O Jornal da Cidade

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O Instituto de Artesanato Visconde de Mauá, o Instituto Mauá, encerrará suas atividades no dia 28 de fevereiro, por conta da reforma administrativa do governador Rui Costa, a partir da lei 13.204/2014. De acordo com informações do jornal Correio, os cerca de 40 funcionários do instituto, que foi fundado há 76 anos e era vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), ficarão à disposição da Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb) e devem ser realocados para outros órgãos. A mesma medida será tomada em relação aos 22 funcionários contratados pelo Regime Especial do Direito Administrativo (Reda). Já as competências do instituto passam a ser responsabilidade da Coordenação de Fomento ao Artesanato. “As pessoas estão confundindo a extinção do Mauá enquanto autarquia com as finalidades dele. A coordenação que foi criada continuará a política de preservação e incentivo ao artesanato, além dos eventos e certificações que hoje o Mauá, que vai perder a sua função jurídica, faz”, afirmou a diretora do instituto, Emília Almeida. O Mauá tinha entre suas atribuições a venda de artesanato de cooperativas e artistas e, principalmente, o estímulo à produção. “O que ocorreu (para resultar na extinção) não foi uma avaliação negativa dos resultados. Não fomos consultados, mas acredito que isso foi decorrente do novo governo de reduzir o número de cargos. Os relatórios nos últimos anos de vendas do Mauá foram positivos”, argumentou Emília. O edifício-sede do instituto, na Barra, e a outra unidade, no Pelourinho, terão destinação decidida em até 60 dias, pelo grupo de trabalho pelas secretarias de Planejamento (Seplan), Fazenda (Sefaz) e Administração (Saeb).

Aumentar o espaço de armazenamento do iPhone é impossível via cartão microSD, mas existem soluções de armazenamento externo que podem te ajudar a resolver o problema. O pendrive iBridge, da Leef, é uma ótima opção, uma vez que estende a capacidade dos dispositivos Apple da forma mais discreta possível. O dispositivo estava CES 2015, em Las Vegas, e fomos conferir a novidade.
O modelo mais barato é o de 16 GB, que custa US$ 59,99. O de 32 GB sai a US$ 79,99, enquanto o de 64 GB tem preço de US$ 119,99. Nos Estados Unidos, a versão de 16 GB do iPhone 6 custa US$ 649 e a de 64 GB, US$ 749.

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Comparando os valores, percebe-se que o pendrive não é uma opção exatamente econômica. Na verdade, ele é mais uma solução para quem já comprou o gadget da Apple e percebeu que a memória foi insuficiente em algum momento, seja para guardar músicas, imagens ou outros arquivos.
Apesar disso, ele apresenta algumas vantagens: ele conta com versões de até 256 GB (US$ 399,99), o que não é oferecido originalmente pela maçã. Além disso, seu aplicativo é capaz de suportar mais formatos de conteúdo multimídia do que o iOS faz de forma nativa. O gadget ainda está em pré-venda.

Um membro da AQAP, uma ramificação da Al-Qaeda no Iêmen disse que o grupo dirigiu o ataque contra a revista satírica francesa Charlie Hebdo em Paris “como vingança pela honra” do profeta islâmico Maomé. Em uma declaração em inglês feita à Associated Press nesta sexta-feira, ele disse que “a liderança da AQAP dirigiu as operações e que escolheram o alvo com cuidado”.

De acordo com ele, o ataque foi compatível com as advertências do último líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden ao Ocidente sobre “as consequências da persistência da blasfêmia contra santidades muçulmanas”. Ele disse que o grupo adiou a sua declaração de responsabilidade por “razões de segurança”. O membro da AQAP falou sob condição de anonimato devido às regras do grupo.
O presidente François Hollande agradeceu o trabalho das forças de segurança francesas e convocou o povo a se manter forte na luta contra o terror, que ainda não acabou.

“Eu os convoco à vigilância, à unidade e à mobilização”, disse em um breve pronunciamento nacional após a polícia cercar e matar os dois atiradores que participaram do atentado à revista Charlie Hebdo, na quarta-feira, e também o sequestrador que manteve reféns em um supermercado de Paris, nesta sexta-feira.

“Nós somos um povo livre que não cede a nenhuma pressão, que não tem medo”, afirmou Hollande em seu discurso. “Devemos mostrar a nossa determinação para lutar contra tudo o que pode nos dividir, contra o racismo e o antissemitismo”, disse.
O presidente prometeu reforçar a segurança em lugares públicos e também condenou a ação do atirador que matou quatro pessoas e manteve outras reféns em um supermercado de Paris. “Estes fanáticos não tem nada a ver com a religião muçulmana”, disse.

Hollande anunciou que irá participar do grande ato de domingo, em Paris. Ele será acompanhado de chefes de estado de outros países, como Angela Merkel, chanceler da Alemanha, e os primeiros-ministros David Cameron, do Reino Unido, Matteo Renzi, da Itália, Charles Michel, da Bélgica e Mariano Rajoy, da Espanha.
Ele também conclamou os franceses a “se levantarem no domingo para serem os porta-vozes de valores do pluralismo e da liberdade e democracia”. “Sairemos deste teste mais fortes”, disse.

Os dois suspeitos pelo atentato ao jornal Charlie Hebdo foram mortos em um confronto com a polícia francesa nesta sexta-feira (9) em uma gráfica de Dammartin-en-Goële, na França. Em operação conjunta, também foi morto o atirador Amedy Coulibaly, 32, que mantinha cinco pessoas reféns em um mercado em Paris.

Na gráfica estavam os irmãos Said, 34, e Chérif Kouachi, 32, suspeitos de terem matado jornalistas, cartunistas e policiais no ataque ao "Charlie Hebdo" na quarta-feira (7). Eles mantinham uma pessoa refém, que saiu ilesa.

O ataque ao supermercado judeu em Porta de Vincennes, no leste de Paris, aconteceu minutos após a invasão na gráfica onde os irmãos suspeitos de terem participado do massacre de Charlie Hebdo mantinham um refém. A polícia francesa confirmou que há quatros mortos, incluindo atirador Amedy Coulibaly. Segundo a imprensa francesa, quatro reféns foram mortos.

Estimada em R$ 1 bilhão, a ligação entre a Estação da Lapa e a Estação Iguatemi via BRT (Bus Rapid Transit) deve ter as obras iniciadas no segundo semestre de 2015, de acordo com a previsão do secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Fábio Mota. “A Caixa já liberou os recursos e vamos licitar já no primeiro semestre. A previsão é que vamos começar as obras no segundo semestre, com o complexo de viadutos no Lucaia”, afirmou Mota. Além dos viadutos na região do Lucaia, estão previstos outros três complexos, dois na área do Parque da Cidade e outro no trecho próximo ao Iguatemi, na Praça Nilton Rick. Segundo Mota, os ônibus biarticulados que integrarão o BRT, nas vias troncais da cidade, devem ter ar-condicionado. “Os novos ônibus têm ventilação forçada e os do BRT terão ar-condicionado. A previsão é que todo o trecho seja percorrido em 15 minutos, quando atualmente são gastos entre 1h45 e 2h, a depender do tráfego”, completou. O secretário disse ainda que 70% da população soteropolitana utiliza esse trecho da cidade ao menos uma vez por semana e que as obras, que tomarão principalmente as áreas atualmente ocupada por canteiros, devem minimizar o tempo gasto no trajeto.
O titular da pasta afirmou ainda que as negociações para a integração entre a linha 1 do Metrô e o sistema de ônibus urbano devem chegar a uma resolução até o final de janeiro. Mota, todavia, preferiu não cravar a data exata, porém adiantou que o caminho do entendimento está cada vez mais próximo. “Não dá para fazer a integração de todas as linhas que passam pelo Bonocô, porque são muitas linhas. Quando terminar o tramo 1, até Pirajá, a integração vai ser automática. Para esse metrô de 7km, já temos um estudo e algumas linhas devem ser integradas”, sinalizou o secretário de Mobilidade Urbana. O imbróglio sobre a integração dos sistemas adiou o início da operação comercial do Metrô e provocou troca de farpas entre o governo do estado e a prefeitura durante a campanha eleitoral de 2014.

Prefeitos de inúmeros municípios baianos vão às urnas para escolher que deve presidir a UPB no biênio 2015/2016. Os dois postulantes, o prefeito de Santo Amaro (PT), Ricardo Machado, e Maria Quitéria (PSB), que tenta a reeleição, já inscreveram suas chapas. A eleição acontece na próxima quarta-feira (14), durante todo o dia.

A chapa de Quitéria tem como vice presidente institucional, o prefeito de Ruy Barbosa, José Bonifácio; como vice presidente administrativo o prefeito de Barra do Choça, Oberdan Rocha; 1º secretário o prefeito de Mutuipe, Luis Carlos Cardoso; 2º secretário, prefeito de Coribe, Manoel Rocha; 1º tesoureiro o prefeito de Teixeira de Freitas, João Bosco Bittencourt, e 2º tesoureiro, o prefeito de Juazeiro, Isaac Cavalcante de Carvalho.


A chapa de Machado tem como o vice-presidente institucional, prefeito, João Hipólito Rodrigues Filho, de Abaíra; vice-presidente administrativo, prefeito, Márcio Paiva, de Lauro de Freitas; primeiro secretário, prefeito, Antônio Armando do município de Conceição do Almeida; segundo secretário, prefeita, Maria das Graças Trindade Leal, de Araçás; primeiro tesoureiro, prefeito Eduardo José de Macêdo Júnior de São Félix; segundo tesoureiro, prefeito Fernando Almeida de Oliveira de Entre Rios.

O cantor Igor Kannário, que foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, está sendo apresentado no Fórum Criminal de Salvador, no bairro de Sussuarana, na manhã desta quinta-feira (8). O pagodeiro foi preso com maconha no bairro de Caixa D'Água, na quarta-feira (7).

Segundo a 2ª Delegacia Territorial (Liberdade), onde Kannário passou a noite após ser preso pela Polícia Militar, o juiz irá deliberar se o cantor será mantido preso e encaminhado para um presídio em Salvador.

O juiz também poderá desconsiderar o flagrante. Neste caso, o cantor poderá ser solto nos próximos dias.

Segundo o empresário do cantor, Beto Bonfim, o advogado de Igor Kannário deverá entrar com um pedido de habeas corpus em breve, e que o pagodeiro também passou por um exame de corpo delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Salvador antes de comparecer ao fórum.
Ao ser preso, Kannário estava acompanhado de dois integrantes da sua banda - Lázaro de Jesus, 50 anos, que negou ter consumido ou ser dono da droga e foi liberado. João Pedro Laurentino, 27 anos, também foi autuado por tráfico. A polícia encontrou com os dois cerca 8 "dolões" de maconha, o equivalente a 30 cigarros da droga.

A quantia foi suficiente para que os dois fossem autuados por tráfico, embora ambos tenham alegado que a maconha era para consumo próprio. A lei não determina uma quantidade específica para o crime de tráfico de drogas, ficando o tema à interpretação da polícia e, posteriormente, da Justiça.

O trio estava voltando do estúdio, onde estavam ensaiando e gravando uma música, caminhando pela rua Saldanha Marinho quando foram parados pela PM. No depoimento, Kannário disse ao delegado que que recebeu a maconha de fãs e que é comum durante shows os fãs jogarem drogas no palco.

Os detidos foram ouvidos pelo delegado Luís Henrique Costa e foram encaminhados para a 2ª DT, onde ficaram presos até esta manhã. Igor já tinha passagem pela polícia por dirigir sem habilitação. Os outros não tinham passagem pela polícia.

Confusões e polêmica
Kannário é conhecido por se envolver em polêmicas. Em 2012, ele destruiu um quarto de hotel em Aracaju e brigou com um funcionário. Por volta das 5h da manhã , o cantor agrediu um funcionário do Hotel River Side, onde estava hospedado.
“Ele estava muito alterado, falando palavrões e acompanhado por algumas meninas que aparentavam ter entre 13 e 14 anos”, revelou Cristiane Santos, a gerente do hotel, na época.

Kannário negou a versão do hotel e disse que a briga começou depois de ser agredido por um funcionário. No mesmo ano, ele teve o carro apreendido em uma blitz dirigindo sem carteira de habilitação. A situação voltou a se repetir em 2013.

Se você pudesse mudar alguma coisa no seu bairro, o que seria? Se tivesse que escolher um problema para solucionar, qual seria? Provavelmente, a lista é longa. Mas pode começar a enumerar.

Agora, vai ser mais fácil reclamar ou dar sugestões. Pelo menos, essa é a ideia do programa Ouvindo Nosso Bairro, lançado na tarde de ontem pelo prefeito ACM Neto (DEM), no Palácio Tomé de Sousa.

A partir do próximo sábado, dia 10, e até o dia 4 de fevereiro, a prefeitura vai realizar 154 reuniões para identificar as demandas de cada um dos 163 bairros da cidade. Os encontros serão abertos, sempre aos sábados (das 8h às 12h ou das 14h às 18h) e às quartas-feiras (das 18h às 22h).

De acordo com Neto, mesmo com a Ouvidoria do Município, a central telefônica da prefeitura (156) e o trabalho de rua, era necessário aproximar a administração do morador. “O objetivo é convidar o cidadão a trazer sua opinião. Em nenhum outro momento, a prefeitura teve um mecanismo para ouvir a comunidade de forma tão direta”, afirmou.

A partir das respostas da população, a prefeitura vai definir quais intervenções serão realizadas em cada bairro nos próximos dois anos. Segundo o prefeito, essa será a base de um grande projeto de intervenções, que deve ser lançado entre março e abril.

Prioridades
Para dar conta de 154 reuniões (39 por semana) em um mês, foram designadas 13 equipes, compostas por um mediador e dez servidores municipais (de órgãos como a Ouvidoria, a coordenação de Prefeituras-Bairro, o Gabinete e as Secretarias de Saúde e Educação), que devem trabalhar simultaneamente.

“Cada bairro terá seu local e horário. O mediador vai aplicar um questionário e as pessoas vão debater as prioridades. Nós já temos um senso crítico para saber as necessidades da cidade, mas, às vezes, a prefeitura tem uma visão que não é coincidente com o cidadão”, disse o prefeito, que também deve participar de alguns encontros. A expectativa é ouvir 20 mil pessoas.

Embora o número de reuniões seja menor do que o de bairros, nenhuma região deve ficar sem data de debate - assim, elas terão encontros em conjunto com outras localidades. Existem bairros administrativos, como o CAB, e bairros com mil habitantes. Ao final, cada bairro terá dez necessidades identificadas. “Isso pode gerar 1.600 intervenções da prefeitura”, apontou Neto. Após as reuniões, as equipes terão até 50 dias para concluir um relatório.

Só então será lançado o novo programa, embora o prefeito não diga ainda qual o seu orçamento: “Num bairro, pode ser uma escadaria. Em outro, pode ser posto de saúde. Vamos fechar o orçamento e informar quais obras vão ser feitas e quanto vai custar”. Ainda assim, as intervenções devem começar ainda este semestre.

De fato, o que o morador de cada bairro vê como prioridade pode ser bem diferente de outro. O líder comunitário Adriano Loureiro, 44 anos, morador de Itapuã, citou a revitalização do Parque do Abaeté como uma das prioridades. “Mas também precisamos de cursos profissionalizantes para os jovens”.

Já no Itaigara, o veterinário Reinaldo Oliveira, 79, reivindica a construção de uma praça, além de melhorias na iluminação pública e no trânsito. No Nordeste de Amaralina, além da iluminação, o líder comunitário Gil de Leon, 44, gostaria de cuidado com pedestres - com o alargamento de calçadas, por exemplo.

Ação imediata
Segundo o ouvidor geral do município, Humberto Viana, as reuniões do Ouvindo Nosso Bairro são diferentes das oficinas realizadas pelo Salvador 500. “O Ouvindo Nosso Bairro é para ação imediata. O foco está no cidadão comum”, explicou.

Em dezembro, duas reuniões “piloto” foram realizadas, em São Marcos e em Fazenda Coutos. “Conseguimos aplicar com êxito a metodologia que consiste em duas partes: a individual, onde o cidadão pensa Salvador como qualquer um de nós, e outra em grupo, quando eles se colocam no lugar do prefeito e colocam por ordem de prioridade o que vai ser feito”, contou o coordenador das Prefeituras-Bairro, Reinaldo Braga.

Todos os horários e locais das reuniões (veja no quadro ao lado) estão disponíveis no site www.ouvindonossobairro.salvador.gov.ba.br. Também é possível consultar os horários pelo número 156.

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Minutos após o ataque que deixou 12 mortos no jornal Charlie Hebdo, em Popincourt, Paris, a França elevou seu alerta de segurança para o nível mais alto e reforçou as medidas de proteção em templos, lojas, escritórios de empresas de comunicação e de transporte, além dos aeroportos. Já as escolas foram fechadas.
De acordo com o porta-voz da polícia, Rocco Contento, diante do clima de insegurança e da possibilidade de outros ataques, os centros turísticos de Paris, assim como o metrô, que inicialmente haviam sido interditados pelas forças do Exército, passaram a ser monitorados pela polícia.

O presidente francês, François Hollande, decretou “luto nacional” de três dias após o ataque mais mortal no país em décadas, chamou os jornalistas de “nossos heróis de hoje” e renovou seu apelo à união do país. “Nossa melhor arma é a nossa união. Nada pode nos dividir, nada deve nos separar”, declarou o chefe de Estado, durante discurso à nação, transmitido ontem por emissoras de televisão.

Manifestação

O clima de tensão espalhou-se pela capital parisiense e logo provocou reações. Mais de cem mil pessoas foram às ruas de cidades de toda a França para homenagear as vítimas da tragédia, segundo estimativas da AFP.

Em Paris, 35 mil pessoas foram à Praça da República, no centro da cidade, perto da sede do Charlie Hebdo, segundo a polícia. Muitos exibiam um adesivo preto, com a mensagem “Je suis Charlie” (“Eu sou Charlie”), um lema em solidariedade às vítimas do ataque.
“Eu lia o Charlie quando jovem. Wolinski foi o desenhista da minha juventude”, declarou, em Lyon, William Ouzilou, de 62 anos, que participou da marcha com a esposa. “Não podemos deixar que a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, sejam covardemente assassinadas, não construímos nada sobre a barbárie”, acrescentou.

De acordo com a estudante de comunicação baiana Maria Dominguez, 20 anos, que mora há cinco meses na capital francesa, o movimento na Praça da República não teve complicações.

“Foi muito tranquilo, apesar da quantidade de gente. Foi um ato de solidariedade mesmo. Os presentes estavam com velas, flores, canetas e exemplares da revista na mão. Gritavam ‘Je suis Charlie’, ‘Liberté des crayons’ (liberdade dos/aos lápis) e ‘Charlie Hebdo on a besoin de toi’ (Charlie Hebdo, a gente precisa de você)”.

Mesmo com o clima de insegurança, Maria diz que a rotina das pessoas em Paris seguiu normalmente. “Quando cheguei na estação da Bastilha, os agentes da empresa que administra o transporte público de Paris (RATP) estavam interditando a linha 5, que tem conexão com a 8. Todo mundo sabia e percebia que tinha algo acontecendo, mas tudo fluía de forma natural”, disse.

Segurança

Os ataques levaram à intensificação das medidas de segurança na capital francesa. O atentado de ontem é o mais mortífero do país desde 1961, segundo os jornais Le Figaro e Le Monde.

Naquele ano, o grupo OAS (Organização do Exército Secreto, em francês) colocou uma bomba na linha de trem entre Estrasburgo e Paris. Os artefatos explodiram em Vitry-le-François, na região de Champagne, fazendo com que os vagões descarrilassem, matando 28 pessoas.
Na Espanha, a sede do jornal El País, em Madri, foi abandonada às pressas por funcionários da empresa horas depois do atentado em Paris por causa de uma suspeita de bomba no interior do prédio. No entanto, o jornal publicou matéria revelando tratar-se de uma garrafa conectada de forma rudimentar a uma lata de spray que, segundo a Polícia Nacional, não oferecia qualquer perigo.

O massacre em Paris também é o pior ataque à mídia desde o massacre de Maguindanao, em 2009, nas Filipinas, quando pelo menos 34 foram mortos. O artista sueco Lars Vilks, que provocou polêmica em 2007 após publicar desenhos do profeta Maomé como um cachorro, também teve a sua segurança reforçada após o ataque.

A Itália reforçou a segurança em “alvos sensíveis” após o ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. O governo citou a presença do Vaticano e a participação italiana em coligações antiterrorismo.

Chefes de Estado condenam ataque e se solidarizam à França

Diversos chefes de Estado e autoridades mundiais manifestaram ontem seu repúdio ao ataque à sede do jornal francês Charlie Hebdo. A presidente da República, Dilma Rousseff, disse, em nota, que o ataque fere a liberdade de imprensa. “Esse ato de barbárie é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa”.

Ela também prestou condolências aos familiares das vítimas e se solidarizou ao presidente Hollande e ao povo francês. A Associação Nacional de Jornais do Brasil também condenou o ataque em nota: “Trata-se de um ato terrorista, injustificável como toda ação do gênero”.
Na Espanha, a sede do jornal El País, em Madri, foi abandonada às pressas por funcionários da empresa horas depois do atentado em Paris por causa de uma suspeita de bomba no interior do prédio. No entanto, o jornal publicou matéria revelando tratar-se de uma garrafa conectada de forma rudimentar a uma lata de spray que, segundo a Polícia Nacional, não oferecia qualquer perigo.

“Foi um horroroso e injustificável crime a sangue-frio”, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Ele disse que se trata de um “ataque direto” à liberdade de expressão e de informação, que qualificou como um “pilar da democracia”.

O papa Francisco também expressou sua “firme condenação” ao atentado. Segundo o Vaticano, o pontífice disse que o ataque “semeou a morte, levando consternação a toda a sociedade francesa e afetando profundamente todas as pessoas amantes da paz”.

Já o presidente dos EUA, Barack Obama, também condenou o ataque à redação da revista. “A França é o mais antigo aliado da América e tem ficado lado a lado com os EUA na luta contra terroristas que ameaçam o mundo e nossa segurança comum”, afirmou em um comunicado divulgado pela Casa Branca. Ele afirma que está em contato com as autoridades francesas e ofereceu qualquer ajuda necessária.

O premiê britânico, David Cameron, também reforçou seu apoio à França na luta contra o terrorismo. “Os assassinatos em Paris são doentios. Nós estamos ao lado dos franceses na luta contra o terrorismo e na defesa da liberdade de imprensa”, disse em um comunicado oficial. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a Alemanha apoia a França neste momento difícil.

“Um ataque que ninguém pode justificar contra a liberdade de imprensa e de opinião, um fundamento de nossa cultura livre e democrática”, afirmou em nota.

Líderes muçulmanos repudiam atentado terrorista a jornal

Líderes muçulmanos condenaram o ataque contra a redação do jornal satírico francês, mas, ao mesmo tempo, alertaram que o crescimento do sentimento anti-islâmico na Europa aumentou o apoio aos jihadistas de todo o continente.

Nas capitais de nações muçulmanas, ministros manifestaram no rádio solidariedade com a França. Na Europa, líderes muçulmanos condenaram o ataque e fizeram pedidos por tolerância. Organizações islâmicas condenaram o ataque na internet e usaram a hashtag #CharlieHebdo para expressar solidariedade.

A Liga Árabe e a Al Azhar, principal autoridade do Islã sunita e a segunda mais antiga do mundo, repudiaram o atentado terrorista. Em comunicado, o chefe da Liga Árabe, Nabil Al Arabi, informou que “condena energicamente o ataque”.

A Al Azhar também condenou o que chamou de “ataque criminoso”, afirmando que “o Islã denuncia qualquer violência” e que “não aprova o uso da violência, mesmo em resposta a qualquer ofensa cometida contra os sentimentos sagrados dos muçulmanos”.

Mais cedo, o Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM), primeira comunidade muçulmana da Europa, com mais de três milhões de membros, qualificou de “ato bárbaro” o atentado ao jornal Charlie Hebdo. “Este ato bárbaro de extrema gravidade é também um ataque contra a democracia e a liberdade de imprensa”, acrescentou o conselho.

Um enorme navio cargueiro que levava automóveis e seguia para a Alemanha encalhou na noite de sábado (3) na entrada das Águas de Southampton, no sul da Inglaterra, perto da Ilha de Wight. As 24 pessoas a bordo do Hoegh Osaka, com bandeira de Cingapura, foram resgatadas de helicóptero.
O navio acabou tombando e parou aproximadamente a 45°, na diagonal. Uma megaoperação envolvendo diferentes agências está sendo feita para resgatar o cargueiro.