Sábado, 8 de Maio 2021
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EUA: agências recomendam suspensão da vacina J&J após casos de coágulos

EUA: agências recomendam suspensão da vacina J&J após casos de coágulos

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, pela sigla em inglês) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país, conhecido como CDC, recomendaram nesta terça-feira (13) que o uso da vacina contra covid-19 da Johnson & Johnson (J&J) seja interrompido após relatos de casos de coágulos desenvolvidos por pessoas que receberam o imunizante.

A FDA e o CDC estão avaliando dados envolvendo seis casos de coagulação. A vacina é produzida pela Janssen, unidade europeia da J&J com sede na Bélgica. Fonte: Dow Jones Newswires.

Itens relacionados (por tag)

  • Arábia Saudita suspende importações de 11 frigoríficos brasileiros

    A Arábia Saudita anunciou a suspensão de importações de carnes de aves e produtos derivados de sete unidades da JBS e outros quatro frigoríficos brasileiros. De acordo com comunicado publicado no site oficial da Saudi Food & Drug Authority (SFDA), a agência governamental que regula alimentos e medicamentos no país, as restrições começarão a valer a partir do dia 23 deste mês. O motivo não foi informado.

    Da JBS, serão vetadas as compras das unidades de aves que ficam localizadas em Passo Fundo e Montenegro, e de plantas da Seara Alimentos de Brasília, Campo Mourão, Amparo, Ipumirim e Caxias do Sul. Acionada pela reportagem, a JBS afirmou em nota que procurou a Saudi Food and Drug Authority (SFDA), autoridade sanitária do governo da Arábia Saudita, para dialogar e entender as motivações para o bloqueio das exportações de carne de frango para o país. "A produção antes destinada à Arábia Saudita já foi redirecionada para outros mercados", segundo a empresa.

    As outras proibições são referentes à importação de produtos de três fábricas da Vibra Agroindustrial S/A e uma da companhia Agroaraçá Alimentos.

    Surpresa

    O Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores afirmam que receberam com "surpresa e consternação" a decisão da Arábia Saudita de suspender as importações de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros. Em nota publicada no site oficial, após acionadas pela reportagem, as pastas comentam que não houve nenhum contato prévio das autoridades sauditas - e que ainda não estão claras as justificativas para as proibições

    O documento também diz que o governo brasileiro já está em contato com a Arábia Saudita e com a embaixada do país em Brasília para esclarecer a informação. "Todas as vias bilaterais e multilaterais serão empregadas com vistas à pronta resolução da questão. Caso se comprove a interposição de barreira indevida ao comércio, o Brasil poderá levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC)."

    Os ministérios acrescentaram que o Brasil obedece a todos os requisitos sanitários estabelecidos pelo mercado da Arábia Saudita e "reitera os elevados padrões de qualidade e sanidade seguidos por toda nossa cadeia de produtos de origem animal, assegurados por rigorosas inspeções do serviço veterinário oficial".

    A decisão do governo saudita consta em documento publicado nesta quinta-feira (6) no site oficial da Saudi Food & Drug Authority (SFDA).

    Arábia Saudita suspende importações de 11 frigoríficos brasileiros

  • Salvador estima vacinar 50% da população até junho; veja grupos contemplados

    O vacinômetro de Salvador apontava, às 18h desta quarta-feira, 05, 563.719 pessoas vacinadas com a primeira dose contra a covid-19 na capital, o que equivale a 29% da população acima de 18 anos vacinável da cidade. Mas, a estimativa da prefeitura é avançar nesses números. De acordo com o prefeito Bruno Reis, a ideia é chegar até o final de junho com 50% da população vacinável - o que equivale a cerca de 900 mil pessoas - tendo tomado ao menos a primeira injeção contra o coronavírus.

    “Nós estamos apostando que vai ter mais vacina, o governo vai cumprir o calendário e vamos chegar no final de junho com 50% da população vacinável com a primeira dose garantida”, disse o gestor durante coletiva virtual de imprensa, durante a entrega da última etapa da Estrada Velha do Aeroporto e o lançamento do programa Maio Amarelo.

    Segundo Bruno Reis, é necessário que a vacinação seja acelerada para que o município consiga reduzir investimentos que estão sendo feitos no combate a pandemia.

    “Se a prefeitura, até o final de junho, não imunizar 50% da sua população vacinável, nós não teremos mais condições de manter o nível de investimento na área social, de saúde e transporte público como estamos fazendo hoje. Nosso cofre não comporta”, alertou o prefeito.

    Para dar conta desse aumento na vacinação, o prefeito disse que será lançado um processo seletivo para contratar, sob Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), mais de 250 profissionais que vão trabalhar na imunização da população. “Investir em vacina é primeiro salvar vidas e é o melhor investimento, pois ela permite reduzir o nível de investimento em outras áreas. Quem mais quer acelerar a vacinação sou eu”, afirmou.

    Nesse processo de aceleração da imunização, os grupos que estão na expectativa para serem vacinados não escondem a ansiedade. O professor de química Jefferson Ribeiro, 24 anos, só espera o sinal verde da escola particular onde trabalha para se dirigir ao posto de vacinação. É que, após decisão judicial, todos os trabalhadores da Educação estão sendo vacinados em Salvador. “Eu tenho asma. É verdade que há algum tempo não tenho crise, felizmente, mas não quero ficar desprotegido”, disse Jefferson.

    Mesmo podendo retornar às atividades presenciais desde a segunda-feira (03), a escola em que o professor leciona decidiu manter o ensino remoto, por enquanto. “Eu prefiro estar na sala de aula do que ter que fazer aula online, pois no virtual eu não consigo perceber se o aluno está entendendo bem. Gosto de ficar em pé no quadro, algo mais tradicional mesmo. Mas para isso, tenho que estar vacinado com as duas doses”, disse.

    Para ficar imunizado, tem de tomar duas doses
    O desejo do professor Jefferson em tomar logo as duas doses de vacina e completar seu esquema vacinal é o que deve ser feito por todo mundo, indicam os especialistas. Até essa semana, Salvador vinha imunizando a população apenas com duas vacinas: a CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria, no Brasil, com o Instituto Butantan; e a da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford e envazada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em território brasileiro.

    Agora, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) conta também com doses da vacina produzida pela empresa americana Pfizer junto com a alemã BioNTech. Foram 26.910 doses que desembarcaram na Bahia na segunda-feira (03). Todas ficaram em Salvador e desde a terça, 04, estão sendo aplicadas na população. O intervalo adotado em Salvador para a aplicação da segunda dose da Pfizer é de 90 dias.

    No total, 254.847 pessoas de Salvador já completaram todo o esquema vacinal, tomando a primeira dose e o reforço, segundo os dados desta quarta, 05, do Vacinômetro municipal. Já a Bahia ultrapassou a marca de 2,5 milhões de baianos que tomaram a primeira dose, o que representa quase 17% da população do estado. Outros 1,2 milhão de baianos completaram o esquema vacinal com as duas doses (veja no final do texto a lista de pessoas que já podem ser imunizadas na capital baiana).

    Salvador segue sem CoronaVac
    A CoronaVac é a única vacina que está em falta em Salvador, desde a terça-feira (4). Segundo o prefeito Bruno Reis, nesta quinta-feira, 06, um novo lote com 50 mil doses desse imunizante vai desembarcar na Bahia e Salvador ficará com 10 mil doses. A quantidade não é suficiente para atender as 65 mil pessoas que estão na fila para tomar a 2ª dose e estão com o prazo adiado. “Até o dia 1º de maio nós conseguimos aplicar a segunda dose com base no cartão. De lá pra cá tivemos que reduzir por letras”, lamentou o prefeito, que culpou o Ministério da Saúde por ter causado o problema.

    “Sempre fazíamos a retenção de 50% das doses. Mas tiveram as remessas dos lotes 8, 9 e 10 que o governo federal autorizou aplicar 100%, garantindo que, na data de vencimento, teria mais vacina para aplicar a segunda dose. Assim fizemos e essas doses não chegaram”, afirmou.

    Segundo Burno Reis, Salvador ficou 18 dias sem receber qualquer dose de CoronaVac. O último lote foi no sábado, 30 de abril, com apenas 3 mil doses. “Os municipios ficam com a pior parte. Somos os que têm mais responsabilidades e menos autonomia. Se o governo federal disse que 100% das doses poderiam ser aplicadas e que eles garantiriam a vinda da segunda, o que a gente iria fazer? Se tivéssemos retido, iriam questionar se era uma decisão política. A gente tem que seguir o Ministério da Saúde, cumprir o que foi determinado”, apontou.

    Só para segunda dose
    Por causa da fila para a segunda dose de CoronaVac em Salvador, a prefeitura interrompeu a aplicação desse imunizante como primeira dose. A meta, segundo o prefeito, é só voltar a usar a CoronaVac quando todo o público que aguarda a 2ª dose for imunizado.

    “Nós esperamos que cheguem mais doses e todas que chegarem serão usadas exclusivamente para as segundas doses. Nós só vamos voltar a aplicar a primeira dose da CoronaVac depois que zerar essa fila de pessoas que não estão recebendo na data correta”, disse.

    Atualmente, o número de pessoas que aguardam a segunda dose em Salvador, segundo o levantamento do CORREIO com a SMS, é de 65 mil pessoas. Caso haja mais atrasos no envio de novas ampolas, o número de ameaçados de atrasar o esquema vacinal pode chegar a 86 mil pessoas, considerando as pessoas que estão programadas para serem imunizadas até segunda,10 de maio.

    Quem já pode ser imunizadas em Salvador?
    *Idosos com 60 anos ou mais de idade nascidos até o dia 31 de dezembro de 1961.
    *Pessoas com todas as comorbidades elencadas no Plano Nacional de Imunização com idade igual ou superior a 40 anos.
    *Pessoas com transtorno Intelectual severo e moderado, entre elas as pessoas com Espectro Autista, com idade entre 18 e 59 anos,
    *Pessoas com 55 anos ou mais de idade com deficiência permanente e cadastro ativo para o recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC)
    *Imunossuprimidos com idade entre 18 e 59 anos
    *Pessoas com síndrome de down com idade entre 18 e 59 anos
    *Pacientes em hemodiálise
    *Pacientes transplantados
    *Trabalhadores da saúde e autônomos
    *Doulas
    *Trabalhadores da limpeza urbana com 40 anos ou mais que atuem em Salvador
    *Trabalhadores do ensino superior das redes privada e pública de Salvador, com 40 anos ou mais de idade
    *Trabalhadores da educação básica da rede pública e privada com idade igual ou superior a 18 anos
    *Rodoviários com idade igual ou superior a 50 anos
    *Agentes de segurança com idade igual ou superior a 40 anos

  • Candeias recebe 2.800 doses da vacina da AstraZeneca nesta segunda (03)

    A Prefeitura de Candeias, por meio da Secretaria de Saúde, recebeu mais 2.800 doses de vacinas contra Covid-19. Com as novas doses, a campanha de vacinação avança para o público de 59 a 55 anos, com comorbidade comprovada, a partir desta terça-feira (4/5), no ginásio poliesportivo.

    Portadores de doenças crônicas respiratórias, cardíacas, renais e neurológicas, bem como pessoas com diabetes, obesos mórbidos, imunossuprimidos serão vacinados de forma escalonada conforme sua idade.

    As gestantes e puérperas (até 45 dias pós parto) a partir de 18 anos, poderão se vacinar, apresentando as devidas comprovações.

    As pessoas que tenham síndrome de Down e Autismo a partir dos 18 anos podem procurar a Proteger no período da tarde; a vacinação desse público será começará dia 05/05.

    O público de idosos, com idade de 60 anos ou mais também continuará a ser vacinados no ginásio de esportes presencialmente.

    Já na Clínica Proteger, seguirá a modalidade Drive-thru para todas as imunizações.

    De acordo com o secretário de Saúde, Marcelo Cerqueira, além do documento de identidade, cartão de vacinação, comprovante de residência, as pessoas com doenças crônicas devem levar documentos que comprovem também a condição de tratamento. "Deve ser levado o relatório médico que atesta a doença. Exames recentes ou cartão de consulta também podem ser apresentados na hora da vacinação", explicou. Marcelo avisou ainda que não é preciso ir todo mundo de uma vez para os locais de aplicação das vacinas.

    A vacinação contra a gripe para crianças com idade de seis meses a menores de seis anos, puérperas e trabalhadores de saúde continua em todos os postos, com sala de imunização, do município.

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