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O Jornal da Cidade

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A Seleção Brasileira já pode começar a planejar a viagem para a Copa do Mundo do Catar, em 2022. Na noite desta quinta-feira (14), os comandados do técnico Tite receberam o Uruguai na Arena Amazônia, em Manaus, e conseguiram uma goleada por 4x1, com gols de Neymar, Gabigol e dois de Raphinha. Com o resultado, o time chegou aos 31 pontos. Nunca na história da competição uma seleção ficou de fora do Mundial com essa pontuação.

Apesar da liderança isolada na tabela, o Brasil teve uma semana agitada. Após ser criticado pela atuação no empate em 0x0 com a Colômbia, Neymar revelou que a Copa do Catar pode ser a última da sua carreira por causa da pressão psicológica. Defendido por jogadores e comissão técnica, ele mostrou que ainda tem muito oferecer dentro de campo.

Com apenas 9 minutos, Fred deu lindo lançamento por cima para o camisa 10, que dominou no peito e, sem ângulo, mandou para o fundo da rede do goleiro Muslera. Na comemoração, a tradicional dancinha com Paquetá.

E nem demorou muito para sair o segundo gol. Aos 17 minutos, em jogada de Paquetá, Neymar recebeu na área e tentou o chute. Muslera espalmou e Raphinha, esperto no lance, apareceu para chutar no gol e ampliar o placar: 2x0.

Com autoridade em campo, o Brasil não deu chances ao rival. O goleiro Ederson só assistiu nos 45 minutos iniciais. Antes do intervalo, Neymar e Raphinha ainda exigiram boas defesas de Muslera. Jesus, por sua vez, tirou tinta da trave.

Virou goleada
Depois da chuveirada, a pressão brasileira continuou. Logo nos minutos iniciais, o goleiro Muslera apareceu novamente em finalizações de Gabriel Jesus e Raphinha. Nas duas, espalmou.

Na terceira tentativa, não teve jeito. Contra-ataque rápido e Neymar tocou de primeira para Raphinha. Em velocidade, o atacante colocou na frente e chutou cruzado para fazer o terceiro aos 12 minutos.

Dali pra frente, era só continuar o espetáculo. Tite deu chances a jogadores como Gabigol e Everton Ribeiro. Raphinha, melhor em campo, saiu de campo aplaudido pelos mais de 12 mil torcedores que foram ao estádio.

Aos 32 minutos, deu tempo de Suárez marcar um belo gol de falta e diminuir o prejuízo para os uruguaios. Só que, aos 37, Gabigol recebeu cruzamento de Neymar e mandou de cabeça para fechar a goleada.

A professora Lucia Maria* nunca teve nenhuma doença mental durante os seus 17 anos de ensino. “Foi a partir daquele 17 de março de 2020 que os sintomas surgiram”, diz. Essa é a data em que a primeira morte de um paciente com covid-19 foi registrada no Brasil. O medo da doença misturado aos desafios de continuar as aulas por meio remoto mexeu com o psicológico dela. Na Bahia, 76% dos professores foram cometidos por doenças em 2020. As crises de ansiedade, de pânico e depressão foram apontadas como os casos mais frequentes.

Quem diz isso é o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) que entrevistou mais de 6 mil professores da rede municipal e estadual de toda a Bahia. Nesse 15 de outubro, Dia do Professor, a APLB alerta a importância de a categoria cuidar da saúde mental. “Em 2021, já percebemos o aparecimento de casos mais graves ainda. Tivemos um aumento de 45% no atendimento de professores com a síndrome de burnout, por exemplo”, relata a psicanalista e professora aposentada Zenaide Barbosa Ribeiro, diretora da APLB.

Ela acredita que o aumento desses casos graves foi causado pela falta de preparo dos professores para fazer o ensino remoto e, agora, o presencial. “Não pensaram na saúde mental deles quando fizeram esse retorno. As escolas estão despreparadas e os alunos não usam máscara ou fazem um distanciamento adequado. Os professores ficam perdidos assim. Nessa semana mesmo, atendi um caso bem grave”, relata.

Ainda para Zenaide, a maior parte das doenças dos trabalhadores da educação foi causada por problemas psíquicos durante a pandemia. “São problemas de saúde que vieram da ordem emocional. Tanto que, depois que começa a terapia, nós percebemos uma melhora no quadro geral de saúde”, diz. Ela ajudou a implantar, em abril de 2020, um projeto no sindicato que atende os profissionais que precisam de assistência psicológica.

“Começamos com três psicólogos e hoje estamos com 14. Mesmo assim, ainda temos fila de espera com 15 professores. Por mês, em média, são feitos 476 atendimentos. Todos os psicólogos trabalham por um valor social pago pela própria APLB. Nós até tentamos fazer uma parceria com o Governo do Estado, mas eles queriam que os psicólogos trabalhassem de graça. Assim não dava”, comenta.

Desde o início da implantação do projeto que a professora Lucia é uma das atendidas. No decorrer do atendimento, ela precisou ser encaminhada para tratamento psiquiátrico, ofertado pelo Planserv, em que foi diagnosticado a ansiedade. Até hoje ela toma remédios devido à doença. “Eu me arrependo de não ter procurado ajuda quando os sintomas começaram. Depois que busquei esse atendimento, minha situação melhorou muito”, diz.

Professores relatam dificuldades vividas na pandemia
Eunice Novais dos Santos, 54 anos, é mais conhecida como professora Loide. Ela trabalha na rede municipal de Sapeaçu, mas já está aposentada pelo Estado desde fevereiro de 2020, ou seja, um mês antes de começar a pandemia. Curiosamente, seus problemas psicológicos começaram quando a tão sonhada aposentadoria saiu. “Passei a receber menos do que o previsto e, misturando com todos os problemas da pandemia e crise financeira, minha vida virou um caos”, lembra.

Pró Loide, como gosta de ser chamada, chegou a ter síndrome do pânico. Hoje, é acompanhada quase que diariamente por profissionais especializados. “Meu desafio nem foi a questão da sala de aula. Eu até me adaptei bem às aulas remotas. O difícil foi encarar a perda de salário num momento tão difícil”, diz. Segundo o levantamento da APLB, 36% dos professores baianos tiveram redução na remuneração durante a pandemia.

Já Joana* ensina na rede estadual de Salvador e começou a apresentar sintomas de ansiedade no início da pandemia, o que foi acentuado no início das aulas remotas e, agora, com as aulas presenciais. “Ainda está sendo terrível, pois a vacinação está mais ampla e os alunos não sentem a pandemia como um perigo que os afetam. Eles ficam muito juntos e não usam máscara. Eu realmente não sei como vamos acolher um número grande de alunos na sala”, diz. Nesse Dia do Professor, Joana* não tem muito o que comemorar.

“Nos meus 31 anos como professora, nunca tive uma oportunidade de fazer terapia. Eles deveriam fazer projetos mais amplos como esse, mas não tenho certeza se nós somos tão importantes assim. O que vivemos em sala de aula não me faz crer que somos importantes. E a coisa só está piorando. Por isso, não vejo a hora de tentar sair para fazer algo que me dá mais prazer. Tento me aposentar há dois anos. Quando eu comecei a ensinar, tinha tantos planos. Hoje nem sequer reconheço aquela professora do passado. A procuro e não encontro”, desabafa.

Na próxima segunda-feira (18), o ensino 100% presencial na rede estadual será retomado. A APLB acionou os Ministérios Públicos da Bahia (MPBA) e do Trabalho (MPT), na tentativa de que as duas entidades ajudem na intermediação da classe junto ao governo do estado. Segundo o coordenador geral do Sindicato, Rui Oliveira, a categoria não se sente segura e quer manter o modelo híbrido de ensino. Nesta quinta-feira (14), ele ia se reunir com Jerônimo Rodrigues, secretário de Educação, para tratar do assunto. A conversa foi adiada para hoje, às 9h.

Em resposta à reportagem, a Secretaria da Educação do Estado (SEC), informou que desenvolve o Programa de Atenção à Saúde e Valorização do Professor, “com objetivo de reabilitar, prevenir e promover a saúde do docente, prestando assistência e apoio a esses profissionais”. O programa conta com uma equipe multidisciplinar que atua nas áreas de Psicologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Assistência Social e Nutrição em todos os 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs).

Já a Secretaria Municipal de Educação (SMEI) respondeu que "não houve registros de doenças psicossomáticas dos trabalhadores acima dos níveis históricos registrados".

A nota enviada pela órgão também lembrou dos desafios da pandemia e que para minimizar os impactos, a prefeitura de Salvador manteve os salários dos professores em dia.

Dicas para cuidar da saúde mental durante a pandemia:

Descanse. O sono regular interfere diretamente no equilíbrio emocional. Busque atividades que auxiliem no sono profundo e de qualidade.

Alimente-se bem. Ter atenção ao que se come e priorizar uma dieta balanceada permite a ingestão de todos os nutrientes necessários ao organismo.

Evite drogas como escape do estresse. Álcool e tabaco se tornam vícios e, a longo prazo, causam muito malefícios à saúde física e mental.

Fortaleça seus contatos, ainda que à distância. Uma conversa com amigos ou com a família por mensagens, ligações telefônicas ou videochamadas pode aliviar sensações ruins.

Tire um tempo para você. Não preencha seus dias apenas com atividades obrigatórias - libere um espaço na sua agenda para atividades de lazer

*Fonte: Laboratório Pfizer

Para especialista, escolas devem priorizar saúde mental dos funcionários
“Para que a saúde mental dos profissionais de educação seja priorizada, deve haver um ambiente saudável nas instituições”. Isso é o que defende a psicopedagoga Niclecia Gama, especialista em educação infantil e contação de histórias. “As escolas precisam ser ambientes de humanização não só dos estudantes, mas também dos profissionais que trabalham lá, tantos professores como funcionários. Isso vai ajudar que elas não adoeçam”, conta.

Ainda segundo a especialista, há na rede de educação um considerado quadro de afastamento dos professores por problemas de saúde mental causados por abuso de autoridade ou assédio moral nas escolas. “São consequências de um ambiente tóxico que existem nas instituições. Infelizmente, não há um programa de saúde mental para os profissionais da educação em Salvador”, comenta.

Professora municipal da capital baiana, Niclecia cita o exemplo que a sua instituição de ensino, o Centro Municipal de Educação Infantil José Adeodato de Souza Filho, fez durante a pandemia para cuidar da saúde mental dos professores e funcionários.

“Pensamos numa estratégia para fazer o ensino remoto sem sobrecarregar os professores. Tínhamos reuniões semanais e dividimos a equipe em subgrupos. Cada semana, um subgrupo era responsável por elaborar, gravar e editar os vídeos enviados para as famílias dos alunos. Dessa forma, a sobrecarga foi aliviada e tivemos bons retornos dos familiares. Isso só foi possível por conta do modelo de gerenciamento da unidade, que tem sempre um canal aberto para nos escutar”, diz.

A sobrecarga no trabalho citada por Niclecia também é apontada pela APLB como motivo de adoecimento dos profissionais. “Eles tiveram que transformar sua casa em locais de trabalho e assumir constantemente funções que não eram suas, como a de editor de vídeo, por exemplo”, explica Zenaide.

Sinais para ter atenção:
Sono (alterações; não conseguir dormir; dormir demais; sono bagunçado, etc);
Alimentação (perda de apetite; comer muito mais ou muito menos do que normalmente come);
Tristeza muito forte e frequente (muito além de uma tristeza normal);
Hipersensibilidade;
Humor alterado;
Ansiedade patológica (é normal ficar ansioso nesse contexto, mas uma ansiedade que tira o sono não é normal);
Não conseguir ter a rotina;
Taquicardia e respiração ofegante;
Falta de motivação;
Dificuldade para organizar o pensamento;
Pensamentos catastróficos com frequência;
Abuso de álcool e drogas;
Não conseguir ter contato com as pessoas que gosta;
Feedback familiar (se outras pessoas, que convivem com você, têm notado alterações no seu comportamento).
Principais doenças psiquiátricas na pandemia
Ansiedade: Todo mundo pode estar ansioso em algum momento. No entanto, a ansiedade patológica é quando esse sentimento é excessivo e interfere na vida cotidiana. É uma preocupação intensa e persistente que pode envolver dor no peito, frequência cardíaca elevada, tremores e respiração ofegante.

Depressão: A depressão é um dos transtornos de humor. É uma doença crônica que provoca uma tristeza profunda e forte sentimento de desesperança. Pode vir associada a dor, amargura, desencanto e culpa, além de alterações de apetite e no sono.

Transtorno bipolar: Também é um dos transtornos de humor. Nesse caso, é uma doença marcada pela alternância entre períodos de depressão e períodos de euforia (mania). Os episódios de mania podem incluir perda de contato com a realidade e falta de sono. Cada episódio pode durar dias, meses ou semanas, além de vir com pensamentos suicidas.

Síndrome do pânico: O transtorno do pânico envolve crises repentinas de ansiedade aguda, vindas de forma inexplicável. Costumam ser associadas a medo e desespero, com a sensação de que a pessoa vai morrer ou enlouquecer. Ataques de pânico podem também um sintoma da ansiedade.

Onde buscar ajuda de graça ou com 'valor social':
CVV: É gratuito em todo o país e funciona 24 horas por dia, através dos telefones (71) 3322-4111 ou 188 e do site www.cvv.org.br.

Programa Escuta Acessível: Atendimento psicológico online ou presencial com valor social. Entre em contato pelo WhatsApp (71) 99637-1226 e faça seu agendamento. O psicólogo Anibal Dantas atua nesse projeto. “A sessão ou o valor mensal fica bem acessível, chegando a mais de 50% de desconto no valor real dos honorários”, explica.

Escola Bahiana de Medicina: A clínica de psicologia tem atendimentos com valores sociais. É preciso entrar em contato pelos telefones (71) 3286-8259, (71) 99249-3483 ou (71) 99287-3091 para fazer o agendamento. Os atendimentos estão ocorrendo de forma online e presencial de segunda a sexta, das 8h às 12h e 13h às 17h.

UniFTC: A instituição mantém o Ambulatório de Saúde Mental, espaço que disponibiliza atendimento interprofissional e conta com atendimentos gratuitos por dois modos:

Modalidade Plantão Psicológico: Um espaço de acolhimento e escuta especializada, na modalidade online, oferecido por profissionais da psicologia de modo pontual. Possui caráter breve, com foco no atendimento em momento de necessidade daquele que busca o serviço. Disponível de segunda a quinta, de 8h às 12h e de 14h às 18h. Nessa modalidade a pessoa não precisa de agendamento. Poderá realizar o atendimento com o profissional disponível no plantão. Link de acesso: bit.ly/plantaopsicologico_uniftc

Modalidade Atendimento Convencional: Os serviços disponibilizados à comunidade contemplam os projetos de acolhimento psicológico, grupos terapêuticos com adolescentes, grupos terapêuticos com idosos, grupos terapêuticos com professores, grupos terapêuticos com comunidade LGBTQIA+, grupo de acolhimento a ansiedade em tempos de pandemia, grupo de gestantes e puérperas, orientação profissional, clínica do trabalho, clínica do luto, psicoterapia individual. Sujeito a disponibilidade de atendimento e é necessário realizar agendamento. Link de acesso:

Unijorge: Oferece o plantão psicológico, um serviço do curso de psicologia com atendimentos feitos por psicólogos egressos da instituição, que estão inscritos nos Conselhos Regionais de Psicologia e estão autorizados a fazer atendimento virtual. O serviço é feito por telefone, através de plantões com dias e horários pré-determinados. Contato para marcação:

Mônica Hanhoerster
CRP 03/18470
Segunda-feira 18h às 22h
(71) 98113-3519

Lelciu Muniz
CRP 03/22799
Terça-feira 18h às 22h
(71) 98216-1222

Jorge Ícaro Medeiros
CRP 03/22992
Quarta-feira 08h às 12h
(73) 98239-1000

Larissa Caires
CRP 03/23015
Quinta-feira 13h às 17h
(71) 99198-6620

Vandeilton Trindade
CRP 03/23889
Sexta-feira 08h às 12h
(75) 99200-3115.

*Nomes alterados a pedido dos entrevistados

Fonte: Correio*

A prefeitura de Salvador inaugurou, na manhã desta sexta-feira (15), a nova sede da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), que está localizada na Rua Miguel Calmon, no Comércio, e dá a infraestrutura necessária para atendimento diário a 800 pessoas, número quatro vezes maior do que era possível na sede anterior.

O prefeito Bruno Reis esteve na inauguração e destacou que o local se tornou mais confortável e com maior capacidade de atendimento à população em situação de vulnerabilidade, após intervenções realizadas pela Prefeitura.

Reis falou ainda sobre a função social da Sempre em relação ao cidadão carente da capital baiana. "Aqui é a casa dos pobres, a casa de quem mais precisa, dos mais carentes de nossa cidade. Que este espaço sirva de motivação para todos desta equipe. Os desafios são grandes e serão superados com trabalho e motivação”, declarou Bruno Reis, destacando o fato da pandemia ter acentuado dificuldades sociais e reforçado a importância da Secretaria.

Na Sempre, além das inscrições no Cadastro Único, a população terá acesso ainda a benefícios como os auxílios funeral, natalidade, moradia, viagem e emergência.

Lucas Gonçalves, presidente do projeto Salvador Invisível, que trabalha com assistência para pessoas em situação de rua, elogiou a nova sede e a consequente melhoria no processo de atendimento do órgão. "São novos ares com mais conforto tanto para os funcionários públicos como para a população que é assistida pela Sempre. Para a população de rua, é ainda mais fundamental, já que aumenta o número de vagas para quem precisa desse atendimento, além de estar em um prédio mais bem localizado, o que facilita o acesso", comentou.

Educação
No evento, Bruno falou sobre a retomada das aulas e a preocupação com a educação em Salvador. "A maior preocupação do prefeito é educação. As crianças não estudaram em 2020 e a grande maioria não voltou em 2021. Elas foram aprovadas no ano passado e serão neste também. No entanto, a criança que estudou em 2019 e, praticamente, ficaram sem aula em 2020 e 2021, esqueceram o que aprenderam antes e passaram esses dois anos sem o conteúdo mínimo que possibilitasse o aprendizado", disse.

Recuperar o tempo perdido será um grande desafio, avaliou. "São três anos e qualquer dia é importante. Tem pai querendo levar o filho só no ano que vem e estão pensando errado. Vai ser um desafio enorme tirar a diferença dos anos perdidos na pandemia nos próximos ciclos de ensino. Então, qualquer dia a mais é importante. Essa é a minha maior preocupação, como as crianças vão estar ano que vem. Por isso, faço o apelo aos pais e responsáveis: voltem o quanto antes".

Transporte
Já falando sobre transporte, Bruno disse que em horário de pico há aglomeração em qualquer local do mundo. "A frota não voltou 100% porque estamos transportando 60% do público que era transportado antes. Quando a concessão foi feita, eram 18 milhões de passageiros. Antes da pandemia, estávamos com 21 milhões. Depois, caiu pra 10,8 e, agora estamos chegando a 15 milhões de passageiros no mês", explicou.

 

O vice-governador João Leão, secretário do Planejamento, estará em Portugal e na França entre os próximos dias 17 e 31 de outubro, em uma missão internacional que visa atrair novos investimentos para a Bahia, com foco na produção de vinhos. Na oportunidade, Leão irá participar ainda do “Salon du Chocolat”, um dos mais importantes do mundo no segmento e que contará com estande do Governo da Bahia.

Participarão da comitiva liderada pelo vice-governador os secretários estaduais do Turismo, Maurício Bacelar, Agricultura, João Carlos Oliveira, e do Trabalho, Emprego e Renda, Davidson Magalhães, além do reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Paulo Fagundes, e do deputado estadual Eduardo Salles, presidente da Frente Parlamentar do Setor Produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Em Portugal a comitiva passará por diversas localidades como Lisboa, Évora, Algarve, Alentejo e Torres Novas onde conhecerá de perto o processo de produção de vinhos e embutidos e se reunirá com ministros do país lusitano. Na França, além da participação no Salon du Chocolat, em Paris, a comitiva irá visitar a região de Champagne, onde também encontrará produtores locais de vinho para rodadas de negócios. Ao longo das visitas serão apresentadas aos empresários locais as oportunidades de investimentos na Bahia.

Fonte: Ascom/Seplan

Enquanto o corpo de Deivison da Conceição Santos, 18 anos, não chegava para o sepultamento previsto para as 10h desta quinta-feira (14), parentes e amigos aguardavam na entrada do cemitério municipal de Periperi, entre eles avó do rapaz, Lucilene Antônia Maria da Conceição, 64. A idosa, que o criou desde pequeno, desabafou ao lembrar do neto, morto na chacina do Uruguai. "É uma dor grande, sem limites. É um pedacinho de mim que se foi", declarou.

Tio de Deivison, William Silva Santos falou da dor pela morte do rapaz e os paredões. "A família está desolada, uma fatalidade com um jovem por causa de um paredão. A gente fica arrasado porque a gente quer que os jovens cresçam, que sejam alguém na vida, mas aí essas festas os atraem para a morte. Nesses paredões as músicas incentivam a promiscuidade e o uso de drogas. Não tem como num lugar desses colher bons frutos. Acredito que nem a polícia e nem o governo vão acabar com essa praga, infelizmente".

Pediu para não ir
“Ele morava com os avós e saiu de casa pouco antes de tudo ter acontecido. A avó ainda pediu para ele não ir por causa do horário, mas por ser maior, ele saiu. Eu estava dormindo na hora e só acordei com o som dos tiros. Nossa casa fica a 100 metros de onde a festa acontecia”, conta a mãe de Deivison.

Segundo ela, Deivison, que era seu filho mais velho, fazia supletivo e trabalhava em uma oficina. Logo após ter acordado com o som dos tiros, a mãe recebeu a notícia de que seu filho tinha sido baleado. “Quando eu cheguei na praça, ele já estava morto. A polícia já estava lá também. Eles me trataram super bem. Os policiais me deram palavras de apoio e incentivo”, relata.

A mãe ainda conta que Deivison era vizinho e amigo de Alexsandro, outra vítima do atentado. “Foram garotos que nunca se envolveram em nenhuma situação de desrespeito. Infelizmente, eles estavam na hora errada, no lugar errado. É complicado, mas quem nos sustenta é Jesus. Quando a gente pensa que não vai aguentar, é ele quem ampara”, disse.

Mais despedidas
Na manhã desta quinta-feira (14), também aconteceram os enterros de Adriane Oliveira Santos, 20 anos, e Alexsandro Santos Seixas, 16 anos, no cemitério de Plataforma.

"Ela tinha um salão de beleza lá mesmo no Uruguai. Começou a trabalhar desde cedo depois fazer um curso de cabeleireira. Deixou um menino de três anos. Como todo jovem, gostava de festas e era brincalhona", declarou o porteiro Everaldo Nascimento, 49, padrinho de um dos irmãos de Adriane. A avó da jovem passou mal e precisou ser carregada após o sepultamento. Antes de desmaiar, dona Irene repetia inúmeras vezes: "Perdi minha neta, meu Deus! Que dor".

A família de Alexsandro também estava bastante emocionada. "Deus está me dando forças para aguentar tudo isso. Quando soube (da morte), peguei a Bíblia, onde a fé me consola", declarou o pai de Alexsandro, o auxiliar de serviços gerais que, após o sepultamento, permaneceu ao lado da cova do filho.

Já a mãe do rapaz, Alcione, deixou o local amparada, sem forças para caminhar. "O que foi que eu fiz para merecer isso? Deus é quem está me mantendo em pé", disse ela enquanto deixava o cemitério. Ela chegou a dizer para um amigo que chegou a molhar algumas roupas do filho em uma tentativa de evitar que ele fosse ao paredão.

Vítimas
O crime aconteceu na madrugada dessa quarta-feira (13), deixando um saldo de 12 feridos e seis mortos. Todos estavam no paredão que acontecia na Travessa Oito de Dezembro, na localidade conhecida como Pistão. Moradores contaram que os tiros começaram já no final da festa, após uma discussão entre os participantes. Os tiros duraram menos de cinco minutos, mas como a festa estava cheia, muitas pessoas foram atingidas - a maioria com menos de 30 anos.

Os demais mortos na ação foram identificados como Adriane Oliveira Santos, Brenda Buri da Silva, Alexsandro Santos Seixas, de 16 anos, Jailton Sales dos Santos e Kadson dos Santos Passos.

Tiros
O tiroteio assustou quem mora no bairro. "Todo mundo que foi baleado não mora aqui. Essa rua é super tranquila. Agora, as pessoas estão com medo de vir aqui por causa disso", disse outro morador da rua, que é rodeada de casas e de alguns estabelecimentos comerciais, como bares, lojas de roupas, vidraçarias e oficinas mecânicas. "A maioria dos baleados tinha 30 (anos) para baixo. Na festa havia muito adolescentes", contou uma moradora.

Segundo informações da Polícia Civil, testemunhas relataram que um grupo armado chegou ao local onde acontecia uma festa do tipo “paredão” e efetuou vários disparos.

De acordo com a Polícia Militar, equipes da 17ª Companhia da PM (CIPM/ Uruguai) faziam rondas no local quando moradores relataram o tiroteio.

O Brasil passará nesta quinta-feira (14) pelo seu último desafio da rodada tripla das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. A equipe do técnico Tite enfrenta o Uruguai, às 21h30, na Arena da Amazônia, em Manaus, pela 12ª rodada da competição. E, se o empate sem gols com a Colômbia, no último domingo (10), acabou com o 100% de aproveitamento após a sequência de nove vitórias seguidas, a partida de hoje tem um lado muito bom.

Será a primeira vez que o Brasil jogará como anfitrião com público pagante desde o início da pandemia do novo coronavírus. Todos os 10 mil ingressos colocados à venda - com valores entre R$ 125 e R$ 500 - foram esgotados em menos de dois dias. No total, 14 mil pessoas poderão assistir ao jogo. Ou seja, dentro do permitido, será casa cheia.

Para entrar no estádio, o torcedor terá que cumprir um protocolo. Só poderá acessar o local quem tenha completado o esquema vacinal da covid-19 com duas doses ou dose única. Haverá ainda a aferição de temperatura e não será permitida a entrada com alimentos e bebidas em geral. O uso de máscara também será obrigatório, além da manutenção do distanciamento social.

“Vamos jogar com o apoio da nossa torcida, importante isso para nós contra um adversário como o Uruguai. Vou continuar dando o meu melhor, tentando jogar bem para ajudar a Seleção Brasileira”, disse o volante Fabinho.

A partida, vale lembrar, acontece em meio a uma preocupação com Neymar. Nesta semana, o craque falou sobre a possibilidade da Copa do Mundo de 2022 ser a última da sua carreira. Aos 29 anos - em fevereiro, completa 30 -, ele estará com 34 no Mundial de 2026, que será realizado em conjunto por EUA, Canadá e México.

“Acho que é minha última Copa do Mundo (2022). Eu encaro como a minha última porque não sei se terei mais condições, de cabeça, de aguentar mais futebol. Então vou fazer de tudo para chegar muito bem, fazer de tudo para ganhar com meu país. Para realizar o meu sonho desde pequeno e espero poder conseguir”, afirmou o astro.

Após o desabafo, vários jogadores saíram em defesa do craque. “A gente torce que ele fique por muito tempo na Seleção, pela qualidade do futebol, pelo grande jogador que é. Torcemos para que fique muitos anos com a gente. Difícil falar mentalmente de outra pessoa. O cara às vezes tem pressão muito forte”, comentou o volante Fred.

Tite e a comissão técnica também estão se mostrando preocupados com o lado emocional dos atletas. Após o empate em 0x0 com a Colômbia, o treinador saiu em defesa de Neymar e atribuiu a atuação ruim do camisa 10 à boa marcação adversária.

“Talvez as expectativas em cima dele sejam que faça toda hora excepcionalidades e toda hora faça a diferença. É um jogador excepcional, porque faz jogadas excepcionais, excepcionalmente. E não corriqueiramente. É sim um jogador diferenciado, sabemos dessa condição. Foi muito bem marcado também, por vezes dobrada a marcação em cima dele, num contexto geral”, explicou.

Escalação
Por enquanto, Neymar segue como titular absoluto da Seleção Brasileira e será um dos 11 primeiros diante do Uruguai. A equipe, porém, não contará com o zagueiro Éder Militão, que teve lesão no músculo posterior da coxa direita confirmada pela CBF, após exames de imagem.

Assim, Tite montará a dupla de zaga com Thiago Silva e Lucas Veríssimo, deixando Marquinhos na reserva. Mas essa não será a única alteração. Ainda na defesa, Emerson Royal ficará com a vaga de Danilo na lateral direita, enquanto o goleiro Alisson dará espaço para Ederson. No ataque, Raphinha entra no lugar de Gabigol.

A escalação para o clássico tem: Ederson, Emerson Royal, Lucas Veríssimo, Thiago Silva e Alex Sandro; Fabinho, Fred e Lucas Paquetá; Raphinha, Gabriel Jesus e Neymar.

Uruguai

Adversário do Brasil desta quinta-feira (14), o Uruguai passa por um momento turbulento e rondado por questionamentos. Principalmente após a decepcionante derrota por 3x0 para a Argentina, fora de casa, no último domingo. Foi o segundo jogo seguido que a Celeste não fez um gol sequer.

Pressionado por melhores resultados, o técnico Óscar Tabarez deve fazer mudanças no time titular. Edinson Cavani, que ficou no banco nos últimos dois jogos, pode voltar a formar a dupla de ataque com Luis Suárez. Os dois, aliás, não marcam nas Eliminatórias há oito jogos.

Além disso, o lateral-esquerdo Piquerez deve ganhar chance, no lugar de Matías Viña. Bentancur, que cumpriu suspensão diante da Argentina, também deve começar jogando. Já o zagueiro Ronald Araujo, machucado, será desfalque.

A provável escalação do Uruguai tem: Muslera, Nández, Coates, Godín, Piquerez; Valverde, Vecino, Bentancur, Nicolás De la Cruz; Suárez e Cavani.

“Não vamos nos apoiar na ideia de que o Brasil está mal, porque não acredito nisso. Foram os primeiros pontos que eles perderam. Vamos nos preparar dentro do que podemos fazer em tão pouco tempo, pensando que vamos dar tudo de nós, sem que nos encontrem descuidados”, disse Tabarez.

Atualmente, a Celeste é a quarta colocada das Eliminatórias, com 16 pontos. São 12 a menos que o Brasil, líder com 28.

 

A volta às aulas na rede estadual entrou em contagem regressiva na Bahia. Na próxima segunda-feira (18), o ensino 100% presencial será retomado pela primeira vez desde que foi interrompido, em março do ano passado, mas cerca de 50% dos estudantes estão frequentando as aulas híbridas iniciadas em julho. Professores entraram com representações judiciais para impedir o retorno presencial, e o governo teme que a pandemia provoque uma evasão de 30% nas escolas.

O secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues, comentou sobre a volta às aulas durante a assinatura de uma ordem de serviço para reformar escolas, em Mussurunga I, na quarta-feira (13). Desde julho, os 840 mil estudantes do estado estão no modelo híbrido, ou seja, com parte das aulas em casa e outra parte nos colégios. Segundo o secretário, cerca de metade dos matriculados aderiram a esse modelo semipresencial.

“Estamos fazendo esse balanço porque como tem muita gente que não vai à escola, mas pega o material, tem muita gente que está no remoto pela comodidade, estamos levantando esses dados, mas a gente está com número acima de 50% de presença. Tem escolas no interior que conseguimos ver 80% a 90% de frequência. Então, esse retorno vai acontecer aos poucos”, afirmou.

O secretário comentou também sobre as críticas de pais e professores sobre a retomada presencial de todos os alunos da rede em um momento em que a quantidade de casos da variante delta está em crescimento no estado. Ele afirmou que é preciso cumprir os protocolos e o cuidado com a saúde, mas que a aprendizagem não pode ser deixada de lado e disse estar preocupado com os efeitos da pandemia na evasão escolar.

“Se em 1 ano e 7 meses estamos com prejuízo por conta da pandemia, esse custo será muito alto nos próximos cinco e dez anos. Em uma época normal, de recesso do natal e do ano novo, o retorno às aulas é sempre um prejuízo, com evasão de 10% a 12%. Em uma situação como essa, com certeza, ultrapassará 20% a 30%, e em alguns lugares essa evasão será ainda mais forte”, disse.

Para atender aos protocolos de segurança o governo instalou pias nas escolas, marcou o distanciamento entre as cadeiras, e instalou dispersores de álcool em gel e ventiladores nas salas de aulas. O uso da máscara e a aferição da temperatura são obrigatórios e o uso dos bebedouros é restrito a copos individuais ou descartáveis e garrafas.

Ainda assim, alguns pais disseram que estão inseguros em mandar os filhos. Já os estudantes estão indecisos. Maria Eduarda Santos, 16 anos, disse que conseguiu se adaptar bem ao modelo remoto, mas que alguns amigos dela não renderam tão bem.

“Tem gente dizendo que vai deixar para voltar no ano que vem. Eu nem sei o que é melhor, porque com muito aluno sem ainda ter sido vacinado, casos aumentando e o recesso de fim de ano chegando, talvez fosse melhor deixar para começar no ano que vem mesmo, mas por outro lado quanto antes começar melhor”, disse.

O ano letivo na rede estadual começou em 15 de março de forma apenas virtual. Em 26 de julho, estudantes do ensino médio, profissionalizante e de jovens e adultos (EJA) migraram para o semipresencial, e em 9 de agosto foi a vez dos alunos do fundamental. A partir de segunda-feira todos estarão na fase totalmente presencial, de segunda à sábado. A data de encerramento do ano letivo será em 28 de dezembro.

O evento em Mussurunga I contou com a presença do governador Rui Costa que assinou uma ordem de serviço no valor de R$ 100 milhões para obras de infraestrutura em 24 escolas da Rede Estadual de Educação em Salvador. Ele disse que R$ 100 milhões já estão em execução e que outros R$ 100 milhões serão autorizados até o final do ano, e pediu para os estudantes seguirem os protocolos no retorno definitivo às aulas presenciais.

“O uso da máscara continua obrigatório e eu peço a todos que usem a máscara, principalmente dentro da escola e em qualquer outro ambiente fechado. Os números da pandemia caíram, mas os vírus ainda não foi embora, ele continua circulando e enquanto a gente não derrotar esse vírus e reduzir a contaminação, e se surgirem variantes que a vacina não dê jeito, o número de mortos pode ser novamente muito alto”, afirmou.

Ao todo, foram seis ordens de serviço assinadas para a construção de duas novas unidades escolares; modernização de 14 escolas; ampliação de outros seis colégios estaduais; além da construção de um complexo poliesportivo e uma quadra coberta.

Professores
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) acionou o Ministério Público da Bahia (MP) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) na tentativa de que as duas entidades ajudem na intermediação da classe junto ao governo do estado. Segundo o coordenador geral do Sindicato, Rui Oliveira, a categoria não se sente segura e quer manter o modelo híbrido de ensino.

“Fizemos as representações essa semana e teremos uma reunião com o governo nesta quinta-feira (14). Quando o governo anunciou o retorno das aulas fez isso sem conversar com o sindicato. O que nós queremos é que os protocolos de biossegurança sejam respeitados, incluindo o que trata do distanciamento, e nós sabemos que é impossível em uma sala com 40 alunos haver distanciamento de 1,5 metro”, disse.

O sindicalista afirmou que a adesão dos estudantes ao modelo semipresencial está sendo menor do que o divulgado pelo governo. O estudante do ensino médio Matheus Barbosa, 16 anos, voltou para a sala de aula em agosto e disse que está tranquilo.

“Como estamos no modelo semipresencial eu não vejo metade da turma, e como muita gente não está indo para a escola o número de alunos é pequeno, mas estou feliz com o retorno. Eu queria muito voltar a ter aula presencial, estava cansado do on-line e estudar na escola é muito diferente de fazer isso de casa”, disse.

Acidentes envolvendo motocicletas matam uma pessoa por semana em Salvador. De janeiro a setembro deste ano, a Transalvador registrou 36 óbitos por esse motivo. Apesar do número de mortos ser quase 30% menor que o mesmo período de 2020, o índice ainda é visto com preocupação pelos órgãos públicos.

Essa semana, entre a segunda-feira (11) e a manhã desta quarta-feira (13), três pessoas morreram em acidentes com motos: o jogador de futebol Nadson Santos Gonçalves,15 anos, o policial Hendel Andrade da Silva, 23, que atuava no 6º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), e o garçom Cristian dos Santos de Jesus, 26. Os três estavam sem capacete. Nadson e Hendel não tinham habilitação.

Segundo a Polícia Civil, o acidente envolvendo Nadson Gonçalves ocorreu na Ladeira do Abaeté, em Itapuã, no feriado do Dia da Criança, por volta das 18h. O caso é apurado pela 12ª Delegacia Territorial. A moto do rapaz colidiu com um veículo que fugiu sem prestar socorro, o que é ilegal de acordo com o Código Nacional de Trânsito.

“Espero que isso sirva de lição para muitos jovens. Se for sair, usem o capacete”, apelou o pai de Nadson, Jorgildo Silva Gonçalves. Na avaliação dele, o filho teria sobrevivido caso estivesse com o item de segurança. “O impacto na cabeça foi muito forte e o carro passou por cima dele, infelizmente. O Samu ainda tentou reanimá-lo durante duas horas, mas não teve jeito. Acho que se tivesse com o capacete, o resultado seria diferente”.

Nadson levava uma amiga na garupa da moto quando um carro entrou na contramão, em alta velocidade, e o atingiu. “Estava acontecendo uma festa do Dia da Criança na Rua Angélica. Ele saiu para levar a menina para a casa dela. Os amigos até disseram para ele não ir sem capacete”, contou Jorgildo.

Ele não sabe de quem era a moto usada pelo filho. “Para falar a verdade, nem sabia que ele andava pilotando moto". A moça que estava com Nadson também não usava capacete. Segundo testemunhas, ela foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itapuã, onde foi atendida e recebeu alta.

O veículo que causou o acidente foi apontado pelos familiares como sendo um gol preto. “Segundo o relato de pessoas que presenciaram o acidente, o carro estava tentando ultrapassar um micro-ônibus quando entrou na contramão e acertou a moto”, disse Jorgildo. Na manhã de ontem ele esteve no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) para retirar o corpo e providenciar o sepultamento do jovem.

Sonho interrompido

Nadson Santos Gonçalves queria ser jogador de futebol profissional do Vitória e participava de peneiras do time há, pelo menos, dois anos. Além disso, era contratado por times amadores para atuar na lateral direita. O jovem também trabalhava em uma oficina, pela manhã. Á tarde, treinava futebol e, à noite, estudava. A família via futuro no garoto e acreditava no seu potencial. “Ele era a nossa esperança”, conta o pai.

"Era um rapaz correria, trabalhador. Cresceu rapidamente e estava virando adulto. É muito triste o que aconteceu”, lamentou o empresário Marcos Roberto, que empregou Nadson como ajudante de pintor. “Ele trabalhava comigo, pois se não desse certo no futebol, já tinha profissão garantida. Com 15 anos, tinha esse pensamento”, lembra.

Nadson era filho único por parte da mãe e tinha outros dois irmãos mais velhos por parte de pai. “Tanto a mãe como as tias estão inconsoláveis, pois elas cuidavam muito dele. Nossa família toda mora em Itapuã e o sentimento de dor é enorme”, conta.

O enterro do adolescente foi às 16h desta quarta, 13, no cemitério Bosque da Paz.

Soldado morre na Avenida Centenário

O acidente envolvendo o soldado Hendel da Silva aconteceu na Avenida Centenário, na saída do túnel Teodoro Sampaio, na Barra, por volta das 5h desta quarta, 13. De acordo com a Polícia Civil, não é possível, ainda, saber a causa do acidente.

Familiares e amigos disseram que Hendel voltava para casa após uma reunião com amigos, no Garcia, quando perdeu controle da moto. O amigo Ayrton Bruno, 25, microempresário, foi um dos primeiros a receber a notícia. Ele não sabe dizer se o amigo tinha bebido ou não. Às 7h ele começava a trabalhar no Exército, onde servia desde os 18 anos.

“Várias pessoas me ligaram ao mesmo tempo, porque sabiam que a gente sempre estava junto. Ele até tinha me chamado para sair, mas falei que não ia, porque estava cansado. Quando foi de madrugada, fui resgatar ele. Quando cheguei, já estava morto. Foi horrível, doeu muito. Ele não era só meu amigo, era meu irmão”, contou Bruno.

Os dois faziam tudo juntos – iam à praia, usavam o mesmo tipo de roupa, e serviram na mesma época. A dupla morava na mesma rua, vizinhos de casa. Bruno também ajudava o amigo em uma hamburgueria. Segundo ele, era o sonho do amigo expandir o negócio - era somente delivery, criado há um ano. “Ele sonhava que virasse um restaurante”.

Helder era o mais novo de seis irmãos e tinha uma namorada há cinco anos. “Espero que Deus conforte a alma dele, ele jamais será esquecido”, completa o amigo. O corpo de Helder demorou quase cinco horas para ser removido da rua. O irmão dele, Eder, Andrade da Silva, 36, recepcionista, reclamou do descaso.

“Teve toda a burocracia do IML para pegar o corpo, abrir ocorrência na 1ª delegacia, nos Barris, depois disseram que era no Iguatemi... É muita falta de respeito. Até para você perder um ente querido hoje, se passa por humilhações. Além da dor da perda, a gente se sente humilhado pelos nossos órgãos, que não trabalham de forma correta”, desabafou.

A família sabia que Hendel tinha comprado uma moto, há três meses, apesar de não concordar. “Todo dia a gente vê reportagem sobre acidente de moto, conversei com ele para sair disso, que não era legal. Mas, infelizmente, acabou acontecendo essa fatalidade. Foi falta de responsabilidade dele, porque, aparentemente, o capacete estava no braço. Fico triste porque a gente vê a situação de outros jovens e ele cometeu o mesmo erro”, disse Eder.

Além de ampliar a hamburgueria, Eder diz que o irmão queria seguir a carreira militar. O sepultamento foi às 16h30, no cemitério Campo Santo.

Número de feridos cresce 3,2% em 2021

O número de feridos em acidentes envolvendo motocicletas em Salvador aumentou na comparação entre janeiro a setembro de 2020 com o mesmo período de 2021. No ano passado, 1.264 pessoas ficaram com alguma lesão por conta de acidentes de trânsito envolvendo motos. Este ano, já são 1.305 pessoas na mesma situação.

O superintendente da Transalvador, Marcus Passos, explica que um dos motivos é o aumento do número de motocicletas circulando na capital. Em setembro de 2020, eram 145.570 veículos desse tipo, segundo dados do Ministério da Infraestrutura. Já em setembro de 2021, de acordo com o Detran-BA – Departamento de Trânsito, são 155.947. Ou seja, um crescimento de 7,2%.

“A gente percebe um aumento dos acidentes, no último ano, por conta das muitas entregas e deliverys feitas na pandemia. São mais mototaxistas nas ruas”, observa Passos, que enumera os principais motivos dos acidentes: excesso de velocidade, desrespeito ao sinal vermelho e as mudanças repentinas de faixa, sem sinalização.

As principais vias onde ocorrem as infrações são na Avenida Luís Viana Filho, a Paralela, e a Afrânio Peixoto, a Suburbana. Também estão no ranking as avenidas Antônio Carlos Magalhães e a Mário Leal Ferreira (Bonocô). Para reverter os números, a Transalvador aposta em fiscalização e campanhas educativas.

“Desde 2019, temos o programa Vivo na Moto, que promove palestras, ações educativas e cursos gratuitos de pilotagem nas concessionárias de motocicletas, autoescolas, bairros, onde esse segmento estiver. Vimos a necessidade de fazer algo voltado para os motociclistas justamente pela quantidade de acidentes e dar mais segurança, para eles e para os outros motoristas, já que a educação no trânsito é algo coletivo”, diz Marcus Passos.

Acidentes com motos em Salvador:

*2019 - 1961 feridos e 44 mortos
*2020 - 1264 feridos e 51 mortos
*2021 - 1.305 feridos e 36 mortos

Fonte: Transalvador

Três dicas para evitar acidentes de moto:

Velocidade - Respeite os limites de cada via;

Sinalização - Preste atenção às placas das vias, não estacione em locais proibidos ou faça manobras em locais perigosos, como curvas;

Acessórios - Use equipamentos de segurança como capacete, e, se puder, calça jeans e blusa com manga;

Fonte: Transalvador

No dia em que voltou a contar com o apoio do seu torcedor, o Bahia jogou bem, pressionou o Palmeiras, mas não conseguiu balançar as redes e ficou no empate por 0x0, na noite desta terça-feira (12), na Fonte Nova, pela 26ª rodada do Brasileirão.

O Esquadrão criou grandes chances, mas parou no goleiro Jailson. O ponto conquistado em casa deixa o tricolor 27 pontos, na 17ª colocação, a um do Santos, primeiro time fora da zona de rebaixamento.

O próximo confronto do Bahia no Brasileirão será no sábado (16), quando visita o América-MG, às 21h, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

ORGANIZADO
Depois da estreia com triunfo sobre o Athletico-PR, Guto Ferreira praticamente repetiu a escalação. A única mudança foi o retorno do zagueiro Conti na vaga de Gustavo Henrique. As novidades mesmo ficaram no banco. O meia Índio Ramírez voltou a ser relacionado depois de oito meses. Outro colombiano do elenco, Rodallega também reapareceu após dois jogos fora.

O tricolor começou o jogo em um ritmo intenso, explorando a velocidade dos seus laterais para criar as chances de perigo. Com maior presença no campo ofensivo, o Esquadrão precisava ficar ligado nas tentativas de contra-ataque palmeirense. Na escapada de Dudu, Danilo Fernandes fez a defesa no primeiro momento e Nino Paraíba cortou em cima da linha, mas a arbitragem flagrou impedimento.

Apesar da boa organização tática, o Bahia encontrou dificuldade para furar o bloqueio defensivo montado pelo Palmeiras na primeira etapa. As melhores oportunidades foram no chute de Daniel de fora da área na cobrança de escanteio fechada.

Aos 37 minutos, o time paulista quase abriu o placar quando Luiz Otávio afastou mal e Luiz Adriano mandou chute que tinha endereço, mas Danilo Fernandes fez grande defesa e garantiu o 0x0 no primeiro tempo.

ELÉTRICO
O Bahia voltou do intervalo seguindo a orientação de manter a intensidade e partiu para o ataque. Logo aos dois minutos, Matheus Bahia foi derrubado na área. Os tricolores ficaram pedindo pênalti, mas a arbitragem mandou o lance seguir.

O Esquadrão animou a torcida quando aos 14 minutos Daniel recebeu o lançamento e tocou para Mugni. O argentino cruzou rasteiro e encontrou Gilberto na entrada da área. O camisa 9 soltou uma bomba, mas Jailson fez grande defesa. Minutos depois, Felipe Melo tentou cortar e quase fez contra.

A pressão tricolor começou a surtir efeito. Na saída de bola errada do Palmeiras, Juninho Capixaba recuperou, fez a jogada individual e Daniel finalizou forte, mas Jailson salvou mais uma. Na sequência, Gilberto fez a tabela dentro da área, mas não conseguiu mandar para as redes.

O goleiro do Palmeiras se transformou no grande destaque do segundo tempo. Dessa vez, ele operou milagre no chute de Mugni que contou com desvio na defesa. Já aos 37 minutos o Bahia ficou com um a mais quando Wesley acertou Renan Guedes e recebeu o vermelho direito. Sentindo o bom momento, a torcida do Bahia subiu a voz.

A pressão do Bahia continuou até o fim. Aos 45 minutos, Rodallega recebeu bom cruzamento, mas não alcançou e desperdiçou uma grande chance. Sem conseguir transformar as oportunidades em gol, o Esquadrão ficou mesmo no empate sem gols e somou apenas um ponto.

FICHA TÉCNICA

Bahia 0x0 Palmeiras - Campeonato Brasileiro (26ª rodada)

Local: Fonte Nova
Cartão amarelo: Ramírez, Daniel (Bahia); Kuscevic, Rony (Palmeiras)
Cartão vermelho: Wesley (Palmeiras)
Público pagante: 4.509 torcedores
Renda: R$61.357,50
Arbitragem: Ramon Abatti Abel, auxiliado por Henrique Neu Ribeiro e Éder Alexandre (Trio de SC). O árbitro de vídeo (VAR) será Jean Pierre Gonçalves Lima (do Rio Grande Sul).

Bahia: Danilo Fernandes, Nino Paraíba (Renan Guedes), Conti , Luiz Otávio e Matheus Bahia; Patrick, Daniel (Rodriguinho) e Lucas Mugni; Raí Nascimento (Rodallega), Gilberto (Ronaldo) e Juninho Capixaba. Técnico: Guto Ferreira.

Palmeiras: Jailson, Gabriel Menino (Wesley), Kuscevic (Renan), Luan e Jorge; Felipe Melo, Patrick de Paula (Danilo Barbosa) e Raphael Veiga; Rony, Luiz Adriano (Deyverson) e Dudu (Matheus Fernandez). Técnico: Abel Ferreira.

 

Dezoito pessoas foram baleadas, e cinco delas morreram, durante uma festa paredão, na madrugada desta quarta-feira (13), no bairro do Uruguai. O crime aconteceu na Rua Voluntários da Pátria, uma das principais do bairro, na localidade conhecida como Pistão.

Segundo informações da Polícia Civil, testemunhas relataram que um grupo armado chegou ao local onde acontecia uma festa do tipo “paredão” e efetuou vários disparos.

De acordo com a Polícia Militar, equipes da 17ª CIPM faziam rondas no local quando moradores relataram o tiroteio. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram duas pessoas no chão, sendo que um deles já estava morto.

Depois, testemunhas relataram que 8 pessoas também haviam sido baleadas e levadas para a UPA de Santo Antônio. Outras cinco pessoas foram socorridas ao Hospital Geral do Estado, duas ao Hospital do Subúrbio e uma à UPA de San Martins.

Ainda de acordo com a PM, a 17ª CIPM intensificou o policiamento com equipes realizando rondas e buscas na região à procura de suspeitos, mas ninguém foi preso.

A motivação e a autoria dos disparos ainda é desconhecida. O crime está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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