Guto Ferreira acerta renovação e fica no Bahia para 2022

Guto Ferreira acerta renovação e fica no Bahia para 2022

O Bahia deu um passo adiante no processo de planejamento do elenco após o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro: a diretoria chegou a um entendimento com o técnico Guto Ferreira, que vai renovar contrato por mais uma temporada e comandar o time em 2022.

Segundo o CORREIO apurou, um dos fatores que pesaram para a renovação foi o desejo do treinador de recolocar o clube na primeira divisão. Guto está em sua terceira passagem pelo Esquadrão e, na primeira, conquistou o acesso à Série A em 2016. A segunda passagem foi no primeiro semestre de 2018. Nesta atual, ele chegou no dia 6 de outubro para tentar livrar o Bahia do rebaixamento.

Embora não tenha conseguido, o trabalho foi aprovado pela diretoria. Após a chegada de Guto, o time ganhou uma competitividade que havia perdido nas rodadas anteriores do Brasileirão e brigou contra a queda até a última rodada, quando perdeu do Fortaleza por 2x1 e acabou rebaixado.

O aproveitamento do treinador foi de 44,4% em 15 partidas, todas pela Série A, com cinco vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Seu antecessor, o argentino Diego Dabove, saiu com 27,7% de aproveitamento após seis jogos. Antes, Dado Cavalcanti iniciou o ano na área técnica - e saiu com 48,3% de aproveitamento no total de 51 confrontos por Campeonato Baiano, Copa do Nordeste (campeão), Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro. Foram 21 vitórias, 11 empates e 19 derrotas.

Além do acesso com o próprio Bahia em 2016, Guto já subiu a Ponte Preta em 2014, o Sport em 2019 e encaminhou a volta do Internacional à primeira divisão em 2017, quando foi demitido nas rodadas finais já com o time praticamente garantido na Série A. Pelo Esquadrão, também foi campeão baiano em 2018 e da Copa do Nordeste em 2017 - competição que ele voltou a ganhar em 2020, com o Ceará.

A primeira competição que o Bahia disputará em 2022 será o estadual, com início marcado para 15 de janeiro.

Itens relacionados (por tag)

  • Vitória confirma surto de covid-19 e suspende atividades na Toca

    Nesta segunda-feira (10), o Vitória confirmou o surto de Covid-19 entre jogadores e integrantes da comissão do time. As atividades foram suspensas a partir desta segunda, e ainda não há uma programação de retorno.

    O regime de internato na chácara Vidigal Guimarães, em que ficariam os jogadores concentrados e que já havia sido iniciado no dia 3 de janeiro, foi suspenso. Permanecem no local apenas os atletas infectados. São eles: David, Jeferson Renan, Alan Santos, Mateus Morais, Dinei, Caíque e Carlos.

    Os assistentes técnicos Pedro Gama e Ricardo Silva, os preparadores Leonardo Fagundes e Rodrigo Santana, os treinadores de goleiro Itamar Ferreira e Victor Muller (da base) e Willian Jesus (do Setor de Inteligência) também estão infectados, além do diretor de futebol Alex Brasil.

    Ainda segundo o clube, todos os contaminados estão assintomáticos e, de acordo com o gerente médico da equipe, os exames serão repetidos na próxima quinta-feira (13).

    O Vitória tem estreia prevista para o próximo domingo (16), contra a Juazeirense, pelo Campeonato Baiano, às 16 horas, no Barradão.

  • Atlético Mineiro ganha mais uma do Paranaense e é campeão da Copa do Brasil

    O Atlético Mineiro é o time do ano no Brasil. Duas semanas depois de conquistar o Campeonato Brasileiro com duas rodadas de antecedência, o Galo ergueu a taça da Copa do Brasil nesta quarta-feira (15), na decisão contra o Athletico Paranaense. Assim, fechou 2021 com a chamada “tríplice coroa”, já que também venceu o Campeonato Mineiro.

    O segundo título do clube na Copa do Brasil foi conquistado na Arena da Baixada, em Curitiba, com vitória de 2x1, gols de Keno, Hulk e Jaderson. Verdade que já estava praticamente garantido depois da goleada por 4x0 no jogo de ida, domingo, em Belo Horizonte.

    Ainda assim, a torcida do rubro-negro paranaense lotou o estádio, fez mosaico, show de luzes antes da partida começar e incentivou o time diante da missão quase impossível. Em campo o clima entre os jogadores iniciou quente, com entradas ríspidas dos dois lados e bate-boca entre Hulk e Pedro Henrique.

    O futebol visando a bola demorou a aparecer, mas, aos 19 minutos, já teve gol do time da casa, só que anulado. Após cruzamento de Léo Cittadini, a bola alcançou Pedro Rocha, que se atrapalhou no domínio e acabou deixando-a tocar no braço rente ao corpo. Mesmo assim, o VAR recomendou a anulação, e o árbitro Anderson Daronco atendeu, para insatisfação do Athletico-PR. Até tênis a torcida arremessou no gramado em protesto.

    O Galo mineiro respondeu com gol no lance seguinte, já aos 24 minutos, em um contra-ataque fulminante de três contra dois marcadores. Vargas acionou Zaracho, que rolou para Keno fazer 1x0. Depois disso, Hulk quase fez um golaço de cavadinha e sobrou tempo para mais confusão entre os jogadores e cartões amarelos.

    O segundo tempo teve a mesma sequência do primeiro, com um gol anulado do Furacão e depois um valendo do time visitante. O anulado dessa vez foi por impedimento de Vinícius Mingotti, que aos 10 minutos recebeu na entrada área e mandou na rede. O VAR o enxergou um pouco à frente.

    Aos 30 minutos, o Atlético Mineiro tratou de fazer 2x0. O golaço que Hulk errou por pouco na primeira etapa com a perna direita, ele conseguiu com a canhota. Recebeu passe de Savarino e deu uma cavadinha na saída de Santos.

    O Athletico Paranaense ainda diminuiu com Jaderson, de cabeça, aos 41, como consolo para sua torcida que não parou de cantar mesmo na derrota.

  • Bahia leva virada, perde para o Fortaleza e é rebaixado para a Série B

    No último jogo de 2021, o Bahia entrou em campo com uma dura missão: se manter na primeira divisão. O objetivo ia sendo conquistado até os 33 minutos do segundo tempo, mas o Esquadrão tomou a virada do Fortaleza, perdeu por 2x1, no Castelão na noite desta quinta-feira (9), e amargou a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro.

    O Bahia abriu o placar no primeiro tempo, em cobrança de pênalti de Rodriguinho. Também em penalidades, o Fortaleza conseguiu a virada com Wellington Paulista, na primeira etapa, e Pikachu, no segundo tempo.

    O tricolor viu ainda Grêmio e Juventude vencerem os seus jogos e terminou o Brasileirão na 18ª colocação, à frente apenas de Chapecoense e Sport. Enquanto o Juventude conseguiu se salvar, o Grêmio caiu junto e também vai jogar a segundona em 2022.

    SÉRIE A: Gols de Fortaleza 2 x 1 Bahia

    Na partida mais importante da temporada, Guto Ferreira manteve Edson no meio-campo e fez apenas uma alteração na equipe titular. Suspenso, Rossi deu lugar para Juninho Capixaba. O Bahia iniciou a partida dando a impressão de que iria se lançar ao ataque. Com menos de um minuto, Matheus Bahia arriscou chute forte de fora da área e Marcelo Boeck fez a defesa.

    Passada a tentativa tricolor, o jogo se concentrou no meio-campo, com muita marcação e pouca criatividade dos dois lados. Se não dava para chegar nas jogadas articuladas, o jeito foi tentar na bola parada.

    Aos 19 minutos, a defesa do Fortaleza não conseguiu cortar a bola chuveirada na área. O goleiro Marcelo Boeck saiu de forma atabalhoada e acertou um tapa no rosto de Gilberto. O árbitro marcou pênalti e, aos 24 minutos, Rodriguinho bateu no canto direito e abriu o placar para o Esquadrão.

    O Bahia chegou a marcar o segundo gol minutos depois, na escapada de Gilberto, mas a arbitragem flagrou impedimento e anulou o tento do camisa 9. Com a vantagem baiana, o duelo voltou a ficar disputado, com poucas chances claras. O Bahia tentava explorar a velocidade, mas tinha dificuldade para passar pelo bloqueio do Fortaleza.

    O Esquadrão ia encaminhando o triunfo na primeira etapa, mas recebeu um banho de água fria. Aos 48 minutos, Yago Pikachu foi derrubado em cima da linha por Matheus Bahia. O árbitro de campo chegou a marcar falta, mas o VAR entrou em ação e alertou sobre a penalidade. Aos 49 minutos, Wellington Paulista cobrou e deixou tudo igual.

    VIRADA E QUEDA
    Apesar da igualdade no placar, o Bahia desceu para o intervalo fora da zona de rebaixamento, já que o Juventude também estava empatando com o Corinthians, em Caxias do Sul. O tricolor voltou para a segunda etapa sem mudanças e nos primeiros minutos o panorama foi de um jogo equilibrado.

    O Fortaleza assustou na cabeçada de Éderson, mas o Bahia respondeu na conclusão de Juninho Capixaba que passou riscando o travessão. Para tentar deixar o Bahia um pouco mais solto, Guto colocou Lucas Mugni no lugar de Juninho Capixaba, que deixou o campo machucado. Mesmo assim o duelo seguiu com pouca inspiração.

    A chance que o Bahia esperava apareceu aos 25 minutos No contra-ataque, Raí disparou com espaço, ganhou do marcador e invadiu a área. Mas o atacante demorou para finalizar e foi desarmado por Éderson.

    Aí o jogo ganhou emoção, mas pelo lado do Fortaleza. Danilo Fernandes operou um milagre no chute sem ângulo de Igor Torres. Na sequência da jogada, a bola explodiu no braço de Conti. O árbitro foi para a revisão no VAR e deu pênalti. Aos 33 minutos, Pikachu cobrou, virou para o Fortaleza e mandou o Bahia para a zona de rebaixamento.

    Para piorar a situação, quase que no mesmo instante o Juventude abriu o placar em Caxias do Sul. O Bahia passou a depender então do triunfo sobre o Fortaleza.

    No desespero, Guto partiu para o tudo ou nada e mandou Rodallega, Daniel e Ronaldo para o jogo. O Esquadrão conseguiu duas boas oportunidades com Rodallega e Gilberto, mas parou no goleiro Marcelo Boeck.

    Nos minutos finais, o Bahia se mostrou um time sem forças para reagir. Aí, o Fortaleza aproveitou a grande festa que preparou no Castelão para o encerramento da temporada, venceu o jogo, enquanto o tricolor chorou mais um rebaixamento na sua história, o quarto da Série A para a B. Os outros foram em 1997, 2003 e 2014.

    FICHA TÉCNICA

    Fortaleza 2x1 Bahia - 38ª rodada do Campeonato Brasileiro

    Fortaleza: Marcelo Boeck, Tinga, Benevenuto e Titi; Yago Pikachu, Jussa, Felipe (Éderson), Matheus Vargas (Lucas Lima) e Osvaldo (Osvaldo); David (Depietri) e Wellington Paulista (Torres). Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

    Bahia: Danilo Fernandes, Nino, Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; Patrick (Ronaldo), Edson (Rodallega), Rodriguinho (Daniel), Raí Nascimento e Juninho Capixaba (Mugni); Gilberto. Técnico: Guto Ferreira

    Estádio: Castelão, em Fortaleza
    Gol: Rodriguinho, aos 24 minutos do 1º tempo, e Wellington Paulista, aos 49; Pikachu, aos 33 minutos do 2º tempo
    Cartão amarelo: Marcelo Boeck e Matheus Vargas (Fortaleza); Raí, Conti (Bahia)
    Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP),, auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.