Quinta-feira, 5 de Agosto 2021
9:23:53am
Academias registram cancelamentos de até 50% das matrículas em Salvador

Academias registram cancelamentos de até 50% das matrículas em Salvador

O número de alunos matriculados em academias caiu pela metade em alguns estabelecimentos de Salvador. O risco de contrair o novo coronavírus afugentou os atletas e os empresários estão oferecendo descontos, congelando mensalidades e fazendo outros malabarismos para equilibrar as contas e atrair o público. Uma pesquisa nacional aponta queda de 52% no faturamento, em maio.

Se alguém tivesse disto, em janeiro do ano passado, que o setor de academias enfrentaria uma má fase provavelmente provocaria gargalhadas. O segmento estava em crescimento nos últimos anos, mas o novo coronavírus fez o jogo virar. Na academia R1 Sports Club, no Itaigara, por exemplo, a queda no número de alunos foi de 50%.

A sócia proprietária, Renata Felice, contou que o estabelecimento tem alunos com uma média de idade na casa dos 40 anos e que muitos informam que só retornarão com a imunização completa, ou seja, 15 dias após receberem a segunda dose da vacina contra a covid-19. A queda impactou financeiramente o estabelecimento, mas Renata afirma que não foi preciso demitir funcionários ou realizar empréstimos.

“Muitos dos nossos alunos mantiveram o financeiro ativo durante a pandemia. Isso foi fundamental para a nossa sobrevivência durante os cinco meses de restrição”, disse.

Renata explica que a academia está fazendo uma busca ativa e entrando em contato com os alunos que ainda não retornaram. O objetivo é tranquilizá-los sobre os protocolos de segurança e informar sobre promoções. O estabelecimento já ofereceu descontos em planos anuais e, agora, está com uma nova tática. “Estamos com outra campanha, para um plano com fidelidade de três meses e valor mais acessível. Aí o aluno pode cancelar sem ônus caso volte e não se sinta confortável”, contou.

A academia Hammer Fitness Club, que tem unidades na Barra, Patamares, Pituba e Stella Maris, também registrou queda de 50% no movimento de alunos. Em nota, a empresa informou que a pandemia alterou os hábitos, locais de moradia e poder aquisitivo de parte da população e que isso teve reflexos no público que frequenta as academias.

“O percentual que ainda não retornou é composto por pessoas que ainda possuem algum tipo de receio ou que tiveram mudanças nas suas vidas que impactaram diretamente na escolha da academia, como mudanças de residência ou mudança do poder aquisitivo”, diz o sócio diretor da Hammer, Vitor Urpia.

A empresa disse também que houve redução no número de vagas para atender aos protocolos de segurança e que implantou outras medidas, além daquelas já definidas pela prefeitura, como a distribuição de um frasco com sanitizante para uso individual dos alunos. Na tentativa de atrair os alunos, tem convocado também todas as pessoas vacinadas para treinar gratuitamente por 15 dias na Hammer. É só apresentar o cartão de vacina em uma das nossas recepções", explica.

Já a rede Lion Fitness, que tem unidades no Cabula, São Caetano, Liberdade, IAPI e Sussuarana, perdeu 40% das matrículas por conta da instabilidade da pandemia. O proprietário, Márcio Leão, contou que a empresa reduziu o valor dos planos e está oferecendo descontos para quem paga à vista ou leva um amigo, mas que o cenário ainda está complicado. “Isso ocorreu pela falta de segurança na continuidade da abertura das academias, aquele abre e fecha. Adotamos todos os protocolos estabelecidos pela vigilância sanitária, inclusive fui visitado muitas vezes”, disse.

O público também mudou de hábito, e isso pode ser percebido a olho nu. O número de pessoas fazendo atividades ao ar livre aumentou na pandemia. A estudante Daniela Santos, 28 anos, corre todos os dias na praia de Tubarão, no Subúrbio Ferroviário. “Depois que a pandemia começou o número de pessoas caminhando, correndo e se exercitando aumentou bastante. Muita gente abriu mão da academia”, contou.

Fabiano Palma é sócio proprietário de três academias: Muscles GYM, em Brotas, ONE, na Orla e em Paripe, e Hammer, em Patamares, e contou que sofreu redução de 50% no número de alunos. Ele teve que demitir parte da equipe para conseguir manter o negócio funcionando, diminuiu a quantidade de aulas, e fez promoções, mas disse que a situação ainda não estabilizou porque muitos atletas ainda temem voltar.

“O nosso setor foi muito impactado. A maioria das academias são pontos alugados e continuaram pagando aluguel e IPTU, sem benefícios. Quando voltamos, estávamos devendo tudo isso. Além disso, tinha o plano dos alunos que pagaram um ano, mas só treinaram seis meses e queriam a devolução do valor. Tudo isso foi muito impactante e quando a gente estava conseguindo respirar veio a segunda parada”, contou.

Ele notou uma mudança de perfil nos alunos. Agora, a maioria diz procurar a academia por uma questão de saúde, e não mais puramente estética, e muitos são novos. Os atletas conhecidos ainda não voltaram. Mas Fabiano mantém a esperança. “Acredito que as coisas vão começar a melhorar a partir de agosto ou setembro”, disse.

Corpo a corpo
As academias estão autorizadas a funcionar, mas precisam seguir protocolos de segurança, como manter o distanciamento entre os alunos, a higienização dos equipamentos, e a obrigatoriedade do uso de máscara. O coordenador técnico da academia Well Prime, unidade da Orla da Pituba, Lucas Macambira, contou que está investindo em informação e no contato direto com os clientes para tentar atrair mais público.

“Estamos fazendo ações de divulgação em outdoor e também iniciamos, no último final de semana, uma ação aqui na Orla, em frente à academia, que vai acontecer aos sábados e domingos. Colocamos professores e nutricionistas em uma tenda para convidar as pessoas a virem conhecer a nossa academia. Também estamos pegando o contato delas e fazendo ligação”, disse.

Apesar dos esforços cerca de 30% dos alunos ainda estão apresentando resistência para voltar. Na academia Infinity, em Aphaville, a queda está em 25%, mas a preocupação não é menor. A gerente do estabelecimento, Cláudia Germana, diz que os alunos de mais idade e as grávidas formam o público com mais resistência a voltar. “Eles ainda estão com medo, mas estamos agora observando um movimento gradual de retorno. Acho que a vacina vem para diminuir um pouco o receio, e estamos nos aproximando cada vez mais da normalidade”, ressalta.

Para trazer os alunos de volta, a Infinity está fazendo busca ativa e também lançando promoções, como a que oferece desconto para quem fizer a renovação do plano antecipadamente. O programa Infinity Mommy, por exemplo, lançado especialmente para as mulheres grávidas, que fazia sucesso antes da pandemia, ficou com baixa adesão. “Ele sofreu uma queda muito grande. Hoje, pouquíssimas gestantes frequentam a academia. Aí resolvemos suspender o programa até por questões de segurança mesmo”.

Na contramão das outras academias, a Alpha Fitness inaugurou duas novas unidades na pandemia. O CEO da empresa, Leandro Cardoso, contou que aproveitamos esse período para tirar do papel um projeto de franquias e disse que essa é uma excelente opção para negócios que necessitam de ajuda e para novos entrantes no setor. O grupo também passou a oferecer um plano sem fidelidade e com cobrança recorrente.

“A Rede Alpha Fitness, assim como todas as empresas de diversos segmentos, também sentiu o impacto dessa crise provocada pela pandemia do coronavírus. As academias sofreram um impacto muito grande, principalmente no início da pandemia, com mais de 5 meses fechadas. Depois, ocorreu outro fechamento esse ano, na segunda onda. Isso representou uma grande redução na base de alunos”, afirmou.

A rede Smart Fit, que tem unidades em Brotas, Matatu, Cabula, Caminho das Árvores, Graça, Itaigara, e em dois shoppings, disse que desenvolveu um protocolo mais rigoroso de segurança sanitária, em conjunto com cientistas da Universidade de São Paulo (USP), que incluem ações como a nebulização para desinfecção do ambiente e renovação de todo ar pelo menos 7 vezes por hora. Tudo para evitar que os alunos desistam, mas disse que está impedida de comentar números e expectativas por estar “em período de silêncio”.

Procuradas, as redes Selfit e Bodytech ainda não se manifestaram.

Alunos com medo
A vontade de malhar é grande, mas o medo de se contaminar é maior. Alunos contaram que vão aguardar os números da pandemia caírem um pouco mais e a vacinação avançar para depois voltar a treinar em academias. A social media Paloma Rigaud, 25 anos, contuo que tem medo de pegar covid e arranjou uma alternativa para não ficar parada.

Paloma começou a ir à academia um mês antes da pandemia começar. O funcionamento logo foi proibido e só liberado no mês de agosto. Ela se sentiu confortável para voltar e resolveu tentar, mas, em novembro, foi contaminada pelo coronavírus. “Nesse período eu estava saindo de casa apenas pra trabalhar e pra ir pro crossfit e, como ninguém no meu trabalho teve a doença antes de mim, acredito que tenha sido em alguma situação enquanto treinava”, disse.

A partir daí, ela não teve mais coragem de retornar. Agora, faz corridas e anda de bicicleta, além de praticar yoga dentro de casa com a orientação de um aplicativo no celular. A estudante Thainara Oliveira, 23 anos, entrou na academia em 2019, mas, no ano seguinte, a pandemia atrapalhou seus planos de diminuir o estresse, a ansiedade e a “vontade de comer besteira”, diz.

Ela disse que a empresa congelou a cobrança da mensalidade em 2020, mas, este ano, voltou a cobrar. O problema é que a estudante não estava se sentindo segura para retornar aos treinos em ambientes fechados e teve que contar com a ajuda da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) para conseguir cancelar o contrato.

“Cheguei a ir algumas vezes e vi que o ambiente estava sempre lotado, mesmo quando eu ia no começo da manhã e agendando horário. Também via que algumas pessoas não respeitavam os protocolos e andavam com a máscara abaixo do nariz”, revela.

Agora, Thainara faz treinos em casa. Ela diz que conta com o auxílio da prima, que é personal trainer e possui alguns aparelhos e acessórios. Com ou sem academia, o objetivo é não ficar parado.

Pesquisa
A 11ª edição da Pesquisa de Impacto da Pandemia do Coronavírus nas Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que o segmento de academias chegou, em maio, a um patamar de faturamento 52% abaixo do que seria normal para o mês. Na edição anterior da pesquisa, realizada em fevereiro, o segmento estava 42% abaixo do normal.

A pesquisa conclui que as academias voltaram a fazer parte do grupo de atividades mais afetadas pela crise sanitária no Brasil e que metade desses estabelecimentos estão com dívidas em atraso. Essa piora de cenário fez com que esses empresários se tornassem os mais aflitos entre todos os setores analisados: 72% alegam que estão com muita dificuldade de manter o negócio.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, contou que esse resultado levou as academias a se juntarem novamente ao grupo dos mais afetados, que é composto por pequenos negócios que atuam no Turismo e Economia Criativa.

“Apesar de 76% das academias estarem funcionando, a abertura não surtiu efeito positivo sobre o faturamento desses pequenos negócios, prova de que o melhor caminho para a retomada é frear a circulação do vírus por meio da vacinação”, afirma.

Melles ainda destaca que essa queda de faturamento pode estar motivando o aumento da procura de crédito por esses empreendedores. “Os donos de academias também são os que mais procuraram as instituições financeiras para obter crédito em 2021”, pontua o presidente. De acordo com a pesquisa, 55% solicitaram empréstimos desde janeiro, sendo que 36% procuraram essa ajuda entre os meses de abril e maio.

A demora na vacinação é outro fator que tem impacto negativamente. Sem a proteção, o público tem evitado espaços fechados, além de serem desmotivados pelo comportamento inadequado de alguns alunos e redução na renda. A saída apontada pelo Sebrae é seguir rigorosamente os protocolos de segurança, conscientizar os alunos, mesclar atividades em ambientes fechados e ambientes abertos, e oferecer vantagens para os clientes.

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  • A cada três habitantes de Salvador, um deve dinheiro, aponta Serasa

    Quando a promotora de vendas Isabel Lima*, 38, fez um empréstimo, há três anos, para terminar de construir sua casa, não imaginava que 36 meses depois ainda estaria endividada e devendo quase quatro vezes mais na praça. “Além do empréstimo, acabei perdendo o controle do cartão de crédito e gastando mais do que podia”, diz a baiana. E ela não está sozinha, segundo a Serasa, a Bahia encerrou o primeiro semestre de 2021 com cerca de 4 milhões de pessoas endividadas. É o quarto estado mais devedor do país, que tem 62,5 milhões de inadimplentes, sendo que 1,1 milhão deles vive em Salvador.

    Como a capital tem cerca de 3 milhões de habitantes, significa que a cada três pessoas, uma está devendo na praça. “Sem consegui pagar o cartão, eu acabei me embolando com o empréstimo. Para complicar ainda mais, tive despesas médicas com meus pais e quando vi não tinha mais como pagar as contas. É uma sensação horrível”, acrescenta Isabel.

    A porta-voz da Serasa, Aline Maciel, afirma que a falta de controle com o cartão de crédito ainda é um dos principais problemas que leva consumidores à inadimplência. Ainda segundo ela, o órgão oferece um curso virtual de educação financeira que ensina como equilibrar as contas, e lista alguns erros frequentes dos usuários:

    “Não acompanhar os gastos feitos no cartão, gastar mais do que se pode pagar, e pagar com atraso são erros muito comuns. Outro ponto é emprestar o cartão de crédito, isso acontece bastante. Você precisa refletir que a pessoa que está te pedindo o cartão emprestado talvez ela não tenha a capacidade e a responsabilidade necessárias para ter um cartão de crédito, então, você não deve empestar o seu”, contou.

    A comunicação é outro elemento importante. A orientação é sempre procurar a empresa, explicar a situação e renegociar a dívida antes que juros e multas aumentem o débito. Mas para quem já entrou no vermelho o Serasa Limpa Nome oferece algumas vantagens. Até o dia 22 de agosto, será possível renegociar dívidas por até R$ 100 com descontos que podem chegar a 99%. Tudo de forma virtual, nas plataformas da empresa.

    Na prática, o consumidor consegue verificar os débitos e fechar um acordo sem sair de casa. “Ele vai escolher a melhor proposta, finalizar o acordo e gerar o boleto para pagamento. É importante que ele faça a negociação com parcelas que cabem no bolso, para evitar aumentar a dívida, e que fique atento aos golpes. O mais seguro é gerar os boletos diretamente em nossas plataformas”, afirma a gerente da Serasa.

    Crise
    A Bahia lidera o ranking de devedores da região Nordeste, mas também é o estado com a maior população. O valor médio por inadimplente no estado é de R$ 2.844. Já em Salvador, a média da dívida por pessoa é de R$ 3.906. Ceará aparece em segundo lugar, com 2,38 milhões de negativados, sendo seguido do Maranhão, com 1,87milhão de consumidores no vermelho.

    Muitos são trabalhadores que viram a situação se complicar com a pandemia, quando a renda foi reduzida de repente ao mesmo tempo em que o home office fez aumentar as despesas com luz e internet. A promotora de vendas Ana Alves*, 28 anos, disse que fez um malabarismo para tentar equilibrar as contas, mas que não conseguiu.

    “A gente já vivia com o salário apertado, então, já não tinha muito onde cortar. Quando o salário reduziu, eu sai cortando o máximo que pude, mas como cortar alimentação, luz, água e internet? Tinha muita coisa parcelada porque compramos com base na antiga renda, que mudou com a pandemia. Foi bastante complicado”, disse.

    Ela faz parte do perfil de consumidor negativado mais comum no Brasil. Segundo o Mapa da Inadimplência, lançado em maio, as mulheres representam 50,1% dos devedores, e a faixa etária mais endividada é de 26 a 40 anos (35,8%). As despesas com bancos e cartões de crédito representam quase 30% de todas as dívidas, por isso, o economista Edísio Freire reforça a necessidade de cuidados.

    “A melhoria do endividamento precisa vir acompanhada de boas atitudes do ponto de vista do consumo, ou seja, entender o que pode comprar. Dívida não é ruim, ela é necessária, se você quer comprar um bem de alto valor agregado vai precisar parcelar. Quando essa dívida entra no descontrole é que isso se transforma no endividamento”, diz.

    O especialista aconselha que em casos de financiamento e outros empréstimos o devedor negociei diretamente com o banco ou financeira. “É possível trocar uma dívida mais cara por uma mais barata, conseguir descontos, carência e extensão do prazo, mas é preciso lembrar que toda negociação vai incidir juros, mesmo que a instituição lhe dê alguma concessão”, afirmou.

    Superendividamento
    Em julho entrou em vigor a Lei 14.181/21, conhecida como Lei do Superendividamento, que alterou o Código de Defesa do Consumidor para evitar o endividamento desenfreado dos clientes e coibir abusos por parte das empresas.

    A nova legislação obriga bancos, financiadoras e empresas que vendem a prazo a informar ao consumidor o custo efetivo total, a taxa mensal efetiva de juros e os encargos por atraso, o total de prestações e o direito de antecipar o pagamento da dívida ou parcelamento sem novos encargos. Assédio ao consumidor e propagandas de empréstimos do tipo “sem consulta ao SPC” também foram proibidos, entre outras ações.

    O diretor de relações institucionais da Serasa Experian, Julien Dutra, acredita que a lei aperfeiçoa o mercado de crédito e torna as melhores práticas, que já são seguidas por algumas concedentes de crédito, obrigatórias para todos.

    “Portanto, é uma lei positiva para o mercado de crédito e principalmente para os consumidores, pois segue o caminho de melhoria e mudança na cultura de crédito para algo mais positivo e transparente. A Serasa Experian entende que a Lei pode melhorar a negociação entre credores e devedores sob duas perspectivas”, disse.

    Ele apontou que a legislação torna mais claro para o consumidor os ônus e riscos da negociação e reforça a necessidade de o credor realizar análises mais abrangentes e completas o que ajuda a diminuir o risco de inadimplência. E oferece a consumidores já superendividados novas ferramentas de negociação.

    *As fontes pediram para ter as identidades ocultadas, por isso, foram usados nomes fictícios.

    Confira como renegociar a dívida no Serasa Limpa Nome:

    Passo 01 – Acesse o site do Serasa Lima Nome ou baixe o aplicativo no celular, digite o CPF e faça o cadastro;

    Passo 02 – Verifique as dívidas existentes e as possibilidades de parcelamento. É possóvel negociar pelo WhatsApp (11) 99575-2096;

    Passo 03 – Escolha a melhor forma de pagamento e a data de vencimento;

    Passo 04 – Hora de gerar o boleto e fazer o pagamento on-line, presencialmente em agências bancárias ou lotéricas;

    Como evitar entrar no vermelho:

    Conheça seu orçamento, para saber quanto ganha e no que gasta;
    Depois, identifique o que é prioridade e o que pode esperar;
    Evite comprar por impulso;
    Fuja de linhas de créditos com juros altos;
    Como sair do vermelho:

    Verifique sua capacidade de pagamento para só fazer acordos que pode cumprir;
    Busque negociação com os credores, como descontos e prazo maior para pagamento;
    Tente aumentar a receita com atividades extras, mesmo que fora da sua área;
    Pesquise e se informe mais sobre finanças e endividamento;
    *Dicas do economista Edísio Freire.

  • Golpe do motoboy faz vítimas na Bahia; veja como reconhecer

    Se você receber uma ligação em que alguém se identifica como sendo da operadora de cartão de crédito e precisa saber se você está fazendo uma compra de alto valor, ligue seu radar de desconfiança. Se na mesma ligação a pessoa informa que precisa checar se outras compras indevidas foram realizadas no cartão e para isso precisa que você informe alguns dados pessoas, incluindo senha, desconfie mais ainda que você pode estar sendo vitima de um golpe. A Polícia Civil da Bahia alerta que esse tipo de golpe tem sido cada vez mais recorrente no estado.

    Na era das facilidades proporcionadas pela tecnologia, não faltam motivos para usar os serviços online e por telefone dos bancos. Golpistas, entretanto, têm frequentemente usado esta comodidade para ludibriar clientes. Diante do crescimento do chamado Golpe do Motoboy, a Polícia Civil da Bahia alerta: desconfie sempre de ligações que – independente do motivo – resultem em pedidos de dados pessoais ou de entrega de cartão de crédito e/ou de seu celular.

    Embora os primeiros casos deste golpe datem de mais de três anos atrás, tem-se percebido uma maior incidência desde o início da pandemia de Covid-19, com o aumento do trabalho em home office. Por intermédio de técnicas de engenharia social, os autores simulam o atendimento bancário e induzem a vítima a ceder seus dados pessoais, inclusive senhas e outros dados confidenciais.

    A delegada titular da 14ª DT, Mariana Ouais, explica como agem os criminosos. "A pessoa liga, identifica-se como sendo do banco e pergunta se a vítima está fazendo uma compra em um alto valor. A vítima, então, nega. O golpista, então, diz que vai checar outras compras que supostamente foram feitas no cartão – sempre de alto valor, a fim de desesperar a vítima. Sabendo disso, o golpista finge 'orientar' a pessoa, induzindo-as a passar os dados pessoais e senhas. Ao fim do processo, dizem que as compras foram estornadas, mas que, para resolver o problema, o cartão precisa passar por uma perícia", diz.

    "Eles ganham a pessoa com a falácia de que ela é um cliente VIP. Então, a depender do banco, eles podem inclusive usar os nomes dos serviços especializados para clientes de alta renda, como Personnalité, Prime ou Estilo. Então, como a vítima supostamente é um cliente VIP, os golpistas dizem que esse cartão precisa ser levado a uma central, normalmente em um lugar distante da residência da vítima. O objetivo é criar a condição para oferecer o falso serviço de motoboy. E fazer isso não é praxe dos bancos", acrescentou.

    Em alguns casos, os criminosos conquistam a confiança da vítima ao combinar um código a ser reproduzido pelo motoboy – tudo, ironicamente, para evitar golpes. Esta falsa aparência de segurança serve para baixar a guarda da vítima e ganhar tempo para os saques e compras feitos na conta da pessoa enganada. "Há até situações em que informam que o celular também foi clonado, e que o motoboy também pode levar para a falsa perícia e depois devolvê-lo. Vi casos de pessoas que perderam investimentos da vida inteira. Esse golpe já causou um prejuízo de milhões", declarou a delegada.

    Além de sempre desconfiar de ligações e outros contatos em nome das instituições financeiras, a delegada Mariana Ouais orienta o cidadão baiano a checar – ele mesmo – a veracidade das alegações feitas pelo golpista, por meio de uma ligação para o gerente do banco, pelo internet banking ou pelas centrais oficiais de atendimento – sempre se certificando de que o contato com o possível golpista já foi encerrado.

  • Salvador lança projeto para atrair turistas do Brasil e da América do Sul

    Salvador passa a contar, a partir do próximo dia 30, com um novo projeto de atração de turistas para aquecer o setor responsável por 30% da geração de renda da capital. O Road Show Salvador 2021 vai promover a capital baiana em mais de 10 cidades do Brasil e da América do Sul, através da capacitação de agentes e operadores de viagem. A iniciativa será realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Bahia (ABIH-BA) com patrocínio de R$ 300 mil da prefeitura de Salvador. O projeto tem duração prevista até novembro e será dividido em três etapas: Road Show, Fam Show e Hospitality Experience.

    O anúncio da novidade foi feito nesta terça-feira (27), em coletiva de imprensa realizada no Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro da cidade. A ideia do projeto é aumentar ainda mais a vinda de pessoas oriundas dos principais mercados emissores de turistas para Salvador. Com o investimento, a expectativa é aumentar a demanda por leitos de hotéis soteropolitanos no próximo Verão. De acordo com o Observatório do Turismo, os hotéis da cidade tiveram uma ocupação de 34,5% no Verão 2020/2021. Para o Verão 2021/2022, em um cenário adverso, a previsão é de 51,81% e, em um cenário promissor, pode chegar a 75,94% de ocupação.

    A primeira etapa do Road Show Salvador prevê a realização de capacitação voltada para o canal de vendas do turismo, incluindo cerca de 2 mil operadores e agentes de viagens. A iniciativa começa já a partir desta sexta (30) em Porto Alegre e deve durar até novembro, retornando para Salvador. No mês de agosto, a previsão é de visitação em Aracaju (SE) e Rio de Janeiro (RJ). No mesmo mês, uma capacitação virtual acontecerá em Buenos Aires e Córdoba (ambas cidades na Argentina), e Santiago (Chile).

    Em setembro, a programação inclui Brasília (DF), Goiânia (GO) e São Paulo/ABC (SP). Para outubro, haverá visitação em Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). “Iremos até as cidades brasileiras e também faremos Road Shows virtuais, em função da pandemia, para o mercado internacional. O objetivo é que esse mercado possa vender de forma ainda melhor a cidade, mostrando o que temos para oferecer e também os protocolos de segurança que estamos adotando”, explica o presidente da ABIH-BA, Luciano Lopes.

    A segunda etapa, chamada de Fam Show, está prevista para acontecer no mês de novembro em Salvador. Serão trazidos para a cidade ao menos mil agentes de vendas e profissionais que influenciam a decisão de viagens do chamado público final, bem como clientes corporativos para viverem e se familiarizarem com as experiências proporcionadas pela cidade. “Eles vão passar uma semana aqui para ver de perto tudo que falamos. Eles vão visitar os hotéis, os pontos turísticos e os bares e restaurantes. Isso tudo para que eles tenham ainda mais conteúdo e propriedade para vender a nossa cidade para os turistas”, acrescenta Lopes.

    Ainda como parte da estratégia, a terceira etapa consiste no Hospitality Experience, evento que tem a finalidade de trazer as novas tendências do mercado de turismo, capacitação, oportunidades de network, palestras sobre as diversas temáticas de interesse do segmento, além de discutir políticas públicas para o setor. “Será um pequeno congresso em conjunto com rodadas de negócios. Ou seja, vamos discutir temas ligados à hotelaria, ao turismo e à hospitalidade. Ao mesmo tempo, iremos fechar negócios com esses operadores e agentes que vierem para cá. O Fam Show e o Hospitality serão realizados concomitantemente, fechando com a rodada de negócios para firmar parcerias e pacotes”, finaliza o presidente da ABIH-BA.

    Otimismo
    De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Fábio Mota, a média de dias que o turista fica hospedado em Salvador está em seis e o objetivo da pasta é alcançar 10. A aposta está no turismo religioso e na melhoria da Orla. “Estamos fazendo a requalificação da orla de Itapuã, Stella Maris, Praia do Flamengo e Ipitanga para melhorar o turismo de sol e praia. Em função da saída das barracas de praia, tivemos uma baixa e identificamos que era preciso realizar alguma ação. Agora, com a Nova Orla, a gente pretende alavancar esse turismo de sol e praia, juntamente com a Baía de Todos os Santos”, afirma.

    “O turismo religioso sempre foi uma aposta. Nós estamos em franco desenvolvimento de roteiros com a pastoral da Igreja Católica, juntamente com agentes ligados aos equipamentos de Irmã Dulce. Estamos implementando na cidade uma nova sinalização turística voltada para o turismo religioso, que tratá informações contando a história de cada local. Isso deve ser implementado ainda este ano”, acrescenta Mota.

    O vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav-BA), Jorge Pinto, se diz otimista com os anúncios e acredita que Salvador terá índices positivos já a partir da chegada da Primavera. “Já estamos tendo um crescimento progressivo e a ideia é que esse aumento se acelere agora já a partir de setembro deste ano, aquecendo para o Verão. Estamos precisando disso. Passamos por um período muito duro de pandemia. A previsão é de um futuro muito melhor e queremos colocar Salvador novamente como portão do Nordeste”, coloca.

    “Eu tenho me comunicado com pessoas do setor turístico de diversos estados e o retorno é que o trabalho que a prefeitura vem fazendo está tendo um efeito altamente positivo no sentido de aumentar a procura da cidade como destino de turistas. É fundamental que, para receber essas pessoas, a gente esteja estruturado e o que vejo do setor hoteleiro é que Salvador está pronta. Nossos guias e toda a cadeia produtiva da cidade também estão prontos para receber os turistas. Tenho certeza de que teremos uma retomada consistente”, finaliza o vice-presidente da Abav-BA.

    De acordo com a prefeitura, Salvador tem à disposição 39 mil leitos na rede hoteleira, mais de 300 meios de hospedagens, cinco centros de convenções e mais de 5,2 mil restaurantes. Em junho, os hotéis da capital baiana tiveram ocupação de quase 40% das acomodações, o que, para o Observatório do Turismo da Bahia, indica uma retomada da frequência de turistas. De acordo com o Ministério do Turismo, o mês de julho confirmou o aumento da procura por turismo de natureza e Salvador está entre os quatro principais destinos do país, com atividades de sol e praia.

    Investimentos no turismo
    O prefeito Bruno Reis ressaltou, durante a coletiva de anúncio do porgrama, os impactos que a pandemia gerou nos cofres da prefeitura, demandando investimentos na área da saúde, mas afirmou que não deixou de olhar para outros setores e que os recursos aplicados no turismo são vistos como investimento. “Só a conta de cinco meses de hospitais de campanha, de gripários e tendas demandou R$ 131 milhões. Com esse dinheiro, era possível construir um novo centro de convenções, dava para recuperar todos os trechos de orla que faltam. A pandemia absorveu uma grande parcela de recursos públicos, mas isso não nos afasta dos nossos objetivos e compromissos”.

    Bruno afirmou que a Casa da Música, que teve inauguração adiada por conta da pandemia, já está pronta e deve ser aberta em agosto. O Arquivo Público da Cidade está em execução e deve ficar pronto no início de 2022. Além disso, será dada nesta quarta-feira (28) a ordem de serviço para requalificação total do Museu da Misericórdia e, até o dia 15 de agosto, terá início a obra de recuperação total do Mercado Modelo.

    O prefeito ressaltou que o Monumento Mário Cravo também será recuperado e uma roda-gigante, semelhante àquela instalada no Rio de Janeiro, inspirada na London Eye, deve ser montada em Salvador. A estrutura deve ficar nas proximidades do Polo de Economia Criativa e do Hub de Tecnologia, no Comércio. “Tenho certeza que esse conjunto de ações e esforços que estamos fazendo vão estimular ainda mais a retomada dos setores econômicos da nossa cidade”, disse o prefeito.

    Por fim, Bruno Reis ainda anunciou que a prefeitura planeja a implantação de um memorial em homenagem às vítimas da covid-19 e aos profissionais de saúde que auxiliam o combate à pandemia. O memorial será instalado na Praça Cairu e ainda não tem previsão de data.

    Live Tour
    Nesta terça-feira (27), também foi apresentado o balanço do projeto Live Tour Salvador, realizado de 13 a 23 de junho pela prefeitura em parceria com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav-BA). Foram 11 edições de lives, com mais de 13 horas de conteúdo, 18 agências de receptivo participantes, mais de 70 atrações turísticas apresentadas e cerca de 80 pessoas envolvidas, entre produção técnica e convidados.

    A série de lives trouxe informações sobre equipamentos turísticos e experiências na cidade, além de promover as agências de turismo receptivo. As transmissões alcançaram mais de 1 milhão de visualizações e mais de 52 mil interações nas redes sociais, além de 5,1 milhões de impressões em anúncios e mais de 250 mil visitas ao site salvadordabahia.com.

    Conduzidas pelo jornalista José Raimundo, as lives contaram com a participação de guias, historiadores e especialistas, e foram transmitidas diretamente dos perfis do Facebook, Instagram e YouTube do Visit Salvador da Bahia. As edições do projeto ressaltaram as belezas de Itapuã, Beach Clubs, Rio Vermelho, Memorial Irmã Dulce, Humaitá e Bonfim, Rua Chile e Praça Castro Alves, Terreiro de Jesus, Largo do Pelourinho, Santo Antônio Além do Carmo, Ilha dos Frades e Barra.

    “Fomos surpreendidos com esse projeto que foi uma ação inédita e que mostrou pontos turísticos de forma detalhada. As agências de viagem do receptivo tiveram a oportunidade de mostrar a todos que estavam assistindo o trabalho que é feito junto aos turistas”, celebrou a presidente da Abav-BA, ngela Carvalho.

    De acordo com a Secult, a Live Tour teve impacto positivo na ocupação hoteleira da cidade. De 13 de março a 12 de junho deste ano, a média de ocupação registrada foi de 31,88%. De 13 de junho a 23 de julho, o número subiu para 40, 04%, representando um acréscimo de 25,6%.

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