'Com ele foi um pedacinho de mim', diz avó de jovem morto em chacina no Uruguai

'Com ele foi um pedacinho de mim', diz avó de jovem morto em chacina no Uruguai

Enquanto o corpo de Deivison da Conceição Santos, 18 anos, não chegava para o sepultamento previsto para as 10h desta quinta-feira (14), parentes e amigos aguardavam na entrada do cemitério municipal de Periperi, entre eles avó do rapaz, Lucilene Antônia Maria da Conceição, 64. A idosa, que o criou desde pequeno, desabafou ao lembrar do neto, morto na chacina do Uruguai. "É uma dor grande, sem limites. É um pedacinho de mim que se foi", declarou.

Tio de Deivison, William Silva Santos falou da dor pela morte do rapaz e os paredões. "A família está desolada, uma fatalidade com um jovem por causa de um paredão. A gente fica arrasado porque a gente quer que os jovens cresçam, que sejam alguém na vida, mas aí essas festas os atraem para a morte. Nesses paredões as músicas incentivam a promiscuidade e o uso de drogas. Não tem como num lugar desses colher bons frutos. Acredito que nem a polícia e nem o governo vão acabar com essa praga, infelizmente".

Pediu para não ir
“Ele morava com os avós e saiu de casa pouco antes de tudo ter acontecido. A avó ainda pediu para ele não ir por causa do horário, mas por ser maior, ele saiu. Eu estava dormindo na hora e só acordei com o som dos tiros. Nossa casa fica a 100 metros de onde a festa acontecia”, conta a mãe de Deivison.

Segundo ela, Deivison, que era seu filho mais velho, fazia supletivo e trabalhava em uma oficina. Logo após ter acordado com o som dos tiros, a mãe recebeu a notícia de que seu filho tinha sido baleado. “Quando eu cheguei na praça, ele já estava morto. A polícia já estava lá também. Eles me trataram super bem. Os policiais me deram palavras de apoio e incentivo”, relata.

A mãe ainda conta que Deivison era vizinho e amigo de Alexsandro, outra vítima do atentado. “Foram garotos que nunca se envolveram em nenhuma situação de desrespeito. Infelizmente, eles estavam na hora errada, no lugar errado. É complicado, mas quem nos sustenta é Jesus. Quando a gente pensa que não vai aguentar, é ele quem ampara”, disse.

Mais despedidas
Na manhã desta quinta-feira (14), também aconteceram os enterros de Adriane Oliveira Santos, 20 anos, e Alexsandro Santos Seixas, 16 anos, no cemitério de Plataforma.

"Ela tinha um salão de beleza lá mesmo no Uruguai. Começou a trabalhar desde cedo depois fazer um curso de cabeleireira. Deixou um menino de três anos. Como todo jovem, gostava de festas e era brincalhona", declarou o porteiro Everaldo Nascimento, 49, padrinho de um dos irmãos de Adriane. A avó da jovem passou mal e precisou ser carregada após o sepultamento. Antes de desmaiar, dona Irene repetia inúmeras vezes: "Perdi minha neta, meu Deus! Que dor".

A família de Alexsandro também estava bastante emocionada. "Deus está me dando forças para aguentar tudo isso. Quando soube (da morte), peguei a Bíblia, onde a fé me consola", declarou o pai de Alexsandro, o auxiliar de serviços gerais que, após o sepultamento, permaneceu ao lado da cova do filho.

Já a mãe do rapaz, Alcione, deixou o local amparada, sem forças para caminhar. "O que foi que eu fiz para merecer isso? Deus é quem está me mantendo em pé", disse ela enquanto deixava o cemitério. Ela chegou a dizer para um amigo que chegou a molhar algumas roupas do filho em uma tentativa de evitar que ele fosse ao paredão.

Vítimas
O crime aconteceu na madrugada dessa quarta-feira (13), deixando um saldo de 12 feridos e seis mortos. Todos estavam no paredão que acontecia na Travessa Oito de Dezembro, na localidade conhecida como Pistão. Moradores contaram que os tiros começaram já no final da festa, após uma discussão entre os participantes. Os tiros duraram menos de cinco minutos, mas como a festa estava cheia, muitas pessoas foram atingidas - a maioria com menos de 30 anos.

Os demais mortos na ação foram identificados como Adriane Oliveira Santos, Brenda Buri da Silva, Alexsandro Santos Seixas, de 16 anos, Jailton Sales dos Santos e Kadson dos Santos Passos.

Tiros
O tiroteio assustou quem mora no bairro. "Todo mundo que foi baleado não mora aqui. Essa rua é super tranquila. Agora, as pessoas estão com medo de vir aqui por causa disso", disse outro morador da rua, que é rodeada de casas e de alguns estabelecimentos comerciais, como bares, lojas de roupas, vidraçarias e oficinas mecânicas. "A maioria dos baleados tinha 30 (anos) para baixo. Na festa havia muito adolescentes", contou uma moradora.

Segundo informações da Polícia Civil, testemunhas relataram que um grupo armado chegou ao local onde acontecia uma festa do tipo “paredão” e efetuou vários disparos.

De acordo com a Polícia Militar, equipes da 17ª Companhia da PM (CIPM/ Uruguai) faziam rondas no local quando moradores relataram o tiroteio.

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  • Surto de covid-19 em Hospital de Itabuna infecta 17 pacientes

    Um surto de covid-19 foi identificado na Enfermaria B do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), na cidade de Itabuna, no sul da Bahia. Na última segunda-feira (22), 38 testes de antígenos e RT-PCR foram realizados e 17 tiveram resultado positivo para a doença. A prefeitura do município afirma que o surto foi contido e isolado, a partir de um plano de contingência.

    Desde a confirmação dos casos, a direção da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi), mantenedora do hospital, isolou os pacientes positivos dos demais, intensificou as medidas protetivas e diminuiu o fluxo de acompanhantes e estudantes. Segundo a Fasi, todos os pacientes são testados antes do internamento e realização de cirurgias.

    Ainda não se sabe o que teria dado início a transmissão do vírus, se a doença foi disseminada por um acompanhante ou por um profissional. Não há informação precisa de quando os testes foram realizados, mas uma investigação foi iniciada para tentar elucidar o ocorrido.

    O caso em Itabuna é mais um que surge no momento em que o estado apresenta surtos de covid-19, que não vinham sendo registrados recentemente. Na quarta-feira da semana passada (17), o Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, registrou, pelo menos, 18 casos de infecção por covid-19. Devido às contaminações, que foram identificadas na emergência da unidade, pacientes tiveram que ser transferidos e a visitação foi suspensa.

    Nesta quinta-feira (25), o CORREIO publicou uma denúncia de uma moradora de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, sobre um suposto surto de coronavírus que estaria ocorrendo entre funcionários de quatro instituições de ensino municipal da cidade. Segundo ela, a gestão municipal estaria tentando abafar os registros positivos. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Camaçari confirmou casos da doença em duas instituições.

  • Eleita nesta quarta, Daniela Borges será a primeira mulher a presidir a OAB-BA

    A advogada Daniela Borges, da chapa União pela Advocacia, será a primeira mulher a presidir a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA). A eleição aconteceu nesta quarta-feira, 24, das 9h às 17h, em 104 seções eleitorais, 50 em Salvador e 54 no interior. Foi a primeira vez na história que a eleição para a diretoria da entidade contou com candidatas à presidência.

    Até o fechamento desta edição, 95 das 104 seções tinham sido apuradas , restando ainda 9 no interior. Os dados parciais, até às 22h desta quarta, mostram que a chapa vencedora obteve 4.827 votos (46.38%). Em segundo, ficou a chapa OAB de Coração, com 3.933 votos (37.79%), seguida de OAB para Valer, com 514 votos (4.94%) e Liberta OAB, com 357 votos (3.43%). Os votos nulos somaram 465 (4.47%).

    A chapa vencedora, União pela Advocacia, tinha Daniela como candidata à presidência e, para vice, Christianne Gurgel. Daniela é mestra em Direito Tributário, professora da Universidade Federal da Bahia e da Faculdade Bahiana de Direito, Conselheira Federal e presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada. Suas principais propostas são garantir uma melhor remuneração para os advogados e melhorias do judiciário.

    A nova diretoria tomará posse em janeiro de 2022 para liderar a OAB-BA pelos próximos três anos. Ontem, também foram eleitos os membros do Conselho Seccional e de sua Diretoria, dos Conselheiros Federais, da Diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados e das Diretorias das Subseções (veja os nomes dos eleitos no final da reportagem).

    Outras candidaturas

    A eleição contou com quatro chapas, sendo duas delas encabeçadas por mulheres. Na OAB de Coração, a candidata à presidência foi Ana Patrícia Dantas Leão e à vice-presidência, Carlos Tourinho. Ana Patrícia é especialista em Direito Processual Civil e já foi duas vezes vice-presidente da OAB-Bahia. A principal proposta era a reestruturação do poder judiciário desoneração fiscal do TJ, extinção das varas de substituição, reativação das comarcas, valorização de honorários profissionais e isenção da anuidade para jovens advogados.

    O candidato à presidência pela chapa Liberta OAB, Ricardo Nogueira, tinha como candidata à vice Tatiana Fernandes Chaves. Ricardo é pós-graduado em Direito Público, foi membro da Associação Comercial da Bahia (ACB) e, hoje, integra a diretoria do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHBa). A principal proposta era reduzir a anuidade da OAB-BA de R$ 850 para R$ 500, juntamente com a reabertura dos fóruns e a reformulação das comissões do órgão.

    A quarta chapa era a OAB Para Valer, com o candidato à presidência Dinailton Oliveira e como candidata à vice D’jane Santos Silva. Dinailton é doutorando em Direito Público e já foi presidente da OAB-Bahia entre 2004 e 2006. A principal proposta da chapa era abrir a OAB para todos os advogados e para a sociedade, além da reestruturação do poder judiciário.

    Dia de votação

    A estimativa era de que mais de 27 mil advogados comparecessem às urnas. A votação aconteceu no novo Centro de Convenções, em Salvador, e em mais 42 endereços distribuídos nas 36 Subseções do interior do estado.

    Na entrada do Centro de Convenções havia música e uma grande concentração de pessoas. Tinha gente com camisa personalizada, adesivos, bandeiras e balões em apoio às candidatas Ana Patrícia Leão e Daniela Borges. Era praticamente impossível chegar até a seção de votação sem um adesivo colado no corpo e até o homem-aranha marcou presença. Uma pessoa fantasiada dançava e animava advogados que chegavam para votar.

    Advogada há 10 anos, Camila Dantas, 33, diz que ficou surpresa com a proporção que a eleição de 2021 tomou. “Mas eu não acho que isso seja ruim, só espero que, além do quantitativo, seja grande também em qualidade porque o que tanto motiva esses candidatos a buscarem o cargo de presidência é a pergunta de um milhão de reais; eu acredito que alguns têm um projeto pessoal de poder e dominação e outros buscam a mudança e melhoria”, diz.

    Também advogado há 10 anos, Fábio Soares, 46, ressaltou a importância de ir votar com consciência. “A eleição serve para direcionar o nosso futuro com relação à advocacia. Então é importante que as pessoas se engajem para que a gente possa eleger o melhor representante possível. Algumas pessoas querem chegar ao cargo para ‘aparecer’ e outras realmente estão querendo melhorar o cenário que temos, então é preciso saber identificar quem é quem e fazer a escolha certa”, opinou.

    Eleição teve confusão desde as pré-candidaturas

    Toda a eleição da OAB-Bahia de 2021 foi marcada por acusações e polêmicas entre os postulantes desde a pré-candidatura. A atual vice-presidente e candidata a presidente Ana Patrícia Leão foi acusada de trair o grupo ao qual pertencia quando decidiu lançar sua pré-candidatura. A chapa também teve o comitê principal da campanha vandalizado na madrugada de 1º de novembro, no Rio Vermelho, em Salvador.

    Sobre os ataques, Ana Patrícia comentou: “Eu nunca aceitei ser um símbolo ou uma fotografia, sempre quis que a mulher tivesse um espaço de poder real e por isso eu fui contra àqueles que têm um discurso de valorização da mulher, mas, na verdade, querem elas sentadas e aguardando o convite da vez delas. Quiseram taxar isso como traição, tratar de forma raivosa o que é independência e liberdade”, disse.

    Outra acusação foi a de que a campanha de Ana Patrícia teria recebido investimentos do grupo do ex-presidente da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Côelho e permitido uma interferência indevida do âmbito do Judiciário, com pedidos de juízes e desembargadores a advogados para votarem em Ana Patrícia.

    “Essas acusações são machistas. Dizem que a minha campanha teve financiamento de homens, não aceitam que uma mulher tenha condições de ter um grupo, de criar uma oposição competitiva e responsável. Eu desafio que deem o nome de um político ou um juiz que me apoie financeiramente; não é quem está nas minhas fotos; isso é uma covardia tentar destruir a minha imagem e história com fake news”, se defendeu.

    A Chapa OAB de Coração, liderada por Ana Patrícia e pelo advogado Carlos Tourinho, pediu a cassação do registro do grupo da situação, representado por Daniela Borges. De acordo com a acusação, a chapa de Daniela teria cometido fraude eleitoral no momento em que admitiu a inscrição da advogada Dandara Amazzi Lucas Pinho na chapa. Dandara seria servidora comissionada da Câmara Municipal de Salvador e não estaria exonerada no momento que foi inserida na disputa. Também foi registrada, por esse motivo, impugnação da chapa de Daniela.

    Daniela Borges comentou o caso. “Eu acho lamentável que a gente tenha visto nessa eleição tantos episódios de ataques, tantas fake news. Foram trazidas para as eleições institucionais práticas da mais rasteira política eleitoral, inclusive com ataques pessoais a candidatos e apoiadores da nossa chapa. Chego até aqui com a certeza de que fizemos uma campanha ética e propositiva, que é o que a advocacia baiana merece”, colocou.

    No dia 7 de novembro, um conteúdo de campanha eleitoral foi publicado na conta da OAB Bahia no Instagram. O card citava supostas propostas da chapa da candidata Daniela Borges e ficou no ar por cerca de meia hora. Além disso, a chapa de Daniela encaminhou propaganda para advogados inscritos na OAB. O ato foi apontado como irregular já que é proibida a utilização de banco de dados da instituição.

    “Sobre a postagem no Instagram, a nossa chapa não tinha nenhum interesse nessa publicação, pelo contrário, nossa imagem foi prejudicada e isso já está sendo apurado pela Polícia Federal; somos os maiores interessados de que o responsável seja identificado. Com relação aos e-mails, a norma autoriza esse envio e nós não obtivemos os e-mails da OAB porque uma boa parte nem recebeu, nós construímos um mailing por nossa conta e isso é permitido”, rebateu Daniela.

    As polêmicas não param por aí. De acordo com o site Juri News, a OAB Nacional pagou mais de R$ 220 mil em aluguel para o até então vice-presidente da OAB Bahia, Luiz Viana Queiroz, em Brasília, que era candidato a conselheiro federal na chapa União pela Advocacia, de Daniela Borges.

    Em sua defesa, Queiroz disse que, quando eleito para a diretoria do Conselho Federal, foi o único dos diretores que se disponibilizou a residir em Brasília e, por isso, o órgão arcou com suas despesas de residência na capital federal. Ele ainda acrescentou que não está lotado no gabinete da representação do governador da Bahia na capital federal. Ele continua lotado na procuradoria judicial do Estado, estando em exercício cumulativo em Brasília.

    O candidato Dinailton Oliveira afirmou que registrou impugnação das chapas de Ana Patrícia e de Daniela Borges por abuso de poder econômico. Ele contesta os valores gastos com as campanhas. “Essa está parecendo uma eleição de governador e presidente da república, com carro de som, bandeirola, balão, flores. Eu confesso que nunca vi uma eleição como essa e já registramos impugnação das duas chapas”, afirmou.

    Segundo o presidente da Comissão Eleitoral, Ademir Ismerim, os registros de impugnação serão julgados. “A comissão vai intimar as chapas para que elas possam se defender. A partir daí, a comissão vai tomar uma decisão”, afirmou.

    Confira os nomes de todos os eleitos:

    Diretoria
    Presidente: Daniela Borges
    Vice-presidente: Christianne Gurgel
    Secretária-geral: Esmeralda Oliveira
    Secretário-geral adjunto: Ubirajara Ávila
    Tesoureiro: Hermes Hilarião

    Conselho Federal
    Fabrício Castro
    Luiz Coutinho
    Luiz Viana
    Mariana Oliveira
    Marilda Miranda
    Silvia Cerqueira

    CAAB - Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia
    Maurício Leahy
    Cleia Costa dos Santos
    Ilana Campos
    René Viana
    Filipe Reis
    Juliana Camões
    Vanessa Lopes
    Marcos Bonfim

     

  • Filhos de Flordelis são condenados por assassinato do Pastor Anderson

    Dois filhos da ex-deputada federal Flordelis dos Santos Souza foram condenados nesta quarta-feira, 24, por envolvimento no assassinato do pastor Anderson do Carmo. Ele, que foi morto a tiros em junho de 2019, era marido da ex-parlamentar, acusada de ser mandante do crime.

    O Tribunal do Júri de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, condenou Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico da pastora Flordelis, a 33 anos 2 meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente fechado por homicídio triplamente qualificado consumado, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento ideologicamente falso e associação criminosa armada. Ele foi denunciado como quem disparou contra Anderson na noite do homicídio.

    Durante o julgamento, ele exerceu o direito de permanecer calado Antes, o filho biológico havia confessado ter sido autor dos tiros que mataram Anderson do Carmo, em vídeo gravado na delegacia. Depois ele negou o crime e afirmou ter sido obrigado a confessar.

    Já Lucas Cézar dos Santos Souza, filho adotivo e acusado de comprar a arma do crime, foi condenado a sete anos e meio por homicídio triplamente qualificado. Ele teve sua pena foi reduzida, porque colaborou com as investigações. No julgamento, disse que o irmão queria acabar "com o sofrimento da mãe".

    O júri, presidido pela magistrada Nearis dos Santos de Carvalho Arce, titular da 3ª Vara Criminal de Niterói, teve 15 horas de duração e ouviu oito testemunhas. Flávio e Lucas são os primeiros acusados do crime a serem julgados.

    Outras dez pessoas, inclusive a própria Flordelis, também respondem pelo mesmo assassinato, mas esses julgamentos ainda não têm data marcada.

    Ela recorre ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a acusação.

    Flordelis teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados, em agosto do ano passado. Desde o início das investigações, alega que não teve nenhum envolvimento com o assassinato do marido, que tinha 42 anos quando foi morto.

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