Ítalo Ferreira é o 1º campeão olímpico de surfe

Ítalo Ferreira é o 1º campeão olímpico de surfe

As águas escuras de Tsurigasaki ficaram com gosto de lágrima, cheiro de emoção e marcadas na história. Nordestino, potiguar, brasileiro: Ítalo Ferreira dominou a bateria da final contra o japonês Kanoa Igarashi com uma aula de técnica e estratégia para se tornar o primeiro campeão olímpico da história do surfe. O garoto que surfava em tampas de isopor e porta de geladeira conquistou o mundo mais uma vez, com uma vontade que conquistou o coração do país e que nem mesmo uma prancha quebrada conseguiu parar.

Ítalo é uma história de superação, beleza, técnica e carinho. As lágrimas e menções à família e principalmente à avó, falecida em 2019, meses antes da conquista de seu título mundial, não deixam mentir. Seu ouro é mais um marco para que os esportes sejam valorizados e, no caso do surfe, tirados da marginalidade, para que novos Ítalos surjam.

Ítalo confirmou o favoritismo brasileiro na modalidade. Para vencer o ótimo Igarashi por 15.14 a 6.60, o surfista foi, acima de tudo, extremamente maduro. Foram poucas as tentativas de manobras aéreas, mas a precisão nas manobras 'dentro' da onda fez o diferencial.

Quem vê o placar folgado não imagina o drama no início da bateria: logo em sua primeira onda, Ítalo quebrou a prancha e precisou trocar por uma reserva. A primeira levada pela comissão técnica não agradou e, na beira do mar, pediu outra.

Aos oito minutos, o brasileiro pegou a sua primeira boa onda, recebendo nota 7.00 dos juízes. Àquela altura, o adversário nao tinha conseguido nenhuma onda interessante, somente com as notas 3.83 e 0.67 após uma queda. Ítalo fazia uma apresentação na contramão e trocou a sua segunda nota na sequência, ao pegar uma onda de 5.50.

Veio a manobra aérea 8 minutos depois, rendendo 7.77 e deixando Kanoa numa delicada situação de precisar de duas ondas para conseguir uma virada.

Daqui do Brasil, a torcida estava nervosa. Ítalo não. Sereno, seguiu dando baile, show, aula - seja lá como queira definir. Faltando três minutos, pegou uma onda de 7.37 e, ao sair da espuma, seu sorriso entregava o inevitável: um rapaz latino-americano que até bem pouco tempo não tinha dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior conquistou a primeira medalha de ouro olímpica da história do surfe. O resultado de 15.14 x 6.60 estava sacramentado. Ouro do Brasil.

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  • Contra o Peru, Brasil busca oitava vitória seguida nas Eliminatórias

    A Seleção Brasileira vai nesta quinta-feira (9) em busca da oitava vitória nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Quatro dias depois de ter a partida contra a Argentina suspensa, a equipe do técnico Tite volta a entrar em campo às 21h30, dessa vez contra o Peru, na Arena Pernambuco, em duelo válido pela 10ª rodada da competição.

    Se o clássico contra os hermanos botaria, frente a frente, as seleções líder e vice-líder do torneio, o jogo contra a Blanquirroja tem um cenário bem diferente. Enquanto o Brasil é líder isolado, com 21 pontos e 100% de aproveitamento, os peruanos aparecem na 7ª posição, com oito pontos.

    Não é só na tabela que a equipe canarinha leva vantagem. Nos últimos três encontros, três vitórias brasileiras. O mais recente aconteceu há pouco mais de dois meses, na semifinal da Copa América, com triunfo por 1x0 no Engenhão. Antes, pela fase de grupos da competição, o estádio no Rio de Janeiro já havia sido palco da goleada por 4x0 sobre a rival.

    Na atual edição das Eliminatórias, as duas seleções também já se enfrentaram, mas no Nacional de Lima. E o Brasil também se deu melhor, com triunfo por 4x2, de virada. A última vitória do time de Ricardo Gareca foi há quase um ano, em um amistoso em Los Angeles, por 1x0.

    “Foram muitos Brasil x Peru e, apesar da gente ter vencido a maioria, sempre foram jogos complicados. Além de serem aguerridos, taticamente são muito bem organizados. Dificultam nosso jogo”, afirmou o lateral direito Danilo.

    Escalações
    Na última quarta-feira (8) pela tarde, a Seleção encerrou a preparação para a partida de hoje. Na Arena Pernambuco, Tite comandou um treino em campo reduzido, com duas equipes com 11 jogadores. Não houve divisão entre reservas e titulares.

    Na sequência, o técnico orientou um trabalho tático com os atletas que iniciarão a partida, mas esta parte da atividade não foi exibida pela CBF TV.

    Neste próximo embate, é esperado que o comandante faça algo inédito nestas sete partidas - e seis minutos do jogo anulado - das Eliminatórias: repetir uma escalação. Até aqui, o único jogador presente em todas as partidas foi Danilo.

    Para enfrentar o Peru, é provável que o treinador escolha os mesmos 11 titulares que atuariam contra a Argentina, no último domingo. Gerson e Everton Ribeiro são as principais novidades no meio de campo da equipe. Na zaga, Lucas Veríssimo entra no lugar de Marquinhos. O jogador foi liberado pela CBF já que não teve garantias que a suspensão tinha sido cumprida no jogo contra os hermanos.

    Assim, Tite deve optar por: Weverton, Danilo, Lucas Veríssimo, Éder Militão e Alex Sandro; Casemiro, Gerson, Everton Ribeiro e Lucas Paquetá; Neymar e Gabigol.

    O Peru, por sua vez, terá o desfalque do centroavante Paolo Guerrero, do Internacional. O jogador recebeu cartão amarelo na vitória sobre a Venezuela, no domingo passado (5), e estará suspenso diante do Brasil.

    Uma provável escalação tem: Gallese, Advíncula, Santamaría, Callens e Marcos López; Tapia, Yotún, Carrillo, Cueva e Édison Flores; Lapadula.

  • Enem 2021 é o que tem menos candidatos negros na década

    O Supremo Tribunal Federal (STF) julga até esta sexta-feira, 3, um pedido para reabrir as inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021, após a prova registrar queda de 46,2% no número total de candidatos inscritos. Até o início da noite desta quinta, cinco ministros do Supremo já haviam proferido voto favorável à reabertura das inscrições para conceder isenção na taxa paga pelos candidatos. A redução no número de inscritos é puxada pela diminuição na presença de jovens negros entre os candidatos, o que é atribuído à cobrança de taxa de inscrição dos alunos ausentes na edição passada.

    A participação de pretos entre os inscritos nesta edição do exame é a menor desde 2011. A ação no STF pede a reabertura de prazo para conceder isenção aos candidatos. A prova está marcada para os dias 21 e 28 de novembro deste ano. O Enem 2020, realizado em janeiro deste ano em meio à pandemia, teve recorde de abstenção de estudantes. Mais de metade dos inscritos faltou, por medo de contaminação, dificuldade de se preparar para a prova ou necessidade de trabalhar. Os estudantes ausentes na edição passada tiveram dificuldades para pedir isenção da taxa de inscrição neste ano, já que o Ministério da Educação (MEC) exigiu documento com justificativa para o não comparecimento na prova passada.

    Em 2020, o Enem concedeu 3,6 milhões de isenções por declaração de carência. Em 2021, só foram 822.854 declarações de carência aceitas. A taxa para participar da prova é de R$ 85. A edição passada do exame, principal porta de entrada para o ensino superior, teve 5,7 milhões de inscritos. Já a deste ano registrou 3,1 milhões de inscrições, o que significa uma redução de 46,2%.

    A diminuição é mais acentuada entre os jovens pobres e negros, segundo um levantamento realizado pelo Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil. O estudo mostrou que o número de alunos inscritos não pagantes teve queda de 77,44% e o de inscritos pagantes subiu 39,2%. Também apontou que, entre os estudantes pretos, a diminuição de inscritos foi de 53%, porcentual semelhante ao verificado entre os alunos pardos (51,7%) e indígenas (54,8%). Já entre os brancos, a redução do número de inscritos foi bem menor: de 35,7%.

    Na última década, o número de inscritos negros vinha aumentando ano a ano em relação ao total de candidatos no Enem. Este ano, porém, houve reversão dessa tendência. A participação de alunos pretos entre os inscritos caiu de 13,3% em 2020 para 11,7% em 2021. Este é o menor porcentual desde o ano de 2011. Em 2009, a taxa era de 6,3%, subiu para 11,7% no ano seguinte e, depois disso, vinha crescendo.

    Já a presença de pardos entre os inscritos teve redução de 47% para 42,2%, o menor índice desde 2012. Por outro lado, a participação de brancos entre os inscritos subiu de 34,7% para 41,5% neste ano. Desde 2012, o Enem não tinha tantos inscritos brancos, em relação ao total de candidatos.

    Exemplo
    Para conseguir fazer a inscrição, alunos pobres pediram dinheiro a amigos e parentes, e entidades estudantis organizaram até mutirão de vaquinha. Apesar da mobilização, muitos perderam a chance de fazer a prova este ano. Paloma Liberato, de 19 anos, não conseguiu isenção da taxa este ano. E, sem condições de pagar, acabou de fora do Enem 2021. "Me inscrevi no Enem e tinha toda aquela instrução de não aglomerar, manter seguro quem estava na área de risco. Minha mãe tem problema cardíaco e hipertensão, faltei para não colocá-la em risco", diz a jovem, de São José, na região metropolitana de Florianópolis.

    Nesta quinta, o ministro Dias Toffoli, relator do processo, votou a favor da reabertura do prazo para pedir isenção de taxa. Para Toffoli, o "contexto excepcional de agravamento da pandemia" no Enem 2020 justifica que, excepcionalmente, "se dispense a justificativa de ausência na prova para a isenção ". Na sequência, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia acompanharam o voto de Toffoli.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Pesquisa aponta que saúde mental dos baianos é mais afetada pela situação financeira

    A farmacêutica Pfizer divulgou nesta quarta-feira (1º) uma pesquisa inédita que aponta que a situação financeira difícil e o acúmulo de dívidas têm impactado a saúde mental dos moradores de Salvador, durante a pandemia da Covid-19.

    A pesquisa foi feita por entrevista com duas mil pessoas, nas regiões das cidades de Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Desse total, 47% dos entrevistados foram do gênero masculino e 53% do gênero feminino.

    A situação financeira difícil e o acúmulo de dívidas impacta 22% dos baianos entrevistados, sendo o maior destaque da entrevista. Outro ponto que preocupa é o medo de pegar Covid-19, relatado por 18% dos entrevistados. Confira:

    Imagem: Divulgação Pfizer

    A pesquisa foi feita com pessoas a partir dos 18 anos, e apontou ainda que 29% dos moradores da região de Salvador tiveram algum amigo diagnosticado com qualquer tipo de problema relacionado à saúde mental em meio à pandemia.

    Outros 17% têm alguém na família impactado, enquanto 10% têm colegas de trabalho sofrendo com problemas de saúde mental. Ainda 53% dos entrevistados relatou que não conhece ninguém diagnosticado com a saúde mental afetada.

     

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