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Salvador lança aplicativo de passaporte de vacinação

Salvador lança aplicativo de passaporte de vacinação

Salvador lançou nesta terça-feira (14) um aplicativo que mostra o status vacinal do cidadão. É a chamada Carteira de Vacinação Digital (CVD), popularmente chamada de "passaporte da vacinação". O aplicativo está disponível para Android e IOS, além de site. "Vai permitir que o cidadão possa comprovar mais facilmente em que estado está seu processo de vacinação", explicou o prefeito Bruno Reis.

O portal pode indicar quatro status de vacinação. Se a pessoa não tomou nenhuma dose da vacina contra a covid-19, por exemplo, a plataforma indicará “Sem Registro de Vacinação”. As demais situações são “Parcialmente Vacinado” quando existir apenas o registro da primeira dose ou ainda "Parcialmente Vacinado Com Atraso" se estiver com a segunda dose em atraso. A quarta opção é “Totalmente Vacinado” (quando a pessoa estiver com o registro da 1ª e 2ª doses ou dose única).

A plataforma também indica qual vacina a pessoa tomou, os lotes e as datas de aplicação. O documento possui um QR Code, além de um código alfanumérico, e pode ser impresso e apresentado nos estabelecimentos e espaços públicos em que for obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação.

“Esse cartão vai permitir que o cidadão, a depender das exigências que venham a surgir em relação às vacinas tomadas, como viagens e eventos, possam comprovar o seu processo de vacinação", disse o prefeito.

Bruno Reis também afirmou que há negociação com embaixadas, como a de Portugal, para que o aplicativo possa ser aceito em substituição a formulários para entrada em outros países que liberam entrada de brasileiros. "Estamos mantendo entendimentos com embaixadas, inclusive, para comprovação da vacinação para viagens internacionais”, disse.

A conferência do documento pode ser feita via câmera de um dispositivo móvel, celular ou tablet ou através do link, onde deverá ser inserido o código para validação da CDV.

Ontem, o governador Rui Costa afirmou que o passaporte será exigido no estado para acesso a locais com público, como estádios de futebol, assim que a Bahia alcançar uma boa cobertura de segunda dose. Apesar disso, a imuzinação completa (com duas doses ou dose única) já está sendo exigida para acesso a eventos com até mil pessoas, liberados por decreto estadual no último sábado (11). Nesses casos, o Governo Estadual afirma que irá aceitar a comprovação de vacinação tanto pelo Conecte SUS quanto pelo aplicativo da prefeitura de Salvador, nos casos de eventos na capital.

Nesta terça, Bruno Reis disse que a prefeitura ainda não fará exigências de vacinação em Salvador, apenas seguirá o movimento do Governo Estadual, mas, caso a aplicação da segunda dose avance e as pessoas não procurem os postos, poderá passar a liberar acesso a determinados locais somente com comprovação de vacinação.

Login
Ao acessar o site para obter a CVD, é necessário fazer o login com mesma credencial do Aplicativo do Vida + Cidadão ou criando uma conta nova. O procedimento neste último caso é feito de forma rápida. O cidadão só precisar confirmar dados pessoais como nome da mãe, ano de nascimento, município de nascença e dígitos do CPF.

O usuário que esquecer a senha cadastrada pode solicitar no próprio site da CVD, clicando na opção “Esqueceu a senha” e preenchendo os campos Cartão do SUS / CPF e e-mail. O cidadão receberá uma senha provisória no e-mail que consta no cadastro do Cartão SUS.

Caso o cidadão não possua e-mail cadastrado, ele poderá acessar o site de recadastramento e adicionar um e-mail válido ou atualizar o cadastro presencialmente em uma Unidade Básica de Saúde.

Mas e o Conecte SUS?

De acordo com a prefeitura de Salvador, o aplicativo lançado nesta terça será uma alternativa para facilitar ainda mais a vida do soteropolitano. No caso de futuras exigências de vacinação para acesso a determinados locais, o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19, do programa Conecte SUS, do Governo Federal, também será aceito.

Através do aplicativo Conecte SUS, o usuário pode ter acesso à carteira completa de vacinação, comprovandoo que está imunizado não somente contra a covid-19, mas também contra outras doenças. Além disso, também é possível acessar resultados de exames, posição na fila de transplantes, registro de doação de sangue e de medicamentos disponibilizados pelo SUS, por exemplo.

Já o aplicativo lançado pela prefeitura de Salvador é exclusivo para comprovar a vacinação contra covid-19. De acordo com o prefeito Bruno Reis, há pretensão de que também sejam inclusos comprovantes de imunização contra gripe e outras doenças.

Outros locais também estão criando um sistema próprio de passaporte vacinal, se desvinculando da dependência em relação ao sistema nacional. Esse é o caso da cidade de São Paulo, que lançou o e-saúdeSP no último dia 1º. A cidade já exige vacinação para entrada em eventos.

O Conecte SUS já apresentou queda no sistema no mês passado, o que fez com que a prefeitura do Rio de Janeiro adiasse a exigência do comprovante de vacinação para entrada em cinemas e academias. O passaporte vacinal está previsto para ser cobrado a partir desta quarta-feira (15) no Rio. Além disso, há reclamações de usuário sobre erros e atrasos nas informações do aplicativo federal.

Vacinação em Salvador
O prefeito falou também da situação da imunização em Salvador. "Nós temos 80 mil pessoas com mais 18 anos e 30 mil entre 16 e 17 anos que não foram tomar a primeira dose", lamentou. Também há atrasos em relação à segunda dose. Na capital, são cerca de 120 mil nessa situação.

O prefeito lembrou que as segundas doses de Oxford e Pfizer estão sendo adiantadas em cerca de um mês, conforme orientação do Ministério da Saúde, e fez um apelo à população. "Temos um número expressivo de atrasos. Estamos fazendo campanhas para ajudar nessa mobilização, contamos com a imprensa e com o governo do estado também. É fundamental que essas pessoas voltem para tomar a segunda dose", pediu Bruno.

O prefeito lembrou que a ocupação de UTI covid na cidade está em 25% e que, ontem, não houve registro de óbitos pela doença na capital, mas ressaltou que isso não significa que a pandemia acabou. "Os números estão caindo, tem cerca de 20 dias que as UPAs amanhecem sem pacientes aguardando regulação", celebrou. "Mas países ou cidades onde pessoas não concluíram a vacinação estão em situação complicada. Nós não queremos isso aqui. As vacinas estão aí, nossas equipes estão trabalhando. Quando mais cedo nos concluirmos o ciclo vacinal, melhor", acrescentou.

Segundo o prefeito, Salvador atingiu nesta segunda (13) a marca de 96% da população apta a se vacinar imunizada com a primeira dose. Já com a segunda dose, 52%.

Bruno também garantiu que Salvador não corre risco no momento de sofrer com falta de vacina da Oxford para segunda dose, como ocorreu em São Paulo e Rio - onde doses da Pfizer foram usadas em substituição, realizando uma vacinação heterogênea. Segundo o prefeito, a capital está armazenando as segundas doses, justamente para que não haja falta. "O objetivo aqui em Salvador segue sendo descer a vacinação por idade até adolescentes de 12 anos sem comorbidades, mantendo em paralelo o reforço vacinal para idosos de acima de 70 anos. Caso isso não seja possível em algum momento, a prioridade será dos idosos", finalizou Reis.

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  • Na Bahia, 76% dos professores tiveram doenças psicológicas na pandemia

    A professora Lucia Maria* nunca teve nenhuma doença mental durante os seus 17 anos de ensino. “Foi a partir daquele 17 de março de 2020 que os sintomas surgiram”, diz. Essa é a data em que a primeira morte de um paciente com covid-19 foi registrada no Brasil. O medo da doença misturado aos desafios de continuar as aulas por meio remoto mexeu com o psicológico dela. Na Bahia, 76% dos professores foram cometidos por doenças em 2020. As crises de ansiedade, de pânico e depressão foram apontadas como os casos mais frequentes.

    Quem diz isso é o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) que entrevistou mais de 6 mil professores da rede municipal e estadual de toda a Bahia. Nesse 15 de outubro, Dia do Professor, a APLB alerta a importância de a categoria cuidar da saúde mental. “Em 2021, já percebemos o aparecimento de casos mais graves ainda. Tivemos um aumento de 45% no atendimento de professores com a síndrome de burnout, por exemplo”, relata a psicanalista e professora aposentada Zenaide Barbosa Ribeiro, diretora da APLB.

    Ela acredita que o aumento desses casos graves foi causado pela falta de preparo dos professores para fazer o ensino remoto e, agora, o presencial. “Não pensaram na saúde mental deles quando fizeram esse retorno. As escolas estão despreparadas e os alunos não usam máscara ou fazem um distanciamento adequado. Os professores ficam perdidos assim. Nessa semana mesmo, atendi um caso bem grave”, relata.

    Ainda para Zenaide, a maior parte das doenças dos trabalhadores da educação foi causada por problemas psíquicos durante a pandemia. “São problemas de saúde que vieram da ordem emocional. Tanto que, depois que começa a terapia, nós percebemos uma melhora no quadro geral de saúde”, diz. Ela ajudou a implantar, em abril de 2020, um projeto no sindicato que atende os profissionais que precisam de assistência psicológica.

    “Começamos com três psicólogos e hoje estamos com 14. Mesmo assim, ainda temos fila de espera com 15 professores. Por mês, em média, são feitos 476 atendimentos. Todos os psicólogos trabalham por um valor social pago pela própria APLB. Nós até tentamos fazer uma parceria com o Governo do Estado, mas eles queriam que os psicólogos trabalhassem de graça. Assim não dava”, comenta.

    Desde o início da implantação do projeto que a professora Lucia é uma das atendidas. No decorrer do atendimento, ela precisou ser encaminhada para tratamento psiquiátrico, ofertado pelo Planserv, em que foi diagnosticado a ansiedade. Até hoje ela toma remédios devido à doença. “Eu me arrependo de não ter procurado ajuda quando os sintomas começaram. Depois que busquei esse atendimento, minha situação melhorou muito”, diz.

    Professores relatam dificuldades vividas na pandemia
    Eunice Novais dos Santos, 54 anos, é mais conhecida como professora Loide. Ela trabalha na rede municipal de Sapeaçu, mas já está aposentada pelo Estado desde fevereiro de 2020, ou seja, um mês antes de começar a pandemia. Curiosamente, seus problemas psicológicos começaram quando a tão sonhada aposentadoria saiu. “Passei a receber menos do que o previsto e, misturando com todos os problemas da pandemia e crise financeira, minha vida virou um caos”, lembra.

    Pró Loide, como gosta de ser chamada, chegou a ter síndrome do pânico. Hoje, é acompanhada quase que diariamente por profissionais especializados. “Meu desafio nem foi a questão da sala de aula. Eu até me adaptei bem às aulas remotas. O difícil foi encarar a perda de salário num momento tão difícil”, diz. Segundo o levantamento da APLB, 36% dos professores baianos tiveram redução na remuneração durante a pandemia.

    Já Joana* ensina na rede estadual de Salvador e começou a apresentar sintomas de ansiedade no início da pandemia, o que foi acentuado no início das aulas remotas e, agora, com as aulas presenciais. “Ainda está sendo terrível, pois a vacinação está mais ampla e os alunos não sentem a pandemia como um perigo que os afetam. Eles ficam muito juntos e não usam máscara. Eu realmente não sei como vamos acolher um número grande de alunos na sala”, diz. Nesse Dia do Professor, Joana* não tem muito o que comemorar.

    “Nos meus 31 anos como professora, nunca tive uma oportunidade de fazer terapia. Eles deveriam fazer projetos mais amplos como esse, mas não tenho certeza se nós somos tão importantes assim. O que vivemos em sala de aula não me faz crer que somos importantes. E a coisa só está piorando. Por isso, não vejo a hora de tentar sair para fazer algo que me dá mais prazer. Tento me aposentar há dois anos. Quando eu comecei a ensinar, tinha tantos planos. Hoje nem sequer reconheço aquela professora do passado. A procuro e não encontro”, desabafa.

    Na próxima segunda-feira (18), o ensino 100% presencial na rede estadual será retomado. A APLB acionou os Ministérios Públicos da Bahia (MPBA) e do Trabalho (MPT), na tentativa de que as duas entidades ajudem na intermediação da classe junto ao governo do estado. Segundo o coordenador geral do Sindicato, Rui Oliveira, a categoria não se sente segura e quer manter o modelo híbrido de ensino. Nesta quinta-feira (14), ele ia se reunir com Jerônimo Rodrigues, secretário de Educação, para tratar do assunto. A conversa foi adiada para hoje, às 9h.

    Em resposta à reportagem, a Secretaria da Educação do Estado (SEC), informou que desenvolve o Programa de Atenção à Saúde e Valorização do Professor, “com objetivo de reabilitar, prevenir e promover a saúde do docente, prestando assistência e apoio a esses profissionais”. O programa conta com uma equipe multidisciplinar que atua nas áreas de Psicologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Assistência Social e Nutrição em todos os 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs).

    Já a Secretaria Municipal de Educação (SMEI) respondeu que "não houve registros de doenças psicossomáticas dos trabalhadores acima dos níveis históricos registrados".

    A nota enviada pela órgão também lembrou dos desafios da pandemia e que para minimizar os impactos, a prefeitura de Salvador manteve os salários dos professores em dia.

    Dicas para cuidar da saúde mental durante a pandemia:

    Descanse. O sono regular interfere diretamente no equilíbrio emocional. Busque atividades que auxiliem no sono profundo e de qualidade.

    Alimente-se bem. Ter atenção ao que se come e priorizar uma dieta balanceada permite a ingestão de todos os nutrientes necessários ao organismo.

    Evite drogas como escape do estresse. Álcool e tabaco se tornam vícios e, a longo prazo, causam muito malefícios à saúde física e mental.

    Fortaleça seus contatos, ainda que à distância. Uma conversa com amigos ou com a família por mensagens, ligações telefônicas ou videochamadas pode aliviar sensações ruins.

    Tire um tempo para você. Não preencha seus dias apenas com atividades obrigatórias - libere um espaço na sua agenda para atividades de lazer

    *Fonte: Laboratório Pfizer

    Para especialista, escolas devem priorizar saúde mental dos funcionários
    “Para que a saúde mental dos profissionais de educação seja priorizada, deve haver um ambiente saudável nas instituições”. Isso é o que defende a psicopedagoga Niclecia Gama, especialista em educação infantil e contação de histórias. “As escolas precisam ser ambientes de humanização não só dos estudantes, mas também dos profissionais que trabalham lá, tantos professores como funcionários. Isso vai ajudar que elas não adoeçam”, conta.

    Ainda segundo a especialista, há na rede de educação um considerado quadro de afastamento dos professores por problemas de saúde mental causados por abuso de autoridade ou assédio moral nas escolas. “São consequências de um ambiente tóxico que existem nas instituições. Infelizmente, não há um programa de saúde mental para os profissionais da educação em Salvador”, comenta.

    Professora municipal da capital baiana, Niclecia cita o exemplo que a sua instituição de ensino, o Centro Municipal de Educação Infantil José Adeodato de Souza Filho, fez durante a pandemia para cuidar da saúde mental dos professores e funcionários.

    “Pensamos numa estratégia para fazer o ensino remoto sem sobrecarregar os professores. Tínhamos reuniões semanais e dividimos a equipe em subgrupos. Cada semana, um subgrupo era responsável por elaborar, gravar e editar os vídeos enviados para as famílias dos alunos. Dessa forma, a sobrecarga foi aliviada e tivemos bons retornos dos familiares. Isso só foi possível por conta do modelo de gerenciamento da unidade, que tem sempre um canal aberto para nos escutar”, diz.

    A sobrecarga no trabalho citada por Niclecia também é apontada pela APLB como motivo de adoecimento dos profissionais. “Eles tiveram que transformar sua casa em locais de trabalho e assumir constantemente funções que não eram suas, como a de editor de vídeo, por exemplo”, explica Zenaide.

    Sinais para ter atenção:
    Sono (alterações; não conseguir dormir; dormir demais; sono bagunçado, etc);
    Alimentação (perda de apetite; comer muito mais ou muito menos do que normalmente come);
    Tristeza muito forte e frequente (muito além de uma tristeza normal);
    Hipersensibilidade;
    Humor alterado;
    Ansiedade patológica (é normal ficar ansioso nesse contexto, mas uma ansiedade que tira o sono não é normal);
    Não conseguir ter a rotina;
    Taquicardia e respiração ofegante;
    Falta de motivação;
    Dificuldade para organizar o pensamento;
    Pensamentos catastróficos com frequência;
    Abuso de álcool e drogas;
    Não conseguir ter contato com as pessoas que gosta;
    Feedback familiar (se outras pessoas, que convivem com você, têm notado alterações no seu comportamento).
    Principais doenças psiquiátricas na pandemia
    Ansiedade: Todo mundo pode estar ansioso em algum momento. No entanto, a ansiedade patológica é quando esse sentimento é excessivo e interfere na vida cotidiana. É uma preocupação intensa e persistente que pode envolver dor no peito, frequência cardíaca elevada, tremores e respiração ofegante.

    Depressão: A depressão é um dos transtornos de humor. É uma doença crônica que provoca uma tristeza profunda e forte sentimento de desesperança. Pode vir associada a dor, amargura, desencanto e culpa, além de alterações de apetite e no sono.

    Transtorno bipolar: Também é um dos transtornos de humor. Nesse caso, é uma doença marcada pela alternância entre períodos de depressão e períodos de euforia (mania). Os episódios de mania podem incluir perda de contato com a realidade e falta de sono. Cada episódio pode durar dias, meses ou semanas, além de vir com pensamentos suicidas.

    Síndrome do pânico: O transtorno do pânico envolve crises repentinas de ansiedade aguda, vindas de forma inexplicável. Costumam ser associadas a medo e desespero, com a sensação de que a pessoa vai morrer ou enlouquecer. Ataques de pânico podem também um sintoma da ansiedade.

    Onde buscar ajuda de graça ou com 'valor social':
    CVV: É gratuito em todo o país e funciona 24 horas por dia, através dos telefones (71) 3322-4111 ou 188 e do site www.cvv.org.br.

    Programa Escuta Acessível: Atendimento psicológico online ou presencial com valor social. Entre em contato pelo WhatsApp (71) 99637-1226 e faça seu agendamento. O psicólogo Anibal Dantas atua nesse projeto. “A sessão ou o valor mensal fica bem acessível, chegando a mais de 50% de desconto no valor real dos honorários”, explica.

    Escola Bahiana de Medicina: A clínica de psicologia tem atendimentos com valores sociais. É preciso entrar em contato pelos telefones (71) 3286-8259, (71) 99249-3483 ou (71) 99287-3091 para fazer o agendamento. Os atendimentos estão ocorrendo de forma online e presencial de segunda a sexta, das 8h às 12h e 13h às 17h.

    UniFTC: A instituição mantém o Ambulatório de Saúde Mental, espaço que disponibiliza atendimento interprofissional e conta com atendimentos gratuitos por dois modos:

    Modalidade Plantão Psicológico: Um espaço de acolhimento e escuta especializada, na modalidade online, oferecido por profissionais da psicologia de modo pontual. Possui caráter breve, com foco no atendimento em momento de necessidade daquele que busca o serviço. Disponível de segunda a quinta, de 8h às 12h e de 14h às 18h. Nessa modalidade a pessoa não precisa de agendamento. Poderá realizar o atendimento com o profissional disponível no plantão. Link de acesso: bit.ly/plantaopsicologico_uniftc

    Modalidade Atendimento Convencional: Os serviços disponibilizados à comunidade contemplam os projetos de acolhimento psicológico, grupos terapêuticos com adolescentes, grupos terapêuticos com idosos, grupos terapêuticos com professores, grupos terapêuticos com comunidade LGBTQIA+, grupo de acolhimento a ansiedade em tempos de pandemia, grupo de gestantes e puérperas, orientação profissional, clínica do trabalho, clínica do luto, psicoterapia individual. Sujeito a disponibilidade de atendimento e é necessário realizar agendamento. Link de acesso:

    Unijorge: Oferece o plantão psicológico, um serviço do curso de psicologia com atendimentos feitos por psicólogos egressos da instituição, que estão inscritos nos Conselhos Regionais de Psicologia e estão autorizados a fazer atendimento virtual. O serviço é feito por telefone, através de plantões com dias e horários pré-determinados. Contato para marcação:

    Mônica Hanhoerster
    CRP 03/18470
    Segunda-feira 18h às 22h
    (71) 98113-3519

    Lelciu Muniz
    CRP 03/22799
    Terça-feira 18h às 22h
    (71) 98216-1222

    Jorge Ícaro Medeiros
    CRP 03/22992
    Quarta-feira 08h às 12h
    (73) 98239-1000

    Larissa Caires
    CRP 03/23015
    Quinta-feira 13h às 17h
    (71) 99198-6620

    Vandeilton Trindade
    CRP 03/23889
    Sexta-feira 08h às 12h
    (75) 99200-3115.

    *Nomes alterados a pedido dos entrevistados

    Fonte: Correio*

  • Salvador: Prefeitura entrega nova sede da Sempre no Comércio

    A prefeitura de Salvador inaugurou, na manhã desta sexta-feira (15), a nova sede da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), que está localizada na Rua Miguel Calmon, no Comércio, e dá a infraestrutura necessária para atendimento diário a 800 pessoas, número quatro vezes maior do que era possível na sede anterior.

    O prefeito Bruno Reis esteve na inauguração e destacou que o local se tornou mais confortável e com maior capacidade de atendimento à população em situação de vulnerabilidade, após intervenções realizadas pela Prefeitura.

    Reis falou ainda sobre a função social da Sempre em relação ao cidadão carente da capital baiana. "Aqui é a casa dos pobres, a casa de quem mais precisa, dos mais carentes de nossa cidade. Que este espaço sirva de motivação para todos desta equipe. Os desafios são grandes e serão superados com trabalho e motivação”, declarou Bruno Reis, destacando o fato da pandemia ter acentuado dificuldades sociais e reforçado a importância da Secretaria.

    Na Sempre, além das inscrições no Cadastro Único, a população terá acesso ainda a benefícios como os auxílios funeral, natalidade, moradia, viagem e emergência.

    Lucas Gonçalves, presidente do projeto Salvador Invisível, que trabalha com assistência para pessoas em situação de rua, elogiou a nova sede e a consequente melhoria no processo de atendimento do órgão. "São novos ares com mais conforto tanto para os funcionários públicos como para a população que é assistida pela Sempre. Para a população de rua, é ainda mais fundamental, já que aumenta o número de vagas para quem precisa desse atendimento, além de estar em um prédio mais bem localizado, o que facilita o acesso", comentou.

    Educação
    No evento, Bruno falou sobre a retomada das aulas e a preocupação com a educação em Salvador. "A maior preocupação do prefeito é educação. As crianças não estudaram em 2020 e a grande maioria não voltou em 2021. Elas foram aprovadas no ano passado e serão neste também. No entanto, a criança que estudou em 2019 e, praticamente, ficaram sem aula em 2020 e 2021, esqueceram o que aprenderam antes e passaram esses dois anos sem o conteúdo mínimo que possibilitasse o aprendizado", disse.

    Recuperar o tempo perdido será um grande desafio, avaliou. "São três anos e qualquer dia é importante. Tem pai querendo levar o filho só no ano que vem e estão pensando errado. Vai ser um desafio enorme tirar a diferença dos anos perdidos na pandemia nos próximos ciclos de ensino. Então, qualquer dia a mais é importante. Essa é a minha maior preocupação, como as crianças vão estar ano que vem. Por isso, faço o apelo aos pais e responsáveis: voltem o quanto antes".

    Transporte
    Já falando sobre transporte, Bruno disse que em horário de pico há aglomeração em qualquer local do mundo. "A frota não voltou 100% porque estamos transportando 60% do público que era transportado antes. Quando a concessão foi feita, eram 18 milhões de passageiros. Antes da pandemia, estávamos com 21 milhões. Depois, caiu pra 10,8 e, agora estamos chegando a 15 milhões de passageiros no mês", explicou.

     

  • 'Com ele foi um pedacinho de mim', diz avó de jovem morto em chacina no Uruguai

    Enquanto o corpo de Deivison da Conceição Santos, 18 anos, não chegava para o sepultamento previsto para as 10h desta quinta-feira (14), parentes e amigos aguardavam na entrada do cemitério municipal de Periperi, entre eles avó do rapaz, Lucilene Antônia Maria da Conceição, 64. A idosa, que o criou desde pequeno, desabafou ao lembrar do neto, morto na chacina do Uruguai. "É uma dor grande, sem limites. É um pedacinho de mim que se foi", declarou.

    Tio de Deivison, William Silva Santos falou da dor pela morte do rapaz e os paredões. "A família está desolada, uma fatalidade com um jovem por causa de um paredão. A gente fica arrasado porque a gente quer que os jovens cresçam, que sejam alguém na vida, mas aí essas festas os atraem para a morte. Nesses paredões as músicas incentivam a promiscuidade e o uso de drogas. Não tem como num lugar desses colher bons frutos. Acredito que nem a polícia e nem o governo vão acabar com essa praga, infelizmente".

    Pediu para não ir
    “Ele morava com os avós e saiu de casa pouco antes de tudo ter acontecido. A avó ainda pediu para ele não ir por causa do horário, mas por ser maior, ele saiu. Eu estava dormindo na hora e só acordei com o som dos tiros. Nossa casa fica a 100 metros de onde a festa acontecia”, conta a mãe de Deivison.

    Segundo ela, Deivison, que era seu filho mais velho, fazia supletivo e trabalhava em uma oficina. Logo após ter acordado com o som dos tiros, a mãe recebeu a notícia de que seu filho tinha sido baleado. “Quando eu cheguei na praça, ele já estava morto. A polícia já estava lá também. Eles me trataram super bem. Os policiais me deram palavras de apoio e incentivo”, relata.

    A mãe ainda conta que Deivison era vizinho e amigo de Alexsandro, outra vítima do atentado. “Foram garotos que nunca se envolveram em nenhuma situação de desrespeito. Infelizmente, eles estavam na hora errada, no lugar errado. É complicado, mas quem nos sustenta é Jesus. Quando a gente pensa que não vai aguentar, é ele quem ampara”, disse.

    Mais despedidas
    Na manhã desta quinta-feira (14), também aconteceram os enterros de Adriane Oliveira Santos, 20 anos, e Alexsandro Santos Seixas, 16 anos, no cemitério de Plataforma.

    "Ela tinha um salão de beleza lá mesmo no Uruguai. Começou a trabalhar desde cedo depois fazer um curso de cabeleireira. Deixou um menino de três anos. Como todo jovem, gostava de festas e era brincalhona", declarou o porteiro Everaldo Nascimento, 49, padrinho de um dos irmãos de Adriane. A avó da jovem passou mal e precisou ser carregada após o sepultamento. Antes de desmaiar, dona Irene repetia inúmeras vezes: "Perdi minha neta, meu Deus! Que dor".

    A família de Alexsandro também estava bastante emocionada. "Deus está me dando forças para aguentar tudo isso. Quando soube (da morte), peguei a Bíblia, onde a fé me consola", declarou o pai de Alexsandro, o auxiliar de serviços gerais que, após o sepultamento, permaneceu ao lado da cova do filho.

    Já a mãe do rapaz, Alcione, deixou o local amparada, sem forças para caminhar. "O que foi que eu fiz para merecer isso? Deus é quem está me mantendo em pé", disse ela enquanto deixava o cemitério. Ela chegou a dizer para um amigo que chegou a molhar algumas roupas do filho em uma tentativa de evitar que ele fosse ao paredão.

    Vítimas
    O crime aconteceu na madrugada dessa quarta-feira (13), deixando um saldo de 12 feridos e seis mortos. Todos estavam no paredão que acontecia na Travessa Oito de Dezembro, na localidade conhecida como Pistão. Moradores contaram que os tiros começaram já no final da festa, após uma discussão entre os participantes. Os tiros duraram menos de cinco minutos, mas como a festa estava cheia, muitas pessoas foram atingidas - a maioria com menos de 30 anos.

    Os demais mortos na ação foram identificados como Adriane Oliveira Santos, Brenda Buri da Silva, Alexsandro Santos Seixas, de 16 anos, Jailton Sales dos Santos e Kadson dos Santos Passos.

    Tiros
    O tiroteio assustou quem mora no bairro. "Todo mundo que foi baleado não mora aqui. Essa rua é super tranquila. Agora, as pessoas estão com medo de vir aqui por causa disso", disse outro morador da rua, que é rodeada de casas e de alguns estabelecimentos comerciais, como bares, lojas de roupas, vidraçarias e oficinas mecânicas. "A maioria dos baleados tinha 30 (anos) para baixo. Na festa havia muito adolescentes", contou uma moradora.

    Segundo informações da Polícia Civil, testemunhas relataram que um grupo armado chegou ao local onde acontecia uma festa do tipo “paredão” e efetuou vários disparos.

    De acordo com a Polícia Militar, equipes da 17ª Companhia da PM (CIPM/ Uruguai) faziam rondas no local quando moradores relataram o tiroteio.

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