O Jornal da Cidade

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O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, anunciou que suspendeu a permissão da realização de eventos com até 500 pessoas na cidade. De acordo com a gestão municipal, a decisão ocorre por conta da "falta de comprometimento de promotores de eventos e empresários deste setor, somado à irresponsabilidade de alguns cidadãos".

Um novo decreto com a oficialização da suspensão foi publicado nesta quarta-feira (18). Além disso, medidas de segurança contra o coronavírus foram anunciadas.

Uma das principais mudanças é a alteração no horário das atividades econômicas.

Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia-crime ao procurador-geral da República, Augusto Aras, por prevaricação.

De acordo com o portal Metrópoles, a manifestação é dirigida à ministra Cármen Lúcia, a quem os parlamentares pedem que seja encaminhada ao Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF).

Na avaliação dos senadores, Aras prevaricou ao se omitir durante os ataques de Bolsonaro e seu clã ao sistema eleitoral brasileiro. Os parlamentares também entendem que o procurador teria se omitido e recusado a atuar em relação ao “dever de defender o regime democrático brasileiro”.

Outra acusação que pauta a notícia-crime é de suposta omissão do PGR na atuação de fiscalização do cumprimento da lei no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

“O comportamento desidioso do PGR fica evidente não só pelas suas omissões diante das arbitrariedades e crimes do presidente da República, mas também pelas suas ações que contribuíram para o enfraquecimento do regime democrático brasileiro e do sistema eleitoral e para o agravamento dos impactos da Covid-19 no Brasil, além de ter atentado direta e indiretamente contra os esforços de combate à corrupção no país”, defendem os senadores.

Ainda de acordo com os congressistas, Aras “procedeu de modo incompatível com a dignidade e com o decoro de seu cargo”.

A Polícia Militar informou nesta quarta-feira (18) que iniciou uma operação especial no bairro de Valéria e adjacências, sem previsão de fim. A região vive momentos de tensão com vários tiroteios sendo registrados em meio a uma disputa entre facções criminosas.

Em nota, a PM diz que a determinação partiu do comandante geral, coronel Paulo Coutinho. A operação vai reforçar o policiamento em toda região, com presença da Companhia de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do Batalhão de Choque, da Operação Gêmeos, do Grupamento Aéreo (Graer), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), dos Pelotões de Emprego Tático Operacional (Peto) do Comando de Policiamento Regional da Capital (CPRC) – Baía de Todos os Santos (BTS), além das guarnições da 31ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), que faz a segurança na área.

Não há previsão para retirada da tropa, que ficará sob coordenação do coronel Paulo Guerra, comandante da CPRC-BTS. O objetivo é "manter a ordem pública e tranquilizar a comunidade local". diz a PM.

“A ocupação não tem prazo. A demanda do nosso comandante-geral é que nós ocupemos de forma objetiva e permaneça até o estado de segurança. Estamos ocupando a partir de agora a área de Valéria fazendo frente a esses marginais que tentam desequilibrar a sociedade com intransigência e intolerância pela briga dos pontos de droga do bairro", diz o coronel Guerra.

Segundo ele, a operação vai ocupar pontos estratégicos da região. “Será uma atividade pautada num planejamento feito pelo Comando Regional Baía de Todos-os-Santos, ao qual eu comando, através de uma sessão de planejamento técnico, dentro das nossas normas técnicas de emprego de tropa. E vamos fazer frente a essa ocupação em pontos estratégicos aqui na área, onde há os índices estatísticos, para a retomada da tranquilidade”. Ele acrescenta: “Certamente daremos a sociedade uma resposta altura com a altura, com a captura desses marginais".

Na manhã de hoje, com mais relatos de tiroteios na região da Rua das Palmeiras, na localidade do Penacho Verde, a maioria dos comerciantes optou por fechar as portas. Ônibus também pararam de circular na região.

O comércio local voltou a abrir as portas quando a situação foi controlada pela polícia. Os ônibus continuam sem circular nessas localidades e, por conta disso, moradores estão andando o Largo de Valéria até Nova Brasília. são cerca de 2,5 km de percurso.

O Brasil chegou nesta terça-feira, 17, a 1.051 casos confirmados da variante Delta do novo coronavírus, apontam dados reunidos pelo Ministério da Saúde. Houve alta de 84% em relação aos 570 diagnósticos positivos para a cepa divulgados em balanço de terça-feira da semana passada, 10. Ao todo, são 41 vítimas da Delta no País, número que, por sua vez, é 13% maior do que os 36 óbitos registrados até uma semana atrás. Identificada originalmente na Índia, a cepa é mais transmissível e tem colocado especialistas em alerta.

O Estado com o maior número de mortes segue sendo o Paraná, com 19, mas outros sete Estados também já contabilizam vítimas para a cepa: Rio Grande do Sul (8), Rio de Janeiro (7), Goiás (1), Maranhão (1), Pernambuco (1), Minas Gerais (1) e Santa Catarina (1). Além do Distrito Federal, com duas vítimas.

O Estado do Rio continua liderando no número de diagnósticos positivos para Delta, com 431. Segundo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essa cepa já é responsável por 56,6% dos casos sequenciados geneticamente no Rio, o que pode resultar em alta de internações.

Um estudo da Fiocruz divulgado pelo Estadão/Broadcast nesta terça-feira revela que os indicadores de casos e mortes pela covid-19 entre idosos estão subindo no Estado.

Além do Rio, casos da Delta também foram registrados em: Alagoas (2), Ceará (16), Distrito Federal (87), Espírito Santo (7), Goiás (14), Maranhão (7), Mato Grosso (12), Minas Gerais (20), Pará (3), Paraná (56), Pernambuco (7), Rio Grande do Sul (119), Santa Catarina (38), São Paulo (231) e Tocantins (1).

De acordo com o Ministério da Saúde, os dados são atualizados com base em notificações das secretarias estaduais de saúde e são dinâmicos. "Os números podem sofrer alterações após investigação feita pelas gestões locais", explicou a pasta.

O ministério reforçou ainda que o avanço da vacinação é "essencial para reduzir o caráter pandêmico" da covid-19. Nesta terça-feira, o Brasil atingiu 117.699.389 pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19, o equivalente a 55,58% da população total. Já aqueles com imunização completa são 51,5 milhões, o que representa 24,36% da população.

De acordo com informações da Coluna Satélite, de Jairo Costa Júnior, publicada nesta terça-feita (17), no Jornal Correio*, um relatório elaborado recentemente pela Polícia Federal a partir da perícia sobre aparelhos celulares do casal Adailton e Geciane Maturino, pivô do esquema investigado pela Faroeste, revela a existência de uma rede especializada em produzir empréstimos fictícios para justificar dinheiro ilícito oriundo de grilagem e venda de sentenças no Judiciário baiano. "A análise do celular apreendido em poder de Geciane trouxe diversas conversas entre ela e seus contadores, os quais, juntamente com Adailton Maturino, operam sistemática produção serial de dezenas de contratos de empréstimos falsos para dar aparência de legalidade, por exemplo, a R$ 14 milhões recebidos no esquema criminoso em apuração", diz o relatório.

Sinal de perigo
A devassa da PF sobre os smartphones do casal mostra ainda a preocupação de um contador dos Maturino com o fato de que valores milionários estavam sendo movimentados antes mesmo de qualquer decisão judicial favorável sobre a posse de terras griladas no Oeste baiano.

São mais de 80 anos de história acabados em menos de dois anos de pandemia. Isso é o que sente colaboradores, passageiros e até sindicalistas sobre a saída da Santana Transportes das linhas intermunicipais operadas na Bahia. A empresa, que já vinha em crise financeira, não conseguiu equilibrar as contas com o embarque da covid-19 no estado. As quase 40 linhas intermunicipais sob sua responsabilidade, que cortam 45 cidades baianas, foram transferidas para a Cidade Sol. A nova empresa já começa a atuar no dia 1º de setembro de 2021.

Até lá, cerca de 270 trabalhadores da Santana serão desligados, totalizando quase 550 demissões de funcionários somente durante a pandemia, segundo a estimativa do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Feira de Santana (Sintrafs). Ficarão apenas 18 trabalhadores responsáveis pelo fretamento e turismo, os únicos serviços que continuarão sendo mantidos pelo grupo.

“É muito pouco. São 18 trabalhadores que rodam para o polo e o turismo praticamente não existe com a pandemia. A empresa não acaba totalmente, mas, para o que vai ficar, sobra praticamente nada”, lamenta José de Souza, vice-presidente do Sintrafs. O sindicato intermediou a negociação com a empresa, que garantiu pagar tudo o que os trabalhadores têm direito na rescisão.

“É multa, aviso prévio, FGTS, férias vencidas, a vencer... nessa questão, não tem problema, pois a empresa não quebrou”, explica José, que só consegue falar coisas boas da Santana.

“A gente não tinha o que falar mal! Eles sempre cumpriam as obrigações, sempre honraram até agora na reta final, quando vão sair sem dar calote, sem deixar o nome sujo como tantas fazem”, diz

Santana é uma das pioneiras no transporte intermunicipal na Bahia
O sentimento do sindicalista é explicado, em partes, pela história da empresa de transportes. A Santana foi fundada no ano de 1937, sendo uma das pioneiras no estado no transporte intermunicipal, chegando em cidades que antes não tinham linhas de ônibus, principalmente no Recôncavo baiano, como São Félix e Cachoeira. “Ela abriu os roteiros diretos de Salvador para essas cidades”, explica o busólogo Felipe Pessoa.

De acordo com o site de busólogos Ônibus Paraibanos, a empresa teve dois donos diferentes antes de ser comprada, em outubro de 1985, pela Auto Viação Camurujipe, representada pelos sócios Pedro de Freitas Barros Junior e José de Luís Barros. Em fevereiro de 1999, a Santana se desvinculou da Camurujipe e passou a ser administrada pelo Grupo Pedro Barros, hoje comandada pelos herdeiros Izabella Barros e Décio Barros, com quem entramos em contato, mas não tivemos retorno.

“É um grupo familiar. O perfil deles e até a postura que eles tinham era de ser uma família. Pedro Barros, que todos chamavam de seu Pedrinho, fazia com que fosse assim”, disse o jornalista Bruno Leite, natural de Feira de Santana e usuário frequente dos ônibus da empresa. O busólogo Felipe Pessoa afirma que essa relação familiar era vista no comportamento dos trabalhadores e na qualidade do serviço prestado.

“A Santana foi a primeira empresa na Bahia a disponibilizar ar-condicionado para viagens de até duas horas de duração. Alguns ônibus já tinham televisão, água a bordo, wifi e poltronas com espaçamento numa época em que isso não era comum”, lembra.

Em 2016, quando já era conhecida pelos veículos de forte tom azul, a Santana lançou o Ônibus Rosa, em prol da campanha Outubro Rosa. Na época, parte do valor das passagens foram revertidos para o Hospital Aristides Maltez, para fortalecer a luta contra o câncer de mama.

Apesar das ações, na última década, já era perceptível que a empresa enfrentava uma crise. “Antes da pandemia já era notável que ela não renovava a frota das linhas intermunicipais. Além disso, há algum tempo já era perceptível que os colaboradores não trabalhavam mais com aquele sorriso no rosto característico dos empregados da Santana”, afirma Pessoa.

Crise econômica e aumento do transporte irregular foram fatores determinantes
O anúncio da saída da Santana foi feito na última quinta-feira (12), em comunicado interno. No texto, assinado por Izabella e Décio Barros, a empresa afirma que a crise econômica gerada na pandemia e o aumento do transporte irregular foram fatores determinantes para a decisão de passar as linhas para a Cidade Sol.

“A redução de passageiros transportados, o crescimento da concorrência pelo transporte informal, tem comprometido a capacidade de pagamento e de investimento por parte, principalmente, das empresas de pequeno e médio porte do setor”, disseram.

A Cidade Sol também emitiu um comunicado para seus colaboradores confirmando que vai assumir as operações da Santana. “Diante da necessidade de equilibrar o faturamento das empresas, a Cidade Sol, que já possui toda a estrutura física e de gestão para operação na cidade de Salvador e região, irá enfrentar mais um desafio, assumindo as linhas que operam nos municípios de Feira de Santana, Itacaré, Valença, Santo Amaro e São Félix”, disseram.

Ambas empresas não divulgaram detalhes das negociações e valores envolvidos, mas o busólogo Felipe Pessoa acredita que não se trate de algo barato. “Com certeza, foi um valor muito expressivo, pois a Santana passou uma das linhas mais disputadas no Nordeste, que é Salvador-Feira de Santana. Então, o valor deve ter sido bem generoso, na casa das dezenas de milhões”, aponta.

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) foi procurada, mas não respondeu até o fechamento da reportagem. Alguns funcionários da Santana também foram procurados, mas não quiseram falar sobre o assunto, pois preferiram aguardar o posicionamento oficial da empresa de como vai ficar a situação deles. Nós não conseguimos o contato da empresa Cidade Sol.

Passageiros relatam relação de carinho com a Santana
Uma das lembranças mais antigas que o jornalista Bruno Leite, 23 anos, tem é dele indo com a família de Feira de Santana para Cachoeira visitar a tia num ônibus da Santana. Na época, nem passava por sua cabeça que, anos depois, ele iria fazer aquele mesmo trajeto diariamente, dessa vez para estudar na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Em 2019, ele se mudou – num ônibus da Santana - para Salvador e outras duas linhas entraram de vez na sua vida: Salvador-Feira de Santana e Salvador-Cachoeira. “Eu saía de Salvador muito cedi e já levava meu almoço. Para voltar, esquentava a comida na faculdade e ia comendo dentro do ônibus. Tudo isso para conseguir chegar na capital de tarde e não faltar o estágio. A Santana sempre foi pontual e os ônibus nunca quebraram no meio do caminho”, lembra.

Também natural de Feira de Santana e estudante, mas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Maria Lara, 22 anos, teve sua vida cruzada com a da Santana em 2018, quando ela se mudou para estudar em Salvador. “Como eu ia visitar a família no final de semana, sempre ia de Santana. Se a saída deles fosse a um tempo atrás, iria me atrapalhar muito, pois eu não pego os carros irregulares, os chamados ligeirinhos, e sou muito acostumado com a empresa”, diz.

Por causa da pandemia, Maria Lara está morando novamente em Feira de Santana. Ela espera que a próxima empresa mantenha o nível da qualidade da Santana. “Eu não sei como vai ser meu vai e vem sem a segurança da Santana. Eles são conhecidos pela pontualidade. Eu me sentia segura nos ônibus executivos, não tinha problema com a higiene do veículo ou lotação. A empresa tinha credibilidade”, garante.

O busólogo Felipe Pessoa também é cliente da Santana. Ele se desloca pelo menos duas vezes na semana para Feira de Santana por causa da sua empresa. Mesmo conhecedor do serviço prestado, ele não acredita que acontecerá algum impacto com a chegada da Cidade Sol.

“Não vai ter diferença, pois os operacionais da Santana e Cidade Sol são basicamente os mesmos. Muda apenas a empresa, mas o padrão é o mesmo. A Cidade Sol também é conhecida pela qualidade do serviço e tem a capacidade até de elevar o mesmo. Quem vai sentir impacto são os profissionais, que não sabem ainda qual será seu futuro e, com certeza, a empresa não vai conseguir manter todos”, lamenta.

Na Copa Sul-Americana, o Esquadrão frustrou os tricolores e não conseguiu avançar à segunda fase, ficando em terceiro lugar no grupo que tinha o Independiente-ARG, City Torque-URU e Guabirá-BOL. Já na Copa do Brasil, foi eliminado nas oitavas de final pelo Atlético-MG

O grande problema do treinador foi no Campeonato Brasileiro. O Bahia começou bem no torneio, somando 17 pontos nos dez primeiros jogos - o melhor início do clube nos pontos corridos -, mas embalou uma sequência negativa de seis jogos sem vencer, que ainda não foi interrompida. Foram cinco derrotas para São Paulo, Flamengo, Atlético-MG, Sport e Atlético-GO, além do empate com o Cuiabá, o que aumentou a pressão no trabalho de Dado. O início da crise coincidiu com a saída de dois titulares, o zagueiro Juninho e o meia Thaciano, negociados para times do exterior.

Após a derrota para o Atlético-GO, Dado chegou a garantir que o clima interno era bom e que tinha a confiança dos jogadores na continuidade do trabalho, mas a diretoria do Bahia decidiu por encerrar o ciclo do treinador.

A vacinação da população adulta de Salvador deve ser concluída até o próximo sábado (21). Essa é a expectativa do prefeito Bruno Reis, que faz a previsão com estimativa da chegada de mais imunizantes para a capital baiana, assim como seringas para a aplicação das vacinas.

"Estamos bem próximos de concluir a população adulta. Se chegarem as seringas ou se conseguirmos viabilizar a compra delas, vamos concluir os 20 anos. E se chegarem mais vacinas, vamos concluir toda população adulta até sábado. Mas isso depende das vacinas chegarem", explicou o prefeito, nesta terça-feira (17).

Caso isso aconteça, a cidade vai ter antecipado a previsão inicial de vacinar todos os adultos até o fim do mês. "Estaremos antecipando em 10 dias uma estimativa que fiz lá atrás que iríamos concluir a vacinação da população adulta no fim de agosto", disse o prefeito.

Após a aplicação da primeira dose em todos os adultos, serão vacinados os adolescentes entre 12 e 17 anos com comorbidades e deficiências.

O prefeito aproveitou a oportunidade para convocar quem pode se vacinar, mas ainda não o fez. "Quero ter uma conversa séria com 96 mil pessoas que não foram tomar a primeira dose, que têm acima de 21 anos e não tomaram a primeira dose, e um univeros de 46 mil pessoas que não foram tomar a segunda. São 142 mil pessoas que precisam ter compromisso consigo próprio e com os outros", apelou.

Bruno destacou que em outros países o vírus tem infectado principalmente quem não se vacinou. "O que está acontecendo em outros lugares do mundo? A pandemia continua avançando justamente nessas pessoas: quem não tomou a primeira dose ou não concluiu a vacinação", pontuou.

O publicitário Duda Mendonça, 77 anos, morreu em São Paulo, nesta segunda-feira (16). Duda estava internado no Hospital Sírio-Libanês há dois meses, tratando um câncer no cérebro. A informação da morte foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Duda é um dos marqueteiros políticos mais conhecidos. Famoso por sua atuação em campanhas petistas, e por ter criado o slogan "Lulinha, Paz e Amor", em 2002, Mendonça também trabalhou com nomes como Paulo Maluf, Miguel Arraes, Ciro Gomes, e Paulo Skaf.

Ele fez a campanha vitoriosa de Lula em 2002. Em 1975, ele abriu a agência de publicidade DM9 em Salvador. Ele estreou no marketing político em 1985, quando trabalho na campanha de Mário Kertész para a prefeitura de Salvador.

CPI
Em 2005, em depoimento à CPI dos Correios, Mendonça confessou ter recebido R$ 10,5 milhões pela campanha à eleição de Lula via caixa 2. Ele chegou a virar réu no processo do Mensalão, mas foi absolvido em 2012 pelo Supremo Tribunal Federal.

Os ministros concluíram que ele não teria como saber se era ilícita a origem de R$ 10,3 milhões que recebeu em 2002 na campanha de Lula ao Palácio do Planalto.

Anos mais tarde, em 2016, teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido R$ 10 milhões para o grupo político do presidente Michel Temer delatado por executivos da Odebrecht.

Em 2017, seguindo o caminho de outros dois publicitários do PT, João Santana e Mônica Moura, o marqueteiro assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

Casado com Aline Mendonça, ele deixa quatro filhos.

Os cientistas já conhecem bem esse comportamento. Após dois anos seguidos de aumento no número de casos da dengue, são vividos outros dois anos de redução, como uma espiral que parece não ter fim. O ano de 2021 está aí confirmando essa tendência. Até o momento, a queda de casos de dengue na Bahia é de 71,82% se comparado com 2020, que trazia o segundo período seguido de epidemia.

“Essa doença é caracterizada por períodos epidêmicos e não epidêmicos. Os anos de 2015 e 2016 foram epidêmicos, enquanto 2017 e 2018 não foram. Já 2019 e 2020 voltaram a ser epidêmicos e 2021 começa a ter a redução que esperamos ver novamente em 2022”, explica Ana Claudia Nunes, Coordenadora da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Ela afirma que o período epidêmico é sinalizado quando acontece aumento repentino e inesperado no número de notificações da doença ou quando a incidência supera 300 casos por 100 mil habitantes nas últimas quatro semanas. “Temos um diagrama de controle que indica se os casos prováveis de dengue estão dentro do esperado para o período considerando a série histórica. É a forma como conseguimos avaliar a redução ou aumento dos casos”, diz.

No caso da Bahia, entre os dias 1º de janeiro de 2021 e 10 de agosto de 2021, foram registrados 21.958 casos de dengue, um número quase quatro vezes menor do que os 77.920 casos da doença registrados no mesmo período de 2020. Além disso, a atual incidência da dengue no estado é de 147,6 casos por 100 mil habitantes, caracterizando a não epidemia.

Salvador também registra queda nos casos de dengue
O reflexo dos números estaduais pode ser visto na capital baiana. Entre os dias 3 de janeiro de 2021 a 7 de agosto de 2021, foram registrados 465 casos de dengue em Salvador, 95% a menos dos 10.278 casos notificados no mesmo período de 2020.

"Apesar de estarmos no período de redução, continuamos realizando ações de controle e educativa. Durante a vacinação contra a covid, por exemplo, a gente aproveita para divulgar a importância de se evitar criadouros e quais são todos os cuidados que cada munícipe deve ter”, diz Cristina Guimarães, coordenadora das ações de controle do Aedes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Ela explica que o controle continua principalmente nos locais onde há mais registro de casos, que atualmente são os distritos sanitários de Pau da Lima e Cabula/Beiru. “Quem mora nessa região precisa tomar mais cuidado ainda. Tem que usar repelente, mosquiteiro, verificar se os vizinhos estão mantendo os cuidados e, se necessitar da visita dos agentes, ligar para o Fala Salvador pelo número 156”, relata.

Na manhã dessa sexta-feira (13), uma ação de controle foi feita em São Marcos, que faz parte do distrito sanitário de Pau da Lima. "Lá tem um caso suspeito de dengue, o que foi suficiente para irmos com a equipe que faz a limpeza e aplica o inseticida capaz de matar o mosquito adulto”, relata.

Além da dengue, outras arboviroses tiveram redução na capital. A chikungunya caiu 98% (De 11.432 casos entre 3 de janeiro de 2020 a 7 de agosto de 2020 para 264 casos no mesmo período de 2021) e a zika caiu 96% (1.217 casos em 2020 para 44 em 2021).

Zika e chikungunya também estão em queda na Bahia
Na Bahia, o cenário não epidêmico das outras arboviroses não é diferente. Entre 2020 e 2021, a zika caiu 83% (de 3.975 casos para 671) e a chikungunya caiu 71% (de 37.396 casos para 10.952). A redução só não é tão expressiva como está sendo em Salvador por causa das regiões Oeste, Centro-norte e Sudoeste, que ainda preocupam as autoridades sanitárias por juntas compreenderem 85% dos casos de arboviroses em 2021.

Nessas três regiões baianas, o coeficiente de incidência é superior a 300 casos por 100 mil habitantes, o que caracteriza uma situação epidêmica. Dos doentes, seis já vieram a óbito por dengue, sendo dois em Luís Eduardo Magalhães e os demais em Uruçuca, Jaguarari, Conceição do Coité e Ibipeba, cada. Já a chikungunya levou uma pessoa a óbito, em Matinha, enquanto a zika não vitimou ninguém.

Moradora de Salvador, a psicopedagoga Jerusa Oliveira de Carvalho, 54 anos, teve dengue e chikungunya ao mesmo tempo no ano passado, período de aumento de casos na Bahia. “Eu fiquei muito mal. Tive todos os sintomas horríveis, como dor, febre e calafrios. Até hoje não me recuperei totalmente das dores causadas pela chikungunya”, lamenta a profissional da educação, que teve que ficar um mês de cama para tratar a doença.

“Os piores efeitos foram os psicológicos. Fiquei muito abatida, pois não conseguia comer, levantar, pentear o cabelo e fazer atividades básicas. Logo eu que sempre fui uma pessoa ativa, fiquei super dependente do outro. Tive que voltar para a terapia para lidar com tudo isso. A pessoa que pegar essa doença precisa desse acompanhamento profissional”, recomenda.

Cuidados não podem ser deixados de lado
Se a tendência se confirmar, 2022 será novamente um ano não epidêmico, enquanto 2023 vai registrar aumento nos casos de arboviroses. Esse comportamento sazonal acontece por questões relacionadas ao ambiente, como temperatura e precipitação de chuvas, que são fatores que determinam as condições de vida do principal vetor, o Aedes aegypti.

No entanto, ainda que a tendência aponte para uma queda este ano, não dá para baixar a guarda. É necessário manter os cuidados necessários para evitar a proliferação das larvas do mosquito, eliminando a água armazenada que pode se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, dentre outros. O problema é quando as ruas onde as pessoas moram não têm um ambiente favorável para isso.

Moradora do bairro de Periperi, na região próxima ao Canal do Paraguari, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, Valdecir Lima conta que é até difícil caminhar por ali nos finais de tarde devido à nuvem de mosquitos. Ele teme que o tempo chuvoso cause uma infestação de casos de arboviroses por lá. Requalificado e entregue no fim do ano passado, o canal passou por uma obra para solucionar problemas de acúmulo de lixo e promover a reurbanização da localidade.

Mas a moradora observa que, como o rio que corria ali foi parcialmente coberto, os mosquitos se escondem sob a estrutura das passarelas e saem à noite, o que preocupa. Valdecir Lima acredita, inclusive, que os números da doença podem estar subnotificados, ou seja, têm chances de ser muito maiores do que os computados pelas redes de saúde, já que nem todo mundo tem procurado o serviço médico por medo de ser infectado pela covid-19. “As pessoas estão esquecendo os nossos outros problemas sanitários”, diz.

Pandemia pode ter contribuído na subnotificação de casos de arboviroses
Descobridor do vírus da zika, o virologista Gúbio Soares concorda com a moradora. Como 2020 foi um ano atípico devido a pandemia, os esforços, tanto dos indivíduos quanto das autoridades, se voltaram para o controle da covid-19 e, por consequência, houve uma fragilidade no combate às arboviroses. Ele lembra, inclusive, que Feira de Santana teve um forte surto de chikungunya no ano passado e a situação passou quase despercebida.

“Muita gente não buscou mesmo os postos de saúde e as pessoas tiveram perda de movimento porque a chikungunya afeta as articulações e, em alguns casos, pode até matar. Já a zika afeta especialmente mulheres grávidas, com risco de microcefalia para a criança. Agora, nesse período de chuvas, a água se acumula nas lajes não cobertas e Salvador tem uma temperatura média de 24°C, ideal para a proliferação do mosquito. O problema das arboviroses na Bahia ainda é muito grande”, diz.

Ana Cláudia Nunes explica, ainda, que o ciclo do mosquito dura 10 dias, período em que ele vai do ovo à fase adulta. No entanto, um ovo pode sobreviver sem eclodir e durar até 450 dias. Ele fica numa área seca e, quando as chuvas acontecem, vira larva e depois mosquito. É por causa disso que ela justifica que é preciso atuar em todas as estações do ano, não só nas chuvosas.

Cláudia Nunes também chama atenção para o fato de que, na pandemia, cresceu a produção de lixo em casa e isso também é um fator de preocupação, pois 80% dos criatórios de larvas do Aedes Aegipyti estão nas residências. "Por conta da pandemia, a gente não pode entrar nos lares para retirar esses criadouros. Só fazemos a visita e a orientação, alertando a população para que coloque as garrafas viradas para baixo, faça a limpeza dos pratos de vasos de plantas, feche tonéis e caixas d 'água, dentre outras ações", conclui.

Zika já tem seis anos desde que foi identificada
Em abril de 2021, completaram-se seis anos desde que o vírus zika foi identificado no país. Era abril de 2015 quando os virologistas Gúbio Soares e Silvia Sardi, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, descobriram que ele circulava por aqui. De lá para cá, cerca de 95 mil casos já foram registrados no estado, sendo mais de 3 mil em Salvador.

Mas, em 2020, a doença atingiu números nunca antes alcançados. Foram 1.290 casos prováveis só na capital baiana, um dado que é maior do que a soma inteira dos registros dos dois primeiros anos da epidemia, em 2015 e 2016, que tiveram 1.215 ocorrências. A maioria dos casos totais da doença em Salvador aconteceram em 2020, com 34% das ocorrências só naquele ano.

A estatística é diferente quando se olha para o estado, que teve a maioria dos registros em 2016, com 53%. O estudante Wallace Guimarães, 18, teve a doença no ano passado em Feira de Santana. Ele dormiu e, no dia seguinte, acordou febril e com o corpo cheio de bolinhas vermelhas. O jovem acredita que, provavelmente, foi picado à noite. Por conta disso, foi preciso sair de casa no meio da pandemia de covid-19 para ir ao posto de saúde tomar soro e solicitar um remédio para alívio das dores. “Parecia catapora, mas tive sorte de que não chegou a ser nada grave”, conta.

No meio do ano passado, novas variantes do zika vírus foram identificadas pela Fiocruz Bahia e, por causa disso, a possibilidade de reemergência da epidemia não é descartada. Gúbio Soares defende que o ideal seria que o país tivesse financiamento para uma vacina contra o zika, desenvolvida com os mesmos moldes da de covid-19, com RNA mensageiro, e essa deveria ser uma prioridade do governo para proteger o futuro da população, tendo em vista as consequências da doença para as grávidas.

Bahia também registra queda nos casos de síndromes congênitas
Enquanto os casos prováveis de zika tiveram uma alta no ano passado, felizmente os casos de síndrome congênita associada a esse vírus — entre elas a microcefalia — caíram significativamente. Desde 2015, a Bahia teve 2.130 ocorrências notificadas de síndrome, sendo que 585 foram confirmadas e, destas, só cerca de 0,1% aconteceu no ano passado. A maioria aconteceu em 2016, quando houve 56%. A queda é atribuída à disponibilidade de informação sobre os riscos e recomendações médicas de cuidado.

Ainda segundo a coordenadora estadual de Doenças Transmitidas por Vetores, não houve registro de óbito pela doença este ano, o que é considerado positivo. Ana Claudia Nunes disse que o trabalho de combate ao vírus da zika não parou durante a pandemia e que as regiões Oeste e Sudoeste foram as que mais receberam carros fumacê para matar as larvas. No entanto, em abril do ano passado, houve um desabastecimento nacional da substância larvicida e o governo estadual só recebeu do Ministério da Saúde metade do que havia solicitado, o que provocou a necessidade de racionalizar essa solução naquela ocasião.

Em 2020, 210 mil vasos de repelente foram entregues às grávidas baianas beneficiárias do Bolsa Família. A escolha dos municípios onde o produto chegou se deu a partir de acordo da incidência para a doença. Além dessa substância que afasta mosquito, a recomendação para esse público é de instalação de telas nas janelas e uso de roupas claras e de mangas compridas. “Fizemos também vídeos e podcasts para fazer essa conscientização. A principal prevenção é a conscientização, é a educação”, completa a coordenadora.

Infectologista explica diferença dos sintomas das arboviroses com a covid-19
Ainda vivendo uma situação pandêmica, é comum que as pessoas possam confundir os sintomas das arboviroses com a dengue, zika ou chikungunya com a covid-19. Para o infectologista Victor Castro, professor da Rede UniFTC, é importante que as pessoas fiquem alerta e, ao aparecer qualquer um desses sintomas, procure assistência média.

“As quatro infecções são causadas por vírus e possuem sintomas semelhantes, mas há diferenças marcantes. Por exemplo, a covid é uma doença respiratória e, consequentemente, costuma ter sintomas respiratórios, como coriza, tosse e inflamação das vias áreas. Há também manifestações clássicas da covid que não são comuns nas outras doenças, como alteração no paladar e olfato”, explica.

Já entre dengue, zika e chikungunya, as diferenças são percebidas nos detalhes. “A dengue costuma causar uma febre muito alta, maior do que a das outras doenças. As dores no corpo também são muito importante e, na forma grave, tem uma possibilidade de sangramento”.

“A zika causa febre baixa, manchas na pele e vermelhidão nos olhos, esse último menos comum nas outras doenças. Já a chikungunya tem as dores nas articulações, nas juntas. E essas dores são crônicas, duram até mesmo semanas ou meses”, lembra.