a prefeitura banca apenas cantores locais.

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