O Jornal da Cidade

O Jornal da Cidade

No mês em que é realizada a campanha “Setembro Amarelo”, dedicada à prevenção ao suicídio, especialistas alertam sobre o mau uso da internet e das redes sociais como forma de potencializar questões emocionais.

Diversos casos são divulgados na mídia sobre jovens que pensam em tirar a própria vida ou acabam cometendo o ato por não saber lidar com as repercussões geradas na web.

Segundo a psicóloga e professora do curso de psicologia da Faculdade Santa Casa, Cristiana Kaipper, a internet é um lugar que promove muita visibilidade, por isso, é importante que os pais estejam atentos ao comportamento dos filhos e tenham vigilância para evitar que eles se coloquem em situações difíceis de serem contornadas.

“Se pessoalmente a pessoa lidava com o julgamento de um grupo pequeno de amigos ou colegas, na internet, o número de pessoas em que se interage se torna exponencial. Para um adulto essas reações já podem ser difíceis de sustentar, imagine para um adolescente que ainda está se estruturando emocionalmente e formando a identidade”, compara.

De acordo com a psicóloga, existem alguns sinais que podem ser observados em pessoas que apresentam o risco para o suicídio.

“Se a pessoa tem sinais depressivos ou o próprio diagnóstico, pode ser um indicativo. É comum que a tendência ao suicídio seja acompanhada de rigidez do pensamento, comportamentos impulsivos e ambivalência. Frequentemente a pessoa comunica que pensa sobre o assunto ou chega a ter comportamentos autodestrutivos, como se machucar, se cortar ou se envolver em atividades que ponham a vida em risco”, pontua.

Segundo Cristiana, algumas doenças como depressão, transtorno bipolar ou transtorno borderline também são indicativos que é preciso ligar o sinal de alerta.

“Estes transtornos em níveis mais graves comumente levam a pessoa a pensar em suicídio ou mesmo a cometê-lo como forma de se livrar da dor emocional”, avisa.

A psicóloga também cita como fator de risco algum problema familiar. “O suicídio também pode refletir uma questão sistêmica familiar. Um trauma que é experimentado transgeracionalmente e não é resolvido pode criar uma tensão no sistema e trazer uma grande carga emocional em um dos membros da família, capaz de gerar algum transtorno ou mesmo levá-la ao suicídio, mesmo que ela, pessoalmente, não tenha experimentado um grande trauma”, observa.

Busca por ajuda

A psicóloga explica que familiares e amigos podem ajudar o indivíduo que apresenta pensamentos suicidas ficando atendo aos sinais e oferecendo ajuda através da escuta e empatia.

“É importante estar atento às necessidades da pessoa e levar em consideração quando ela falar sobre suas dificuldades em lidar com questões da vida ou comunicar pensamentos suicidas. Geralmente a família tem muita dificuldade em lidar com sofrimentos desse tipo, ou desconsidera os pedidos de socorro por interpretar como drama ou tentativa de chamar atenção”, diz.

Buscar auxílio terapêutico também é importante, caso a família perceba que há algum tipo de sofrimento emocional acontecendo ou algum comportamento disfuncional. “Frequentemente as pessoas banalizam o sofrimento emocional que, às vezes, com ajuda profissional poderiam ser resolvidos, manejados ou amenizados”, conclui.

Afetada pela escassez de alguns insumos enfrentada pelas montadoras, a venda de veículos novos teve queda de 5% em agosto. No acumulado do ano, o setor ainda registra alta de 27,83% frente ao mesmo período de 2020. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

“O ritmo dos emplacamentos está sendo ditado pela capacidade de entrega das montadoras, que ainda sofrem com a escassez, especialmente, de semicondutores”, afirma o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior. ““Parte dos veículos registrados em agosto são de vendas realizadas em julho. Este prazo de entrega se tornou mais longo por conta das dificuldades da indústria”.

Para o executivo, a situação tende a se normalizar. A Fenabrave espera que, em todo o ano, o setor registre uma alta de 13,6%.

Neste ano, o segmento de Caminhões comercializou 82.189 unidades, num resultado abaixo, apenas, do registrado em 2014 (87.789 veículos, no mesmo período). Em função dessa falta de insumos, o segmento opera com agendamento de entregas a partir de 2022.

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga até esta sexta-feira, 3, um pedido para reabrir as inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021, após a prova registrar queda de 46,2% no número total de candidatos inscritos. Até o início da noite desta quinta, cinco ministros do Supremo já haviam proferido voto favorável à reabertura das inscrições para conceder isenção na taxa paga pelos candidatos. A redução no número de inscritos é puxada pela diminuição na presença de jovens negros entre os candidatos, o que é atribuído à cobrança de taxa de inscrição dos alunos ausentes na edição passada.

A participação de pretos entre os inscritos nesta edição do exame é a menor desde 2011. A ação no STF pede a reabertura de prazo para conceder isenção aos candidatos. A prova está marcada para os dias 21 e 28 de novembro deste ano. O Enem 2020, realizado em janeiro deste ano em meio à pandemia, teve recorde de abstenção de estudantes. Mais de metade dos inscritos faltou, por medo de contaminação, dificuldade de se preparar para a prova ou necessidade de trabalhar. Os estudantes ausentes na edição passada tiveram dificuldades para pedir isenção da taxa de inscrição neste ano, já que o Ministério da Educação (MEC) exigiu documento com justificativa para o não comparecimento na prova passada.

Em 2020, o Enem concedeu 3,6 milhões de isenções por declaração de carência. Em 2021, só foram 822.854 declarações de carência aceitas. A taxa para participar da prova é de R$ 85. A edição passada do exame, principal porta de entrada para o ensino superior, teve 5,7 milhões de inscritos. Já a deste ano registrou 3,1 milhões de inscrições, o que significa uma redução de 46,2%.

A diminuição é mais acentuada entre os jovens pobres e negros, segundo um levantamento realizado pelo Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil. O estudo mostrou que o número de alunos inscritos não pagantes teve queda de 77,44% e o de inscritos pagantes subiu 39,2%. Também apontou que, entre os estudantes pretos, a diminuição de inscritos foi de 53%, porcentual semelhante ao verificado entre os alunos pardos (51,7%) e indígenas (54,8%). Já entre os brancos, a redução do número de inscritos foi bem menor: de 35,7%.

Na última década, o número de inscritos negros vinha aumentando ano a ano em relação ao total de candidatos no Enem. Este ano, porém, houve reversão dessa tendência. A participação de alunos pretos entre os inscritos caiu de 13,3% em 2020 para 11,7% em 2021. Este é o menor porcentual desde o ano de 2011. Em 2009, a taxa era de 6,3%, subiu para 11,7% no ano seguinte e, depois disso, vinha crescendo.

Já a presença de pardos entre os inscritos teve redução de 47% para 42,2%, o menor índice desde 2012. Por outro lado, a participação de brancos entre os inscritos subiu de 34,7% para 41,5% neste ano. Desde 2012, o Enem não tinha tantos inscritos brancos, em relação ao total de candidatos.

Exemplo
Para conseguir fazer a inscrição, alunos pobres pediram dinheiro a amigos e parentes, e entidades estudantis organizaram até mutirão de vaquinha. Apesar da mobilização, muitos perderam a chance de fazer a prova este ano. Paloma Liberato, de 19 anos, não conseguiu isenção da taxa este ano. E, sem condições de pagar, acabou de fora do Enem 2021. "Me inscrevi no Enem e tinha toda aquela instrução de não aglomerar, manter seguro quem estava na área de risco. Minha mãe tem problema cardíaco e hipertensão, faltei para não colocá-la em risco", diz a jovem, de São José, na região metropolitana de Florianópolis.

Nesta quinta, o ministro Dias Toffoli, relator do processo, votou a favor da reabertura do prazo para pedir isenção de taxa. Para Toffoli, o "contexto excepcional de agravamento da pandemia" no Enem 2020 justifica que, excepcionalmente, "se dispense a justificativa de ausência na prova para a isenção ". Na sequência, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia acompanharam o voto de Toffoli.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Bahia Mineração (Bamin) assume oficialmente, nesta sexta-feira (3), a concessão do trecho de 537 km entre Ilhéus e Caetité da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol I). A solenidade de formalização do contrato, após o leilão ocorrido em abril, na qual a mineradora foi vencedora, será às 9h15 da manhã, na localidade de Sussuarana, município de Tanhaçu, e contará com as presenças do presidente Jair Bolsonaro, do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, do CEO da Bamin Eduardo Ledsham, dentre outras autoridades.

“É muito importante a presença do presidente para assinar o contrato de concessão da Fiol, dada a sua relevância para a Bahia. A gente está falando do projeto mais estruturante do estado. Um projeto que vai atender o setor mineral, num primeiro momento, e que depois vai atender também ao agronegócio, que cresce a taxas impressionantes, sobretudo no Oeste”, disse o ministro.

No total, serão investidos R$ 3,3 bilhões na ferrovia, de acordo com o Ministério da Infraestrutura (Minfra). A expectativa da pasta é de que o trecho concedido a iniciativa privada entre em operação em 2025, com a capacidade de transportar mais de 18 milhões de toneladas de carga.

Em um primeiro momento, 16 locomotivas e 1,4 mil vagões estarão em operação, dos quais, pelo menos, 1,1 mil serão destinados ao escoamento de minério de ferro. Em 10 anos, ainda de acordo com o Minfra, o volume de carga deve mais do que dobrar, superando 50 milhões de toneladas em 2035 – e chegar a 34 locomotivas e 2,6 mil vagões.

“A partir do momento que houver a assinatura desse contrato, a gente vai ter o desfecho das obras, a conclusão, recuperação do que foi perdido e a preparação para o início da operação”, diz Tarcísio.

No entanto, o governo federal ainda não divulgou uma previsão para a construção dos outros trechos da Fiol, que vão ligar Caetité até o Tocantins, atravessando o oeste da Bahia.

Já a Bamin diz que a capacidade total da via é para 60 milhões de toneladas por ano e que ela utilizará até 18 milhões de toneladas anuais. “As cargas da mineradora irão demandar apenas um terço da capacidade da via. Outros dois terços serão dedicados a outros produtos provenientes do agronegócio”, disseram.

Bamin diz que ferrovia vai trazer avanços socioeconômicos para Bahia
A Bamin está comemorando a conquista da Fiol, que, para a empresa, vai consolidar a logística de seus projetos e operações, que incluem a Mina Pedra de Ferro, na região de Caetité, e o Porto Sul, em Ilhéus.

”Com a Fiol, os dois empreendimentos vão prover o fornecimento com baixo custo de um minério de ferro de alta qualidade, excepcional no mercado mundial. Por demandar menor custo de produção, com redução do consumo de energia e emissão de poluentes, também contribui para melhorar a performance da indústria”, disseram, em nota.

Segundo a empresa, os projetos irão gerar mais de 10 mil empregos diretos e 60 mil indiretos na fase de implantação e 1.500 empregos diretos e 9 mil indiretos quando entrarem em operação.

A Fiol foi leiloada em abril, durante a Infra Week, evento ocorrido na B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. O leilão teve apenas um lance válido, justamente o dado pela Bamin. A companhia arrematou o ativo com outorga de R$ 32,7 milhões, valor mínimo proposto.

A assinatura do contrato de concessão também faz parte do Setembro Ferroviário, que foi lançado ontem (2), pelo governo federal, durante o envio da Medida Provisória 1.065/2021, a MP das Ferrovias, para o Congresso. A ideia do governo é colocar em prática diversas iniciativas ligadas ao modal, como as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste, que devem começar no dia 17 deste mês.

CBPM espera que Fiol gere desenvolvimento econômico no estado
Além da Bamin, ouras empresas mineradoras e de diferentes segmentos, que atendem ao mercado nacional e têm interesse em levar seus produtos para o exterior, poderão utilizar a Fiol. A ideia é que a ferrovia possibilite oportunidade de desenvolvimento de empresas que já estão no seu trajeto e de novas, que poderão se instalar.

“Uma série de outras jazidas estão prontas para saírem, mas não tem investimento por causa da falta de logística, que será dada pela Fiol. Tem uma jazida em Jequié que vai sair agora com a Fiol. Tem muito projeto pronto para andar. Produção de madeira na área de Conquista e o agronegócio vão utilizar a ferrovia”, diz Antônio Carlos Tramm, presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), que considera o evento de hoje uma conquista da Bahia.

“A liberação dessa concessão é uma vitória da Bahia. Se a gente não tivesse se mobilizado, não ia ter licitação. O processo estaria preso no Tribunal de Contas. Foi a nossa mobilização que levou o Ministério a se interessar em concluir a Fiol, que representa para a Bahia cerca de R$ 600 milhões em arrecadação do governo. Cerca de 60% disso vai direto para as prefeituras da região”, aponta.

As obras desse primeiro trecho da Fiol foram iniciadas em 2011, mas paralisadas por falta de recursos federais em 2014. A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) foi procurada, mas não respondeu até o fechamento do texto.

Em nota, a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) diz que a Fiol será um importante equipamento de infraestrutura trazendo um benefício socioeconômico fundamental: a integração do território baiano, sobretudo do oeste do estado com o litoral. Por sua vez, fará também a integração da Bahia com oeste do país.

A Fieb destaca ainda a viabilização de negócios superiores a R$ 5 bilhões, entre a construção da ferrovia, do Porto Sul e da exploração de minério de ferro e outras cargas; a viabilização de negócios ao longo da passagem da ferrovia, como escoamento de outros minérios do sudoeste da Bahia, bem como do Norte de Minas Gerais.

Obras iniciais no Porto Sul já estão 40% concluídas
Também administrada pela Bamin, as obras iniciais que antecedem a construção do Porto Sul, em Ilhéus, estão 40% concluídas. Nessa quarta-feira (1º), mais uma etapa desse projeto foi entregue, a ponte sobre o Rio Almada, que conecta a BA-001 à futura área industrial. Ela se junta a outras construções como rotatórias, desvios e trabalhos de sinalização, além de ações socioambientais, que estão sendo executadas antes da implantação do Porto Sul.

O governador do Estado da Bahia, Rui Costa, esteve presente na inauguração. “Nos orgulha muito dar mais um passo na execução deste grande projeto de infraestrutura logística não só para o Litoral Sul, mas para a Bahia inteira. A Fiol é um horizonte para o futuro da Bahia pelo qual trabalhamos há anos e vamos seguir com todo o interesse de acelerar a chegada da ferrovia ao São Francisco”, disse.

A construção da ponte foi executada com tecnologia cantitraveller, que permite o cravamento de estacas em áreas de rios com redução de impacto ambiental. Ela é formada por nove vãos com 26 metros e 234 metros de comprimento em pavimento rígido e seguro à circulação de veículos de grande porte.

“O Porto Sul significa a integração das regiões sul e oeste da Bahia, trazendo mais oportunidades para a economia baiana e o desenvolvimento do estado. A obra, que foi viabilizada ainda na gestão do governador Jaques Wagner, vem garantindo a geração de muitos postos de trabalhos, assegurando geração de renda e uma vida digna para centenas de trabalhadores”, destaca Rui.

“O Porto Sul será um novo e importante corredor logístico e de exportação para o Brasil. Por ele, serão escoados, todos os anos, milhões de toneladas de minérios, produtos agrícolas e outros. Chegarão pelo terminal outros itens de importância para a região e para o país. Além de gerar milhares de empregos, é um empreendimento que vai trazer riqueza e prosperidade ao povo da Bahia e do Brasil”, afirma Benedikt Sobotka, CEO da Eurasian Resources Group (ERG).

Em seu boletim epidemiológico semanal, a Organização Mundial da Saúde fez um alerta para uma das variantes do novo coronavírus encontrada inicialmente na Colômbia, em janeiro de 2021.

A variante B.1.621 foi batizada de Mu e classificada como variante de interesse, termo utilizado para designar tipos do vírus que devem ser monitorados por autoridades de saúde, com análise sobre risco para a saúde pública.

“A variante Mu tem uma constelação de mutações que indicam propriedades potenciais de escape imunológico. Dados preliminares apresentados ao Grupo de Trabalho sobre Evolução do Vírus mostram uma redução na capacidade de neutralização dos pacientes similar à registrada na variante Beta, mas isso ainda precisa ser confirmado por novos estudos”, diz o documento.

Desde o primeiro registro da variante, em janeiro deste ano, foram notificados casos esporádicos na Colômbia, com notícias de contaminações em outros países da América do Sul e da Europa.

Em agosto, foram informados casos por 39 países. Na Colômbia e no Equador, a incidência da variante cresceu, chegando, respectivamente, a 39% e 13%. “Mais estudos são necessários para compreender as características clínicas dessa variante”, recomendou a OMS.

A título de comparação, a variante Delta está em 170 países, a Beta em 141 e a Gamma em 91.

 

As mulheres que trabalhavam na casa de prostituição no bairro do Itaigara cobravam R$ 300 por programa e davam 50% do valor para a administradora do local, uma mulher identificada como Cinthia Bueno que foi presa na noite da quarta-feira (1º) pela Polícia Civil. Segundo a delegada Simone Moutinho, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), a mulher presa já teve casas de prostituição em outros bairros nobres.

Apesar de ser uma operação da Dercca, nenhuma menor de idade foi encontrada no local, mas a investigação ainda vai continuar, acrescenta a delegada. A casa, uma mansão com vários quartos no Itaigara, tinha quartos alugados para as garotas. Às vezes, elas chegavam a fazer quatro programas por dia e do dinheiro que conseguiam tiravam a metade para pagar a hospedagem e alimentação, cobradas por Cinthia.

A grande maioria das moças vinha de bairros periféricos, precisando muito do dinheiro. Além disso, uma rede foi construída em que uma jovem aliciava a outra. Aquela que conseguia trazer outra para o esquema ganhava um bônus de R$ 50. Na casa, o tempo de permanência variava. Às vezes ficavam dias, uma semana ou até um mês no local.

"A garota de programa que recruta outras mulheres, geralmente de bairros periféricos. A maioria era de jovem que estava na situação por causa da situação financeira", declarou a delegada Simone Moutinho.

Cinthia, que é do Ceará, divulgava as festas e rifas usando um perfil no Instagram, onde também estava um WhatsApp em que as pessoas podiam pedir mais informações. No perfil, que é privado, o Mansão Cinthia Bueno anunciava funcionamento de segunda a domingo, das 14h às 3h. O imóvel era alugado, confirmou a delegada. Não há informação do que valor Cinthia pagava por ele.

Na noite de ontem, haveria uma festa em que as garotas seriam rifadas. A rifa seguia a Loteria Federal e oferecia combos em que as mulheres eram equiparadas a bebidas. Havia rifa para um programa mais um uíque, por exemplo, ou um programa mais uma cerveja.

Quando a polícia chegou, seis garotas estavam trabalhando, além de funcionários, clientes e a gerente. Algumas das meninas estavam fazendo programa e outras conversavam com clientes.

Cinthia foi autuada em flagrante por exploração sexual de mulheres.

Operação
Os investigadores encontraram mais de R$ 32 mil, € 100 e U$ 277, em dinheiro, além de folhas de cheque. Maquinetas de cartão de crédito, cadernos com anotações sobre a prática delituosa e alguns documentos, que configuraram a exploração sexual das mulheres, também foram localizados no interior da casa.

“Elas eram ‘coisificadas’ ao serem tratadas como objetos, negociadas em ‘rifa’ e niveladas a bebidas alcoólicas, além da própria exploração sexual. Encontramos seis garotas de programa no imóvel, que confessaram a atividade naquele local”, explicou a delegada.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos nesta quinta-feira, 2, a Lei nº 14.197/2021 que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN), remanescente da ditadura militar. Criada em 1983 e pouco aplicada após a Constituição de 1988, a LSN voltou a ser usada com maior frequência pelo atual governo. Conforme o Estadão mostrou em março passado, foram 77 inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) com base na legislação entre 2019 e 2020 - aumento de 285% em relação aos governos anteriores.

O texto sancionado por Bolsonaro foi aprovado pelo Senado no último dia 10 de agosto. Três décadas decorreram entre a apresentação do projeto de lei de revogação, em 1991, e a aprovação pela Câmara dos Deputados, em maio deste ano.

Além de revogar a LSN, a proposta aprovada pelos parlamentares acrescenta artigos ao Código Penal para definir crimes contra o Estado Democrático de Direito. Na publicação feita no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, quatro artigos foram vetados pelo presidente.

Bolsonaro vetou integralmente o capítulo relativo aos crimes contra a cidadania e dois artigos do capítulo relativo a crimes contra o funcionamento das instituições democráticas no processo eleitoral.

Com isso, foram vetados os dispositivos que criminalizam a comunicação enganosa em massa e o atentado ao direito de manifestação.

Também foi vetado o dispositivo que prevê ação penal privada subsidiária, "de iniciativa de partido político com representação no Congresso Nacional", nos casos em que o Ministério Público não atuar no prazo estabelecido em lei, "oferecendo a denúncia ou ordenando o arquivamento do inquérito", para os crimes de interrupção do processo eleitoral, violência política e comunicação enganosa em massa.

Assim como o dispositivo que prevê aumento de pena se os crimes listados pela legislação forem cometidos por funcionários públicos ou militares, ou ainda com "violência ou grave ameaça exercidas com emprego de arma de fogo."

Fake news
O presidente é investigado no Supremo Tribunal Federal no chamado inquérito das fake news, que apura a divulgação de informações falsas. Para vetar o trecho que trata do tema, Bolsonaro justificou que o dispositivo contraria o interesse público "por não deixar claro qual conduta seria objeto da criminalização, se a conduta daquele que gerou a notícia ou daquele que a compartilhou (mesmo sem intenção de massificá-la), bem como enseja dúvida se o crime seria continuado ou permanente, ou mesmo se haveria um 'tribunal da verdade' para definir o que viria a ser entendido por inverídico a ponto de constituir um crime punível" pelo Código Penal.

Além disso, segundo o governo, "a redação genérica tem o efeito de afastar o eleitor do debate político, o que reduziria a sua capacidade de definir as suas escolhas eleitorais, inibindo o debate de ideias, limitando a concorrência de opiniões, indo de encontro ao contexto do Estado Democrático de Direito, o que enfraqueceria o processo democrático e, em última análise, a própria atuação parlamentar."

Militares
Bolsonaro vetou também a parte que aumentava pela metade, com perda de patente ou graduação, a pena para militares que cometerem crimes contra o Estado de Direito. "A despeito da boa intenção do legislador, a proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que viola o princípio da proporcionalidade, colocando o militar em situação mais gravosa que a de outros agentes estatais, além de representar uma tentativa de impedir as manifestações de pensamento emanadas de grupos mais conservadores", diz a razão do veto encaminhada ao Congresso. grupos mais conservadores."

Ao longo dos próximos 30 dias, o Congresso Nacional em sessão conjunta da Câmara com o Senado deve analisar os vetos do presidente, podendo manter ou derrubar as negativas de Bolsonaro à nova lei.

Enquanto o ritmo de produção da indústria dos automóveis zero km não consegue acompanhar a demanda, a venda dos seminovos está em alta na Bahia. Houve um aumento de 46,5% de janeiro a julho de 2021, quando comparado ao mesmo período de 2020, segundo último levantamento da Associação de Revendedores de Veículos Seminovos do Estado da Bahia (Assoveba).

Como rege a lei da oferta e procura, os preços dos usados também subiram. Tem gente que está até lucrando com os modelos antigos, se desconsiderarmos a inflação acumulada. É o caso de uma administradora que não quis se identificar, que comprou, em 2017, um Corolla ano 2014 por R$ 49 mil e conseguir vender o mesmo veículo por R$ 57 mil, sem ter feito reparos. Em 7 anos de uso, o preço do carro valorizou 16,3%.

“Decidi trocar para não ficar tanto tempo com o carro e tive a oportunidade de vender por um preço maior que comprei, então preferi vender”, conta a administradora.

Ela ainda está incerta sobre qual modelo comprará, mas pensa no HB20, ou usado ou zero, a depender do valor. Desde que se mudou para Abrantes, na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS), passou a usar menos o automóvel, pois teve uma filha e decidiu dar uma pausa no trabalho.

O gastrônomo Esmeraldo Camurugi, 30 anos, foi outro que lucrou com o carro velho. Ele vendeu o Nissan March, adquirido em 2020, por R$ 3 mil a mais que o valor de compra. Agora, ele tem um Caoa Chery Tiggo 5x, comprado por R$ 87 mil. “Quis mudar de categoria, queria um SUV”, explica Camurugi. O veículo, na verdade, será usado por sua esposa, Andreza.

“Ela usa para trabalhar, no dia-a-dia. Como moro em Lauro de Freitas e trabalho em Salvador, prefiro ir de metrô porque é mais barato. Pago R$ 300 por mês e o carro é em torno de R$ 800 só de gasolina, porque o deslocamento, por dia, gira em torno de 50km ida e volta. Quando pega engarrafamento, o carro bebe mais”, esclarece o gastrônomo.

Crescimento
Todos os cenários mostram como o mercado de usados e seminovos está aquecido. No comparativo julho e junho deste ano, ainda de acordo com a pesquisa da Assoveba, o crescimento das vendas foi de 11,6%. Já na comparação julho de 2021 com julho de 2020, a alta foi de 11,1%. Dos nove estados do Nordeste, a Bahia ficou em sexto lugar em julho de 2021.

Os veículos mais vendidos são os mais velhinhos, com tempo de uso superior a 13 anos (43%). Em segundo lugar, são usados entre 9 e 12 anos (22,7%). Já os seminovos, com até três anos de uso, tiveram queda nas vendas em julho, na comparação com junho de 2021 (-16%). Ou seja, a preferência do público baiano é pelos mais rodados.

Justamente o que o militar Danilo Azevedo, 35, gosta de comprar: sempre entre os anos 2008 e 2011. Para fazer uma renda extra, ele compra veículos bem usados, reforma, e vende mais caro. Só neste ano, ele fez isso com seis carros. “Não sou revendedor, mas estou sempre comprando e revendendo. Ajeito eles para ganhar algo em cima. Normalmente, pago R$ 20 mil na compra, mais R$ 3 mil de conserto, e vendo por uns R$ 30 mil”, narra Azevedo.

O militar afirma que o preço dos usados está em torno de R$ 4 mil acima da tabela FIPE. Antes da pandemia da covid-19, eles eram vendidos R$ 4 mil abaixo da tabela.

“Com a pandemia, muita gente preferiu não vender o carro, então ficou escasso o mercado. Os valores aumentaram muito também, cerca de 20%”, acrescenta.

Seminovos em falta
Segundo o presidente da Assoveba, Ari Pinheiro Júnior, os carros usados estão em falta, tamanha a procura. “A falta de fabricação do carro zero fez com que o carro seminovo vivesse esse momento de alta nas vendas. Não estamos conseguindo repor o estoque com velocidade. Como não tem carro zero, não tem seminovo, porque é um ciclo: quando você compra o zero, você dá o seminovo de entrada. Como esse ciclo não está acontecendo, estamos tendo dificuldade de achar”, relata Júnior.

Essa é uma dificuldade para o empresário Daniel Júnior, proprietário da Danautos. “Estamos com dificuldade de comprar carro, principalmente carro bom. O estoque de usados consigo manter em apenas 70% do estoque normal. Mas o problema é que as fábricas ainda estão voltando aos poucos a produção e isso fez o preço subir demais, até 25%. E o seminovo acompanhou”, pontua Daniel Júnior.

O presidente da Assoveba também relata a subida de preços. “A gente está comprando mais caro, porque a tabela FIPE está aumentando todo mês, pelo menos 2 a 3%, coisa que nunca tinha visto antes”, afirma. Os modelos de seminovos mais difíceis de serem encontrados, por agora, são o HB20 e o Ônix, que aumentaram cerca de R$ 8 a 10 mil, isto é, 20% em relação ao valor de 2018 e 2019.

Mesmo com os valores altos, o gerente de seminovos da Guebor, na Bonocô, Marco Aurélio, diz que consegue manter o estoque. Os custos, no entanto, estão mais altos.

“Estamos com muita dificuldade de encontrar veículos, mas estamos conseguindo manter o estoque Estamos pagando mais caro, para não deixar faltar, só que a escassez está geral”, conta.

Aurélio diz que não há previsão de os valores voltarem ao normal antes de 2022. “Não tem previsão, até porque todo mês os preços estão tendo reajuste do carro zero e, consequentemente, aumenta a FIPE e os preços dos usados”, explica. Os modelos mais procurados, agora, são os mais baratos. “Como todos os preços aumentaram, todo mundo quer carro barato, de R$ 30 mil. Mas, seminovo não acha por esse preço, só de, no mínimo, R$ 35 mil”, acrescenta o gerente.

Ari Pinheiro Júnior pontua, contudo, que essa alta de vendas registrada em 2021 é fruto do comparativo com 2020, que foi um ano atípico, devido à pandemia da covid-19. “Em 2020, a gente passou muito tempo com a loja fechada e agora a gente está recuperando esse tempo perdido. Ainda não está normal que nem 2018, 2019, mas está melhor. Se compararmos com esses anos, teremos queda de cerca de 10% nas vendas”, completa.

Produção de veículos cai mais de um terço em 2020
Em 2020, a produção de veículos novos teve o pior ano da indústria desde 2003, quando 1.428.270 carros foram fabricados. Ano passado, esse número foi de 1.607.175, cerca de 34% a menos que em 2019, quando 2.448.490 exemplares foram produzidos. Consequentemente, o número de licenciamento de veículos também caiu: saiu de 76.008, em 2019, para 57.202, em 2020, o que representa uma queda de 24,8%. Os dados são do anuário de 2021 da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De acordo com Gleidemilton Campos, gerente de vendas da Hyundai da Avenida Paralela, algumas fábricas pararam por falta de insumos. “Temos várias fábricas paradas, como a GM [General Motors], que ficou quatro meses sem produzir e deixamos de ter o Ônix, que é um veículo de entrada. Isso afetou uma grande fatia do mercado. A própria Ford, em Camaçari, que fechou, e lá se vai o Ford KA e Fiesta; a Hyundai, que parou por duas semanas por falta de insumos; e a Volkswagen, que está com produção bem limitada, diria que 30%”, alerta Campos.

O gerente conta que, no caso da Hyundai, a produção está 60% do que era em 2020. Os principais produtos em falta são os de eletroeletrônicos.

“Os semicondutores, que são os chips, acabaram indo para os eletrônicos e os veículos ficaram em segundo plano. Na pandemia, se vendeu muito mais videogame, celular, computador e tablet, então as fábricas não deram conta. Acabou faltando para os carros”, esclarece Campos.

O gerente da Hyundai também fala da dificuldade de encontrar veículos seminovos na praça. Em um ano, os preços subiram, segundo ele, no mínimo, 18%. O preço de um HB20 zero, por exemplo, que custava R$ 44 mil há três anos, é o mesmo hoje para um usado. “Os usados estão com preço de carro zero. Cheguei até a fazer campanha aqui na loja, para o pessoal trazer seu seminovo e a gente paga o mesmo valor da nota fiscal, porque a tabela FIPE subiu demais”, afirma.

Modelos mais vendidos em julho 2021 (fonte: Assoveba)
Gol - 9,53%
Palio - 7,22%
Uno - 6,63%
Celta - 4,84%
Siena - 3,72%
Ka - 3,65%
HB20 - 3,62%
Ônix - 3,42%
Fiesta - 3,17%
Corolla - 3,08%

A Bahia ultrapassou nesta quarta-feira (1°) a marca de 80% da população adulta vacinada com a primeira dose ou dose única da vacina contra Covid-19. A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

Segundo informações da Sesab, o vacinômetro do Estado registrou 8.671.555 de pessoas que receberam a primeira aplicação e outras 254.964 que foram imunizadas com a vacina de dose única. Somados, os números representam 80,51% da população baiana adulta, estimada em 11.087.169.

Para a secretária da Saúde da Bahia em exercício, Tereza Paim, o número deve ser celebrado, mas os esforços devem ser reforçados para que toda a população seja vacinada.

“Principalmente com a chegada da variante Delta ao nosso estado, é essencial que as estratégias de vacinação sejam reforçadas pelos municípios. Os gestores devem criar meios para facilitar o acesso ao imunizante, como horários estendidos e vacinação de domingo a domingo”, afirmou.

Tereza Paim também pontuou a importância de completar o esquema vacinal para garantir a proteção contra a Covid-19.

“As pessoas que tomaram a primeira dose precisam buscar os postos para a segunda dose, que completa a eficácia da vacina. Já iniciamos também a aplicação de terceira dose para pessoas com 80 anos ou mais e idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência. Todos os baianos devem se vacinar”, ressaltou a gestora.

Até esta quarta-feira, a Bahia recebeu 16.720.858 doses de vacinas, sendo 6.384.718 da Coronavac, 6.751.580 da AstraZeneca/Oxford, 3.323.460 da Pfizer e 261.100 da Janssen.

Boletim epidemiológico
Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 805 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,07%) e 765 recuperados (+0,06%). O boletim epidemiológico desta quarta-feira também registrou 10 óbitos.

Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados nesta quarta. Dos 1.221.597 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.192.234 já são considerados recuperados, 2.866 encontram-se ativos e 26.497 tiveram óbito confirmado.

O boletim epidemiológico contabilizou ainda 1.501.633 casos descartados e 231.030 em investigação. Na Bahia, 51.871 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

 

O presidente nacional do DEM, ACM Neto, afirmou que o Brasil não busca no próximo presidente da República alguém com o perfil do ex-presidente Lula (PT) e nem do gestor atual, Jair Bolsonaro (sem patrtido). O ex-prefeito de Salvador fez a declaração durante um almoço promovido pelo site Alô Alô Bahia em um restaurante da capital baiana, na terça feira (31).

“Ainda temos alguns longos meses pela frente. Esse tabuleiro ainda será muito mexido, não tenho dúvida. Quando você pergunta ao brasileiro qual o perfil desejado por ele para líder do país, de alguém que possa ser o próximo presidente da República, quando olhamos o pensamento da maioria dos brasileiros, definitivamente, esse perfil apontado pela média dos brasileiros não é o de Lula, nem o de Bolsonaro”, disse ACM Neto.