Terça-feira, 22 de Junho 2021
7:34:44pm
O Jornal da Cidade

O Jornal da Cidade

O primeiro lote com doses da vacina da Janssen compradas pelo Ministério da Saúde chegaram nesta terça-feira (22) ao Brasil. O lote com 1,5 milhão doses desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

O contrato do governo federal com a farmacêutica prevê a entrega de um total de 38 milhões de doses. A chegada do lote estava prevista para a semana passada, mas foi adiada.

O imunizante apresentou eficácia de 66% para os casos moderados a graves, e de 85% para os casos graves.

As comemorações de São João acontecem amanhã e quinta-feira. Quem vai festejar, mesmo dentro de casa, já está indo às compras. O CORREIO também foi à feira ontem e percorreu seis locais de Salvador para saber quanto estão custando os produtos típicos da ceia junina. E nesse momento de crise, o consumidor vai precisar ficar atento na hora de escolher os produtos, afinal, as variações foram altas. Itens tradicionais como licor (214%), laranja (130%), espiga de milho (102%) e amendoim (50,5%) aparecem entre os que mais tiveram preços bem distintos a depender do local.

Vale ressaltar que a venda de bebidas alcoólicas em Salvador e RMS está permitida só até às 20h de amanhã. Depois disso, está suspensa, inclusive por delivery, até às 5h do dia 28. A medida faz parte do decreto do Governo do Estado que visa conter as aglomerações do período junino.

Mesmo assim, quem procurar o licor vai precisar pesquisar bem. No Mercado do Rio Vermelho, a antiga Ceasinha, o produto foi encontrado por até R$ 22. Já na Feira de São Joaquim, tinha feirante vendendo por R$ 7. Apesar dos inúmeros sabores, o de jenipapo, como sempre, é o mais pedido.

Nos supermercados da cidade, não é comum encontrar os licores tradicionais de São João, achando normalmente os importados, que são mais caros. Mas, na Cesta do Povo, algumas unidades estavam disponíveis e sendo vendidas por R$ 12,49. O valor é ainda mais barato que na quinta-feira passada, dia 17, quando estava sendo vendido a R$ 15,99.

Em São Joaquim, era possível encontrar os licores cremosos por R$ 20 e os mais tradicionais por R$ 7. Segundo os feirantes, a procura não está das melhores e a tendência é que o preço vá diminuindo. Seu Bira já fez isso. Ele disse que começou vendendo por R$ 15, baixou para R$ 12 e, agora, está vendendo por R$ 10. “Se não tem muita gente comprando, a gente vai descendo os preços. Fazer o quê, né?”, lamenta.

Ceia junina

No ramo das comidas, a laranja (do tipo pêra) foi o produto com maior variação de preço: 130%, de R$1,69 o kg, na Cesta do Povo, a R$3,89, no Super Bompreço. Na Feira de São Joaquim, estava sendo vendida no saco, que saía por R$10,00.

Queridinho número um do São João, o amendoim teve variação de preço de 50,5%, entre R$9,90, na Cesta do Povo, e R$14,90 o kg, no Mercado do Rio Vermelho, a antiga Ceasinha. Na Feira de São Joaquim, está sendo vendido por saco, no valor de R$25,00.

Outro campeão de vendas é o milho. O preço da espiga variou 102%, de R$0,99, na Feira de São Joaquim, a R$2,00, no Mercado do Rio Vermelho. Também foi possível encontrar a bandeja, para quem não quer ter trabalho, com cinco unidades, sendo vendida a R$9,90, no Mercado do Rio Vermelho, antiga Ceasinha.

O jenipapo não foi tão fácil de encontrar. Nos três supermercados percorridos (Super Bompreço, Cesta do Povo e Extra), apenas o Super Bompreço ofertava o produto. Por lá, ele estava sendo vendido na bandeja a R$17,99 o kg. Cada uma, com quatro unidades de jenipapo, saiu por cerca de R$12,50.

Nos demais locais, o produto era mais em conta. No Mercado do Rio Vermelho, o valor era de R$12,00 o kg. Na Feira de São Joaquim, três unidades saíram por R$2,00 e, na Sete Portas, a mesma quantidade custou R$5,00. Nem todos os boxes vendem o produto, então vale perguntar e pedir indicação. Colocando na ponta do lápis, o preço da unidade variou em 106%.

Já o coco era encontrado aos montes. Nos mercados, o preço variou em 123%, de R$2,99, na Cesta do Povo, a R$6,69 o kg, no Extra. Já nas duas feiras, de R$2,00 até R$5,00 a unidade, a depender do tamanho. Para esse produto, a vantagem do Mercado do Rio Vermelho, da Feira das Sete Portas e da Feira de São Joaquim é que o cliente pode pedir para o vendedor ralar o coco na hora. Alguns deles não cobram nada a mais pelo serviço.

Utilizadas, principalmente, para os tradicionais bolos juninos, as massas de tapioca, carimã e aipim, assim como o jenipapo, exigem uma persistência maior para encontrar. Nenhum dos três supermercados percorridos vendem os produtos. A massa de tapioca teve variação de 100% no preço, a de carimã, 66%, e a de aipim, também 100%.

O Mercado do Rio Vermelho foi o local com mais opções de boxes e, por lá, os três produtos estavam saindo por R$10,00 o pacote. Na Feira das Sete Portas, eles foram encontrados com os menores preços. A massa de aipim e a de tapioca estavam custando R$5,00 e, a de carimã, R$6,00. Em São Joaquim, os três produtos custavam R$6,00 cada.

Está faltando dinheiro

Os dias 23 e 24 se aproximam, mas os feirantes ainda não estão animados. No lugar do vai e vem de clientes e da agitação do período junino nos mercados e feiras de Salvador, apenas alguns interessados nos produtos típicos. Para os comerciantes, a tendência do brasileiro de deixar para a última hora pode nem acontecer este ano, já que os clientes reclamam da falta de dinheiro e dos altos preços dos produtos.

Nos supermercados, nenhum cliente foi encontrado incrementando a cesta ou o carrinho com os produtos juninos. Na Sete Portas, os vendedores reclamavam da baixa procura. Segundo Dona Terezinha de Jesus, uma das comerciantes do local, o movimento está ainda mais fraco do que no ano passado. “O pessoal não está procurando muito, tem muita gente comprando tudo já pronto também. Mas, às vezes, tem gente que deixa para a última hora. Talvez ainda melhore um pouco”, diz ela.

Já o comerciante Edson Pereira não está tão otimista. Para ele, o movimento não deve aumentar muito e os motivos são os preços elevados e falta de dinheiro no bolso do consumidor. “O pessoal está sem dinheiro, a gente está sendo a diferença que faz o auxílio emergencial porque no ano passado tivemos mais vendas. E os produtos estão mais caros mesmo”, opina o vendedor.

Edson explica que os comerciantes estão comprando os produtos a preços mais elevados e precisam repassar os valores. “No ano passado eu comprava a saca do amendoim por 100 reais e, este ano, comprei por 200. A laranja foi a mesma coisa. Eu comprei, em 2020, 200 laranjas por 45 reais. Agora, estavam vendendo 100 por 35. Fica difícil para a gente e, muitas vezes, o cliente ainda faz a pechincha e a gente tem que vender para não perder a oportunidade”, acrescenta.

Quem movimentava a Feira das Sete Portas estava mesmo atrás dos produtos mais comuns, para a alimentação do dia a dia. Esse foi o caso de Silvana dos Santos, que está desempregada. “Este ano não vai ter ceia junina lá em casa, estou comprando só o essencial mesmo. Fiquei desempregada e o dinheiro está pouco”, diz ela.

No Mercado do Rio Vermelho e na Feira de São Joaquim, a procura por produtos juninos era maior, mas as questões se repetiram. A consumidora Roberta Freire diz ter notado os preços mais elevados na feira e que as compras este ano saíram em torno de 5 a 10 reais mais caras. Ela levou para casa amendoim, laranja e milho, os três produtos mais procurados, segundo os vendedores.

“Eu vim direto aqui na Feira porque acho melhor, com mais variedade e preço melhor, mas, mesmo assim, achei os valores mais salgados mesmo. Mas a gente tem que levar, né? Vamos fazer uma reuniãozinha em casa mesmo este ano, já que não pode viajar e não tem festa, aí não pode faltar, ao menos, amendoim, milho e laranja. Comprei o básico mesmo”, conta Roberta.

Sobe e desce dos preços

Enquanto a baixa procura pelos produtos fez alguns preços caírem, em alguns locais os valores de alguns produtos já subiram da última semana para cá. Esse foi o caso da antiga Ceasinha. Por lá, o único produto da lista com diminuição de preço foi a laranja pêra, que passou de R$3,90 para R$3,49 nesta semana.

O milho teve elevação de preços lá e também na Sete Portas e no Extra. Já o amendoim subiu no Mercado do Rio Vermelho, na Sete Portas, em São Joaquim, no Extra e na Cesta do Povo. Na Feira de São Joaquim, o saco do amendoim, antes encontrado por R$15,00, agora está saindo por R$25,00.

O jenipapo, que custava R$10,00 o kg na Ceasinha, agora está sendo vendido a R$12,00. Na Sete Portas, quatro unidades eram R$5,00 e, agora, o mesmo valor vale para três unidades. O coco teve elevação de preço de R$0,90 na Ceasinha e também de R$0,80 no Extra. Segundo os comerciantes, é preciso aproveitar os últimos dias de vendas.

“A gente começa com o preço mais elevado, para ver o que consegue. Aí fui vendo o movimento baixo e o pessoal pechinchando, então a gente já faz o desconto. Mas, agora, nos últimos dias já, é quando tem o maior movimento. Quem não vier por agora não vem mais, então dá para aumentar o preço de algumas coisas”, diz o comerciante João Silva, da Feira das Sete Portas.

Mercado do Rio Vermelho (Ceasinha):

Milho: R$2,00 a espiga
Amendoim: R14,90 o kg
Jenipapo: R$12,00 o kg
Laranja pêra: R$3,49
Coco: R$4,90 a unidade
Massa de tapioca: R$10,00 o kg
Massa de carimã: R$10,00 o kg
Massa de aipim: R$10,00 o kg
Licor: a partir de R$13,90

Feira das Sete Portas:

Milho: R$1,25 a espiga
Amendoim: R$10,00 o kg
Jenipapo: R$5,00 3 unidades
Laranja pêra: R$2,99 o kg
Coco: De R$2,00 a R$3,50 a depender do tamanho
Massa de tapioca: R$5,00 o kg
Massa de carimã: R$6,00 o kg
Massa de aipim: R$5,00 o kg
Licor: R$15,00

Feira de São Joaquim:

Milho: R$1,00 a espiga
Amendoim: R$25,00 o saco
Jenipapo: R$2,00 3 unidades
Laranja pêra: R$10,00 o saco
Coco: De R$2,00 a R$5,00 a depender do tamanho
Massa de tapioca: R$6,00 o kg
Massa de carimã: R$6,00 o kg
Massa de aipim: R$6,00 o kg
Licor: a partir de R$7,00

Super Bompreço (Av. Vasco da Gama):

Milho: R$1,99 a espiga
Amendoim: R$12,99 o kg
Jenipapo: R$17,99 o kg (bandeja com 4 unidades por R$12,50)
Laranja pêra: R$3,89 o kg
Coco: R$ 5,90 o kg

Extra (Av. Vasco da Gama):

Milho: R$1,85 a espiga
Amendoim: R$14,59 o kg
Laranja pêra: R$2,99 o kg
Coco: R$ 6,69 o kg

Cesta do Povo (Ogunjá):

Milho: R$0,99 a espiga
Amendoim: R$9,90 o kg
Laranja pêra: R$1,69 o kg
Coco: R$ 2,99 o kg
Licor: R$12,49

Para quem prefere tudo pronto

Outra opção é já comprar os produtos prontos, como bolos, canjica, cuscuz e mingau. Ou até mesmo o amendoim, que já pode ser comprado cozido. Para quem prefere a praticidade e pode arcar com os valores, o CORREIO separou três locais de vendas de produtos da ceia junina. Confira:

Rancho do Bolo (site ou ifood):

Bolo de carimã, milho, tapioca e aipim - R$25,00
Bolo de laranja - R$10,00
Pamonha de milho com queijo (180g) - R$10,00
Cesta junina: bolo de rolo, pão delícia, broa de milho, bolo de aipim, bolo piscina crocante de churros, biscoito Jucurutu, amendoim, pipoca e café gourmet - R$155,90

*É possível encomendar, comprar na hora no local ou ainda via delivery

Bolo das Meninas (site ou ifood):

Mingau de Tapioca (250g) - R$14,00
Pamonha de milho (2 unidades) - R$16,90
Amendoim cozido (500g) - R$27,00
Lelê (230g) - R$8,50
Bolo de aipim, tapioca e carimã - R$32,00
Bolo de laranja - R$27,00
Canjica (250g) - R$14,00

*É possível comprar na hora no local ou ainda via delivery

Doce Dainha (@docedainha):

Bolo de aipim, milho, tapioca e carimã (18cm) - R$28,00 / (22cm) - R$35,00

*Encomendas até dia 22/06

Já pensou ir ao posto de saúde tomar a vacina contra a covid-19 e sair de lá com um liquidificador ou batedeira? Se estiver grávida, pode levar até enxoval completo e um berço para o bebê. Em cidades baianas como Bom Jesus da Lapa e Sítio do Mato, no oeste do estado, é possível. Isso porque, para estimular a vacinação, as prefeituras dessas cidades começaram a sortear prêmios entre os imunizados.

Em Bom Jesus da Lapa, com quase 70 mil habitantes, a iniciativa ocorre desde a quinta-feira (17) focada, inicialmente, nas gestantes. Segundo o secretário de Saúde Euler Nogueira, o município tem cerca de 850 mulheres grávidas, mas apenas 98 compareceram para tomar a 1ª dose da Pfizer. Foi então que o gestor pensou em criar o sorteio valendo o enxoval completo e um ensaio fotográfico. Três dias depois, o número de imunizadas saltou para 400.

“As gestantes estavam com receio de receber a vacina. Tivemos dia em que nenhuma delas procurou a 1ª dose. E se elas não tomam, temos que dar vazão, vacinar outro grupo. Só que elas são prioridade e precisam ficar imunizadas”, diz o secretário, que fez contato com os comerciantes do município para conseguir os prêmios.

“Liguei para o pessoal, pedi ajuda e ainda brinquei que só queria coisa boa. Em pouco tempo, tínhamos 20 tipos de prêmios. Depois, os próprios comerciantes começaram a aparecer para fazer doação. Arrecadamos liquidificador, batedeira, ferro de passar, espremedor de fruta, purificador de ar”, enumera.

A participação dos comerciantes fez a ação ser ampliada para o público que não retornou para a 2ª dose. Em Bom Jesus da Lapa, havia 600 ampolas da AstraZeneca paradas aguardando as pessoas que tem direito de tomar o reforço. Com a iniciativa, qualquer um que tomar a 2ª dose na cidade pode participar do sorteio, que é semanal. O primeiro ocorre amanhã, com cinco prêmios. Já o sorteio das gestantes ocorrerá quando todas forem vacinadas ou as doses da Pfizer acabarem.

“Por causa do show de prêmios, vacinamos até domingo 180 pessoas que estavam com a data de retorno atrasada”, aponta o secretário.

Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), as vacinas enviadas para aplicação da segunda dose não podem ser destinadas para outra função, o que ligou o alerta da equipe de saúde para acelerar a imunização na cidade.

Até esse domingo, 21 mil pessoas tomaram a primeira dose da vacina em Bom Jesus da Lapa, o que equivale a 31% do público alvo, mas apenas 6,6 mil pessoas (9%) tomaram a segunda dose.

Outras cidades também realizam ações

Segundo a prefeitura de Bom Jesus da Lapa, a iniciativa do município inspirou a vizinha Sítio do Mato a fazer o mesmo. Por lá, as gestantes e puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto) com 18 anos ou mais que tomarem a 1ª dose da vacina concorrerão a um enxoval completo e um berço. Ainda de acordo com o que a prefeitura informou em redes sociais, a imunização pode acontecer até o dia 5 de julho no posto de vacinação da sede ou da zona rural.

Em Ribeira do Pombal, nordeste da Bahia, não há entrega de prêmios mas, por lá, segundo a prefeitura, a vacinação segue tranquila e com participação da população. O que tem ajudado é o serviço de busca ativa lançado pela Secretaria da Saúde. Através das Equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários, a equipe faz contato para informar a data de retorno para a 2ª dose.

“Nosso objetivo é reduzir ao máximo o número de faltosos e, consequentemente, ampliar a eficácia da cobertura vacinal para a população”, explica a secretária Lakcelma Costa. Até o momento, a prefeitura aplicou 16,8 mil primeiras doses e 6,1 mil segundas. Há ainda 505 segundas doses em estoque, mas com a vacinação já programada.

Já em Crisópolis, também no nordeste da Bahia, a prefeitura colocou um carro de som para informar à população que vive nos povoados mais afastados a data, horário, local e o público-alvo da vacinação. “O carro vai para todas as ruas, becos e vielas das áreas mais remotas ou descobertas por agentes de saúde. São, geralmente, áreas que não tem acesso a internet e o público é carente”, explica o coordenador da Vigilância Epidemiológica, Tiago Argolo. Na cidade, já foram aplicadas 5,4 mil primeiras doses e 2,2 mil segundas.

Salvador também tem utilizado busca ativa e carro de som para estimular a vacinação e o retornaram para a segunda dose.

“Existe vacina disponível para as pessoas tomarem. Nós vemos que, para a 1ª dose, muitos ficam na expectativa de tomar logo. Nós pedimos para que as pessoas tenham também pressa para a 2ª. Todos são bem-vindos, mas devem retornar”, diz Andréa Salvador, Diretora de Vigilância à Saúde do município.

Noventa mil pessoas não voltaram para a 2ª dose

Na Bahia, quase 90 mil pessoas já poderiam ter completado o esquema vacinal, mas não retornaram aos postos para a segunda dose de CoronaVac e AstraZeneca, segundo dados da Sesab. Há duas semanas, o número de faltosos no estado era praticamente o mesmo: 91 mil.

A vacina mais preterida pelos baianos é a CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan. No total, são 63.955 pessoas que deveriam ter tomado a 2ª dose do imunizante e não retornaram. Já a AstraZeneca, produzida nacionalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem 25.533 faltantes no estado. Os ausentes representam 1,1% de todas as doses de vacina recebidas pela Bahia.

No total, 8 milhões de ampolas foram enviadas ao estado, sendo 3,1 milhões de Coronavac, que tem intervalo entre as doses de 28 dias, e 4,3 milhões da AstraZeneca, cujo período entre a 1ª dose e o reforço é de 90 dias. A Bahia ainda recebeu outras 540 mil doses da Pfizer/BioNTech, que começou a ser aplicada em 4 de maio e possui intervalo de 90 dias, ou seja, ainda não existem baianos que podem tomar a 2ª injeção.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), para que a vacina tenha efeito coletivo, é preciso que cerca de 70% da população esteja imunizada com as duas doses. Uma só não basta, pois os fabricantes ponderam que só com o esquema vacinal completo é possível garantir 100% de eficácia contra casos graves.

A Sesab também segue essa linha. “A primeira dose já garante alguma proteção, mas a imunidade completa, indicada pelo fabricante, só com a segunda”, diz o órgão.

Infectologista da SMS, Adielma Nizarala enxerga outros problemas associados ao ato de não tomar a 2ª dose da vacina.

“Tem gente com menos de 18 anos que precisa se vacinar e não pode. A chance dela ficar protegida é a imunidade coletiva vinda com a vacinação. A pessoa que não toma as duas doses não vai estar completamente imunizada e protegida para os casos graves, mas também não estará contribuindo para a imunização coletiva, contribuindo para que toda sociedade seja beneficiada”, explica.

Nizarala também diz que guardar a 2ª dose, por enquanto, é a única alternativa do poder público. “E nós temos que arcar com essa logística de armazenamento. Se a pessoa não aparecer, essa dose pode ser perdida, a não ser que haja determinação futura. Mas hoje, a primeira dose só pode ser usada como primeira e a segunda somente como segunda. É verba pública que pode ser perdida e nós, como cidadãos, precisamos de mais conscientização”.

Os ônibus voltaram a circular por volta das 7h40 desta terça-feira (22) após o término de uma paralisação de 4 horas promovida pelo Sindicato dos Rodoviários. O ato estava previsto para terminar às 8h, mas teve o fim antecipado em 20 minutos.

A paralisação de 80% da frota ocorreu pois os rodoviários cobram o cumprimento de uma cláusula do acordo fechado com os patrões, referente a depósito de adiantamento salarial.

A informação foi confirmada pelo vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, segundo o qual o adiantamento – que corresponde a 40% do salário de motoristas, cobradores e outros funcionários – deveria ter sido pago até o dia 20.

O Consórcio Integra enviou comunicado à entidade sindical informando que não teria como fazer os depósitos nesta segunda (21), prevendo esse pagamento apenas para o início de julho.

De acordo com Pedro Celestino, advogado do Sindicato dos Rodoviários, caso não ocorra uma resposta positiva por parte do patronato, “outras manifestações, talvez mais contundentes, poderão acontecer”. Ele não especificou quais.

A Bahia registrou 77 mortes e 2.160 novos casos de covid-19 (taxa de crescimento de +0,2%) em 24h, de acordo com dados do relatório epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) até o final da tarde desta segunda-feira (21). No mesmo período, 2.790 pacientes (+0,5%) foram considerados curados da doença.

Dos 1.099.499 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.059.838 já são considerados recuperados, 16.407 encontram-se ativos. Na Bahia, 50.415 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

O total de mortes por covid-19 no estado é de 23.254. A taxa de letalidade da doença no estado é de 2,11%. Apesar das 77 mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram contabilizados nesta segunda. 72 ocorreram em 2021, sendo 61 em junho.

Dentre os óbitos, 55,79% ocorreram no sexo masculino e 44,21% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,95% corresponderam a parda, seguidos por branca com 22,24%, preta com 15,42%, amarela com 0,42%, indígena com 0,13% e não há informação em 6,84% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 61,09%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,01%).

A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

Situação da regulação de Covid-19
Às 12h desta segunda-feira, 62 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 22 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mandou uma repórter da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo, calar a boca. O mandatário não gostou de ser questionado sobre o uso de máscara durante agenda em Guaratinguetá (SP) nesta segunda (21) pela manhã e atacou a imprensa, especialmente a Rede Globo.

Bolsonaro foi à cidade para acompanhar cerimônia de formatura da Escola de Especialistas da Aeronátuca. Ele foi recebido por apoiadores no local, criando uma aglomeração. Questionado sobre a marca de 500 mil mortes por covid-19 no Brasil, ultrapassada no sábado, ele disse que lamenta "todas as mortes".

Depois, o presidente foi questionado pela ausência da máscara ao chegar no evento e sobre ter sido multado em um passeio de moto em São Paulo pela falta do equipamento de proteção, no último dia 12. O governo de SP multou Bolsonaro em R$ 552,71.

"Olha, eu chego como eu quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, não use. Agora, tudo o que eu falei sobre covid, infelizmente, para vocês, deu certo", disse o presidente. Ele se referiu ao tratamento com medicamentos que não funcionam contra a covid-19, dizendo que o chamado "kit covid" salvou sua vida e de pessoas do seu prédio. Ao falar com os repórteres, Bolsonaro estava de máscara, mas voltou a tirar a proteção, em uma provocação.

"Parem de tocar no assunto", disse, tirando a máscara. "Você quer botar… Me bota agora… Vai botar agora… Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Você está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa”. A repórter tentou rebater, mas o presidente não deixou. "“Cala a boca. Vocês são canalhas. Fazem um jornalismo canalha, vocês fazem. Canalha, que não ajuda em nada. Vocês não ajudam em nada", disse.

Ele continuou o ataque, afirmando que a Globo destrói a "família brasileira" e a "religião brasileira" - o país não tem uma religião oficial. "É uma péssima órgão de informação" (sic).

A Operação Panaceia, que investiga empresas de distribuição de medicamentos por sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e associação criminosa, já bloqueou cerca de R$ 14 milhões em contas de pessoas e empresas investigadas na prática criminosa que é monitorada desde 2010 e tem como principal alvo a Millenium Farma Distribuidora de Medicamentos Ltda, que tem mais de 20 anos de atuação em Salvador e Região Metropolitana (RMS).

A ação, que é uma iniciativa da Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal, cumpriu, nesta segunda-feira (21), doze mandados de busca e apreensão, sendo onze deles em Salvador e um em Feira de Santana. Em um dos mandados cumpridos na capital baiana, um empresário do ramo de medicamentos, considerado um dos principais alvos da Operação Panaceia, foi preso em flagrante quando estava em posse de um revólver calibre 38, no bairro do Itaigara. O homem foi encaminhado para a sede da Dececap e ficará à disposição da Justiça. Tudo isso foi explicao à imprensa durante coletiva ainda na manhã desta segunda.

Outras ordens judiciais foram realizadas em casas nos bairros de Horto Florestal e Pituba e em empresas em Pirajá e no Rio Vermelho, além de endereços. Nas buscas, foram apreendidos computadores, notebooks, telefones celulares e documentos que vão ser avaliados pelos investigadores e podem garantir novos bloqueios contra os investigados. Pelo menos, é o que garante a delegada Márcia Pereira, titular da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap).

"Essa investigação é conduzida desde 2010, verificando ações de sonegação em âmbito federal e estadual. Ao todo, já realizamos um bloqueio de bens em cerca de R$ 14 milhões, com apreensão de vários documentos que podem gerar novos bloqueios, que ainda não podemos estimar o valor por não termos feito a avaliação minuciosa dessas documetações”, explica.

A operação é composta pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do MP (Gaesf), Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip) da Sefaz, Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Ceccor), da Polícia Civil da Bahia, da Secretaria de Segurança Pública (SSP), com a participação da Receita Federal.

Como atuavam

Ainda de acordo com a delegada Márcia Pereira, todas as ações não foram realizadas para cumprir mandados de prisão, mas sim de busca e apreensão de materiais que podem servir como prova do esquema.

“Realizamos intimações e cumprimos mandados para procurar provas para fortalecer o inquérito, não eram mandados de prisões. Uma pessoa foi presa após ser flagrada em posse de arma de fogo, mas não vamos divulgar os nomes por enquanto”, diz a delegada, que justificou a escolha de não revelar a identidade dos investigados pela fase da operação, que ainda avalia a possibilidade envolvimento das pessoas no esquema.

O que não ficou para depois foi a explicação do processo criminoso em que as empresas estavam envolvidas. De acordo com Cláudio Jenner Moura, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do MP (Gaesf), afirmou que o grupo investigado criava empresas que não tinham existência operacional no nome de “laranjas” para sonegar impostos.

"O grupo adotava a prática empresarial em nome de pessoas que não tinham suficiência de arcar com as contas das empresas para praticar o comércio sem arcar com os impostos devidos, finalizando o funcionamento destas sem quitar os valores exigidos”, conta.

O promotor disse ainda que foram justamente os valores não pagos pelas empresas que eram sempre do ramo de distribuição de medicamentos que chamou a atenção dos investigadores e reafirmou o tamanho do dano que ações criminosas como essas fazem nos cofres públicos.

"Foram investigadas várias empresas que sequer existem mais, mas o débito permaneceu. Então, ficamos no rastro social da criação de empresas para verificar esses crimes contra o fisco que geraram um prejuízo gigante para o Estado. Um crime que provoca vários outros como lavagem de dinheiro e associação criminosa", afirma.

Longa data

Apesar dos desdobramentos finais da operação com mandados de busca e apreensão estarem acontecendo em 2021, a fase de monitoramento e investigação do grupo criminoso, bem como as suas ações fraudulentas, começou na década passada, mais precisamente no ano de 2010.

"Começamos investigar uma empresa que tinha um débito que alterou os sócios e colocou outros, observando a prática de colocar laranjas para fugir dos débitos, alegando que estas laranjas não tinham como arcar com os valores. Empresas que estão inaptas e baixadas na Sefaz", fala Sheilla Meirelles, titular da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (INFIP).

Depois do longo tempo de investigação, de acordo com a delegada Márcia Pereira, o inquérito, que antecede a deflagração de uma ação penal do Ministério Público, já tem data para acabar.

"Com a situação de hoje, teremos algumas medidas que serão protocoladas ainda, mas o prazo de conclusão do inquérito deve ser de mais trinta dias", conclui.

Um empresário do ramo de medicamentos, considerado um dos principais alvos da Operação Panaceia, que não teve a identidade divulgada, acabou preso em flagrante, por posse ilegal de um revólver. A arma foi localizada, na manhã desta segunda-feira (21), durante cumprimento de mandado de busca e apreensão.

Policiais civis realizavam as buscas, no apartamento de luxo onde mora o empresário, no bairro de Itaigara, em Salvador, quando localizaram a arma calibre 38. Computadores, telefones celulares e documentos também foram apreendidos no local.

"Ele é um dos nossos principais alvos. Encontramos um revólver, sem documentação e foi dada voz de prisão em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo", disse a titular da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), delegada Márcia Pereira. O homem será encaminhado para a sede da Dececap e ficará à disposição da Justiça.

Ordens judiciais estão sendo cumpridas também em residências, nos bairros de Horto Florestal e Pituba e em empresas no bairro de Pirajá e Rio Vermelho, além de endereços, na cidade de Feira de Santana.

Com índice de 94,6%, Salvador é a cidade mais eficiente na aplicação de doses da vacina contra a Covid-19 na relação entre o quantitativo recebido e aplicado, em comparação com as outras capitais do país. De acordo com o levantamento do Ministério da Saúde, de 1.434.323 doses recebidas, a capital baiana já aplicou 1.356.726. Além de Salvador, apenas Campo Grande (MS) ultrapassou o índice de 90% - apresentando 92,4% no ranking.

Ontem (19), a cidade ultrapassou a marca de 957 mil pessoas imunizadas que receberam a primeira dose do imunizante – a segunda dose já abrangeu 408 mil cidadãos. Após alcançar os públicos prioritários, seguindo o Plano Nacional de Imunização, Salvador também tem avançado na vacinação por idade – neste domingo (20), recebem a primeira dose as pessoas com 48 anos, nascidas até 20 de fevereiro de 1973.

"Desde o início, entendemos que a vacinação é o caminho para vencermos a Covid-19 e fazer com que Salvador possa retomar todas as atividades e a rotina o mais rápido possível. É muito gratificante ver que esse esforço vem dando resultado, principalmente no sentido de preservar vidas. Vamos continuar trabalhando para, assim que chegarem, colocar rapidamente as doses no braço de cada um dos cidadãos", destacou o prefeito Bruno Reis.

O resultado é fruto do esforço da Prefeitura, iniciado em janeiro deste ano, para imunizar com maior agilidade possível os cidadãos soteropolitanos, em uma das principais estratégias de enfrentamento à Covid-19 na cidade. Somente no quesito vacinação, os investimentos envolveram a aquisição de equipamentos, como ultrafreezers para acondicionamento dos imunizantes.

Além disso, foi montada uma megainfraestrutura de aplicação das doses, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e com apoio de outros órgãos municipais. São mais de 1,5 mil profissionais envolvidos, disponibilizados diversos pontos de imunização drive-thru e fixos, implantação da vacinação em domicílio através do Vacina Express, e criação das ferramentas tecnológicas Hora Marcada, QR Code da Vacinação, Vacinômetro, Filômetro e o portal de cadastramento das comorbidades, dentre outras iniciativas.

Um grupo empresarial, que atua no ramo de distribuição de medicamentos, suspeito de sonegar R$ 39 milhões em impostos é alvo da operação Panceia, deflagrada nesta segunda-feira (21). Equipes da Secretaria da Segurança Pública (Polícia Civil e Departamento de Polícia Técnica), da Secretaria da Fazenda, do Ministério Público estadual e da Receita Federal cumprem mandados de busca e apreensão, em Salvador e Feira de Santana.

Computadores, telefones celulares e documentos foram apreendidos, na sede de uma empresa de distribuição de medicamentos, suspeita de sonegar R$ 39 milhões em impostos. O flagrante aconteceu no bairro de Pirajá.

"As investigações apontam também para possível prática de lavagem de dinheiro. Estamos cumprindo mandados na empresa que faz a contabilidade e na casa dos proprietários", explicou a titular da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), delegada Márcia Pereira.

Além do bairro de Pirajá, a operação cumpre mandados nos bairros do Rio Vermelho, Horto Florestal, Itaigara e Pituba. Fazem parte da operação, o Departamenro de Polícia Técnica, a Sefaz, Receita Federal e MP.

A Justiça também determinou também o bloqueio dos bens do grupo, para garantir a recuperação dos valores sonegados. Segundo as apurações, o grupo criava empresas em nome de “laranjas” ou “testas-de-ferro” e utilizava empresas sem existência operacional, com o intuito de sonegar impostos. Também foram identificados prejuízos ao Fisco Federal.

De acordo com as investigações, há ainda fortes indícios da prática do crime de lavagem de dinheiro, com significativo incremento econômico da composição societária das diversas empresas do grupo, por meio da criação de empreendimentos comerciais voltados à participação em outras sociedades e em investimentos patrimoniais imobiliários.

A operação Panceia é uma iniciativa da Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal, composta pela Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap) através da Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Ceccor) da Polícia Civil, Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip) da Sefaz e do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do MP (Gaesf).

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