Quinta-feira, 5 de Agosto 2021
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Copa do Brasil terá recorde de nordestinos nas oitavas de final

Copa do Brasil terá recorde de nordestinos nas oitavas de final

O futebol nordestino chegará com força às oitavas de final da Copa do Brasil. Dos 16 times que disputarão a fase, seis são da região: Vitória, Bahia, Juazeirense, CRB, ABC e Fortaleza. É mais de um terço dos participantes (37%), um recorde na competição nacional. O Vitória garantiu a classificação nesta quinta-feira ao ganhar do Internacional por 3x1, no Beira-Rio.

Até aqui, em 33 edições do torneio (contando esta), a marca jamais havia sido alcançada. O recorde anterior eram cinco equipes, duas vezes. Em 1992, quando disputaram a etapa Bahia, Fortaleza, Sport, Sergipe e CSA, e depois em 2009, com Vitória, Icasa, CSA, Fortaleza e Náutico. Nas outras vezes, o número de clubes do Nordeste nas oitavas de final nunca passou de quatro.

Há ainda um representante a definir na competição, entre Flamengo e Coritiba. O jogo de volta entre os dois times será apenas na quarta-feira da semana que vem, dia 16. Mas, como não envolve qualquer time da região, o número de nordestinos já está selado.

Os confrontos das oitavas ainda serão definidos, após sorteio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). As partidas estão previstas para acontecerem nas semanas de 28 de julho e 4 de agosto.

A Bahia é quem puxa a fila dos nordestinos nas oitavas de final, com três dos seis classificados. O estado, por sinal, tem o maior número de representantes, independentemente da região. Caso o Flamengo elimine o Coritiba, o Rio de Janeiro também terá um trio, pois Vasco e Fluminense já estão garantidos.

O Bahia tentará chegar às quartas de final da Copa do Brasil pela 8ª vez. Goleou o Campinense na primeira fase por 7x1, bateu o Manaus por 4x1 e superou o Vila Nova nos jogos de ida e volta, ambos por 1x0.

Já a Juazeirense, que alcança as oitavas pela primeira vez em sua história, começou a trajetória vencendo o Sport por 3x2. Em seguida, eliminou o Volta Redonda nos pênaltis, após empate em 3x3. Também foi nas penalidades que superou o Cruzeiro e se classificou. Depois de perder no Mineirão por 1x0, devolveu o placar no Adauto Moraes. Nas cobranças, o goleiro Rodrigo Calaça brilhou, defendeu duas e o Cancão de Fogo venceu por 3x2.

Também possuem representantes na fase Alagoas, com o CRB; Rio Grande do Norte, com o ABC, e o Ceará, com Fortaleza. Nenhum desses estados faturou o título da competição até aqui. O único time do Nordeste campeão do torneio é o Sport (2008), que caiu para a Juazeirense na primeira fase.

Fora do Nordeste, estão classificados Santos, São Paulo, Vasco, Fluminense, Grêmio, Criciúma, Athletico-PR, Atlético-GO e Atlético-MG.

Times do Nordeste nas oitavas de final nos últimos 10 anos:
2020: Fortaleza, Ceará

2019: Bahia, Fortaleza, Sampaio Corrêa

2018: Bahia, Vitória

2017: Sport, Santa Cruz

2016: Fortaleza, Botafogo-PB

2015: Ceará

2014: América-RN, Santa Rita-AL, ABC, Ceará

2013: Salgueiro

2012: Bahia, Vitória, Fortaleza

2011: Bahia, Náutico, Horizonte-CE, Ceará

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    Ana Marcela Cunha é a rainha das águas abertas de Tóquio. A baiana brilhou na prova da maratona aquática e conquistou a tão sonhada medalha olímpica. Justamente o ouro, após completar a disputa de 10km no Odaiba Marine Park em 1h59m30s8, na noite desta terça-feira (pelo horário de Brasília, manhã de quarta no Japão).

    A campeã ainda se tornou a primeira mulher brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio em uma prova de natação nos Jogos.

    "Quero agradecer ao meu clube, meus pais, minha namorada... Sonhava muito com uma medalha olímpica, mas representa muito ser campeã. Todos os brasileiros medalhistas me incentivaram muito, principalmente o Scheffer e o Bruno. É uma raia, uma chance, como eles dizem", comemorou, em entrevista ao SporTV.

    Ana Marcela não saiu do pelotão da frente durante a disputa. Marcava as concorrentes e, no fim, disparou para vencer e ganhar o ouro. A prata ficou com a holandesa Sharon van Rouwendaal, com 1h59m31s7, e o bronze foi para a australiana Kareena Lee, com 1h59m32s5.

    O pódio veio na terceira participação da baiana nos Jogos, após quatro ciclos olímpicos. A estreia foi em Pequim-2008, quando tinha apenas 16 anos. Conseguiu um surpreendente 5º lugar, a apenas 9 segundos da campeã, Larissa Ilchenko, e a 5 segundos de um lugar no pódio. Na edição seguinte, Londres-2012, ela não conseguiu se classificar e ficou de fora.

    Na Rio-2016, a brasileira era considerada favorita, mas teve um problema com a nutrição durante a prova e ficou somente na 10ª colocação. Não conseguiu ali, mas faturou o sonhado ouro no Japão.

    "Finalmente. Acho que, por mais nova que fui em 2008, foi minha primeira Olimpíada. Querendo ou não, é um quarto ciclo olímpico, vindo de uma não classificação, uma frustação no Rio e um amadurecimento muito grande para chegar até aqui. O que posso dizer é: acreditem nos seus sonhos, dê tudo de si. Eu acredito e acreditei nisso", completou.

    Essa foi a segunda medalha do Brasil em provas de maratona aquática nas Olimpíadas desde que o evento foi incluído, em Pequim-2008. Na Rio-2016, Poliana Okimoto havia faturado o bronze.

    A prova
    Ana Marcela passou a prova inteira no pelotão da frente. Na parcial dos 900m, estava em 5º lugar, mas apenas 1,4 segundo atrás da líder Leonie Beck. No primeiro ponto da hidratação, optou por seguir direto e assumiu a liderança ao fim da primeira volta (1,4 km), com 18m15s60.

    Na parcial dos 2,3 km, a baiana passou em terceiro, três segundos atrás da americana Ashley Twichell e 1,9s da alemã Leonie Beck. Mas a brasileira logo ultrapassou a europeia e voltou a colar na liderança. No segundo momento da nutrição, se hidratou e seguiu entre as duas primeiras.

    Nos 3,8 km, Ana Marcela estava na 5ª colocação, com 4 segundos de diferença para Twichell. Não demorou muito e recuperou a vice-liderança, acelerando depois do contorno da boia. No terceiro momento da zona de hidratação, a nadadora seguiu reto e assumiu a ponta da prova, ao fim dos 4,3 km.

    Na parcial seguinte, dos 5,2km, a baiana seguia em primeiro, com 1h02m30s50. Ashley Twichell, dos Estados Unidos, aparecia em seguida, com 3 segundos de distância. Em seguida, Ana Marcela se hidratou e caiu para a 2ª colocação nos 5,7 km, mas estava a apenas 1,6s da líder.

    Outra americana, Haley Anderson, acelerou e assumiu a ponta. Mas a brasileira seguia em 2º lugar, com 2,3s de desvantagem. Não demorou muito e Twichell recuperou a primeira posição. Na quinta passagem, Ana Marcela optou pela hidratação. Twichell, que seguiu adiante, aparecia a 3s na frente.

    Após os 7,2km, a alemã Leonie Beck acelerou, abriu vantagem e deixou a americana e a brasileira para trás. A baiana ainda sofreu um ataque da holandesa Sharon van Rouwendaal e caiu para a 4ª posição na parcial dos 8,1km, atrás também de Beck, Twichell e da chinesa Xin Xin.

    Pouco antes da última volta, Ana Marcela avançou e asumiu a 3ª colocação. E, nos 8,6km, já passava em 2º lugar, atrás somente da alemã Leonie Beck. Quando virou a boia dos 8,81km, a brasileira já aparecia na liderança.

    No quilômetro final, as nadadoras apertaram o ritmo e aceleraram bastante. Ana Marcela passou na frente na boia dos 9,5km, com quase 1 segundo de vantagem sobre van Rouwendall. A baiana segurou bem a liderança, bateu em 1º lugar e garantiu o ouro olímpico.

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