O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou confiança em sua vitória e afirmou nesta sexta-feira, 14, que o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, precisará cumprir os ritos de transição de governo no ano que vem. "Vai ter que ter humildade e, no dia 1º de janeiro, colocar a faixa no meu pescoço", afirmou o petista em coletiva de imprensa em Recife.

Lula voltou a dizer que Bolsonaro faz uso ostensivo da máquina pública pela reeleição, de forma nunca antes vista. Mas reiterou que, na sua avaliação, o movimento será em vão. "Ele pode gastar o que quiser, está dado, o destino do Bolsonaro está traçado", declarou o ex-presidente.

O petista está em giro pelo Nordeste para ampliar sua vantagem na região e levar as eleições no segundo turno. Na quarta-feira, 12, foi a Salvador. Nesta quinta, 13, esteve em Aracaju e Maceió Hoje, finaliza a semana em Recife, com uma caminhada pelo centro da capital pernambucana ao lado da candidata a governadora Marília Arraes (Solidariedade). Atento à ofensiva, Bolsonaro tenta reagir e também organiza comícios no Nordeste.

Ao lado da aliada, Lula ironizou o ato esvaziado do adversário em Recife. "Sei que ele veio aqui ontem. Seria até bom alguém ligar para ele ver na televisão a nossa passeata. Ele vai ver que é bem maior que o vergonhoso ato que ele fez ontem aqui. Se ele tivesse que viver de venda de camisa no ato de ontem aqui, iria morrer de fome, de tão pouca gente que tinha", afirmou o candidato a presidente.

Lula aproveitou o pronunciamento para destacar entregas do PT a Pernambuco ao longo de seus governos e estendeu críticas a Bolsonaro pela gestão da pandemia. "Se ele tivesse deixado de ser ignorante e conversado com pessoal da área da saúde, dos laboratórios, secretários de Estado em vez de brigar com governadores, muita gente hoje teria seu filho em casa, seu pai, mãe", destacou. "Ele é cidadão que não sabe respeitar o mínimo de sensibilidade do ser humano, vive da mentira",finalizou.

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A veterinária Priscyla Andrade, 31 anos, morreu nesta terça-feira (2), vítima da doença de Haff, conhecida como "doença da urina preta", que é causada por ingestão de peixe contaminado com uma toxina que compromete músculos, rins e outros órgãos.

Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Real Hospital Português, em Recife (PE), desde o dia 18 de fevereiro. Priscyla passou mal após comer um peixe da espécie arabaiana em um almoço de família. A irmã dela, Flávia Andrade, de 36 anos, também desenvolveu a doença de Haff e chegou a ser internada no mesmo hospital, mas conseguiu se recupera

"O céu hoje estará te recebendo com muita luz na casa do pai e aqui jamais esqueceremos da sua humildade, caráter, da sua eficiência como profissional, meiga, linda, alegre, sorridente e cheia de luz. Seu sorriso vau ficar na minha memória eternamente. Te amamos, seus pais, irmãos, sobrinhos, Matheus, parentes e amigos", publicou Betânia Andrade, mãe da vítima, ao anunciar a morte de Priscyla nas redes sociais.

O que é?
A doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e tem como sintomas ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica da enzima CPK, ligada à ingestão de pescados. A doença pode evoluir rapidamente com insuficiência renal e, se não for tratada, pode levar à morte.

A enfermidade pode afetar o rim pois a enzima CPK sai da fibra muscular entrando na corrente sanguínea, explica a diretora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Márcia São Pedro. Ao aparecerem os sintomas, é preciso ir para a unidade de saúde para que o paciente possa ser hidratado nas primeiras 48h a 72h.

Bahia
No ano passado, as notificações de Doença de Haff na Bahia subiram de três, em agosto, para um total de 36 ocorrências até a última semana de novembro. Deste quantitativo, a maioria foi mesmo registrada no mês passado, com 73% dos casos, segundo boletim emitido pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). As cidades com o maior número de registros foram Salvador, com 12 notificações, e Camaçari, com 11. Das 30 vítimas mais recentes, mais de 80% delas relataram ter comido peixe conhecido como “olho de boi”.

Entre esse total de notificações, 30 pessoas tiveram sintomas característicos da doença, como mialgia e urina da cor de café. Ainda entre esses 30, cinco casos permanecem em investigação e um já foi descartado. Entre as vítimas, 53% são homens e 47% são mulheres. A faixa etária com mais infectados é a de 50 a 59 anos, seguida da de 20 a 29 anos. Além de Salvador e Camaçari, também houve ocorrência em Entre Rios (3), Dias D’Ávila (2), Feira de Santana (1) e Candiba (1).

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