Debate na TV Bahia é marcado por jogo combinado contra ACM Neto

Debate na TV Bahia é marcado por jogo combinado contra ACM Neto

O debate realizado ontem pela TV Bahia com os quatro candidatos a governador do estado de partidos com representação no Congresso Nacional foi marcado pela tentativa de Jerônimo Rodrigues (PT), João Roma (PL) e Kleber Rosa (Psol) de isolar o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que virou alvo preferencial dos demais concorrentes, com ataques dos mais diversos e uso de informações incorretas.

O primeiro bloco foi de perguntas diretas, com ordem de sorteio previamente decidida. Quem abriu a série foi Jerônimo, que escolheu ACM Neto para questionar o trabalho do ex-prefeito na educação, com críticas diretas à construção de creches. A escolha do tema deixou um flanco aberto para o troco.

Na resposta, Neto não poupou o ex-secretário estadual da Educação. No primeiro disparo, disse que, para falar sobre o tema, o petista "não tem moral, pois foi testado e reprovado. Eu fui testado e aprovado", em referência aos oito anos seguidos em que foi considerado o melhor prefeito do Brasil. A crítica de Neto a Jerônimo foi baseada no Ideb, ranking em que a Bahia está entre os últimos do país.

"Você falhou como secretário de Educação. Vocês procuram culpados, desculpas", disparou Neto, acrescentando que em sua gestão Salvador triplicou as vagas em creches. Na réplica, Jerônimo contra-atacou: "Sua campanha foi punida por usar de má fé contra mim", disse a Neto. O ex-prefeito relembrou novamente que o petista tem a marca de pior secretário do Brasil e que a nota do Ideb da Bahia é 3,5, uma das quatro mais baixas do país.

Em uma das poucas vezes em que o trio deixou o ataque combinado a ACM Neto, João Roma apertou o petista sobre redução de impostos. Jerônimo fugiu do tema e atacou o adversário por defender a candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Embora criticasse o ex-prefeito volta e meia, Kleber Rosa não poupou munição contra o candidato do PT, de quem o Psol é aliado no plano nacional. No segundo bloco, Jerônimo questionou Rosa sobre soluções para enfrentar as altas taxas de homicídio, um dos calcanhares-de-Aquiles da gestão do PT no estado.

"Os movimentos negros organizados clamam que algo seja feito de mudança quando se trata de segurança pública. Não podemos apresentar um dado qualquer e supor que é suficiente", disse o candidato do Psol, que exigiu de Jerônimo a promessa de pagar salários compatíveis ao nível superior para os policiais civis.

Do mesmo jeito, Kleber Rosa alfinetou o petista no terceiro bloco, por se esquivar de responder se era contra ou a favor da proposta de privatização da Embasa, tocada pelo governador Rui Costa. Jerônimo disse apenas que estava comprometido com o fortalecimento da Embasa, mas sem falar sobre a posição quanto à abertura de capital da empresa pública.

Em direito de resposta concedido pela produção do debate por uma declaração falsa feita pelo ex-ministro da Cidadania, ACM Neto contradisse o candidato do PL: “João Roma disse que eu tinha me declarando negro. Me autodeclarei pardo. Porque assim me vejo, assim como em 2016, quando ele era meu chefe de Gabinete. Não me autodeclarei pardo para me beneficiar de nada (...). Sou declarado pardo no meu documento oficial de identificação emitido pelo Instituto Pedro Melo. Lamento que o João Roma do passado tenha dado lugar a esse candidato raivoso”, disse Neto.

Até as considerações finais, o debate pareceu jogo ensaiado em busca de desgastar ACM Neto, cujas pesquisas apontam a vitória já no primeiro turno. Mesmo sozinho contra os outros três, o ex-prefeito apostou no embate de 16 anos de PT de um lado e o desejo de mudança, do outro, independente do presidente eleito este ano.

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    “Primeiro estou agradecendo e pedindo a Iemanjá paz no mundo e muita força para trabalhar pelos que têm fome e mais precisam. Lógico, em Salvador em especial é um ano eleitoral e espero que a Rainha do Mar Iemanjá também conduza os destinos para que seja uma eleição vitoriosa para o Brasil, para que a gente possa eleger vereadoras, vereadores, prefeitos e vices conscientes do seu papel na política, contra a corrupção, de poder se dedicar ao máximo para a gente trabalhar para a gente gerar emprego e matar fome”, frisou.

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