Escolas da rede municipal de Mata de São João têm retorno presencial nesta segunda (5)

Escolas da rede municipal de Mata de São João têm retorno presencial nesta segunda (5)

Os alunos da rede municipal de ensino de Mata de São João retornaram às aulas nesta segunda-feira (5), após o recesso junino. Ao todo, as 36 unidades de ensino, entre creches e escolas, retomaram suas atividades e darão prosseguimento ao ano letivo de 2021, O calendário deste ano será encerrado em 21 de dezembro.

Atualmente, a rede municipal matense de ensino possui cerca de 10 mil alunos matriculados em seu sistema. De acordo com o secretário de Educação, Alex Carvalho, embora as aulas iniciem na segunda-feira, os colaboradores mantiveram o foco no trabalho. “Durante esse período de recesso, nossos gestores e o corpo técnico permaneceram desenvolvendo todo trabalho necessário para garantir boas condições de receptividade para nossos alunos", afirma o gestor.

Em nota, a prefeitura informou que um monitoramento da Vigilância Epidemiológica de Mata de São João mostrou que as escolas municipais são ambientes completamente seguros para os alunos. Com pouco mais de um mês da volta às aulas presenciais (entre 10 de maio e 17 de junho), nenhum caso de contaminação pelo coronavírus foi registrado entre as crianças dos ensinos fundamental I, fundamental II e infantil.

Durante o período, 2.300 alunos frequentaram as 27 escolas e 9 creches da Sede, da Zona Rural e do Litoral. De acordo com a Secretaria de Saúde do Município, não houve nenhuma notificação de crianças das unidades de educação.

O protocolo de segurança sanitária adotado pelas secretarias de Educação e de Saúde prevê que, quem apresentar sintomas gripais permaneça em casa, realize o teste e informe à escola/creche que estuda.

Desde que as aulas presenciais retornaram, as equipes pedagógicas e os estudantes entenderam a rotina com os protocolos de segurança. Entre as principais normas implementadas nas unidades de ensino estão o uso obrigatório de máscara, lavagem constante das mãos, uso do álcool a 70% e o distanciamento social.

A Prefeitura de Mata de São João, por meio da SEDUC, iniciou a entrega de cerca de 10 mil máscaras de proteção e 10 mil garrafinhas de água aos estudantes da Rede Municipal. A ação tem o objetivo de prevenir a transmissão do coronavírus e proteger a saúde dos alunos.

As máscaras de proteção individual são confeccionadas em tecido e podem ser lavados e reutilizados. A garrafinha de água é fundamental nas escolas, pois além de proporcionar hidratação, tem o objetivo de barrar a contaminação, já que cada estudante terá a sua. A rede municipal matense tem cerca de 10 mil alunos.

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    A volta às aulas em regime pleno pode acontecer a partir de outubro, se os indicativos da covid-19 continuarem em queda no estado, afirmou nesta terça-feira (14) o governador Rui Costa.

    "Se a gente continuar caindo como está hoje, números caindo, se continuar, em outubro a gente pretende voltar com as aulas normais", afirmou Rui.

    Ele destacou a importância das aulas para os jovens baianos. "Precisamos recuperar nossa juventude e o retorno às aulas é passo nessa direção. Vamos monitorar, se ao longo de setembro os números continuarem em queda, vamos fazer o retorno pleno já em outubro. Até porque já estaremos com jovens de 15, 16 anos, em outubro já com a primeira dose", acrescentou.

    As aulas na rede estadual de ensino voltaram no final de julho, inicialmente com movimento tímido, depois de conflitos entre governo do estado e representantes de professores. O ensino voltou na modalidade semipresencial.

  • Menos de 40% dos alunos compareceram às aulas em Salvador

    Menos de 40% dos 140 mil estudantes da rede municipal de ensino compareceram às escolas em Salvador nos dois primeiros dias de aulas presenciais. A informação foi divulgada pelo prefeito Bruno Reis (DEM) durante a entrega de uma praça no bairro do Itaigara, nesta quarta-feira (25). Apesar da pouca adesão, o gestor disse que esse percentual já era esperado.

    “Nesses primeiros dias tivemos entre 35% e 40% de presença dos alunos. Para os primeiros dias atendeu a nossa expectativa. Acredito que terá uma adesão maior nos próximos dias e tenho tentado sensibilizar os pais para que tenhamos o engajamento total de toda a comunidade, ou seja, pais, alunos, professores, e outros colaboradores das escolas”, contou.

    Ele disse que algumas pessoas estão mais temerosas por conta da variante Delta, mas garantiu que o ambiente escolar é um local seguro. Cerca de 80% dos 6 mil professores marcaram presença. “Temos que recuperar o tempo perdido. É um ano e meio parado, muito tempo e que vai comprometer muito o desempenho e o futuro das crianças”, disse.

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-BA) atribuiu a presença da categoria a vacinação. As aulas na rede municipal de Salvador foram retomadas de forma híbrida na segunda-feira (23). Na prática, os estudantes têm aulas presenciais e virtuais no decorrer da semana.

    Na rede estadual as aulas foram retomadas, primeiro, para estudantes do ensino médio, profissionalizante e Ensino de Jovens e Adultos (EJA), na última semana de julho. Cerca de 15 dias depois foi a vez dos alunos do fundamental II. A adesão dos estudantes também foi baixa nos primeiros dias, e professores estão em queda de braço com a Secretaria de Educação por conta da vacinação.

  • Com professores de volta, aulas são retomadas em Salvador nesta segunda

    Após completarem o esquema de imunização contra a covid-19, os professores da rede municipal de ensino de Salvador retornam às salas de aula, nesta segunda-feira (23). Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Smed), 100% dos 12.272 profissionais de educação da capital baiana estarão presentes nas escolas, uma vez que tomaram as duas doses da vacina.

    Esse requisito foi o principal ponto no acordo feito entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) e a prefeitura, no início de agosto. “Fizemos acordo com o prefeito, Bruno Reis, que garantiu que todo mundo ia estar vacinado e vacinou. Quem não estiver, não vai voltar, foi o acordo”, reforça o presidente da APLB Sindicato, Rui Oliveira. Ele diz que não tem conhecimento de professores que não estejam 100% imunizados.

    O protocolo sanitário é o mesmo desde o primeiro dia da reabertura, no dia 3 de maio. Metade das turmas irão presencialmente às segundas, quartas e sextas e, na outra semana, na terça e quinta. O espaçamento de 1,5 m entre os estudantes tem que ser respeitado, a máscara é obrigatória e atividades coletivas devem ser evitadas, por enquanto.

    A expectativa é receber pouco menos da metade dos 150 mil alunos da rede, ou seja, quase 75 mil pessoas. Segundo a Smed, todas as 431 escolas passaram por sanitização para o retorno desta segunda (23) e nenhum caso de covid-19 foi detectado entre os profissionais da rede. As aulas remotas retornaram no dia 18 de fevereiro de 2021. De 6 a 20 de agosto, foi realizada a jornada pedagígica com os professores.

    Existe ainda uma pesquisa do sindicato em curso, para entender a situação da infraestrutura das escolas. “Fizemos um formulário, que está sendo compilado. Diversas escolas tiveram problema, de contaminação por covid e várias com problemas na estrutura, de não ter banheiro, a sala ser pequena e janela que não abre”, declara Rui Oliveira, sem mencionar quais locais estariam nestas condições.

    Aulas uma vez por semana
    No Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) São Gonçalo, na Federação, para respeitar o espaçamento entre as mesas, as aulas para cada criança serão somente uma vez por semana. Por esse motivo, a dona de casa Gardene Balbino prefere deixar o filho, João Pedro, em casa, optando pelo ensino remoto.

    “Aas aulas dele vão ser só uma vez por semana, por três horas. Com o protocolo de segurança, dos 25 alunos da turma dele, só seis podem ir. Eu teria que levar ele 7h45 e buscar 10h45, em ponto, não pode atrasar, porque tem os outros alunos. Então preferi continuar no modo online, recebendo as atividades impressas”, explica Gardene.

    Já a filha Yohane, de 10 anos, que estuda na Escola Municipal Padre José De Anchieta, também na Federação, irá retornar. “Ela está no quinto ano e as aulas também vão ser de forma escalonada, só que um dia sim e um dia não, no período de 7h às 11h30. Aí é mais viável mandar, porque moro distante da escola e tenho que subir e ladeira para buscar e levar, tenho que ter planejamento e não tem ninguém que faça isso por mim”, esclarece a dona de casa.

    Na Escola Municipal Makota Valdina, no Engenho Velho da Federação, a situação é parecida para os mais novos. Como só é permitido ter um aluno por carteira, o escalonamento não tem como ser um dia sim e outro não, como no Ensino Fundamental.

    “Na Educação Infantil, o mobiliário é maior e só tem como ser um aluno por mesa, então o adensamento não tem como ser 50%, fica 33%. Ou seja, os alunos vão um dia e ficam dois em casa”, detalha a diretora da escola, Márcia Cristiana Pinto.

    Pais e alunos com receio do retorno
    Dos 357 alunos matriculados na escola, cerca de 30% ainda não voltarão às salas de aula, segundo a diretora. “Estamos fazendo um chamamento dos pais pelos grupos de Whatsapp e com cartazes na frente da escola, mas 30% dizem que não voltariam, com medo ainda da covid. Alguns alunos têm problema respiratório”, explica.

    Márcia Cristina conta que, desde que voltaram, em maio, as crianças que têm maior aceitação aos protocolos sanitários. “Elas já chegam pedindo o álcool para passar nas mãos. Todas têm muita disciplina, porque trabalhamos diariamente isso com elas”, afirma.

    Os estudantes da Educação de Jovens Adultos (EJA), que ainda não tinham voltado às escolas, retomam nesta segunda, no turno noturno. A quadra não será usada nesta primeira semana.

    No Cmei Yolanda Pires, na Fazenda Grande do Retiro, uma minoria voltou aos corredores. Segundo a diretora, Cláudia Oliveira, mais de 90% dos pais de alunos disseram que não querem mandar os filhos para aulas semipresenciais. De um total de 175 estudantes, somente 20 retornaram.

    “A gente está funcionando desde o dia 3 de maio, mas a frequência não está regular, está bem baixa. Mesmo com o retorno dos professores, poucos alunos estão vindo para a escola. Os pais só dizem que ainda não se sentem seguros”, explica Cláudia Oliveira.

    O refeitório não está sendo usado e os lanches são feitos nas salas, individualmente. Nenhuma atividade esportiva ou que exija contato próximo está sendo realizada.

    Já no Cmei do Calabar, a frequência das crianças está alta: 80% delas aderiram ao modelo semipresencial, de acordo com a diretora, Kelle Gentil. As professoras da unidade não seguiram as recomendações do sindicato, de se ausentarem desde maio. Ao todo, são 250 alunos e 12 professores.

    Confira os protocolos sanitários das escolas municipais:

    Entrada e saída da escola
    - Todos os alunos devem usar máscara, exceto os da Educação Infantil (0 a 5 anos) e os que têm autismo
    - Todos terão a temperatura aferida, e aqueles com resultado igual ou superior a 37,5°C devem ser direcionados para acompanhamento de saúde adequado
    - Todos os colaboradores devem higienizar as mãos com água potável e sabão ou devem realizar o uso de álcool 70%
    - Não autorizar a entrada dos pais ou responsáveis nas escolas
    - Qualquer suspeita de covid-19 devem ser encaminhados para um posto de saúde
    - Os estudantes, professores e outros funcionários que estiverem com suspeita de doença não devem ir à escola

    Salas de aula
    - As mesas, cadeiras, pisos e portas devem ser higienizadas a cada turno
    - Carteiras em sala de aula espaçadas em 1,5 m
    - As janelas das salas de aula devem, preferencialmente, permanecer abertas
    - Em caso de utilização de ar condicionado, ele não deve ser mantido no modo recirculação do ar
    - Deve-se higienizar as mãos antes de entrar na sala de aula
    - Os brinquedos e materiais de uso comum, em salas de aula, deverão ser higienizados a cada uso
    - Evitar levar brinquedos pessoais, dando ênfase nas atividades recreativas ao ar livre

    Banheiros
    - Higienizar diariamente, duas vezes por turno
    - O número máximo de pessoas ao mesmo tempo no banheiro deve garantir o distanciamento mínimo de 1,5 metro
    - As portas não devem ter travas, para facilitar a abertura com os cotovelos
    - Deve-se deixar os basculantes e janelas abertos

    Áreas comuns
    - Corredores, elevadores, corrimões, portas, pisos, maçanetas, etc devem ser higienizados diariamente, a cada três ou quatro horas
    - As portas devem permanecer abertas ou encostadas para reduzir o contato com as maçanetas
    - Proibido o uso de bebedouros com esguichos. Alunos e funcionários devem levar copo individual e/ou descartável para pegar água do bebedouro
    - Elevadores usados com 30% da capacidade, com dispenser de álcool em gel em cada um
    - Deve-se isolar os botões externos e internos dos elevadores com capa plástica ou filme de PVC e higienizar regularmente

    Refeitório
    - Flexibilizar horários das refeições com estudantes separadas por turmas
    - Flexibilizar horários das refeições com estudantes separadas por turmas
    - Oferecer os talheres diretamente aos estudantes, evitando deixá-los disponíveis para pegarem por conta própria
    - As merendeiras devem usar sistematicamente máscaras, e devem ser trocadas a cada 2/3 horas ou quando se tornarem fonte de exposição
    - A higienização das lanchonetes deve ocorrer a cada 3h ou 4h
    - Guardanapos, saquinhos de pão ou similares devem ser descartáveis
    - Deve-se avaliar a possibilidade de as lanchonetes oferecerem kit´s lanche prontos e individuais, a serem entregues em cada sala de aula apoiando na redução da circulação de alunos nos intervalos

    Quadras
    - Deverão ser utilizadas por turnos e em horários diferenciados por cada turma
    - As atividades podem ser mantidas desde que garantido o espaçamento de 1,5 m entre os usuários
    - As escolas deverão suspender atividades coletivas que exija maior proximidade

    Outras orientações
    - O acesso de todos que tenham contato com casos suspeitos ou confirmados de Ccovid-19 só será permitido após 10 dias de isolamento e após 24h sem sintomas ou mediante a apresentação de teste negativo (RT-PCR)
    - As escolas que possuem área para recreação devem realizar o recreio monitorados, organizando as turmas em horários intercalados, de modo a evitar aglomeração
    - Proibido o compartilhamento de comida, utensílios e brinquedos entre os grupos
    - Eventos escolares como viagens, atuação em campo externo ou teatros deverão ser suspensos
    - A ocorrência de mais de um caso suspeito ou confirmado na mesma escola em um período de 15 dias, a direção deve informar ao Distrito Sanitário de abrangência da unidade escolar

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