Sábado, 8 de Maio 2021
12:30:07pm
Vereadores de Camaçari apresentam pedidos de melhoria de infraestrutura

Vereadores de Camaçari apresentam pedidos de melhoria de infraestrutura

Uma pauta extensa, composta por cerca de 50 proposições, marcou a 10a Sessão Ordinária da Câmara de Camaçari, realizada na manhã desta terça-feira (13/04). Entre os temas prioritários de discussão estiveram solicitações voltadas para melhorias na área de infraestrutura, dentre elas o pedido de requalificação urbanística do acesso às localidades turísticas da Costa de Camaçari, como Busca Vida, Vila de Abrantes, Jauá, Arembepe, Barra do Jacuípe, Guarajuba/Monte Gordo e Itacimirim/Barra do Pojuca.

De autoria do vereador Gilvan Souza (PSDB), a Indicação No 111/2021 defende que turismo não é só receita, mas também demanda investimento. “Fomentar o turismo não é somente focar na receita que essa atividade gera, mas também demanda investimentos, especialmente em infraestrutura. Pedimos, portanto, que o Poder Executivo coloque em ação o projeto que já está pronto referente à requalificação desses acessos citados. E é importante dialogar com a comunidade porque é a partir disso que será possível restaurar e destacar as peculiaridades de cada localidade, marcando as características de cada uma delas”, afirmou o vereador. Ainda segundo o parlamentar, dialogar com a comunidade também ajuda a garantir o acolhimento das necessidades e proporcionar o bem-estar das famílias que residem e transitam pelo local diariamente.

O pedido de revitalização da Praça Judith Gomes de Souza, localizada no bairro da Lama Preta, também esteve entre as sugestões, apresentado através da Indicação No 224/2021, do vereador Tagner (PT). “A área é muito importante para aquela comunidade, pois oferece um espaço de socialização para as famílias que residem no local e como poder público, precisamos fiscalizar para que esses equipamentos funcionem adequadamente”, destacou o parlamentar. Já a Indicação No 233/2021, apresentada pelo vereador Dilson Magalhães Júnior (PSDB), pede além da manutenção preventiva da mesma praça, que sejam instalados brinquedos adaptados para pessoas com deficiência física.

Já para a comunidade de Parafuso foram aprovadas pelos parlamentares duas indicações de autoria do vereador Ivandel Pires (Cidadania). A Indicação No249/2021 trata da revitalização da Prainha de Parafuso com a realização de intervenções como reforma completa da praça, manutenção do parquinho e construção de barracas de apoio para os pescadores da comunidade. Já a Indicação No 250/2021 pediu o desassoreamento do Rio Prainha, localizado em Parafuso, que consiste na drenagem e limpeza do rio.

Para Jauá, o presidente da Casa, vereador Júnior Borges (DEM) apresentou a Indicação No 216/2021, que solicitou ao Poder Executivo a revitalização da Fonte da Barrica, conhecida mais popularmente como Fonte de Jauá. “Essa fonte é tradicional naquela localidade e precisamos preservá-la como uma fonte de água limpa e que atende às demandas reais de quem a utiliza. Por isso pedimos que sejam feitos estudos técnicos para proceder com a revitalização”, explicou.

Foram aprovados ainda durante a sessão, dois requerimentos de autoria de todos os vereadores para realização de audiências públicas. O Requerimento No 006/2021 prevê para o dia 29 de abril a realização de Audiência Pública para discutir a volta às aulas na cidade. Já o Requerimento No 005/2021 marca para o dia quatro de maio a Audiência Pública para debater os aspectos do transporte público do município.

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  • "A Bahia precisa voltar a ser a locomotiva do Nordeste", diz ACM Neto

    Ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto disse hoje (07) que a Bahia precisa retomar o papel de liderança na região Nordeste. Em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A Tarde FM, Neto afirmou ainda que o estado deve "agir com doses de ambição" ao olhar e pensar sobre o futuro.

    "Claro que não vou dizer que está tudo errado (em relação ao atual governo estadual). Não irei fazer isso, porque há coisas certas e erradas, e não tem porque ficar só criticando. Mas claro também que podemos ser muito mais. A Bahia precisa voltar a ser a locomotiva do Nordeste e, para isso, vai ser fundamental ter uma visão estratégica para pensar fora da caixa, agir com doses de ambição para ter uma outra perspectiva de futuro", declarou.

    ACM Neto, que ainda não se coloca oficialmente como pré-candidato ao governo da Bahia, embora admita que esse é o único projeto para 2022, afirmou que vai intensificar as viagens ao interior a partir deste mês. O democrata deverá, por exemplo, passar ao menos dois dias na região da Chapada Diamantina.

    "Nossa ideia é, com a redução do número de casos do novo coronavírus, não parar mais. Vamos confirmar o diagnóstico dos problemas da Bahia e pensar soluções e alternativas para o futuro, colhendo a contribuição da população. Isso não é antecipação de campanha. Queremos agora debater caminhos", ressaltou.

    ACM Neto disse que a Bahia não pode ser tratada como um único estado do ponto de vista político. "Cada região vive seu próprio drama, e tem uma solução própria para que se possa dar o salto de desenvolvimento olhando para o futuro. Como prefeito de Salvador, uma das coisas que fiz foi apostar na descentralização, encarando a realidade de cada região administrativa da cidade de forma diferente. E a Bahia precisa disso, de uma perspectiva mais equilibrada de desenvolvimento, descentralizando as oportunidades".

  • Cientista de dados diz que inverno pode aumentar casos de covid-19 e prevê 3ª onda

    Reabertura das praias, redução do horário limite do toque de recolher e volta às aulas presenciais. O aumento da mobilidade da população baiana por causa de medidas como essas chamou a atenção do cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, coordenador na Rede Análise Covid-19. Segundo seus cálculos, o estado ainda vive um momento que preocupa, com tendência de aumento de notificações de novos casos e uma possibilidade real de vivermos a chamada “terceira onda”, com maior circulação do vírus durante o inverno.

    “Se a gente analisa com base nos dados, percebemos que o Brasil sempre teve pico de síndrome respiratória aguda grave nessa estação [inverno], pois o comportamento das pessoas muda em temperaturas baixas. No frio, não tem como deixar janela aberta ventilando no ônibus, por exemplo. Temos hábitos e comportamentos que favorecem a transmissão de doenças respiratórias”, explicou o cientista.

    Natural e morador de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, Isaac é formado em processos gerenciais e trabalha como consultor empresarial em gestão de riscos em projetos. Começou a fazer as análises da pandemia de forma voluntária. “Era o que eu já fazia no meu trabalho”, lembra. A qualidade chamou a atenção de colegas que o convidaram a fazer parte da Rede Análise Covid-19.

    “Em setembro, alertei sobre a possiblidade da segunda onda no Brasil e, em dezembro, sobre a possibilidade de o país atingir mais de 3 mil mortes diárias em 2021”, recorda. Dessa vez, ele considera a possibilidade de uma terceira onda no país como algo real. “A única maneira de não ser real é se a gente tivesse esgotado a quantidade de pessoas suscetíveis ao vírus e não ter mais ninguém apto a pegar a doença”, diz.

    Através de diversos dados, como a geolocalização do Google Mobility e a quantidade de pessoas reportando sintomas na rede social Facebook, ele consegue observar que o cenário na Bahia é preocupante.

    “Houve um pequeno salto no número de notificações de novos casos. Isso é somado com a estabilização na velocidade oficial de notificação e aumento da mobilidade das pessoas, o que acende o alerta. É melhor uma ação agora, quando estamos vendo a fumaça, do que deixar virar um incêndio”, explica.

    Quem é - Isaac Schrarstzhaupt é cientista de dados, formado em processos gerenciais e trabalha como consultor empresarial em gestão de riscos em projetos. Começou a fazer as análises de forma voluntária e foi convidado para ser coordenador na Rede Análise Covid-19, composta por cerca de 80 pessoas de diversas áreas, com o objetivo de coletar, analisar, modelar e divulgar dados relativos à covid-19. Isaac alertou, ainda em setembro de 2020, sobre a possiblidade da segunda onda no Brasil e, em dezembro, alertou sobre a possibilidade do país atingir mais de 3 mil mortes diárias em 2021.

    “O que eu mais quero é estar errado, é que abra tudo e não subam os casos, mas é o dever dar o alerta. Eu tento fazer não em ritmo de pânico. É mais um alerta com base em dados públicos, disponíveis e que pode qualificar a nossa tomada de decisão”. acrescenta.

    Confira a entrevista completa:
    Como são feitas as análises?
    Primeiro verifico a tendência de mudança na mobilidade da população através do Google Mobility, com dados anônimos coletados do Google que mostram o tráfego de pessoas. Eu uso isso para ver a tendência de mudança. Por exemplo, quando a Bahia decretou fechamento, a mobilidade cai. Na flexibilização, aumenta a mobilidade. Eu comparo isso com a velocidade de notificação oficial de novos casos por dia, o que já é um dado atrasado, infelizmente, pois não corresponde ao início dos sintomas. Mas ao menos com casos notificados eu tenho um ritmo. Eu calculo a taxa de aumento dessas notificações e vejo se tem variação na velocidade de crescimento. Se começo a notar uma aceleração ou desaceleração da queda, a gente liga um alerta.

    Outro índice que colabora são os dados da Universidade de Maryland em conjunto com o Facebook. Eles fazem uma pesquisa mundial. Aleatoriamente, sorteiam usuários da plataforma e fazem perguntas relacionadas com a pandemia, como se as pessoas estão sentindo sintomas, quais são e desde quando. Se ela diz que tem tosse, febre e falta de ar, esse dado entra instantaneamente. Não há atraso de notificação. Se começa a aumentar muito o número de pessoas reportando sintomas, ajuda a fortalecer o alerta. No Rio Grande do Sul, por exemplo, que teve um surto forte em fevereiro, o primeiro local que a gente viu o cenário de caos foi nos números de internação em leitos clínicos, que aumentou primeiro do que as notificações de casos. É mais rápido notificar internação. Isso foi em meados de 12 de fevereiro. Já com os dados do Facebook, esse mesmo aumento já tinha aparecido em 30 de janeiro, 13 dias antes.

    Por que a situação da Bahia é preocupante?
    A Bahia teve um pequeno salto no número de notificações de novos casos. Isso é somado com a estabilização na velocidade oficial de notificação e aumento da mobilidade das pessoas, o que acende o alerta. No caso da velocidade de notificação, que a gente percebe que estabilizou, normalmente, esse é o primeiro passo pré-crescimento. Quando percebo a junção de todos os fatores, vale a pena avisar. É melhor tomar uma ação agora, quando estamos vendo a fumaça, do que deixar virar um incêndio.

    Esses dados de mobilidade do Google e a pesquisa do Facebook costumam ser usados na tomada de decisão do poder público?
    Eu sei dizer que, no Rio Grande do Sul, eles usam os dados de mobilidade e aparece inclusive no boletim oficial do estado. Eles usam bastante isso. Mas não sei dizer se todos os estados estão usando, pois na maioria dos boletins a gente realmente não vê. E esses dados ajudam bastante. Ele não é necessariamente um modelo epidemiológico, mas um modelo que a gente consegue, através da conjunção de fatores, perceber que uma ameaça está se aproximando.

    Mas a vacinação não pode ser um fator que impeça essa ameaça de se concretizar?
    A cobertura vacinal tá bem baixinha, insuficiente para evitar uma explosão de casos. Eu torço pela vacina. Precisamos vacinar, mas de forma acelerada. A cobertura vacinal é muito baixa e tem muitas pessoas não cobertas que podem fazer a transmissão. O caso do Chile é um exemplo prático disso. Eles aceleraram a vacinação de maneira absurda, imunizou com as duas doses 95% dos idosos. Só que esses idosos não moram numa cidade isolada. Eles estão misturados numa sociedade com outras pessoas que não estão vacinadas. Ai lá aumentou a mobilidade e houve um surto gigantesco, colapso de hospitais. A diferença é que na faixa etária dos idosos os números não subiram tanto quanto nas outras faixas, mas o sistema de saúde colapsou de todo modo. Não deu para evitar só com a vacina. É bom acelerar, mas a cobertura é baixa para achar que a vacina sozinha vai resolver o problema, uma vez que a gente ainda deixa o vírus trafegar.

    Na Bahia, vivemos a abertura do comércio e, consequentemente, aumento da mobilidade. Com base no seu alerta, o que você acha que o poder público deveria fazer?
    Infelizmente, foi deixado crescer muito o número de novos casos. O que tem que ser feito é reduzir isso baixando a taxa de transmissão. Tudo que vinha sendo feito para baixar a taxa tinha que continuar até que o número de novos casos fique tão baixo a ponto da vigilância epidemiológica do município e estado conseguir controlar a doença com teste e rastreamento. Por exemplo, o Reino Unido fez isso. Lá aumentou muito os números, eles tiveram que ficar fechados, os índices caíram e agora eles estão flexibilizando, abrindo com calma, com o número de casos baixo, de modo que é possível controlar com teste e rastreamento. Se a gente deixa um número altíssimo de caso e não temos a mínima condição de saber onde estão os doentes, quem são e os contatos deles, e eu aumento a mobilidade, dou chance dos vírus se espalhar e até criar novas variantes, que podem inclusive escapar da vacina.

    No seu ponto de vista, a possibilidade de uma terceira onda é real?
    Sim, ela é real, pois a única maneira de não ser real é se a gente tivesse esgotado a quantidade de pessoas suscetíveis ao vírus e não ter mais ninguém apto a pegar a doença. A Índia era um local que o pessoal tinha certeza que tinha contaminado praticamente todo mundo e agora eles estão com um surto gigantesco porque eles abdicaram das medidas, tiveram um aumento fortíssimo da mobilidade, algo acompanhado inclusive com declarações do governo de que já tinham vencido a pandemia. O pessoal relaxa, baixa a guarda e dá nisso. Aqui nós temos essa possibilidade sim. Não é o momento de baixar a guarda, pois são muitos novos casos ativos por dia.

    O inverno pode contribuir nessa terceira onda?
    Eu sou cientista de dados e não trabalho com a parte biológica do vírus. Mas se a gente analisa com base nos dados, percebemos que o Brasil sempre teve pico de síndrome respiratória aguda grave nessa estação, pois o comportamento das pessoas muda em temperaturas baixas. No frio, não tem como deixar janela aberta ventilando no ônibus, por exemplo. Temos hábitos e comportamentos que favorecem a transmissão de doenças respiratórias. Fica mais fácil pegar e transmitir por causa do nosso comportamento. Agora, quando a gente olha a curva da covid, a gente percebe que ela estava seguindo em 2020 uma tendência e bastou aumentar a mobilidade em setembro que 30 dias depois começou a reverter a tendência de queda. Em pleno verão, o pico ficou maior do que tivemos no inverno, o que nunca acontece com a gripe, por exemplo. Então, eu acho que o outono e inverno contribuem na questão comportamental. As pessoas tem hábitos mais propensos para a transmissão da doença. Isso é um ponto que também contribui no alerta dado.

    O cenário da Bahia é igual ao do Brasil como um todo?
    O Brasil tá praticamente todo na mesma situação. A região que tá melhor é a Norte, pois teve um surto antes dos outros lugares. A mobilidade lá está voltando ao normal e o número de casos parou de cair, mas lá embaixo, não num nível alto, o que é bom. No Rio Grande do Sul, mal começou a cair e já apresentamos uma reversão de tendência. O Brasil como um todo está assim. Isso é preocupante, está aparecendo em vários estados, num país como um todo. A maioria tá nessa mesma onda, em patamares altos e com queda desacelerada. Reverter a tendencia de queda em patamar alto é mais perigoso, pois demora menos tempo para virar um grande surto. É mais gente infectada e demandando hospital. E a doença é rápida, avassaladora.

  • Wagner: CPI da Covid está confirmando que Bolsonaro atrapalhou combate à pandemia

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta quinta-feira (6) que, até agora, a CPI da Covid vem corroborando a tese de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atuou para atrapalhar o enfrentamento da pandemia de Covid-19. A crítica do petista se ancora nos depoimentos prestados pelos ex-ministros da Saúde, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta, de que o chefe do Executivo defendeu, mesmo sem o aval dos dois, teria defendido a estratégia da “imunidade de rebanho” — que prevê que a imunidade se adquire quando uma expressiva parcela da população tiver sido infectada.

    “A CPI tá confirmando o que o Brasil já sabia: o presidente atrapalhou o enfrentamento da pandemia. Os depoimentos afirmam que ele atuou pela ‘imunidade de rebanho’, acreditando que a tendência seria o vírus parar de contagiar. Errou! Há variantes e mais de 414 mil vidas perdidas!”, escreveu Jaques Wagner em sua conta no Twitter.

    Ao depor na CPI na terça (4), Mandetta afirmou ter a “impressão” de que o governo buscava a imunidade de rebanho como estratégia para vencer a pandemia. “A impressão que eu tenho era que era alguma coisa nesse sentido, o principal convencimento, mas eu não posso afirmar, tem que perguntar a quem de direito”, afirmou o ex-ministro, que disse sempre ter se balizado pela ciência.

    Na quarta (5), Nelson Teich, por sua vez, disse que, pelo menos durante sua gestão, “isso [imunidade de rebanho] nunca foi colocado como uma estratégia”.

     

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