O Ministério da Justiça (MJ) e policiais civis de dez estados deflagraram nesta sexta-feira (6) a Operação Luz da Infância 7, com o objetivo de identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet no Brasil e em mais quatro países.

No Brasil, a legislação prevê pena que varia de um a quatro anos para quem armazena esse tipo de conteúdo. O compartilhamento de materiais desse tipo pode resultar em penas de três a seis anos e, no caso de produção de conteúdo relacionado a crimes de exploração sexual, a pena varia de quatro a oito anos de prisão.

A operação cumpre 137 mandados de busca e apreensão em dez estados - Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Há também frentes de ação na Argentina, Panamá, Paraguai e nos Estados Unidos (EUA). Segundo o ministério, nos EUA há medidas sendo cumpridas nas cidades de Knoxville, Nashville, Dallas, Raleigh e Pittsburgh.

Mais detalhes sobre a operação serão apresentados ainda hoje durante entrevista coletiva.

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A Polícia Civil apresentou um pedido de prisão contra o homem suspeito de manter em cárcere privado a companheira e os três filhos do casal. O crime aconteceu no bairro do Calabar, em Salvador, e as vítimas foram resgatadas em 28 de outubro após passar sete meses presas. O caso corre em segredo de justiça.

De acordo com a polícia, além de violência psicológica, a mulher e os filhos, de 7, 9 e 15 anos, eram vítimas de violência física. As crianças estão matriculadas na escola, mas pararam de sair de casa desde o início da pandemia. A mulher era impedida de deixar o imóvel desde antes dos registros dos primeiros casos de coronavírus.

A polícia chegou ao local após denúncias. Depois do resgate, a mulher foi levada para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do bairro de Brotas, e depois para um local de acolhimento. O marido é procurado.

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Pedro Bala, enquanto subia a Ladeira da Montanha, ia pensando que não existia nada melhor no mundo do que andar assim, ao azar, nas ruas da Bahia. Essa descrição foi feita pelo escritor baiano Jorge Amado no romance Capitães da Areia, em 1937. E já naquela época os 17 arcos que sustentam a Ladeira da Montanha eram famosos na cidade. Nesta quarta-feira (4), eles voltaram a ser assunto porque foram reformados.

Um ano e quatro meses após a assinatura da ordem de serviço para a restauração das estruturas e doze meses após o início das obras, elas foram entregues pela Prefeitura de Salvador. Essa foi a primeira grande reforma desde que os 17 arcos foram criados, no século XIX, e a nova paisagem não lembra, nem de longe, a antiga.

As fachadas de pinturas gastas e descascando, algumas com rachaduras evidentes, deram lugar a paredes lisas e coloridas. Por dentro, as mudanças também foram significativas. Foram implantados sanitários, pisos, mezaninos, cozinhas, escadas, áreas comerciais e industriais. O resultado difere bastante da época de Jorge Amado em termos de conforto, mas preserva as mesmas características daquele tempo.

O marmorista Otacílio Natalino Pereira, 71 anos, o Seu Tatá, começou a trabalhar nos Arcos da Ladeira da Montanha nos anos de 1960, quando tinha apenas 14 anos. É um dos mais antigos artífices da região. Nesta quarta, os olhos atentos do idoso estudavam cada centímetro da fachada nova, depois de ter inspecionado em detalhe o interior da loja. A madeira corroída e os cupins não estão mais lá, mas, as memórias, ele garante que ainda estão bastante vivas.

“A fachada estava gasta e a escada muito danificada. Eles cuidaram de tudo. O piso também é novo, e fizeram até o passeio que também estava todo quebrado. Nesses mais de 50 anos que eu tenho trabalhando aqui, nunca fizeram uma reforma como essa. Já teve reforma na fachada, mas uma completa como essa ainda não tinha visto”, contou, em frente ao número 8, endereço do novo local de trabalho.

Reforma
O investimento na obra foi de cerca de R$ 3,4 milhões. A requalificação faz parte de um conjunto de 35 iniciativas para a revitalização do Centro Histórico, que, juntas, somam cerca de R$ 300 milhões. O prefeito ACM Neto realizou a entrega oficial dos espaços e destacou a parceria entre a Prefeitura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesse e em outros projetos.

“Aqui estamos inaugurando, hoje, uma obra que reflete essa grande relação de parceria que foi estabelecida. Afinal de contas, o projeto da recuperação de todos esses arcos é do Iphan, foi desenvolvido pelo Iphan. Inicialmente, a ideia era que essa obra pudesse ser executada com recursos federais. No entanto, com a crise econômica e o contingenciamento de recursos, colocou-se uma interrogação sobre a possibilidade de execução dessa obra. Acertamos com o Iphan que eles nos doariam o projeto, nós faríamos a licitação, executaríamos a obra e pagaríamos com recursos próprios”, disse Neto.

A Ladeira da Conceição também ganhou nova iluminação e as calçadas foram recuperadas. Quatro dos arcos foram descaracterizados e receberam intervenções mais radicais como sacadas e varandas. Das 17 estruturas existentes, duas estavam fechadas e nunca foram ocupadas. Já as outras 15 funcionavam de forma improvisada. As reformas incluíram também a substituição das redes elétrica e hidráulica desses espaços.

Cultura
Os arcos foram construídos no século XIX com a melhor tecnologia da época, em um momento áureo daquela região da cidade, e com o tempo foram sendo ocupados por sapateiros, serralheiros, carpinteiros e outros profissionais liberais. A função das 17 estruturas é sustentar a Ladeira da Montanha e todas são tombadas pelo Iphan.

O superintendente do instituto na Bahia, Bruno Tavares, participou da entrega dos arcos reformados e disse que a obra conseguiu preservar o patrimônio histórico, além de atender as necessidades dos moradores e trabalhadores que usam os espaços.

“A estrutura das edificações que estavam nos arcos eram muito precárias, eram adaptações que foram feitas para as atividades comerciais e moradias. A gente conseguiu implantar mezaninos e oferecer infraestrutura já programada para o maquinário necessário que será usado nas atividades comercais, e infraestrutura para as moradias com rede elétrica, sanitário e quartos. Além disso, a região tem uma vista fantástica”, falou.

O projeto de restauração foi elaborado pelo Iphan, em 2014, e seria executado pelo PAC Cidades Históricas, do Governo Federal. O projeto não avançou e, em 2015, foi doado para a prefeitura. O objetivo era tornar os espaços mais confortáveis e adequados para as atividades que são desenvolvidas, e ao mesmo tempo preservar o conteúdo histórico.

Quando a reforma foi anunciada, em junho do ano passado, o Iphan informou que essa seria a primeira grande intervenção realizada nos arcos desde que eles foram criados e que o projeto foi discutido com os moradores e artífices, em negociação mediada pela Defensoria Pública da União. As obras foram executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) e acompanhadas pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).

Pedro Bala não alcançou o século XXI, mas se estivesse com a turma de amigos correndo entre as ladeiras das Cidades Alta e Baixa, hoje, talvez repetisse as palavras de um dos artífices que foi conferir o resultado da obra: “ficou massa!”.

Mais obras
Além da recuperação dos 17 arcos da Ladeira da Montanha, existem outras duas parcerias entre a prefeitura e o Iphan para recuperar mais dois pontos históricos de Salvador. Uma delas é a requalificação da Muralha do Frontispício, que será entregue ainda esse ano. Símbolo de fundação de Salvador, a estrutura está passando por obras cênicas e paisagísticas no trecho entre a Praça Castro Alves e Ladeira da Misericórdia. O investimento nesse projeto é de R$ 4,5 milhões.

A outra é a requalificação do Elevador do Taboão, que faz a ligação entre o Pelourinho e o Comércio. O equipamento está parado há 54 anos. As ações envolvem a restauração integral do ascensor e obras de modernização das instalações com objetivo de adequar a edificação às normas técnicas vigentes, inclusive de acessibilidade.

O equipamento também contará com áreas de convivência com mesas, sanitários e café. Foi preciso encomendar uma nova estrutura de elevador e, por isso, a reforma ficará pronta no próximo ano. O investimento é de R$3,7 milhões.

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Um dos sites mais acessados do país que pirateava séries e conteúdos de streaming era gerenciado de Salvador e foi alvo de ação da polícia nesta quinta-feira (5). A página SérfieFlixHD chegou a registrar nove milhões de acessos em um mês. Embora ainda esteja no ar, o site não consegue mais reproduzir os conteúdos pirateados nesta manhã.

A operação foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco). Os policiais foram até uma casa no bairro de Novo Horizonte para cumprir um mandado de busca e apreensão, levando computadores, HDs, pendrives e celulares apreendidos.

Durante as buscas nos aparelhos eletrônicos, um técnico confirmou que era dali que acontecia o gerenciamento do site. O dono da página ganhava dinheiro com anúncios publicitários. "Empresas que divulgam diversas marcas, pesquisavam os sites com maiores acessos e pagavam em dóllar por propaganda", explicou o especialista em Tecnologia da Informação.

TV paga
Levantamento do Ministério da Justiça com a Coordenação de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro confirmou que páginas de pay per view e canais de esportes também eram negociados de forma ilegal. Houve mandados de busca e apreensão cumpridos também em Lauro de Freitas como parte da operação.

O acesso via IPTV era distribuído por redes, com os usuários pagando aos fornecedores. Os criminosos ofereciam versões com qualidades distintas de internet.

"Importante ação integrada. Vamos esperar agora as perícias para descobrirmos o tamanho do envolvimento de cada suspeito. Cumprimos hoje sete mandados de busca e apreensão, sendo três na capital e o restante na cidade de Lauro de Freitas", diz a delegada Fernanda Asfóra,titular da Coordenação de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro/Dececap.

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A médica Sáttia Lorena Aleixo, 27 anos, que caiu do 5º andar do prédio Serra do Mar, no bairro de Armação, em Salvador, contou em depoimento à polícia que o então namorado dela, o médico Rodolfo Cordeiro Lucas, falava em acabar com ela, segundo revelou em depoimemto obtido pela TV Bahia.

Sáttia Lorena teve lesões graves após a queda e precisou ser internada, mas já recebeu alta hospitalar e continua fazendo tratamento em uma clínica. Ela foi ouvida pela segunda vez, no dia 28 de setembro, e declarou que sofreu ameaças e agressõs do ex-namorado. Rodolfo chegou a ser preso como suspeito depois da queda, no dia 20 de julho, mas foi liberado.

A delegada Bianca Torres, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Brotas), contou que Sáttia foi ouvida no dia do acidente, mas havia sofrido perda de memória recente. "A vítima acordou, está consciente, mas em decorrência do trauma que ela sofreu, comprometeu a memória recente dela", explica a delegada.

Porém, nesse segundo depoimento, Sáttia disse ter recordado que foi segurada pelo pescoço por Rodolfo, ameaçando cortar o rosto e afirmando que acabaria com a vida dela.

Ainda segundo depoimento obtido pela TV Bahia, na semana anterior à queda, Rodolfo teria ameaçado caso Sáttia decidisse terminar o relacionamento. Sáttia achou que fosse "brincadeira", segundo depoimento. No dia da queda, ao partir para cima dela, ele teria repetido: "Eu avisei".

Sáttia negou que tenha tentado suicídio e diz se lembrar de Rodolfo soltando a mão dela após pedir para não morrer. Segundo a reportagem, Sáttia afirmou já ter sofrido agressões psicológicas, puxões de cabelo e socos.

Bilhetes, briga e sangue

Em setembro, o Ministério Público da Bahia devolveu à delegacia o inquérito policial que indiciou o médico. De acordo com o ministério, o promotor de Justiça Luciano Assis remeteu de volta o inquérito á unidade que investiga o caso para que sejam realizadas novas diligências, como escuta de novas testemunhas e realização de reconstituição do fato. O órgão também solicitou que a vítima seja ouvida novamente.

Rodolfo foi indicado por tentativa de feminicídio em 3 de agosto. Sáttia Lorena sofreu traumatismo craniano. O inquérito foi concluído e remetido à Justiça, mas não foi feito um pedido de prisão contra Rodolfo Lucas.

Isso porque ele já havia sido preso em flagrante, mas acabou sendo liberado pela própria Justiça. Testemunhas disseram que a médica estava consciente instantes após o acidente e que chegou a pedir para não morrer.

Constam na peça que embasa o indiciamento do médico bilhetes encontrados no apartamento em Armação. As mensagens, supostamente escritas pela médica, foram achadas por policiais em meio a objetos espalhados na sala do imóvel.

As informações foram passadas por fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que tiveram acesso ao local. O conteúdo dos bilhetes aponta para desabafos sobre uma possível relação abusiva. Há também mensagens comentando o desempenho sexual de um homem que não é nomeado.

Além dos bilhetes, objetos e móveis desarrumados somam-se ao quebra-cabeças do inquérito instaurado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas. Remédios, alguns controlados, e uma mancha de sangue também foram encontrados em um dos quartos do apartamento.

Outro lado
Em contato com o advogado Gamil Föppel, que faz a defesa do médico Rodolfo Cordeiro Lucas, ele criticou o relatório da Deam de Brotas. Leia o posicionamento na íntegra:

"Os menores erros, apesar de não pouco graves, são os erros de língua portuguesa. É com pesar que a defesa-técnica de Rodolfo Lucas encara o relatório formulado pela Autoridade Policial. O relatório leva a crer que esta autoridade desconhece a diferença entre acusado e investigado, o que apenas pode ser interpretado como má-fé (o que a defesa não acredita) ou como reflexo de uma falta de entendimento de conceitos jurídicos básicos (o que é perdoável). Ora o investigado, expressão técnica atribuída a quem responde a uma investigação penal, é chamado de acusado, ora é chamado de autor, posições processuais incompatíveis com a fase preliminar de investigação. Chama a atenção, ainda, a escolha conveniente (ou a talvez amnésia seletiva) de deixar-se de mencionar alguns aspectos muito relevantes, como a conclusão dos peritos daquela mesma Polícia Civil, que foram inequívocos ao constatarem presentes, na amostra de sangue de Sáttia Aleixo, substâncias controladas, tais como como o metamizol, a fenitoína, o diazepam e amidazolam. Chama a atenção, também, a escolha conveniente por não se mencionar, no Relatório Policial, a indicação, pela perícia daquela mesma Polícia Civil, de ESTAREM PRESENTES evidências de autolançamento do corpo de Sattia Aleixo.

Mas não é só isso. A autoridade também se esquece, ou desconhece, que as testemunhas não são do acusado, mas da justiça. Em seu relatório, além das omissões seletivas, há verdadeiras inclusões mentirosas. Assim, diversamente do que foi dito, nenhuma testemunha foi acompanhada ou mesmo orientada pela defesa técnica do investigado. É verdadeiramente lamentável que uma funcionária pública concursada, de quem se espera a boa técnica e a imparcialidade na condução de investigações criminais, promova verdadeiro recorte parcial em uma peça informativa cujo objetivo é narrar a cadeia de investigação, toda ela contrária às aparentes pretensões acusatórias da Autoridade Policial."

Reconstituição
Uma reprodução simulada aconteceu na quarta-feira (28) como parte da investigação da tentativa de feminicídio contra a médica. Equipes da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) participaram da simulação, que ajudou a analisar posicionamentos da vítima, dos objetos na cena e de testemunhas nos imóveis próximos.

A delegada Bianca Torres Andrade acompanhou o trabalho dos técnicos. “Com esta simulação, poderemos chegar a um melhor entendimento do que ocorreu no dia 20 de julho e também atender a solicitação do Ministério Público da Bahia (MP-BA)”, explicou. “Já realizamos outras oitivas que também irão complementar esta nova fase das investigações”, diz.

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Foi deflagrada nesta quinta-feira (29), pela Polícia Federal de Sergipe, a Operação Restauração, que busca obter provas para investigação que apura possíveis desvios de recursos públicos através da contratação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) por municípios de Sergipe.

O principal foco da investigação é a Fundação Evangélica Restaurar, Oscip que geriu os recursos dos fundos municipais de Saúde, Educação e Assistência Social do município de Tomar de Geru (SE) nos anos de 2015 e 2016. Foi cumprido um mandado de busca e apreensão no endereço da empresa na cidade de Valença, na região baixo-sul da Bahia, nesta quinta-feira.

Também ocorreram buscas em Salvador, Lauro de Freitas e em Aracaju-SE. Foram, ao total, 13 mandados. A “Restauração” é um desdobramento de outra operação, a Acesso Negado, que investigou irregularidades da mesma natureza.

O delegado responsável pela operação, Carlos Cezar, revelou em entrevista coletiva que se surpreendeu ao chegar na sede da Fundação Evangélica Restaurar. “Era um local praticamente abandonado. É no mínimo estranho que uma Oscip como essa, que prestava serviço para diversas cidades em Sergipe, Tocantins e Piauí, movimentando milhões, tenha uma estrutura tão deficiente. É muito dinheiro para uma fundação precária”, avalia.

A Fundação Evangélica Restaurar não possui contratos com municípios baianos, mas o delegado informou que outra organização similar tem relação com algumas cidades do estado. Os nomes da associação e das cidades não foram divulgados. As investigações do caso ocorrem desde 2019.

O chefe da fundação é um advogado que mora em Salvador, mas que atualmente está no interior do Acre. Com isso a Restauração contou com a ajuda da Polícia Federal do estado do Norte para apreender o celular e o notebook do suspeito. Nenhum nome ou endereço de pessoa física foi divulgado para não atrapalhar as investigações.

Entenda a fraude
Segundo Carlos Cezar, a Fundação Evangélica Restaurar era contratada por prefeituras para administrar serviços públicos de municípios. “Até aí nada de ilegal, esta é uma prática prevista pela Constituição, inclusive”, explica o delegado.

A fraude começava quando a fundação começava a contratar pessoas sem licitação, algo ilegal. Com isso surgiam funcionários fantasmas e contratos superfaturados. Era aí que ocorria o desvio de verba pública.

Também chamou a atenção da investigação que a Oscip terceirizava serviços de administração pública. “Ou seja, ela não era especialista nem na atividade fim que dizia ter. Este é mais um indício que essa fundação na verdade é uma organização criminosa especializada em desvio de dinheiro público”, afirma o delegado.

Os investigados podem responder pelos crimes de fraude da lei de licitações, nos artigos 89 e 90, desvio de dinheiro público, corrupção ativa e passiva, e formação de organização criminosa. A pena somada pode passar dos 30 anos de prisão.

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Uma operação para cumprir seis mandados de prisões contra policiais militares suspeitos de fazer parte de uma organização criminosa acontece na manhã desta quinta-feira (29) em Paulo Afonso, Feira de Santana e Salvador, na Bahia, além de Petrolina, em Pernambuco. Batizada de Operação Alcateia, ela conta o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A investigação mostrou que a organização é composta por PMs, a maior parte lotada no 20º Batalhão da Polícia Militar, em Paulo Afonso, sob comando de um oficial de alta patente da corporação, um tenente-coronel que foi afastado das funções por ordem judicial.

Há indícios que o grupo se envolveu em vários crimes, como homicídio, tráfico de drogas, tortura e extorsão. A 1ª Vara Crime de Paulo Afonso expediu, a pedido do MP, os seis mandados de prisão temporária para os PMs, além de mandados de busca e apreensão em endereços dos investigados e também em batalhões da PM. O tenente-coronel teve afastamento de 180 dias determinado de maneira cautelar. Ele fica proibido de acessar dependência de qualquer unidade da PM, além de se comunicar com membros da corporação.

Equipes da PRF cumpriram mandado de busca e apreensão em uma residência de um integrante da organização criminosa na região do município baiano de Paulo Afonso. Durante as buscas, os policiais localizaram uma arma de fogo, havendo a prisão em flagrante de uma pessoa.

 

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Uma operação da Polícia Civil localizou 30 membros de facções criminosas rivais na Bahia nesta terça-feira (27). Ao todo, foram cumpridos mandados em cinco cidades do estado. Segundo a investigação, as duas facções disputavam a venda de drogas na região Norte da Bahia, com maior ação em Senhor do Bonfim. Drogas, celulares, munições e anotações foram apreendidos na operação, batizada de Gunsmith (armeiro) por cona da presença de armas artesanais nos crimes dos bandos.

O Departamento de Polícia do Interior (Depin), através da 19ª Coorpin (Senhor do Bonfim), é responsável pela operação, desencadeada após um ano de investigação. Foram mapeados autores das mortes ligadas ao tráfico e também os mandantes dos crimes. "Com ações de inteligência, confirmamos que três detentos, utilizando celulares, determinavam as mortes, comércio de drogas, tortura de rivais, entre outros ilícitos", diz o titular da 19ª Coorpin, delegado Felipe Neri.

Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos por 150 policiais em Senhor do Bonfim, Juazeiro, Barreiras, Lauro de Freitas e Feira de Santana, em residências e no sistema prisional. Em um imóvel em Senhor do Bonfim, a cadela farejadora Jade, da Coordenação de Operações Especiais (COE), detectou cocaína na parte superior de um armário. Em outra casa, um traficante tentou se esconder atrás de um armário, mas também foi percebido.

Além da 19ª Coorpin, da SI da SSP e da COE, atuaram na Gunsmith a Coordenação de Apoio Técnico à Investigação (Cati) do Depin, as 1ª, 25ª, 14ª, 15ª, 16ª e 17ª Coorpins, além da Seap, com equipes da Coordenação de Inteligência (GSI).

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Suspeito de matar com golpes de foice o menino Kaíque Soares Queiroz, 11 anos, em Feira de Santana, Adriano Sales da Silva, 20 anos, foi encontrado morto por volta das 14h12 da última quinta-feira (22) na Travessa Rússia, em frente a escada do Depósito de Pereira, em Pernambués, segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). O homem foi baleado em via pública.

Segundo a SSP-BA, o sinal do celular que foi roubado da criança durante o crime foi rastreado em Pernambués, bairro onde o suspeito de cometer o crime foi encontrado morto.

De acordo com a Polícia Civil, a morte do homem é investigada pela 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central). A autoria e motivação são apuradas. Já o latrocínio de Kaíke, que é a ocorrência de roubo seguido de morte, é investigado pelo delegado Felipe Ghirardelli.

Adriano foi encontrado sem sinais de vida por uma viatura da Polícia Militar, informa a SSP. Em nota, a PM afirma que militares da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar foram acionados pelo Cicom para atender a denúncia de disparos de arma de fogo por volta das 14h30 de quarta.

“Quando chegou ao local a guarnição isolou a área e acionou o Serviço de Investigação em Local do Crime para realização de perícia e remoção do corpo”, escreve a corporação. O homem só foi identificado nesta sexta (23), pois não estava com seus documentos.

Enterro da criança
O corpo de Kaíque foi sepultado na quinta, em Feira de Santana. O clima era de comoção e revolta. Os pais e avós de Kaíque, muito emocionados, nem conseguiam falar. Todos pediam justiça pelo crime bárbaro.

"Era um menino esforçado, muito querido por todos. Ajudava o avô nas tarefas do sítio, alimentando e cuidando dos bichos, e já tinha seu dinheirinho. Falava que ia juntar pra comprar uma moto e está todo mundo comovido com a morte dele", disse, ao Acorda Cidade, o fotógrafo Pedro Carlos, pai de uma prima de Kaíque.

Outro, tio, Joseval dos Santos Paixão, afirmou que a família quer ver a justiça ser feita. "Ele não se deu por satisfeito em tomar o celular, a bicicleta e o dinheiro e tirou a vida da criança de uma forma tão cruel. Esperamos que a Justiça cumpra a parte dela. Um elemento desse que estava preso, saiu um dia desses e morava perto da casa de meus pais. Ele via todo o movimento da nossa família. Um dia ele pediu até uma carne e deram a ele. Muita malvadeza", contou, afirmando que Kaíque conhecia o suspeito.

 

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Um taxista e um passageiro morreram após serem baleados em um assalto, na região da Calçada, em Salvador, na noite de quarta-feira (21). O motorista, identificado como Carlos Eduardo de Souza Marques, de 39 anos, chegou a ser levado para a UPA de Roma, mas não resistiu. O passageiro, Wagner Igor Conceição Sicopira, morreu no local.

Segundo a polícia, o motorista estaria levando Wagner e uma mulher, contudo, em um trecho da região do Caminho de Areia, homens armados pararam o veículo. A mulher foi libertada, mas as outras vítimas foram levadas pelos suspeitos. O carro do taxista foi localizado na madrugada desta quinta (22), na Avenida Barros Reis. Não se sabe se os pertences das vítimas foram levados.

O caso é investigado na 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS).

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