Operação retirou 150 pessoas da embarcação.
Resgate tem 7 embarcações privadas, 4 lanchas, 3 helicópteros e 2 aviões.
Um 'ferry' italiano que tinha partido da cidade grega de Patras rumo a Ancona, na Itália, com 467 pessoas a bordo, pegou fogo na manhã deste domingo (28), informou a guarda litorânea da Grécia.
Neste momento a embarcação está sendo esvaziada. Cerca de 150 pessoas já foram transferidas para botes salva-vidas.
Segundo informações da tripulação recolhidas, o incêndio está sob controle.
Na área do acidente há fortes chuvas e ventos que atingem força 7 a 8 na escala de Beaufort.
Não há informações sobre as causas do fogo, que começou no porão da "Norman Atlantic", no qual havia 222 veículos.
Na operação de resgate participam sete embarcações privadas, quatro lanchas da guarda litorânea, três helicópteros e dois aviões da Forças Aérea gregas. A guarda litorânea italiana, por sua vez, enviou um rebocador.
O fogo na embarcação aconteceu quando ela se encontrava a 45 milhas náuticas a noroeste da ilha de Corfú e a 22 milhas do litoral italiano.
O barco tinha partido com destino à Itália através de Igumenitsa com 467 pessoas a bordo, 411 passageiros e 56 tripulantes (22 italianos e 34 gregos).

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Bandeira negra com inscrições em árabe foi pendurada em vidraça.Polícia negocia com suspeito; cinco pessoas deixaram o local até agora.

Um homem armado mantém dezenas de reféns no Lindt Chocolat Cafe, em Martin Place, em Sydney, desde as 21h (horário de Brasília) de domingo (14), 10h de segunda-feira (15) na Austrália. A polícia está em contato com o sequestrador, mas ainda não soube precisar o número de reféns, que pode chegar a 50, entre funcionários e clientes. Cinco deixaram a cafeteria até o momento.

As motivações do ataque ainda são desconhecidas. Por volta das 2h45, três homens saíram da lanchonete e ainda não se sabe se foram liberados ou conseguiram escapar. Dois deles deixaram o local pela entrada da lanchonete e outro pela saída de emergência. Por volta das 4h15, duas mulheres deixaram a cafeteria.
A vice-chefe de polícia local, Catherine Burn, informou que os cinco reféns libertados estão sendo avaliados por médicos para garantir que eles estão bem. Em seguida, eles serão ouvidos pela polícia.
Ela não confirmou quantas pessoas permanecem no café. Ao que parece, não há feridos, segundo a polícia.
A emissora local Network 10 afirmou que duas reféns mulheres disseram que o sequestrador tem duas bombas plantadas em outros locais da cidade.
Nas primeiras horas do sequestro, imagens da emissora de TV Channel 7 mostraram pessoas com as mãos para o alto e uma bandeira negra fixada em uma vidraça da lanchonete com um texto em árabe no qual se lia "Não há outro Deus que Alá e Maomé é o mensageiro de Deus".
Informações da emissora de TV local davam conta de que existiam pelo menos 13 reféns no local. O gerente da Lindt na Australia, Steve Loane, disse ao site australiano "News.com.au" que entre 40 a 50 pessoas estavam dentro do café sob poder do sequestro, incluindo clientes e funcionários. A polícia não confirmou o número de vítimas.
O mesmo site diz ainda que o atirador afirma ter "dispositivos" espalhados pela cidade e exige falar com o premiê Tony Abbott em uma conversa transmitida ao vivo por uma estação de rádio.
De acordo com uma emissora local de televisão, o homem armado pediu que seja entregue uma bandeira do grupo Estado Islâmico (EI) e advertiu que quatro bombas estão escondidas na cidade.
A informação foi divulgada pela emissora "Channel 10", segundo a qual o homem armado teria conversado com dois reféns no café e teria apresentado duas demandas. A polícia não confirmou os relatos.
Também houve informações de que reféns fizeram contato pelas redes sociais. A polícia pediu que se isso ocorrer, as autoridades devem ser avisadas, por apenas elas devem negociar com o sequestrador.

Prédios ao redor do café foram esvaziados, dentre eles o Consulado dos Estados Unidos no país e também o Ópera House, principal ponto turístico da cidade. Informações iniciais não confirmadas relatavam que um pacote suspeito estava no local. A polícia confirmou uma operação no Ópera House, mas não forneceu mais detalhes.

Reações
Em uma entrevista coletiva, o primeiro-ministro disse que não estava claro se a invasão ao café tem motivação política, mas que há indicações disso. "Este é um incidente muito preocupante. Compreendo a preocupação e a angústia do povo australiano. Há pessoas que querem nos fazer mal. A violência só serve para assustar. A Austrália é um lugar pacífico", assinalou Abbott ao pedir aos australianos para continuar o dia com normalidade e, em caso de observar movimentos suspeitos, chamar as autoridades locais.

Na página oficial da Lindt Chocolate Cafe Austrália no Facebook, a companhia agradeceu o apoio e disse estar "profundamente preocupada com o grave incidente". "Nossos pensamentos e orações estão com a equipe e os clientes envolvidos e todos os seus amigos e famílias", diz o comunicado.

Autoridades muçulmanas na Austrália emitiram um comunicado condenando a ação, que classificou como "ato criminoso" e reiteram que tais práticas são condenadas em parte e em todo o Islã. As autoridades também expressam seu apoio e solidariedade para com as famílias das vítimas e dizem esperar uma solução pacífica para o caso.
Operação
Desde o início da ação, o premiê está reunido com o Comitê Nacional de Segurança para acompanhar a operação. Ao redor da área há mais de 20 homens de unidades especiais e cerca de 50 agentes e detetives à paisana e com coletes à prova de balas.
Ônibus que transitam pela região foram desviados. O espaço aéreo na região também foi bloqueado, de acordo com as autoridades de Aviação Civil e Segurança.
A Martin Place, praça onde fica o Lindt Chocolat Cafe, está localizada no centro financeiro de Sidney, onde fica também o escritório do primeiro-ministro, a emissora de TV Channel 7, o Reserve Bank of Australia e alguns dos maiores bancos do país. O Parlamento australiano fica a apenas algumas quadras dali.

O sequestro coincide com a detenção, em uma operação em separado, de um homem de 25 anos no noroeste de Sydney por supostos delitos por terrorismo. A detenção está ligada a um plano para realizar um ataque terrorista em solo australiano e a facilitação do deslocamento de cidadãos australianos para a Síria, segundo a imprensa local.
Em setembro, as autoridades australianas elevaram o alerta terrorista para 'alto', devido à possibilidade de possíveis ataques terroristas a cargo de uma só pessoa, pequenos grupos ou grandes organizações.

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O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, virá para a posse da presidente Dilma Rousseff em Brasília, no dia 1º de janeiro, como um gesto para o país norte-americano se reaproximar do Brasil após crise gerada pelas revelações da espionagem no ano passado. Ele é a autoridade mais graduada enviada dos EUA para uma posse presidencial brasileira desde 1990, quando o vice da época Dan Quayle veio para o de Fernando Collor de Melo por se tratar de uma transição para o regime democrático no Brasil. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, Biden se transformou no principal interlocutor da presidente Dilma e já veio duas vezes ao país. Eles devem aproveitar a oportunidade para realizar em encontro. Contudo, não haverá definições sobre o reagendamento da visita.

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Um piloto de um avião monomotor sobreviveu após a aeronave cair em uma rodovia em construção em Connecticut, nos Estados Unidos, neste fim de semana. Foi o segundo acidente aéreo do piloto, que agora considera parar de voar.
Danny Hall, de 48 anos, conseguiu escapar quase sem ferimentos e saiu andando do local do acidente. O avião que ele pilotava caiu em uma rodovia exclusiva para ônibus em West Hartford.
A queda ocorreu após o avião ter problemas no motor e perder potência. Danny procurou algum lugar para realizar um pouso de emergência, e acabou caindo sobre a rodovia.
Nenhum outro veículo foi atingido.
Em 2008, Danny sobreviveu após o avião que ele pilotava cair em um rio em Rhode Island. Na época, uma investigação apontou que ratos haviam feito um ninho no avião e foram sugados pelo carburador durante o voo, causando uma falha no motor.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou no mês passado uma carta secreta ao líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, destacando o interesse comum dos dois países na luta contra militantes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, revelou o "Wall Street Journal" nesta quinta-feira (6).

De acordo com a reportagem do jornal, a carta enviada em meados de outubro dizia que a cooperação entre os EUA e o Irã na luta contra o grupo militante estava atrelada a um acordo a ser firmado entre o Irã e outras nações sobre seu programa nuclear.

O jornal citou pessoas com conhecimento da carta. O texto afirma que autoridades do governo se recusaram a comentar o assunto com o jornal.

"Funcionários do governo não negaram a existência da carta quando questionados por diplomatas estrangeiros nos últimos dias", escreveu a publicação.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse nesta quinta-feira que a política norte-americana para o Irã não foi alterada, acrescentando que não poderia comentar sobre correspondências privadas entre Obama e um líder mundial.

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Um grupo de 21 africanos, supostamente imigrantes, chegou em um barco de pesca na praia nudista de Maspalomas, na Ilhas Canárias, e ficou quase cinco horas isolado sob a suspeita de ebola, informou a polícia da Espanha.

De acordo com o jornal “El País”, voluntários da Cruz Vermelha foram chamados por funcionários de limpeza que trabalhavam na praia e mediram a temperatura dos homens. Alguns deles apresentaram febre e, por isso, a organização decidiu ativar seu protocolo para ebola.

O grupo teve de ficar isolado na praia, à espera dos médicos da Secretaria de Saúde. A polícia traçou um limite de 20 metros de distância do grupo, para que os nudistas não se aproximassem, e pediu que os homens usassem luvas e máscaras.

Grupo de africanos é isolado em praia nas Canárias por suspeita de ebola

Depois de quatro horas, as autoridades médicas chegaram e constataram que nenhum deles tinha estado recentemente nos países mais afetados pela epidemia do ebola – Libéria, Serra Leoa e Guinea – e que não apresentavam risco de infecção.

Com exceção de quatro homens, que apresentavam estado de saúde delicado, o grupo foi colocado em um caminhão de lixo usado para a limpeza da praia e levado a uma delegacia.

O coordenador da Cruz Vermelha local, José Antonio Rodríguez, foi contrário ao modo de transporte usado, alertando que essa não seria uma forma de tratar seres humanos, de acordo com o “El País”. No entanto, o prefeito de San Bartolomé de Tirajana afirmou que não havia outra maneira de transportá-los.

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Brasileiro conta que subiu muito de peso após enfrentar Jon Jones e acusa a si mesmo de não ter sido profissional: "Acho que isso me custou a luta"
Por Ivan Raupp e Raphael Marinho
Uberlândia, MG
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Glover Teixeira (Foto: Ivan Raupp)
Glover Teixeira (Foto: Ivan Raupp)
Glover Teixeira esteve irreconhecível no octógono no duelo contra Phil Davis no UFC Rio 5. Grande favorito, o brasileiro lutou muito mal e saiu derrotado por decisão unânime dos jurados (triplo 30 a 27). Segundo ele, o que houve foi um problema na perda de peso para o combate. Glover afirmou que exagerou na alimentação após o revés para o campeão Jon Jones, em abril, e que acabou deixando para perder muito peso em cima da hora dessa vez:
- Com certeza foi isso que me impediu de ser o Glover de sempre. Não sei se o resultado da luta seria diferente, mas todo mundo que já me viu lutando sabe que não lutei no meu normal. Sei que estava lento, mole. O que ocasionou isso foi a perda de peso. E também a recuperação. Subi muito de peso depois da luta contra o Jon Jones. Machuquei o ombro, pensei que teria uma cirurgia, e desfoquei da dieta. Mas meu ombro melhorou graças a Deus antes do que eu esperava. Infelizmente cometi um erro grande, que não foi profissional da minha parte, que foi subir tanto de peso. Bati o peso, mas acho que isso me custou a luta (contra Davis). Agora é voltar 100% e manter a dieta - disse ao Combate.com.

Glover contou que se sentiu cansado logo no início da luta e garantiu que a partir de agora terá um cuidado maior em relação a essa questão do peso. O ideal, na cabeça dele, é subir para no máximo 104kg quando estiver em "off", ou seja, sem duelo marcado na divisão até 93kg.

UFC Rio 5, Phil Davis x Glover Teixeira (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Glover se mostra exausto durante luta contra Phil Davis (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
- Quando a gente está mais novo, perde peso com mais facilidade. Agora tenho que manter a dieta. Tenho 35 anos, estou me sentindo super forte e muito bem. Mas tenho que olhar o peso. Não foi profissional da minha parte. Perdi a força nas pernas nos primeiros dois minutos - declarou.

O mineiro de Sobrália precisa checar um problema num dos joelhos, que ele acredita não ser nada grave, e pretende voltar ao octógono no início do próximo ano. Um alvo ele já tem:
- Com certeza gostaria muito de lutar contra o Phil Davis. Está engasgado. Gostaria muito de uma revanche contra ele - finalizou.

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A China vai enviar 480 médicos para a Libéria para tratar doentes infectados com o vírus ebola em um centro sanitário que está sendo construído no país africano, anunciou nesta quinta-feira (6) um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. "A China sente o sofrimento das nações africanas e, como irmãos, oferecemos o apoio que podemos dar dentro das nossas capacidades", disse o porta-voz, Hong Lei. Os primeiros 160 médicos chegarão à Libéria no próximo domingo (9) e os outros 320 quando o centro estiver pronto, disse o porta-voz. O centro, uma unidade com 100 camas, que deverá começar a funcionar em um mês, está sendo construído por militares chineses. Desde março passado, a China enviou ajuda aos três países mais afetados pela epidemia - Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri -, no valor total de US$ 82 milhões, disse o porta-voz. A China é o maior parceiro comercial de África. Estima-se que ao menos 1 milhão de chineses vivam atualmente no continente africano. Na segunda-feira (3), em Pequim, a Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar disse não ter sido encontrado qualquer caso de contaminação entre os cerca de 8,5 mil chineses residentes na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné-Conacri, países onde o ebola já matou quase 5 mil pessoas.

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Quatro anos depois de um desempenho arrebatador nas eleições de meio mandato americanas, o movimento conservador Tea Party deve voltar a marcar presença nas eleições para o Legislativo nesta terça-feira nos Estados Unidos, ainda que de forma mais discreta.

Segundo analistas, a expectativa é de que candidatos republicanos apoiados pelo Tea Party conquistem nestas eleições legislativas cerca de oito cadeiras na Câmara dos Representantes - equivalente a deputados federais - que atualmente estão nas mãos de republicanos tradicionais.

Caso se confirme, o resultado deve representar um desafio não apenas ao presidente Barack Obama e seu Partido Democrata, mas também à liderança republicana na Câmara, já que políticos ligados ao Tea Party costumam ter posições mais à direita que os representantes tradicionais do partido e se opõem a muitas de suas iniciativas, consideradas por eles moderadas demais.

"Eles estão desafiando agressivamente os republicanos em todos os níveis", diz a analista Elaine Kamarck, do instituto Brookings.

Segundo o analista Yascha Mounk, em artigo publicado pelo think tank Council on Foreign Relations, o Tea Party provocou uma "guerra civil" dentro do Partido Republicano.

Mounk cita entre as diversas "baixas" desta guerra o líder da maioria na Câmara, o republicano Eric Cantor, que foi derrotado na primária republicana no Estado da Virgínia em junho por um adversário mais conservador e relativamente desconhecido, Dave Brant. A derrota surpreendente levou Cantor a renunciar.

"O Tea Party está pronto para grandes avanços nestas eleições e deverá tomar o Congresso como refém com suas táticas obstrucionistas", prevê o analista.

Pesquisas

São disputadas nestas eleições todas as 435 cadeiras da Câmara, um terço das 100 cadeiras do Senado, governos de 36 dos 50 Estados e de três territórios e diversas prefeituras.

Pesquisas de intenção de voto indicam que o Partido Republicano deverá manter o controle da Câmara dos Representantes, conquistando cerca de dez novas cadeiras.

O partido também tem grandes chances de tirar o controle do Senado das mãos dos democratas.

Das 36 cadeiras do Senado em jogo nestas eleições, 21 estão atualmente nas mãos de democratas e 15 com republicanos.

As projeções indicam que os republicanos poderão conquistar o mínimo de seis cadeiras necessárias para ganhar a maioria no Senado.

Presidente Obama fez campanha para candidatos democratas, mas sua baixa popularidade é vista como problema em alguns Estados.

Presidente Obama fez campanha para candidatos democratas, mas sua baixa popularidade é vista como problema em alguns Estados.

Paralisação

A expectativa nesta reta final é bem diferente do clima do início do ano, quando muitos democratas acreditavam que poderiam não apenas manter o Senado, mas também reconquistar o controle da Câmara, aproveitando a crise de popularidade que assolava o Congresso.

Na época, ainda estava vivo na memória dos eleitores o fiasco dos 16 dias em que o governo ficou paralisado em 2013 por falta de acordo entre Casa Branca e Congresso sobre o orçamento federal.

Pesquisas indicavam que o público culpava os republicanos pela paralisação, o que poderia resultar em perdas para o partido nas eleições legislativas.

Um ano depois da paralisação, porém, o cenário é outro. Parte dessa mudança se deve ao fato de que o descontentamento dos americanos também é direcionado aos democratas e, especialmente, a Obama, que enfrenta baixa recorde de popularidade, com taxa de aprovação de apenas 40%, segundo pesquisa Gallup.

Outro fator foram os problemas na implementação do chamado Obamacare, o polêmico programa de saúde do presidente, que ocorreram ao mesmo tempo que a paralisação do governo e, segundo analistas, acabaram com qualquer vantagem que os democratas poderiam ter.

Além disso, o surgimento de assuntos considerados mais urgentes, como o avanço do ebola ou a ameaça do grupo auto-denominado 'Estado Islâmico', contra o qual os Estados Unidos estão lançando ataques, acabou desviando a atenção dos eleitores americanos, que mal lembram da paralisação de um ano atrás.

Há ainda uma tendência histórica de que as eleições de meio mandato costumem favorecer o partido opositor ao do ocupante da Casa Branca.

Futuro

Segundo uma pesquisa Gallup divulgada no mês passado, um em cada quatro americanos afirma apoiar o Tea Party.

O levantamento também indica que 73% dos republicanos identificados com o Tea Party estão "muito motivados" a votar nestas eleições, ante 57% dos republicanos que não apoiam o movimento e 42% dos eleitores que não são republicanos.

"Apesar de o Tea Party estar menos visível nesta campanha, a forte motivação de seus adeptos a votar ressalta a importância do movimento para o resultado das eleições", dizem os responsáveis pela pesquisa.

Mas apesar das projeções favoráveis à performance de candidatos ligados ao Tea Party e de algumas vitórias marcantes sobre republicanos tradicionais em primárias do partido em Estados como Virgínia, Texas, Nebraska e Virginia Ocidental, o desempenho do movimento deve ser mais modesto do que o registrado em 2010.

Para analistas, o Partido Republicano aprendeu a lição depois das eleições de 2010 e 2012, quando muitos candidatos do Tea Party venceram primárias republicanas mas acabaram se revelando inelegíveis devido a suas posições radicais, enterrando as chances dos republicanos de conquistar a maioria no Senado.

Mesmo assim, analistas afirmam que o impacto do Tea Party ultrapassa o resultado destas eleições e avaliam que o movimento já empurrou o Partido Republicano para a direita de maneira geral.

Ou seja, mesmo candidatos republicanos tradicionais que disputam estas eleições, em muitos casos venceram primárias e ganharam a indicação graças à adoção de posições mais conservadoras.

"Graças ao seu sucesso em radicalizar o Partido Republicano, o Tea Party ganhou tanta influência na Câmara que pode exercer veto efetivo sobre toda a máquina legislativa dos Estados Unidos", diz Mounk.
A expectativa agora é sobre que impacto essa divisão entre os conservadores poderá ter nas eleições presidenciais de 2016.

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