Sábado, 8 de Maio 2021
12:56:56pm
O Jornal da Cidade

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Ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto disse hoje (07) que a Bahia precisa retomar o papel de liderança na região Nordeste. Em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A Tarde FM, Neto afirmou ainda que o estado deve "agir com doses de ambição" ao olhar e pensar sobre o futuro.

"Claro que não vou dizer que está tudo errado (em relação ao atual governo estadual). Não irei fazer isso, porque há coisas certas e erradas, e não tem porque ficar só criticando. Mas claro também que podemos ser muito mais. A Bahia precisa voltar a ser a locomotiva do Nordeste e, para isso, vai ser fundamental ter uma visão estratégica para pensar fora da caixa, agir com doses de ambição para ter uma outra perspectiva de futuro", declarou.

ACM Neto, que ainda não se coloca oficialmente como pré-candidato ao governo da Bahia, embora admita que esse é o único projeto para 2022, afirmou que vai intensificar as viagens ao interior a partir deste mês. O democrata deverá, por exemplo, passar ao menos dois dias na região da Chapada Diamantina.

"Nossa ideia é, com a redução do número de casos do novo coronavírus, não parar mais. Vamos confirmar o diagnóstico dos problemas da Bahia e pensar soluções e alternativas para o futuro, colhendo a contribuição da população. Isso não é antecipação de campanha. Queremos agora debater caminhos", ressaltou.

ACM Neto disse que a Bahia não pode ser tratada como um único estado do ponto de vista político. "Cada região vive seu próprio drama, e tem uma solução própria para que se possa dar o salto de desenvolvimento olhando para o futuro. Como prefeito de Salvador, uma das coisas que fiz foi apostar na descentralização, encarando a realidade de cada região administrativa da cidade de forma diferente. E a Bahia precisa disso, de uma perspectiva mais equilibrada de desenvolvimento, descentralizando as oportunidades".

A Arábia Saudita anunciou a suspensão de importações de carnes de aves e produtos derivados de sete unidades da JBS e outros quatro frigoríficos brasileiros. De acordo com comunicado publicado no site oficial da Saudi Food & Drug Authority (SFDA), a agência governamental que regula alimentos e medicamentos no país, as restrições começarão a valer a partir do dia 23 deste mês. O motivo não foi informado.

Da JBS, serão vetadas as compras das unidades de aves que ficam localizadas em Passo Fundo e Montenegro, e de plantas da Seara Alimentos de Brasília, Campo Mourão, Amparo, Ipumirim e Caxias do Sul. Acionada pela reportagem, a JBS afirmou em nota que procurou a Saudi Food and Drug Authority (SFDA), autoridade sanitária do governo da Arábia Saudita, para dialogar e entender as motivações para o bloqueio das exportações de carne de frango para o país. "A produção antes destinada à Arábia Saudita já foi redirecionada para outros mercados", segundo a empresa.

As outras proibições são referentes à importação de produtos de três fábricas da Vibra Agroindustrial S/A e uma da companhia Agroaraçá Alimentos.

Surpresa

O Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores afirmam que receberam com "surpresa e consternação" a decisão da Arábia Saudita de suspender as importações de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros. Em nota publicada no site oficial, após acionadas pela reportagem, as pastas comentam que não houve nenhum contato prévio das autoridades sauditas - e que ainda não estão claras as justificativas para as proibições

O documento também diz que o governo brasileiro já está em contato com a Arábia Saudita e com a embaixada do país em Brasília para esclarecer a informação. "Todas as vias bilaterais e multilaterais serão empregadas com vistas à pronta resolução da questão. Caso se comprove a interposição de barreira indevida ao comércio, o Brasil poderá levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC)."

Os ministérios acrescentaram que o Brasil obedece a todos os requisitos sanitários estabelecidos pelo mercado da Arábia Saudita e "reitera os elevados padrões de qualidade e sanidade seguidos por toda nossa cadeia de produtos de origem animal, assegurados por rigorosas inspeções do serviço veterinário oficial".

A decisão do governo saudita consta em documento publicado nesta quinta-feira (6) no site oficial da Saudi Food & Drug Authority (SFDA).

Arábia Saudita suspende importações de 11 frigoríficos brasileiros

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em junho podem sacar, a partir de hoje (7), a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 18 de abril.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro podia ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras
Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

Reabertura das praias, redução do horário limite do toque de recolher e volta às aulas presenciais. O aumento da mobilidade da população baiana por causa de medidas como essas chamou a atenção do cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, coordenador na Rede Análise Covid-19. Segundo seus cálculos, o estado ainda vive um momento que preocupa, com tendência de aumento de notificações de novos casos e uma possibilidade real de vivermos a chamada “terceira onda”, com maior circulação do vírus durante o inverno.

“Se a gente analisa com base nos dados, percebemos que o Brasil sempre teve pico de síndrome respiratória aguda grave nessa estação [inverno], pois o comportamento das pessoas muda em temperaturas baixas. No frio, não tem como deixar janela aberta ventilando no ônibus, por exemplo. Temos hábitos e comportamentos que favorecem a transmissão de doenças respiratórias”, explicou o cientista.

Natural e morador de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, Isaac é formado em processos gerenciais e trabalha como consultor empresarial em gestão de riscos em projetos. Começou a fazer as análises da pandemia de forma voluntária. “Era o que eu já fazia no meu trabalho”, lembra. A qualidade chamou a atenção de colegas que o convidaram a fazer parte da Rede Análise Covid-19.

“Em setembro, alertei sobre a possiblidade da segunda onda no Brasil e, em dezembro, sobre a possibilidade de o país atingir mais de 3 mil mortes diárias em 2021”, recorda. Dessa vez, ele considera a possibilidade de uma terceira onda no país como algo real. “A única maneira de não ser real é se a gente tivesse esgotado a quantidade de pessoas suscetíveis ao vírus e não ter mais ninguém apto a pegar a doença”, diz.

Através de diversos dados, como a geolocalização do Google Mobility e a quantidade de pessoas reportando sintomas na rede social Facebook, ele consegue observar que o cenário na Bahia é preocupante.

“Houve um pequeno salto no número de notificações de novos casos. Isso é somado com a estabilização na velocidade oficial de notificação e aumento da mobilidade das pessoas, o que acende o alerta. É melhor uma ação agora, quando estamos vendo a fumaça, do que deixar virar um incêndio”, explica.

Quem é - Isaac Schrarstzhaupt é cientista de dados, formado em processos gerenciais e trabalha como consultor empresarial em gestão de riscos em projetos. Começou a fazer as análises de forma voluntária e foi convidado para ser coordenador na Rede Análise Covid-19, composta por cerca de 80 pessoas de diversas áreas, com o objetivo de coletar, analisar, modelar e divulgar dados relativos à covid-19. Isaac alertou, ainda em setembro de 2020, sobre a possiblidade da segunda onda no Brasil e, em dezembro, alertou sobre a possibilidade do país atingir mais de 3 mil mortes diárias em 2021.

“O que eu mais quero é estar errado, é que abra tudo e não subam os casos, mas é o dever dar o alerta. Eu tento fazer não em ritmo de pânico. É mais um alerta com base em dados públicos, disponíveis e que pode qualificar a nossa tomada de decisão”. acrescenta.

Confira a entrevista completa:
Como são feitas as análises?
Primeiro verifico a tendência de mudança na mobilidade da população através do Google Mobility, com dados anônimos coletados do Google que mostram o tráfego de pessoas. Eu uso isso para ver a tendência de mudança. Por exemplo, quando a Bahia decretou fechamento, a mobilidade cai. Na flexibilização, aumenta a mobilidade. Eu comparo isso com a velocidade de notificação oficial de novos casos por dia, o que já é um dado atrasado, infelizmente, pois não corresponde ao início dos sintomas. Mas ao menos com casos notificados eu tenho um ritmo. Eu calculo a taxa de aumento dessas notificações e vejo se tem variação na velocidade de crescimento. Se começo a notar uma aceleração ou desaceleração da queda, a gente liga um alerta.

Outro índice que colabora são os dados da Universidade de Maryland em conjunto com o Facebook. Eles fazem uma pesquisa mundial. Aleatoriamente, sorteiam usuários da plataforma e fazem perguntas relacionadas com a pandemia, como se as pessoas estão sentindo sintomas, quais são e desde quando. Se ela diz que tem tosse, febre e falta de ar, esse dado entra instantaneamente. Não há atraso de notificação. Se começa a aumentar muito o número de pessoas reportando sintomas, ajuda a fortalecer o alerta. No Rio Grande do Sul, por exemplo, que teve um surto forte em fevereiro, o primeiro local que a gente viu o cenário de caos foi nos números de internação em leitos clínicos, que aumentou primeiro do que as notificações de casos. É mais rápido notificar internação. Isso foi em meados de 12 de fevereiro. Já com os dados do Facebook, esse mesmo aumento já tinha aparecido em 30 de janeiro, 13 dias antes.

Por que a situação da Bahia é preocupante?
A Bahia teve um pequeno salto no número de notificações de novos casos. Isso é somado com a estabilização na velocidade oficial de notificação e aumento da mobilidade das pessoas, o que acende o alerta. No caso da velocidade de notificação, que a gente percebe que estabilizou, normalmente, esse é o primeiro passo pré-crescimento. Quando percebo a junção de todos os fatores, vale a pena avisar. É melhor tomar uma ação agora, quando estamos vendo a fumaça, do que deixar virar um incêndio.

Esses dados de mobilidade do Google e a pesquisa do Facebook costumam ser usados na tomada de decisão do poder público?
Eu sei dizer que, no Rio Grande do Sul, eles usam os dados de mobilidade e aparece inclusive no boletim oficial do estado. Eles usam bastante isso. Mas não sei dizer se todos os estados estão usando, pois na maioria dos boletins a gente realmente não vê. E esses dados ajudam bastante. Ele não é necessariamente um modelo epidemiológico, mas um modelo que a gente consegue, através da conjunção de fatores, perceber que uma ameaça está se aproximando.

Mas a vacinação não pode ser um fator que impeça essa ameaça de se concretizar?
A cobertura vacinal tá bem baixinha, insuficiente para evitar uma explosão de casos. Eu torço pela vacina. Precisamos vacinar, mas de forma acelerada. A cobertura vacinal é muito baixa e tem muitas pessoas não cobertas que podem fazer a transmissão. O caso do Chile é um exemplo prático disso. Eles aceleraram a vacinação de maneira absurda, imunizou com as duas doses 95% dos idosos. Só que esses idosos não moram numa cidade isolada. Eles estão misturados numa sociedade com outras pessoas que não estão vacinadas. Ai lá aumentou a mobilidade e houve um surto gigantesco, colapso de hospitais. A diferença é que na faixa etária dos idosos os números não subiram tanto quanto nas outras faixas, mas o sistema de saúde colapsou de todo modo. Não deu para evitar só com a vacina. É bom acelerar, mas a cobertura é baixa para achar que a vacina sozinha vai resolver o problema, uma vez que a gente ainda deixa o vírus trafegar.

Na Bahia, vivemos a abertura do comércio e, consequentemente, aumento da mobilidade. Com base no seu alerta, o que você acha que o poder público deveria fazer?
Infelizmente, foi deixado crescer muito o número de novos casos. O que tem que ser feito é reduzir isso baixando a taxa de transmissão. Tudo que vinha sendo feito para baixar a taxa tinha que continuar até que o número de novos casos fique tão baixo a ponto da vigilância epidemiológica do município e estado conseguir controlar a doença com teste e rastreamento. Por exemplo, o Reino Unido fez isso. Lá aumentou muito os números, eles tiveram que ficar fechados, os índices caíram e agora eles estão flexibilizando, abrindo com calma, com o número de casos baixo, de modo que é possível controlar com teste e rastreamento. Se a gente deixa um número altíssimo de caso e não temos a mínima condição de saber onde estão os doentes, quem são e os contatos deles, e eu aumento a mobilidade, dou chance dos vírus se espalhar e até criar novas variantes, que podem inclusive escapar da vacina.

No seu ponto de vista, a possibilidade de uma terceira onda é real?
Sim, ela é real, pois a única maneira de não ser real é se a gente tivesse esgotado a quantidade de pessoas suscetíveis ao vírus e não ter mais ninguém apto a pegar a doença. A Índia era um local que o pessoal tinha certeza que tinha contaminado praticamente todo mundo e agora eles estão com um surto gigantesco porque eles abdicaram das medidas, tiveram um aumento fortíssimo da mobilidade, algo acompanhado inclusive com declarações do governo de que já tinham vencido a pandemia. O pessoal relaxa, baixa a guarda e dá nisso. Aqui nós temos essa possibilidade sim. Não é o momento de baixar a guarda, pois são muitos novos casos ativos por dia.

O inverno pode contribuir nessa terceira onda?
Eu sou cientista de dados e não trabalho com a parte biológica do vírus. Mas se a gente analisa com base nos dados, percebemos que o Brasil sempre teve pico de síndrome respiratória aguda grave nessa estação, pois o comportamento das pessoas muda em temperaturas baixas. No frio, não tem como deixar janela aberta ventilando no ônibus, por exemplo. Temos hábitos e comportamentos que favorecem a transmissão de doenças respiratórias. Fica mais fácil pegar e transmitir por causa do nosso comportamento. Agora, quando a gente olha a curva da covid, a gente percebe que ela estava seguindo em 2020 uma tendência e bastou aumentar a mobilidade em setembro que 30 dias depois começou a reverter a tendência de queda. Em pleno verão, o pico ficou maior do que tivemos no inverno, o que nunca acontece com a gripe, por exemplo. Então, eu acho que o outono e inverno contribuem na questão comportamental. As pessoas tem hábitos mais propensos para a transmissão da doença. Isso é um ponto que também contribui no alerta dado.

O cenário da Bahia é igual ao do Brasil como um todo?
O Brasil tá praticamente todo na mesma situação. A região que tá melhor é a Norte, pois teve um surto antes dos outros lugares. A mobilidade lá está voltando ao normal e o número de casos parou de cair, mas lá embaixo, não num nível alto, o que é bom. No Rio Grande do Sul, mal começou a cair e já apresentamos uma reversão de tendência. O Brasil como um todo está assim. Isso é preocupante, está aparecendo em vários estados, num país como um todo. A maioria tá nessa mesma onda, em patamares altos e com queda desacelerada. Reverter a tendencia de queda em patamar alto é mais perigoso, pois demora menos tempo para virar um grande surto. É mais gente infectada e demandando hospital. E a doença é rápida, avassaladora.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta quinta-feira (6) que, até agora, a CPI da Covid vem corroborando a tese de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atuou para atrapalhar o enfrentamento da pandemia de Covid-19. A crítica do petista se ancora nos depoimentos prestados pelos ex-ministros da Saúde, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta, de que o chefe do Executivo defendeu, mesmo sem o aval dos dois, teria defendido a estratégia da “imunidade de rebanho” — que prevê que a imunidade se adquire quando uma expressiva parcela da população tiver sido infectada.

“A CPI tá confirmando o que o Brasil já sabia: o presidente atrapalhou o enfrentamento da pandemia. Os depoimentos afirmam que ele atuou pela ‘imunidade de rebanho’, acreditando que a tendência seria o vírus parar de contagiar. Errou! Há variantes e mais de 414 mil vidas perdidas!”, escreveu Jaques Wagner em sua conta no Twitter.

Ao depor na CPI na terça (4), Mandetta afirmou ter a “impressão” de que o governo buscava a imunidade de rebanho como estratégia para vencer a pandemia. “A impressão que eu tenho era que era alguma coisa nesse sentido, o principal convencimento, mas eu não posso afirmar, tem que perguntar a quem de direito”, afirmou o ex-ministro, que disse sempre ter se balizado pela ciência.

Na quarta (5), Nelson Teich, por sua vez, disse que, pelo menos durante sua gestão, “isso [imunidade de rebanho] nunca foi colocado como uma estratégia”.

 

A Prefeitura de Candeias, por meio da Secretaria de Saúde, deu início à vacinação de pessoas com síndrome de down e autismo, na manhã desta quarta-feira (5/5), no Espaço Querer Bem, que é a clínica especializada no tratamento destes pacientes. O prefeito, Dr. Pitágoras Ibiapina, e o secretário de Saúde, Marcelo Cerqueira, estiveram presentes para acompanhar o ato inicial. A imunização deste público segue agora na Clínica de Imunização Proteger.

Émerson dos Anjos, de 22 anos, foi a primeira pessoa com autismo a ser vacinada em Candeias. A mãe de Emerson, Ednalva, falou que o progresso do filho com os tratamentos na clínica, foi mostrado na hora da imunização. "É dupla felicidade, porque antes, era difícil aplicar uma vacina nele, era um batalhão pra segurar e, agora, não precisou ninguém para vacinar, ele foi corajoso, evoluiu muito", contou ela.

O prefeito parabenizou a equipe do espaço, desde as recepcionistas, as técnicas, psicólogas, neuropediatras, musicoterapêutas, nutricionistas, fonoaudiólogas, dentre os demais profissionais, pelo trabalho dedicado à comunidade e às suas famílias. "Esse é o lugar de acolhimento e cuidado das crianças e jovens com autismo, para que eles possam desenvolver ainda mais", declarou o gestor.

Foram vacinados também no Querer Bem, os jovens Quezia Lago e Luís Puridade. A vacinação dos demais jovens serão na Clínica Proteger a partir da tarde de hoje. Os professores e públicos específicos também são vacinados na clínica de imunização. Já a primeira dose de idosos acima de 60 anos e de pessoas com comorbidades, de 55 a 59 anos, acontece no ginásio de esportes. As pessoas que irão se vacinar devem levar além do documento de identidade, cartão de vacinação, comprovante de residência, o documento atualizado que confirme a condição profissional ou de saúde.

As principais redes de farmácias do Brasil estão preparadas para vacinar 10 milhões de pessoas por mês contra a covid-19. Segundo a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutica (Abrafarma), 5,5 mil pontos de vendas que possuem estrutura para a aplicação de vacinas foram oferecidos ao Ministério da Saúde para reforçar a estrutura de vacinação da população brasileira. Além disso, os 40 centros de distribuição pertencentes a empresas filiadas à associação estão disponíveis para auxiliar na logística de distribuição dos medicamentos.

“Nós estamos oferecendo a nossa estrutura nesta parceria para prestar um serviço para o país. É um apoio que queremos dar neste momento difícil sem nenhum tipo de custo”, explicou ontem o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto. Ele rechaçou a possibilidade de as farmácias comprarem doses para revender. “A fila é única, só tem que andar mais rápido, e queremos ajudar nisso, já informamos isso ao ministério”.

A Abrafarma estima que a operação poderá se iniciar em junho, quando se espera que haja a disponibilidade de um volume maior de vacinas disponíveis no Brasil.

Segundo ele, a entidade já preparou um aplicativo que vai disponibilizar para os consumidores a possibilidade de escolher a farmácia mais próxima de sua residência, além da marcação do horário, para evitar aglomerações.

“Nós sabemos que o SUS (Sistema Único de Saúde) já tem muitos locais para a vacinação, mas com a nossa estrutura e com o Exército, o Brasil poderá chegar com tranquilidade à marca de 2 milhões de doses aplicadas por mês, que é o que o país precisa para retomar um ritmo de normalidade em breve”, avalia. Sérgio Mena Barreto lembrou ainda que as farmácias podem ajudar também no armazenamento das vacinas pois os CDs contam com estruturas para a refrigeração dos imunizantes, uma vez que as redes já lidam normalmente com produtos que precisam de refrigeração.

Em algumas unidades de farmácias na cidade de São Paulo os imunizantes já estão sendo aplicados, graças a um acordo com a prefeitura local.

Em outra frente, o segmento já realizou mais de 6 milhões de testes rápidos. Segundo Mena Barreto, o percentual de resultados positivos vem caindo desde março, mas ainda estão acima da média. O último boletim da Abrafarma indicou que 24% dos testes realizados deram resultados positivos, enquanto a média era de 15%. A comercialização de testes rendeu ao setor aproximadamente 1% do faturamento registrado em 2020. No ano passado, o setor faturou pouco mais de R$ 58 bilhões.

A Abrafarma representa 26 redes de comercialização de medicamentos no país, que respondem por aproximadamente 44% do faturamento do setor no Brasil.

O vacinômetro de Salvador apontava, às 18h desta quarta-feira, 05, 563.719 pessoas vacinadas com a primeira dose contra a covid-19 na capital, o que equivale a 29% da população acima de 18 anos vacinável da cidade. Mas, a estimativa da prefeitura é avançar nesses números. De acordo com o prefeito Bruno Reis, a ideia é chegar até o final de junho com 50% da população vacinável - o que equivale a cerca de 900 mil pessoas - tendo tomado ao menos a primeira injeção contra o coronavírus.

“Nós estamos apostando que vai ter mais vacina, o governo vai cumprir o calendário e vamos chegar no final de junho com 50% da população vacinável com a primeira dose garantida”, disse o gestor durante coletiva virtual de imprensa, durante a entrega da última etapa da Estrada Velha do Aeroporto e o lançamento do programa Maio Amarelo.

Segundo Bruno Reis, é necessário que a vacinação seja acelerada para que o município consiga reduzir investimentos que estão sendo feitos no combate a pandemia.

“Se a prefeitura, até o final de junho, não imunizar 50% da sua população vacinável, nós não teremos mais condições de manter o nível de investimento na área social, de saúde e transporte público como estamos fazendo hoje. Nosso cofre não comporta”, alertou o prefeito.

Para dar conta desse aumento na vacinação, o prefeito disse que será lançado um processo seletivo para contratar, sob Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), mais de 250 profissionais que vão trabalhar na imunização da população. “Investir em vacina é primeiro salvar vidas e é o melhor investimento, pois ela permite reduzir o nível de investimento em outras áreas. Quem mais quer acelerar a vacinação sou eu”, afirmou.

Nesse processo de aceleração da imunização, os grupos que estão na expectativa para serem vacinados não escondem a ansiedade. O professor de química Jefferson Ribeiro, 24 anos, só espera o sinal verde da escola particular onde trabalha para se dirigir ao posto de vacinação. É que, após decisão judicial, todos os trabalhadores da Educação estão sendo vacinados em Salvador. “Eu tenho asma. É verdade que há algum tempo não tenho crise, felizmente, mas não quero ficar desprotegido”, disse Jefferson.

Mesmo podendo retornar às atividades presenciais desde a segunda-feira (03), a escola em que o professor leciona decidiu manter o ensino remoto, por enquanto. “Eu prefiro estar na sala de aula do que ter que fazer aula online, pois no virtual eu não consigo perceber se o aluno está entendendo bem. Gosto de ficar em pé no quadro, algo mais tradicional mesmo. Mas para isso, tenho que estar vacinado com as duas doses”, disse.

Para ficar imunizado, tem de tomar duas doses
O desejo do professor Jefferson em tomar logo as duas doses de vacina e completar seu esquema vacinal é o que deve ser feito por todo mundo, indicam os especialistas. Até essa semana, Salvador vinha imunizando a população apenas com duas vacinas: a CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria, no Brasil, com o Instituto Butantan; e a da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford e envazada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em território brasileiro.

Agora, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) conta também com doses da vacina produzida pela empresa americana Pfizer junto com a alemã BioNTech. Foram 26.910 doses que desembarcaram na Bahia na segunda-feira (03). Todas ficaram em Salvador e desde a terça, 04, estão sendo aplicadas na população. O intervalo adotado em Salvador para a aplicação da segunda dose da Pfizer é de 90 dias.

No total, 254.847 pessoas de Salvador já completaram todo o esquema vacinal, tomando a primeira dose e o reforço, segundo os dados desta quarta, 05, do Vacinômetro municipal. Já a Bahia ultrapassou a marca de 2,5 milhões de baianos que tomaram a primeira dose, o que representa quase 17% da população do estado. Outros 1,2 milhão de baianos completaram o esquema vacinal com as duas doses (veja no final do texto a lista de pessoas que já podem ser imunizadas na capital baiana).

Salvador segue sem CoronaVac
A CoronaVac é a única vacina que está em falta em Salvador, desde a terça-feira (4). Segundo o prefeito Bruno Reis, nesta quinta-feira, 06, um novo lote com 50 mil doses desse imunizante vai desembarcar na Bahia e Salvador ficará com 10 mil doses. A quantidade não é suficiente para atender as 65 mil pessoas que estão na fila para tomar a 2ª dose e estão com o prazo adiado. “Até o dia 1º de maio nós conseguimos aplicar a segunda dose com base no cartão. De lá pra cá tivemos que reduzir por letras”, lamentou o prefeito, que culpou o Ministério da Saúde por ter causado o problema.

“Sempre fazíamos a retenção de 50% das doses. Mas tiveram as remessas dos lotes 8, 9 e 10 que o governo federal autorizou aplicar 100%, garantindo que, na data de vencimento, teria mais vacina para aplicar a segunda dose. Assim fizemos e essas doses não chegaram”, afirmou.

Segundo Burno Reis, Salvador ficou 18 dias sem receber qualquer dose de CoronaVac. O último lote foi no sábado, 30 de abril, com apenas 3 mil doses. “Os municipios ficam com a pior parte. Somos os que têm mais responsabilidades e menos autonomia. Se o governo federal disse que 100% das doses poderiam ser aplicadas e que eles garantiriam a vinda da segunda, o que a gente iria fazer? Se tivéssemos retido, iriam questionar se era uma decisão política. A gente tem que seguir o Ministério da Saúde, cumprir o que foi determinado”, apontou.

Só para segunda dose
Por causa da fila para a segunda dose de CoronaVac em Salvador, a prefeitura interrompeu a aplicação desse imunizante como primeira dose. A meta, segundo o prefeito, é só voltar a usar a CoronaVac quando todo o público que aguarda a 2ª dose for imunizado.

“Nós esperamos que cheguem mais doses e todas que chegarem serão usadas exclusivamente para as segundas doses. Nós só vamos voltar a aplicar a primeira dose da CoronaVac depois que zerar essa fila de pessoas que não estão recebendo na data correta”, disse.

Atualmente, o número de pessoas que aguardam a segunda dose em Salvador, segundo o levantamento do CORREIO com a SMS, é de 65 mil pessoas. Caso haja mais atrasos no envio de novas ampolas, o número de ameaçados de atrasar o esquema vacinal pode chegar a 86 mil pessoas, considerando as pessoas que estão programadas para serem imunizadas até segunda,10 de maio.

Quem já pode ser imunizadas em Salvador?
*Idosos com 60 anos ou mais de idade nascidos até o dia 31 de dezembro de 1961.
*Pessoas com todas as comorbidades elencadas no Plano Nacional de Imunização com idade igual ou superior a 40 anos.
*Pessoas com transtorno Intelectual severo e moderado, entre elas as pessoas com Espectro Autista, com idade entre 18 e 59 anos,
*Pessoas com 55 anos ou mais de idade com deficiência permanente e cadastro ativo para o recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC)
*Imunossuprimidos com idade entre 18 e 59 anos
*Pessoas com síndrome de down com idade entre 18 e 59 anos
*Pacientes em hemodiálise
*Pacientes transplantados
*Trabalhadores da saúde e autônomos
*Doulas
*Trabalhadores da limpeza urbana com 40 anos ou mais que atuem em Salvador
*Trabalhadores do ensino superior das redes privada e pública de Salvador, com 40 anos ou mais de idade
*Trabalhadores da educação básica da rede pública e privada com idade igual ou superior a 18 anos
*Rodoviários com idade igual ou superior a 50 anos
*Agentes de segurança com idade igual ou superior a 40 anos

De acordo com a coluna de Marrom, publicada no Jornal Correio desta quinta-feira (6), de julho a setembro Salvador será o cenário do programa Música Boa ao Vivo edição 2021, apresentado por Ivete Sangalo através do canal a cabo Multishow. Serão 12 programas, sempre às terças-feiras, comandados pela cantora com atrações nacionais que ela receberá na capital baiana.

Será uma grande produção que utilizará muita mão de obra local num momento em que a classe artística está passando por um período muito difícil devido à pandemia da covid-19. Esta é a primeira vez que a baiana comanda esse programa.

A diferença é que agora ele será gerado na capital baiana obedecendo a todo o protocolo recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Outros artistas também já comandaram a atração, a exemplo dos cantoras Iza, Anitta e Thiaguinho.

O WhatsApp é o aplicativo mais usado pelos brasileiros e, agora, terá mais uma funcionalidade: você poderá fazer pagamentos através dele. Após a autorização do Banco Central (BC), na última sexta-feira (30), a empresa anunciou, na terça-feira (4), que a função estará disponível no Brasil nos próximos dias. Não haverá taxas de transferências - é como se fosse o Pix, só que dentro do próprio aplicativo.

O limite por transação é de R$ 1 mil. Cada usuário pode receber até 20 operações por dia, sendo o total de R$ 5 mil por mês - o limite pode ser menor a depender do banco. Neste primeiro momento, só é permitido fazer pagamentos entre pessoas físicas. Quando aprovado pelo BC, a empresa expandirá para pessoas jurídicas, mas não informou data.

Os bancos parceiros, portanto, habilitados para oferecer o serviço, são o Banco do Brasil, Banco Inter, Bradesco, Itaú, Mercado Pago, Next, Nubank, Sicredi e Woop Sicredi, com as bandeiras Visa e Mastercard. O modelo, operado pela Cielo, só permite que se pague com cartões de débito, pré-pagos ou de dupla função, crédito e débito. Ainda não é autorizado por cartão de crédito.

As transações são habilitadas pelo Facebook Pay e, segundo a empresa, são protegidos por várias camadas de segurança, como a senha do Facebook Pay ou a biometria, em dispositivos compatíveis. O serviço não vale para o WhatsApp Web.

Segundo o WhatsApp, este serviço já está disponível para usuários na Índia desde novembro de 2020 e espera expandir a capacidade para outros países no futuro. Ainda não é possível fazer transações internacionais.

Ansiosos e desconfiados
A nova funcionalidade dividiu opiniões. O engenheiro de produção Daniel Jones, 23, acompanhou a negociação da empresa com o Banco Central, que acontece desde o ano passado, e não vê a hora de usar o serviço. Para fazer transações, ele hoje usa o Nubank, pelo Pix.

“Já estava acompanhando a tramitação faz um tempo, e usaria pela segurança e pela praticidade. Hoje, a gente tem que abrir aplicativo do banco, colocar senha, código de acesso, tem outra conta. Pelo WhatsApp seria algo bem mais simples, porque é uma plataforma mais fácil de usar e não é tão pesada”, avalia.

Já a estudante de economia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Carolina Reitermajer, 23, não usaria porque acha desnecessário. Ela realiza transferências ou pelo Pix ou pelo aplicativo do Banco do Brasil, onde tem conta.

“Acho desnecessário você sair entregando informação para tudo quanto é site. Dar CPF, número de conta bancária, são rastros digitais desnecessários. Já basta o aplicativo do banco. E não acho o WhatsApp uma plataforma confiável, nenhum site que pede suas informações é, confiável”, explica Carolina, desconfiada.

A estudante de biologia da Ufba Beatriz Barreto, 23, também não tem interesse, por medo de cair em algum golpe. “Não acho que seja seguro. Existem vários golpes de WhatsApp, todo dia estão noticiando um novo na televisão. Então só facilitaria o acesso dos golpistas aos seu dinheiro, sua conta bancária, a te extorquir”, pondera Beatriz.

Segurança
O advogado e professor Diogo Guanabara, coordenador da pós-graduação de Direito Digital da Faculdade Baiana de Direito, assegura que a aplicação é confiável, porque as informações bancárias não estarão disponíveis no aplicativo.

“A ferramenta está inserida em um contexto de autorização do Banco Central, que permite que o WhatsApp atue como um iniciador de pagamentos. Ele não vai virar um banco. Você não tem como abrir uma conta e botar dinheiro lá dentro. Ele vai fazer uma ligação com o banco, a partir do qual vai transacionar as informações”, esclarece.

Ele acrescenta que a iniciativa foi criada a partir da lógica do open banking, uma lei que permite que mais pessoas tenham acesso ao mundo da bancarização. “O WhatsApp, através do Facebook Pay, está agora querendo facilitar micro pagamentos de forma rápida e segura. Até então, no Brasil, é um setor muito regulado, muito seguro, mas de difícil penetração na vida popular, porque muitas pessoas não têm contas bancárias. Esse modelo tenta distribuir melhor essa presença dos bancos", explica Guanabara.

Como usar
Para usar a nova função, é necessário estar com o aplicativo atualizado. Para fazer as transações, o usuário deve adicionar um cartão habilitado para débito de um dos bancos participantes, verificá-lo, e colocar os valores serão transferidos entre contas bancárias.

Primeiro, abra a conversa com o contato que deseja enviar a quantia, clique em anexar, pagamento, continue – aprovando os termos de serviço e política de privacidade – e crie seu PIN ou senha do Facebook Pay (se ainda não tiver).

Se quiser, é possível cadastrar a biometria, para dar mais segurança ao processo e não ter que inserir a senha de novo manualmente. Em seguida, insira seu nome, sobrenome e CPF e toque em avançar para adicionar os dados do seu cartão. Salve os dados e pronto. Também é possível configurar o Facebook Pay pelo aplicativo – em mais opções, configurações, facebook pay, continuar.

Cuidado com o golpe
A advogada especialista em direito digital, Maria Clara Seixas, explica que toda facilidade de transação é motivo de desconfiança, ainda mais em um contexto de vazamentos de conversas e golpes pelo aplicativo.

“Ao surgir a facilidade de pagamentos, algumas das principais preocupações que surgiram estão relacionadas aos riscos de privacidade, bem como a possibilidade de aumento dos já conhecidos golpes dentro da plataforma em razão da capilaridade da ferramenta”, alerta.

Por isso, a principal forma de evitar golpes com esse novo serviço é tentar impedir clonagens. “É fundamental que o usuário do aplicativo se certifique que está de fato conversando com seus contatos, sempre desconfiando de solicitações de transferência de dinheiro e verificando por meio de ligação quem está do outro lado do aplicativo interagindo com ele”, aconselha a especialista.

Segundo ela, a maioria dos golpes envolvem não questões técnicas, de quebra de barreiras de segurança, mas pelo uso da engenharia social. “Isso leva o usuário a repassar para terceiros o seu código de WhatsApp recebido por SMS. Estar sempre atento a qualquer repasse de informações de acesso a terceiros é a principal prevenção”, recomenda.

Maria Clara orienta que é sempre recomendável ter o fator de dupla autenticação habilitado no WhatsApp e manter o aplicativo sempre atualizado.

O advogado Diogo Guanabara completa: “É importante entender que isso não vai estar amplamente possível para todos os usuários, vai vir aos poucos. O banco que vai habilitar essa função e permitir, por meio de um comunicado oficial. Por isso, não se deve clicar em nenhum link que um suposto gerente passa parar você ou passar nenhum tipo de código”.

Sobre a transferência incorreta para um usuário, o WhatsApp disse que “não consegue recuperar um pagamento depois de enviado. É recomendado solicitar a devolução da quantia ao destinatário”.

Porém, a empresa tranquiliza que, em caso de invasão de conta, como o golpista instala o perfil em um dispositivo diferente, ele não conseguirá realizar pagamentos, pois é necessário o uso do PIN do Facebook Pay ou da biometria para confirmar a transação.

Além disso, se a conta do WhatsApp for instalada em um novo aparelho, as informações de pagamentos são automaticamente redefinidas (reset), evitando que golpistas tenham acesso à sua conta do Facebook Pay.

Setor bancário
Em nota, o Banco Central disse que a autorização poderá "abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos”.

Já a Federação Brasileira de Bancos (Febrabran) afirma que vê com naturalidade a criação de novas opções e operações de pagamento. “Estão em linha com a nossa visão de que competição é a melhor ferramenta para estimular inovação, aumentar os benefícios ao usuário e reduzir custos para a sociedade”, diz a entidade.

A Febrabran também ressaltou que as regulamentações sejam “iguais para todos os participantes do sistema financeiro, criando condições homogêneas tanto aos bancos já estabelecidos quanto aos novos competidores que estejam entrando no mercado”.

Passo a passo:

Adicione uma única vez um cartão de débito, um cartão múltiplo com função débito ou um cartão pré-pago
Abra a conversa com o contato para o qual você deseja enviar o dinheiro, toque em Anexar e depois em Pagamento.
Aperte continuar na tela do Facebook Pay para aceitar os Termos de Serviço e a Política de Privacidade do Pagamentos no WhatsApp, os Termos de Serviço e a Política de Privacidade do Facebook, os Termos de Serviço e a Política de Privacidade do Facebook Pagamentos e os Termos de Serviço e Política de Privacidade da Cielo
Crie um PIN de 6 dígitos para o Facebook Pay
Insira seu PIN do Facebook Pay novamente para confirmá-lo e toque em avançar
Para usar sua impressão digital ao invés de inserir seu PIN manualmente, toque em
USAR IMPRESSÃO DIGITAL. Caso contrário, toque em Pular para inserir seu PIN manualmente.
Insira seu nome, sobrenome e CPF. Em seguida, toque em Avançar.
Adicione os dados do seu cartão, incluindo o número do seu cartão de débito, a data de validade e o código CVV.
Toque em SALVAR.
Você também pode configurar o Facebook Pay no WhatsApp. Para isso, toque em Mais opções > Configurações > Pagamentos > Facebook Pay > CONTINUAR.

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