Mau uso da internet pode potencializar questões emocionais, alerta psicóloga

Mau uso da internet pode potencializar questões emocionais, alerta psicóloga

No mês em que é realizada a campanha “Setembro Amarelo”, dedicada à prevenção ao suicídio, especialistas alertam sobre o mau uso da internet e das redes sociais como forma de potencializar questões emocionais.

Diversos casos são divulgados na mídia sobre jovens que pensam em tirar a própria vida ou acabam cometendo o ato por não saber lidar com as repercussões geradas na web.

Segundo a psicóloga e professora do curso de psicologia da Faculdade Santa Casa, Cristiana Kaipper, a internet é um lugar que promove muita visibilidade, por isso, é importante que os pais estejam atentos ao comportamento dos filhos e tenham vigilância para evitar que eles se coloquem em situações difíceis de serem contornadas.

“Se pessoalmente a pessoa lidava com o julgamento de um grupo pequeno de amigos ou colegas, na internet, o número de pessoas em que se interage se torna exponencial. Para um adulto essas reações já podem ser difíceis de sustentar, imagine para um adolescente que ainda está se estruturando emocionalmente e formando a identidade”, compara.

De acordo com a psicóloga, existem alguns sinais que podem ser observados em pessoas que apresentam o risco para o suicídio.

“Se a pessoa tem sinais depressivos ou o próprio diagnóstico, pode ser um indicativo. É comum que a tendência ao suicídio seja acompanhada de rigidez do pensamento, comportamentos impulsivos e ambivalência. Frequentemente a pessoa comunica que pensa sobre o assunto ou chega a ter comportamentos autodestrutivos, como se machucar, se cortar ou se envolver em atividades que ponham a vida em risco”, pontua.

Segundo Cristiana, algumas doenças como depressão, transtorno bipolar ou transtorno borderline também são indicativos que é preciso ligar o sinal de alerta.

“Estes transtornos em níveis mais graves comumente levam a pessoa a pensar em suicídio ou mesmo a cometê-lo como forma de se livrar da dor emocional”, avisa.

A psicóloga também cita como fator de risco algum problema familiar. “O suicídio também pode refletir uma questão sistêmica familiar. Um trauma que é experimentado transgeracionalmente e não é resolvido pode criar uma tensão no sistema e trazer uma grande carga emocional em um dos membros da família, capaz de gerar algum transtorno ou mesmo levá-la ao suicídio, mesmo que ela, pessoalmente, não tenha experimentado um grande trauma”, observa.

Busca por ajuda

A psicóloga explica que familiares e amigos podem ajudar o indivíduo que apresenta pensamentos suicidas ficando atendo aos sinais e oferecendo ajuda através da escuta e empatia.

“É importante estar atento às necessidades da pessoa e levar em consideração quando ela falar sobre suas dificuldades em lidar com questões da vida ou comunicar pensamentos suicidas. Geralmente a família tem muita dificuldade em lidar com sofrimentos desse tipo, ou desconsidera os pedidos de socorro por interpretar como drama ou tentativa de chamar atenção”, diz.

Buscar auxílio terapêutico também é importante, caso a família perceba que há algum tipo de sofrimento emocional acontecendo ou algum comportamento disfuncional. “Frequentemente as pessoas banalizam o sofrimento emocional que, às vezes, com ajuda profissional poderiam ser resolvidos, manejados ou amenizados”, conclui.

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  • Baile da Santinha é cancelado após decreto que obriga redução de público em eventos na Bahia


    A Salvador Produções, empresa responsável pela realização do Baile da Santinha In the Park, anunciou, nesta segunda-feira (10), o cancelamento das duas próximas atrações da festa que aconteceriam no dia 14 e 21 de janeiro. A suspensão do baile acontece após o governador da Bahia, Rui Costa, ter decretado a redução de público em eventos no estado.

    A próxima edição do ‘Baile da Santinha’, ensaio de verão do cantor Léo Santana, seria no dia 14 de janeiro, a partir das 19h, no Parque Exposições Salvador, na Avenida Paralela. Uma das participações mais aguardadas era a do DJ Alok, que tocaria seus principais hits. Além de Alok, o agito também teria apresentações de Tayrone e João Gomes.

    Rui Costa decretou a redução da capacidade máxima de público em estádios e shows, de 5 mil para 3 mil pessoas nesta segunda com o objetivo de frear o avanço do número de casos de coronavírus e H3N2 na Bahia. "Nós limitamos todos os espaços a 50% da capacidade, isso vale pra teatro, cinema e qualquer espaço de evento. E, neles, o limite máximo é de 3 mil pessoas", anunciou em entrevista à TV Bahia. A medida é válida também para estádios de futebol.

    Os clientes que adquiriram passaporte ou ingresso para o Baile do dia 14 deverão solicitar o reembolso conforme a política de compra no local ou plataforma em que comprou o ingresso: Loja Bora Tickets, loja do Pida, www.boratickets.com.br www.sympla.com.br

    A Salvador Produções informou ainda que realizará nesta sexta (14), às 20h, um novo evento, com formato diferenciado para 3.000 pessoas seguindo orientações do decreto, o “ENSAIOS DE VERÃO”, com shows de Léo Santana, João Gomes e Tayrone. As vendas para este evento começam nesta terça (11).

  • Salvador tem internet celular ruim e bairros periféricos sofrem mais

    Entre as 27 capitais brasileiras, Salvador tem hoje a segunda pior qualidade de internet móvel do país, perdendo apenas para Fortaleza (CE). O ranking, elaborado pela Consultoria Teleco, a pedido do Movimento Antene-se, leva em conta a quantidade de habitantes por antena. A capital baiana tem, uma média, de 2.582 pessoas por estação, número que é três vezes maior que a proporção de países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, são 837 por estação. Resultado: pouca antena para muitos usuários significa baixa qualidade, ou até mesmo inexistência de sinal de internet porque é mais gente dividindo o mesmo sinal. Quem está mais distante da antena, fica com uma conexão ainda pior.

    Salvador tem média de qualidade de internet pelo celular considerada "ruim" e os bairros periféricos são os que mais sofrem com o serviço. A região da Cidade Baixa está no topo do ranking negativo. Por outro lado, as localidades entre os bairros da Pituba e Barra têm a melhor conexão. Ou seja, segundo o estudo, quanto maior a renda média de um determinado bairro, melhor é a conexão de internet na localidade.

    A situação em Salvador pode ser ainda pior, já que o estudo utiliza dados do Censo do IBGE de 2010 para os parâmetros de população e dados de 2020 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para os parâmetros de quantidade de infraestruturas de antenas.

    O consultor de vendas Ramon Lima, de 31 anos, mora no bairro de Monte Serrat, na Cidade Baixa, região com a pior conexão de internet celular, segundo o estudo. Ele conta que por lá a única operadora que funciona é a Vivo e, ainda assim, em celulares mais novos e com boa tecnologia. O funcionamento das máquinas de cartão também fica comprometido. “Quando eu peço delivery, tenho que levar a maquininha do entregador até o primeiro andar ou então conectar com o wifi da minha casa”, diz.

    Em casa, o wifi salva. Mas, e nos estabelecimentos comerciais? O proprietário do Hugos Bar, no Bonfim, Hugo Oliveira, de 36 anos, enfrenta dificuldades para se comunicar com os clientes e já até perdeu pedidos porque as mensagens não chegavam. “Eu dependo de internet para aceitar os pedidos dos clientes e por aqui isso é uma dificuldade. Quando chove, então, é uma verdadeira agonia e desespero. Isso sem contar da conexão da maquininha de cartão para os pagamentos e também para a conexão das câmeras de segurança. Quando eu não estou no bar, eu tento sempre olhar o celular e checar, mas se uso os dados móveis, o aplicativo não abre. Já até chamei um técnico achando que o problema estava no sistema”, conta.

    A quantidade recomendável para uma boa conexão é de menos de mil habitantes por antena. Entre mil e 2 mil, a qualidade é considerada limítrofe. De 2 mil a 5 mil, ruim. De 5 mil a 10 mil, crítica. Por fim, para mais de 10 mil, a conexão é residual. Salvador fica na categoria ruim e nenhuma região da cidade (na divisão por prefeituras-bairro) recebe o selo de aceitável. Das 10 localidades consideradas no levantamento, duas estão em situação crítica (Cidade Baixa e Subúrbio/Ilhas); seis estão ruins (Liberdade/São Caetano, Cajazeiras, Pau da Lima, Cabula/Tancredo Neves, Valéria e Itapuã/Ipitanga); e duas estão limítrofes (Centro/Brotas e Barra/Pituba).

    A carência de antenas é maior nas regiões que apresentam renda média mais baixa, como Subúrbio/Ilhas (com 19,77% dos domicílios com renda superior a um salário mínimo), que possuem mais pessoas atendidas por uma mesma infraestrutura, menos infraestrutura por km² e menor quantidade de antenas, ocasionado pior qualidade de conexão. Já as áreas com renda domiciliar mais alta, como Barra/Pituba (com 65,30% dos domicílios com renda superior a um salário mínimo) possuem menos pessoas atendidas por uma mesma infraestrutura, mais infraestrutura por km² e maior quantidade de antenas com condição aceitável ou limítrofe.

    A chefe de cozinha Angeluci Figueiredo, de 48 anos, é uma das moradoras da Ilha dos Frades a enfrentar problemas com a internet pelo celular. Ela é dona da Pretoca Pousada e do Restaurante Preta e diz que precisa ter um funcionário em Salvador para lidar com o WhatsApp dos empreendimentos e atender as reservas dos clientes. “As pessoas me mandam mensagem e eu não recebo. Às vezes chega o áudio e eu não consigo baixar para escutar. Aí as pessoas pensam que eu não quis ouvir ou que eu não quis responder. Quando eu chego em Salvador, o celular enche de mensagem de uma vez porque recebo tudo que estava acumulado”, conta ela.

    Angeluci diz que o que mais incomoda é a conexão das maquininhas de cartão, o que compromete o pagamento das contas do restaurante e da pousada. “A gente tem que sair andando em busca de um sinal bom”, diz ela. E o problema também acontece com a internet wifi. “Eu não consigo assistir um filme ou pagar um boleto. Eu já tentei diversas operadoras e o problema continua”.

    De acordo com Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), a pandemia aguçou para todos a dependência em relação à conectividade, mas foram as áreas periféricas que sofreram mais limitações. “São as pessoas que moram nessas localidades que estão sendo privadas de fazer aula à distância ou um home office, por exemplo. Isso sem falar nos empreendedores das comunidades”, afirma Stutz.

    O esquema de distribuição de sinal funciona da seguinte maneira: as antenas de uma infraestrutura cobrem uma área denominada célula e cada antena divide a sua capacidade de dados com os usuários a quem atende. Quanto mais usuários atendidos por uma antena, menor a velocidade de conexão de cada um. A partir de uma certa quantidade de usuários, a célula passa a diminuir, deixando os usuários mais distantes sem sinal.

    Em São Caetano, região que ocupa a terceira posição no ranking negativo de qualidade de internet, a turismóloga Andrea Neves, de 37 anos, diz que, após o aumento das construções ao redor da sua casa, a conexão vem piorando. “Aqui em frente era uma metalúrgica e, depois, construíram um condomínio enorme. Aí agora a TIM não pega aqui em casa, só na rua. A Claro, a Oi e a Vivo são mais ou menos, basta chover que a conexão fica fraca”.

    Também em São Caetano, o proprietário da loja Point Jet Informática, Rafael Chagas, de 30 anos, teve que instalar wifi no estabelecimento para driblar os problemas que tinha com a internet do celular. “Já tentei várias operadoras, mas não deu certo. Os clientes não conseguiam entrar em contato, a gente saía com prejuízo. Os fornecedores também não conseguiam se comunicar com a gente, ficamos com várias reclamações. Aí a solução foi o wifi”, explica.

    Por que Salvador tem poucas infraestruturas para antenas?

    O presidente da Abrintel defende que não é por falta de interesse das operadoras de telefonia. “Onde tem gente, tem interesse econômico. O impedimento vem do licenciamento urbanístico para a instalação da infraestrutura, que depende da lei municipal que, no caso de Salvador, é de 2006. Ou seja, é uma lei que foi feita na época do 3G e já estamos aí beirando o 5G”, afirma.

    Stutz diz que a legislação só considera a instalação em torres muito altas e impõe diversas restrições, necessitando atualizações, já que “hoje, é possível colocar uma antena em cima de uma banca de revista porque ela é quase do mesmo tamanho de uma caixa de sapato”. Ele também explica por que há desigualdade entre as regiões de Salvador.

    “É preciso que o terreno onde vai ser instalada essa antena tenha regularização da prefeitura, ou seja, aquele registro de imóvel. Onde nas periferias você encontra um terreno registrado na prefeitura? É muito difícil. Outro requisito é o recuo muito grande, que demanda um terreno grande, o que também foge da realidade dos imóveis periféricos. Então os pedidos são feitos, mas ficam inviáveis”, acrescenta o presidente. Segundo a Abrintel, até o final de 2020, 43 protocolos para instalação de novas infraestruturas ou regularização de antigas estavam retidos na prefeitura.

    O tema se torna ainda mais urgente devido à proximidade da implementação do 5G, prevista para 2022, pois a tecnologia de 5ª geração demanda cinco vezes mais antenas do que o número necessário para os padrões atuais de conectividade e prevê a instalação em locais mais acessíveis, sem demandar uma infraestrutura tão complexa.

    A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu na última quarta-feira (27) as propostas das empresas interessadas em participar do leilão do 5G. As propostas serão abertas no dia 4 de novembro. O 5G vem para melhorar o que já existe: o 4G. Mais objetos poderão estar conectados e responder de maneira instantânea ao que é pedido por comandos de voz ou poucos toques no telefone, mas esses benefícios dependem das infraestruturas de antenas.

    “A legislação de Salvador não trata dessas antenas de pequeno porte. Ou seja, é urgente que se atualize isso não só em Salvador mas em outras cidades brasileiras, para permitir a chegada do 5G. Se isso não for feito, a população pode sofrer com um 5G ruim, um Fusca ao invés de uma Ferrari”, finaliza Stutz.

    A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), responsável por emitir a Licença para Instalação de Infraestrutura de Suporte para Telecomunicações, foi procurada. Em nota, respondeu que a quantidade de protocolos em andamento informada pela Abrintel não procede. “No momento, só há cinco processos de pedidos de licenciamento ERBS [Estação Rádio Base] em análise técnica na secretaria”.

    A nota ainda informa que, no município de Salvador, sobre o tema, existem as seguintes leis/decretos: Lei nº 6976/2006, que dispõe sobre o Licenciamento para Construção de Estação Rádio Base (ERB) e Estação de Telefonia sem Fio (ETSF); Decreto nº 18147/2008, que regulamenta dispositivos da lei nº 6.976/2006; Lei 9.148/2016, que dispõe sobre o Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo do Município de Salvador; e Lei Nº 9.069/2016 de 30/06/2016, que dispõe sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município de Salvador (PDDU 2016).

    As operadoras TIM, Oi, Vivo e Claro, que oferecem serviço de internet celular em Salvador, informaram que se manifestariam através da Conexis Brasil, entidade que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade. Em nota, a Conexis disse que, além da alta demanda em localidades específicas, “na cidade de Salvador, as empresas também enfrentam o desafio de uma legislação de antenas desatualizada. A cidade ocupa a 10ª posição entre as capitais e a 33º entre as 100 cidades avaliadas no ranking Cidades Amigas da Internet. O ranking, divulgado pela Conexis, avalia a legislação para a instalação de antenas e outras infraestruturas necessárias à prestação do serviço de telecomunicações”.

    Procurada, a Anatel disse que “Prefeituras e Câmaras Municipais podem reduzir barreiras à conectividade das cidades brasileiras por meio da atualização da legislação local que afeta a infraestrutura de telecomunicações. Esse foi o chamado da Anatel na Carta Aberta às Autoridades Municipais Brasileiras a todas as cidades do Brasil”, diz o comunicado.

    “A adoção da tecnologia 5G dependerá da implantação de uma maior quantidade de antenas para possibilitar a cobertura e taxas de transmissão esperadas no uso da tecnologia. Dessa forma, a redução dos custos e a simplificação dos procedimentos administrativos, em linha com as premissas da Lei nº 13.116/2015 e do Decreto 10.480/2020, mostra-se medida relevante para favorecer a disponibilização deste serviço à população. Diante dessa perspectiva, é primordial que os municípios brasileiros estejam com suas legislações atualizadas e harmonizadas à legislação federal sobre o assunto”, completa a nota.

    A Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), também foi procurada mas não respondeu até o fechamento da reportagem.

    Ranking de habitantes por infraestrutura: (por prefeituras-bairro)

    Cidade Baixa - 5.264 (crítico)
    Subúrbio/Ilhas - 5.075 (crítico)
    Liberdade/São Caetano - 4.616 (ruim)
    Cajazeiras - 4.208 (ruim)
    Pau da Lima - 3.780 (ruim)
    Cabula/Tancredo Neves - 3.536 (ruim)
    Valéria - 3.344 (ruim)
    Itapuã/Ipitanga - 2.016 (ruim)
    Centro/Brotas - 1.576 (limítrofe)
    Barra/Pituba - 1.272 (limítrofe)


    Ranking de domicílios com renda acima de um salário mínimo:

    Barra/Pituba - 65,30%
    Centro/Brotas - 55,73%
    Itapuã/Ipitanga - 44,33%
    Pau da Lima - 36,06%
    Cabula/Tancredo Neves - 33,66%
    Cidade Baixa - 32,49%
    Liberdade/São Caetano - 28,95%
    Cajazeiras - 28,17%
    Valéria - 19,80%
    Subúrbio/Ilhas - 19,77%

    Ranking de pior qualidade de internet entre capitais brasileiras:

    Fortaleza - 2.628 (ruim)
    Salvador - 2.582 (ruim)
    Rio Branco: 2.508 (ruim)
    Macapá - 2.428 (ruim)
    São Luís - 2.405 (ruim)
    Belém - 2.338 (ruim)
    Manaus - 2.285 (ruim)
    Boa Vista - 2.256 (ruim)
    Teresina - 2.237 (ruim)
    São Paulo - 2.187 (ruim)
    Porto Velho - 2.132 (ruim)
    Aracaju - 2.123 (ruim)
    Maceió - 2.073 (ruim)
    Recife - 2.048 (ruim)
    Belo Horizonte - 1.955 (limítrofe)
    Natal - 1.950 (limítrofe)
    João Pessoa - 1.855 (limítrofe)
    Goiânia - 1.814 (limítrofe)
    Palmas - 1.704 (limítrofe)
    Campo Grande - 1.688 (limítrofe)
    Porto Alegre - 1.648 (limítrofe)
    Cuiabá - 1.584 (limítrofe)
    Curitiba - 1.535 (limítrofe)
    Rio de Janeiro - 1.489 (limítrofe)
    Brasília - 1.429 (limítrofe)
    Vitória - 1.372 (limítrofe)
    Florianópolis - 1.039 (limítrofe)

  • Cidade da Música na Bahia tem ocupação de 95% no primeiro fim de semana de funcionamento

    Da quinta-feira (23) para cá, o museu Cidade da Música na Bahia esteve na boca do povo. E não era para menos. Afinal, o equipamento, que fica no recém-reformado Casarão de Azulejos Azuis, reúne em um só lugar um acervo audiovisual capaz de colocar os visitantes na trilha da história da música baiana. Um atrativo que o fez “sair da boca” para entrar na rota de quem ficou sabendo de sua existência. Isso porque, nos quatro primeiros dias de funcionamento, a Cidade da Música teve ocupação beirando os 100% da sua capacidade. Nem mesmo a chuva que não deu descanso ao longo deste domingo (26) manteve as pessoas distantes do local. De acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), de sexta a domingo, todos os 1200 agendamentos possíveis foram feitos e 95% das pessoas que agendaram apareceram por lá.

    Uma destas pessoas que compareceram neste domingo para conferir parte das 750 horas de conteúdo audiovisual do museu foi o servidor público Marcelo Freitas, 36 anos, que mora na Vila Laura e viu no local um passeio ideal para si e também para seus filhos. "Vim porque vi na TV e uns amigos indicaram. E foi muito bom relembrar o passado da música baiana e ainda poder mostrar para os meus filhos, que são novos, um pouco da nossa cultura e da nossa história. Tô revivendo momentos bons de carnavais anteriores e conhecendo os que eu não participei, que são das décadas de 70, 80, 90", conta Marcelo, que deu destaque ao espaço de percussão do museu.

    Museu impressiona

    Outra que ficou impressionada com os detalhes exibidos sobre a história da percussão e seus instrumentos foi a administradora Patrícia Corral, 30, que foi até o museu atrás de aulas sobre a música local e encontrou muito mais que isso. "A gente vive na cidade da música, conhecida por ser berço de grandes artistas, e ouvia-se pouco sobre. Aqui a gente conheceu a história de cada bairro, o som de cada bairro, muito de percussão que tem uma explicação bem profunda até porque são os instrumentos mais tocados aqui. Então, achei muito rico porque trazem uma aula como eu nunca vi sobre a nossa música", diz Patrícia, fascinada com a tecnologia da Cidade da Música.

    O aparato técnico oferecido pelo espaço, além de fazer uma trilha pelo passado, mostra a cara do que é o presente e o futuro da música baiana, o que impressionou Luis Lavor, 26, curador que é de Recife e aproveitou a visita a Salvador para conhecer o equipamento. "Gostei, o museu é interativo e tá lindo! Achei legal que explora bastante a história de artistas novos da Bahia, o que foi surpreendente pra mim. Rap e trap têm um espaço muito grande no museu e eu fiquei bem satisfeito com isso. O que tem de espaço pra galera tradicional, tem também pra galera nova, isso é bem legal", declara ele, que foi ao museu com uma soteropolitana que conheceu o local através das redes sociais.

    Chaise Oliveira, 40, trabalha com contabilidade pública, aproveitou a folga para conhecer o equipamento e foi só elogios para o novo ponto turístico de Salvador. "Recomendo pra todos os baianos e pro povo de fora também, os turistas têm que visitar porque tá ótimo. Tudo me impressionou, não imaginava. A gente está acostumado a ver essas estruturas fora daqui e estávamos precisando porque o museu é fora do comum. Um passeio e tanto pra quem quer conhecer a nossa cultura", fala ela.

    Casa lotada

    Assim como Chaise, milhares de outras pessoas foram até o local ou, pelo menos, agendaram uma ida. Até agora, 5.737 agendamentos já foram feitos, lotando a ocupação máxima do local de 24 a 30 de setembro. Fábio Mota, titular da Secult, afirma que isso é uma amostra do sucesso que o museu tem feito.

    "Já era esperado pelo nível do equipamento, diferente de tudo que temos por aqui. E a propaganda boca a boca tá funcionando. As pessoas que vão, só falam bem e incentivam os outros a irem também. Temos tido uma resposta que supera todas as expectativas e a única reclamação que temos é do pessoal que quer voltar e ainda não consegue agendar porque a procura está muito grande", informa Mota, pontuando que o espaço está funcionando com número limitado de visitantes por conta da covid-19.

    Como ir ao museu?

    Para quem também está doido para conferir o passado, o presente e o futuro da música baiana, o local está aberto para visitas de terça-feira a domingo, mediante agendamento em horários entre 10h e 17h. A entrada custa R$ 20 a inteira, com estudantes e residentes em Salvador podendo pagar meia-entrada através de comprovação

    10 curiosidades imperdíveis do museu:

    1 - Sala de karaokê para o visitante virar intérprete de grandes sucessos da nossa música e gravar clipes.

    2 - Espaço com vídeos de vários rappers, trappers e poetas de todo o Brasil que ainda dá a chance para o visitante recitar uma poesia ou um rap.

    3 - Sala "A Magia da Orquestra", voltada para conteúdo sobre a música clássica em território baiano.

    4 - Estúdio de percussão, que mostra diversos instrumento de percussionistas e servirá de espaço para gravação de artistas baianos selecionados.

    5 - "Quem Faz a Música da Bahia", que compila 260 depoimentos das personalidades mais importantes da música em nosso estado.

    6 - Primeiro andar como portal para a história de bairros da cidade e suas músicas.

    7 - Ilustrações gigantes de fragmentos da pintura modernista de Genaro de Carvalho

    8 - Jogos de memória sobre a música baiana.

    9 - Instalações interativas que simulam mesa de som.

    10 - Sala de vídeo de última geração que exibe clipes de novos nomes da música baiana.

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