Sábado, 25th Maio 2019
7:19:13am
Vídeo mostra acidente com helicóptero que matou Ricardo Boechat e piloto

Vídeo mostra acidente com helicóptero que matou Ricardo Boechat e piloto

Câmeras de segurança registraram o acidente de helicóptero que matou o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci, nesta segunda-feira (11), na Rodovia Anhanguera, em São Paulo.

O vídeo, fornecido pela Polícia Civil, mostra a aeronave perdendo velocidade e descendo. O helicóptero passa entre dois viadutos do Rodoanel Mário Covas que ficam sobre a Anhanguera. O caminhão atingido pela aeronave também aparece nas imagens, na alça de acesso à rodovia – a colisão, no entanto, não foi registrada. Em seguida, uma fumaça preta surge no canto esquerdo do quadro.

Segundo o delegado Luiz Hellmeister, titular do 46º Distrito Policial (DP), em Perus, as imagens e os depoimentos demonstram que a colisão que matou o jornalista e o piloto foi uma "fatalidade". "O helicóptero teve alguma pane e [o piloto] tentou o pouso de emergência", disse.

"A imagem mostra o helicóptero taxiando, perdendo altitude, balançando e descendo entre os viadutos. A cena não mostra, mas os esquis da aeronave pegam na parte superior do caminhão e ocorre a colisão, que depois fez o aparelho pegar fogo e matar o jornalista e o piloto. Foi uma fatalidade", afirmou o delegado. O caso foi registrado como desastre aéreo e morte acidental.

O vídeo foi gravado por uma câmera de segurança da CCR Rodoanel, concessionária responsável pelo rodoanel, e foi entregue na tarde desta terça-feira (12) à investigação, que apura as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente com mortes. O delegado vai enviar as imagens ao Instituto de Criminalística (IC), e elas serão analisadas por peritos.

Investigação
A Polícia Civil já ouviu quatro testemunhas: dois policiais militares que atenderam a ocorrência; uma mulher que presenciou o acidente; e o motorista do caminhão.

O G1 teve acesso aos depoimentos dos dois últimos.

Segundo o delegado Alexandre Marcos Kerckhof Cardoso e Silva, também do 46º DP, o depoimento de Leiliane Rafael da Silva, que estava na garupa da moto do marido que passava perto do local do acidente, foi esclarecedor e o mais importante até o momento.

A reportagem apurou que Leiliane disse à polícia que “por volta das 11h50 passava pelo km 22 da Rodovia Anhanguera sentido Interior já tendo passado o posto da Autoban que existia no local, quando observou um helicóptero amarelo já voando baixo, aparentando que iria pousar em baixo do viaduto".

O depoimento prossegue: "Que imediatamente o helicóptero chocou-se contra uma carreta que trafegava pelo local, sendo que o helicóptero rodou e já caiu no chão (...)".

O motorista do caminhão, João Adroaldo Tomanckeves disse que só soube que o veículo havia sido atingido por um helicóptero "pelas pessoas que o auxiliaram a sair da cabine", segundo o depoimento.

Agora, a polícia quer ouvir os fabricantes do helicóptero e das turbinas da aeronave.

"Além das questões técnicas específicas da aeronave, queremos saber do representante do helicóptero por que transportava passageiro, sendo que a autorização era só para equipamentos", declarou o delegado Cardoso e Silva.

Também será ouvido pela polícia um representante do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) que esteve no local do acidente.

De acordo com o delegado, as causas do acidente serão esclarecidas após a conclusão dos laudos periciais do Cenipa e do Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Técnico-Científica. "Geralmente um acidente aéreo ocorre por uma contribuição de fatores. Esses laudos irão apontar quais foram", afirmou.

Fonte: G1

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    A pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, irá representá-lo no velório do jornalista. Bolsonaro disse que ele e Boechat eram amigos “há mais de 30 anos” e que apelidou o jornalista de “Jacaré”.

    Boechat tinha 66 anos, era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ.

    Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita. Autoridades dos três Poderes vieram a público para lamentar a morte do jornalista.

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    Fonte: Agência Brasil

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