Quinta-feira, 5 de Agosto 2021
7:28:38am
Quatro 'supostos assassinos' do presidente do Haiti são mortos

Quatro 'supostos assassinos' do presidente do Haiti são mortos

Autoridades do Haiti divulgaram a prisão dos "supostos assassinos" do presidente do Haiti, Jovenel Moïse, nessa quarta-feira (7), na residência oficial. Um porta-voz da Polícia Nacional haitiana disse que as forças de segurança mataram "quatro mercenários" e dois foram presos.

"Os supostos assassinos (de Moïse) foram interceptados pela Polícia Nacional em Pelerin pouco depois das 18h" locais (19h de Brasília), tuitou o vice-ministro das Comunicações, Frantz Exantus, acrescentando que mais detalhes serão fornecidos em breve.

Os suspeitos teriam feito policiais como reféns, durante a operação.

Estado de sítio
A tensão ganhou as ruas do Haiti nesta quarta-feira, 7, horas depois do assassinato do presidente Jovenel Moise, morto a tiros em sua casa na madrugada. O primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, decretou estado de sítio de 15 dias para "assegurar a continuidade do Estado", depois de uma reunião de emergência com o conselho de ministros. Em estado grave, a primeira-dama Martine Moise deve ser transferida para Miami.

Temendo que a crise interna no Haiti se espalhe para a outra metade da Ilha de Hispaniola, a República Dominicana mobilizou tropas para proteger a fronteira. O Conselho de Segurança da ONU deve debater amanhã a crise na ex-colônia francesa.

"Peço que todas as forças da nação nos ajudem na batalha para manter a continuidade do Estado", disse o premiê em comunicado. Joseph garantiu que a Polícia e o Exército tem o controle do país e pediu calma à população.

No pronunciamento, o premiê ainda prometeu uma investigação sobre a morte de Moise e medidas de segurança especiais, entre eles a proibição de reuniões. O governo acredita que Moise foi alvo de um grupo de mercenários, que segundo autoridades locais, falavam espanhol, foi responsável pelo ataque.

Joseph garante estar no comando do país, mas não está claro até onde vai seu poder, nem se há risco de vácuo institucional no país, marcado por sucessivas crises políticas, desastres naturais e intervenções militares nas últimas décadas. "Vamos procurar por harmonia para que o país não colapse no caos", pediu o premiê interino, que seria substituído nos próximos dias, mas se apresentou como chefe de governo à nação.

Presidente vivia momento de contestação
Moïse, ex-empresário que construiu diversos negócios no norte do país, de onde é natural, irrompeu no cenário político em 2017 com uma mensagem de reconstrução.

Ele fez campanha com promessas populistas, mas manteve a retórica mesmo depois de ser eleito em fevereiro de 2017.

O presidente vinha enfrentando forte oposição de setores da sociedade que consideravam seu mandato ilegítimo.

Repercussão internacional
A Casa Branca chamou o crime de "horrível" e disse que os Estados Unidos estão dispostos a ajudar na investigação.

A porta-voz do governo, Jen Psaki, declarou que os Estados Unidos vão "ajudar o povo do Haiti, o governo do Haiti se houver uma investigação", acrescentando que a Casa Branca "ainda está coletando informações" e que o presidente Joe Biden será informado sobre o ataque em breve.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que ficou "chocado" com este "ato hediondo".

Crise política
A instabilidade política no país se acentuou nos últimos meses após as autoridades haitianas terem frustrado uma "tentativa de golpe" de Estado contra o presidente, que teria sido alvo de um atentado mal sucedido em fevereiro.

Na ocasião, mais de 20 pessoas foram presas durante a suposta tentativa de golpe, entre eles o juiz do Tribunal de Cassação - maior instância da Justiça haitiana - Ivickel Dabrésil e a inspetora geral da polícia nacional, Marie Louise Gauthier. "O juiz organizou um complô para dar um golpe de Estado para desestabilizar o país", disse o ministro da Justiça, Rockefeller Vincent.

"Agradeço ao responsável pela minha segurança e pela do palácio. O sonho dessa gente era atentar contra minha vida. Graças a Deus isso não ocorreu. O plano foi abortado", disse Moïse na ocasião

A oposição negou uma tentativa de golpe, mas há meses pressionava pela renúncia de Moïse e pela nomeação de um presidente interino para um período de transição - um dos cotados para ocupar o cargo era justamente o juiz Dabrésil.

Moïse governava o Haiti sem o controle do Legislativo desde o ano passado e dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição. Para eles, o mandato do presidente havia terminado em 7 de fevereiro deste ano. (Com agências internacionais)

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  • Papa Francisco recebe alta após ficar 10 dias internado

    O Papa Francisco, de 84 anos, recebeu alta nesta quarta-feira (14) e deixou a Policlínica Universitária Agostino Gemelli 10 dias após passar por uma cirurgia para retirar parte do cólon. A cirurgia intestinal foi realizada no último dia 4.

    Após deixar o hospital, o carro que transportava o papa parou antes de entrar no Vaticano para que Francisco cumprimentasse policiais. Depois, ele voltou para o veículo.

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    O primeiro-ministro Claude Joseph afirmou em comunicado que o assassinato de Moise foi um "ato odioso, desumano e bárbaro". "Um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República" por volta da 1h e "feriu mortalmente o chefe de Estado".

    O premiê pediu à população "que se acalme" e afirmou que "a situação da segurança no país está sob o controle da Polícia Nacional haitiana e das Forças Armadas do Haiti". "Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação".

    Em fevereiro deste ano, autoridades do país disseram ter frustrado uma "tentativa de golpe" de Estado contra o presidente, que teria sido alvo de um atentado mal sucedido. Mais de 20 pessoas foram presas na época.

    Moïse vinha enfrentando forte oposição de setores da sociedade que consideravam seu mandato ilegítimo. Nos últimos quatro anos, por exemplo, devido à pressão política, o país teve sete primeiros-ministros e uma nova troca estava programada. Joseph estava seria substituído esta semana após três meses no cargo.


    Crise política
    A instabilidade política no país se acentuou nos últimos meses após as autoridades haitianas terem frustrado uma "tentativa de golpe" de Estado contra o presidente, que teria sido alvo de um atentado mal sucedido em fevereiro.

    Na ocasião, mais de 20 pessoas foram presas durante a suposta tentativa de golpe, entre eles o juiz do Tribunal de Cassação - maior instância da Justiça haitiana - Ivickel Dabrésil e a inspetora geral da polícia nacional, Marie Louise Gauthier. "O juiz organizou um complô para dar um golpe de Estado para desestabilizar o país", disse o ministro da Justiça, Rockefeller Vincent.

    "Agradeço ao responsável pela minha segurança e pela do palácio. O sonho dessa gente era atentar contra minha vida. Graças a Deus isso não ocorreu. O plano foi abortado", disse Moïse na ocasião

    A oposição negou uma tentativa de golpe, mas há meses pressionava pela renúncia de Moïse e pela nomeação de um presidente interino para um período de transição - um dos cotados para ocupar o cargo era justamente o juiz Dabrésil.

    Moïse governava o Haiti sem o controle do Legislativo desde o ano passado e dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição. Para eles, o mandato do presidente havia terminado em 7 de fevereiro deste ano.

    Para além da crise política, os raptos para resgate têm aumentado nos últimos meses, refletindo a crescente influência de grupos armados no país. O Haiti também enfrenta pobreza crônica e catástrofes naturais recorrentes. (Com agências internacionais).

  • Ataque a tiros deixa pelo menos 11 mortos em escola na Rússia

    Ao menos 11 pessoas morreram durante um ataque a tiros a uma escola em Kazan, na região central da Rússia, nesta terça-feira, 11. Agências de notícias russas apontam que um dos atiradores foi morto pelas forças de segurança, enquanto o outro foi detido. "O segundo agressor que atacou a escola em Kazan e que estava entrincheirado no edifício foi morto", declarou uma fonte policial à agência de notícias Tass. Um adolescente, suspeito de ser um dos autores dos tiros, foi detido pela polícia. A identidade dos criminosos não foi informada ao público até o momento.

    O governador da República do Tartaristão, que tem Kazan como capital, Rustam Minnikhanov, afirmou que sete estudantes da oitava série, quatro do sexo masculino e três do sexo feminino, estão entre os mortos. Outras 12 crianças e quatro adultos foram hospitalizados.

    Segundo ele, uma investigação está em andamento, mas não foram identificados outros cúmplices até o momento. Ainda não está claro qual foi o motivo do ataque.

    Testemunhas relataram que ouviram uma explosão dentro da escola, seguida por muita fumaça. Uma professora confirmou que estava na aula, quando ouviu a explosão e o barulho de tiros.

    Imagens exibidas por emissoras de televisão mostram dezenas de pessoas do lado de fora do centro de ensino, que foi isolado por policiais e bombeiros. Oficiais de polícia disseram que algumas crianças foram retiradas do prédio imediatamente, mas algumas foram mantidas no local. Medidas de segurança adicionais foram implementadas em todas as outras escolas de Kazan e dos arredores, segundo autoridades.

    O Kremlin se pronunciou após o ataque à escola de Kazan. O porta-voz do governo russo, Dmitri Peskov, afirmou que o presidente Vladimir Putin ordenou que as regras de porte e posse de armas no país passem por uma revisão.

    "O presidente ordenou que se elabore urgentemente um novo marco sobre o tipo de armas autorizadas para circulação entre a população civil, tendo em conta o modelo", disse Peskov.

    Imagens e vídeos compartilhados nas redes sociais mostram supostamente a escola momentos após o ataque, com veículos do serviço de emergência estacionados em frente ao local e pessoas correndo em direção ao prédio. Outros vídeos mostram escombros dentro do edifício e supostos estudantes pulando das janelas em meio ao tiroteio.

    Tiroteios em escolas são raros na Rússia. Um dos últimos grandes episódios desse tipo ocorreu em 2018 na Crimeia, anexada à Rússia, quando um estudante de uma faculdade matou 19 pessoas antes de apontar sua arma contra si mesmo.

    Kazan é a capital da República do Tartaristão, região de maioria muçulmana que integra a Federação da Rússia, e está localizada a cerca de 725 km a leste de Moscou. (Com agências internacionais).

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