Domingo, 25th Agosto 2019
11:32:21am
‘Mãe andava com pessoas erradas’, diz avó de menina assassinada em Camaçari

‘Mãe andava com pessoas erradas’, diz avó de menina assassinada em Camaçari

O dia não foi fácil para Lucinéia Reis da Cruz. Nesta quinta-feira (28), ao deixar a Delegacia de Homicídios de Camaçari, ela, que é avó paterna de Bruna Cruz, 9 anos, fez um desabafo e disse que perdoa o responsável por assassinar a menina a tiros. “Perdoo quem matou minha neta. Não queriam matar ela” acredita. O enterro da estudante ocorreu às 9h desta sexta-feira (29) no Cemitério Jardim da Eternidade.

Avó-Bruna

Lucinéia veio de Feira de Santana há um mês para cuidar da neta. (Foto: Reprodução TV Bahia)

Bruna foi morta a tiros dentro de um carro, na noite de quarta-feira (27), pouco depois de sair da escola onde estudava. Além dela, Deivid Demétrio dos Santos, 19, namorado da mãe da estudante, identificada apenas como Jamile, também morreu. Ela e o cunhado, que não teve o nome revelado, e também estava no carro, fugiram. De acordo com a Polícia Civil, nenhum dos dois se apresentou até a noite desta quinta (28).

A avó foi à delegacia para prestar depoimento e disse que acredita que Bruna acabou sendo atingida porque a mãe andava com más influências. “Tenho certeza que minha neta não era o alvo dos bandidos. Ela tinha uma mãe que andava com pessoas erradas”, frisou.

Segundo informou a Polícia Civil, por meio de nota, com exceção de Bruna, todos os ocupantes do carro atingido têm envolvimento com o tráfico. Deivid ainda respondia por homicídios.

Apesar disso, Lucinéia tinha um bom relacionamento com Jamile, a quem ainda se refere como nora. “Sempre me dei bem com a minha nora, mas queria ficar mais perto de minha neta desde a morte do pai dela, meu filho”, contou.

O pai de Bruna, Jailton Silva da Cruz Júnior, foi assassinado em dezembro do ano passado, durante um assalto, também em Camaçari. Ele tinha 27 anos e o carro onde a filha morreu estava em seu nome.

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Carro onde a filha morreu estava em nome do pai, que também foi assassinado em 2018, durante assalto. (Foto: Evandro Veiga / CORREIO)

A avó paterna da criança contou que, há um mês, deixou Feira de Santana, onde mora o irmão, e decidiu se mudar para Camaçari, exclusivamente para cuidar da neta. O que intrigou Lucinéia é que, pouco antes do crime, ela ligou para Jamile, que mentiu. “Ela me disse que estavam com a minha neta numa igreja, em Salvador. Enviou até a foto de uma igreja para mim. Era mentira dela”, lamentou.

Segundo a polícia, Bruna tinha acabado de sair da escola, quando ocupantes de um carro de cor escura, de modelo não identificado, atiraram pelo menos 13 vezes contra o carro onde a menina estava. A estudante chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do Hospital Geral de Camaçari (HGC). Deivid morreu no local.

A menina era aluna do 4º ano fundamental do Centro Educacional Carpe Diem, localizado no bairro do Gleba E. Funcionários da instituição ficaram chocados quando souberam da morte, através de uma rede social. As aulas foram suspensas na quinta-feira.

Confira na íntegra a nota da Polícia Civil:

“A Delegacia de Homicídios (DH/Camaçari) investiga as mortes de Deivid Demétrio dos Santos, de 19 anos, e de uma garota de 8 anos, ocorridas na noite de quarta-feira (27), no bairro Ponto Certo, naquela cidade. As vítimas estavam em um veículo com a mãe da criança e o irmão de Deivid, quando foram abordadas por homens, ainda não identificados, que chegaram em outro carro e atiraram. Deivid, que tem envolvimento com homicídios e tráfico de drogas em Camaçari, morreu no local. A menina chegou a ser socorrida para o Hospital Geral daquele município, onde já chegou sem vida. As outras duas pessoas que estavam no carro, que também têm envolvimento com o tráfico, conseguiram fugir”.

Fonte: Correio24h

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  • Bandidos põem fogo em carro com repórter da TV Bahia na mala

    O jornalista Jony Torres foi trancado na mala do próprio carro durante uma tentativa de assalto no início da noite desta segunda-feira (17) na zona rural da cidade de Esplanada, região nordeste do estado. Os ladrões ainda atearam fogo ao veículo, mas Jony conseguiu escapar antes das chamas consumirem seu veículo, um modelo Nissan Tiida de quatro portas. O carro teve perda total. O jornalista da TV Bahia tem uma fazenda com o sogro no município.

    carro-jony torres

    O crime foi cometido por dois homens que estavam numa moto. Segundo o jornalista, um deles aparentava ser adolescente, mas foi o mais velho que comandou toda a ação. O jornalista conta que o assalto durou, aproximadamente, 30 minutos. Ele ainda chegou a ser reconhecido pelo mais jovem, mas foi confundido com um policial.

    "Ele achou que me reconheceu por ser policial e começou a dizer: 'nós é bonde do maluco, porra, nós vai lhe matar. Cadê o celular, porra? Eu dizia pra ele: velho, eu sou jornalista, não sou polícia. Tenho dois filhos para criar. Um deles ainda disse: 'eu também não tive pai para me criar'", informou Jony.

    Para ele, foi mais uma violência psicológica do que física. Segundo ele, os dois assaltantes aparentavam estarem embriagados e drogados. "Eles só queriam o celular, na hora do nervoso, nem lembrei que tinha deixado na fazenda e falei que devia ter caído no carro", conta. O jornalista entregou a carteira com R$ 400, mas mesmo assim os ladrões ficaram irritados.

    Jony contou ao CORREIO que precisou ir resolver um problema na fazenda de última hora e saiu, por volta das 18h30, para fazer um lanche em um posto de gasolina na BR-101. Para chegar até o local, trafegou por uma estrada de terra de cerca de 3 km. Quando estava voltando, precisou diminuir a velocidade por conta de uma linha férrea que tem na região e foi nesse momento que o jornalista foi abordado pelos assaltantes.

    "Eles entraram no carro e me fizeram dirigir com uma arma apontada para a minha cabeça até uma plantação de eucalipto. Lá, me colocaram deitado no chão e começaram a exigir o celular. Mas eu estava tão nervoso, que nem me dei conta de que tinha esquecido na fazenda e disse que devia estar caído no chão do carro, como não acharam, decidiram me matar. Me botaram no porta-malas do carro e disseram: 'vou lhe matar porra´. Fiquei achando que me dariam um tiro, mas ele ainda disse: 'não vou gastar uma bala com esse filho da puta'".

    Só quando ouviu o barulho da moto dando partida é que o jornalista teve coragem de tentar sair do carro. "Meu carro era daqueles que tem uma cordinha para baixar o banco, eu consegui baixar e sair pelas portas do fundo. Só então vi que a parte da frente do carro já estava toda em chamas. Jogaram cachaça no carro e tocaram fogo", relembra.

    O jornalista não soube estimar quanto tempo ficou preso no porta-malas. Mas quando achou que os bandidos já tinham saído do local, conseguiu sair do carro. Primeiro ele se escondeu no mato e depois começou a correr, pra sair dali. "Na estrada de chão me deram socorro e acionaram a Polícia Militar, que foi no local e encontrou meus documentos jogados no chão", conta.

    Quase 24 horas depois do assalto, o jornalista conta que até agora está praticamente sem dormir. "Só pensava nos meus filhos", diz. Ele já havia sofrido um assalto em Salvador, mas nada que fizesse com que ele temesse tanto pela sua vida. "Foi terrível. Uma maldade sem sentido. Queriam me matar só por causa de um celular", comentou Jony, destacando que os bandidos estavam visivelmente transtornados.

    Ele conta que ainda se sente como se estivesse "dentro de um pesadelo". "A vontade que da é de ir dormir pra acordar depois e descobrir que era apenas um sonho ruim", finaliza.

    O veículo está no seguro. Na manhã desta terça-feira (18), policiais começaram a busca pelos bandidos. Em nota, a Polícia Civil informou que o roubo é investigado pela Delegacia de Esplanada, "que realiza incursões para identificar e prender os autores". O CORREIO vem tentado falar com o delegado da região, mas ninguém atendeu às inúmeras ligações realizadas à unidade.

    Fonte: Correio24horas

  • Cidades da BA que cancelaram shows de Devinho após denúncia de agressão anunciam atrações substitutas

    Após divulgarem o cancelamento de shows do cantor Devinho Novaes no São João, depois dele ter sido acusado de agressão pela ex-namorada, as prefeituras de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, e Alagoinhas, a 180 quilômetros da capital, anunciaram atrações substitutas, nesta segunda-feira (10).

    Em Camaçari, onde Devinho se apresentaria no dia 22 de junho durante o "Camaforró", a banda Trio Nordestino passa a compor grade da festa junina. A atração vai se apresentar no mesmo dia e no mesmo horário em que estava previsto o show do sergipano, segundo informou ao G1 a assessoria de imprensa da cidade.

    Também vão se apresentar na festa Simone e Simaria, Marcos e Belutti, Magníficos, Amado Batista, Unha Pintada, Lambassaia e Calcinha Preta.

    Alagoinhas

    Já em Alagoinhas, a banda Harmonia do Samba foi anunciada como a nova atração da festa junina. Na cidade, Devinho iria se apresentar também no dia 22 de junho. Com o cancelamento do show dele, Bell Marques, que se apresentaria no dia 23, foi colocado no dia 22 e o Harmonia vai compor a grade no dia 23.

    Também se apresentam na cidade a Orquestra Sanfônica da Bahia, Zé Ribeiro, Adelmário Coelho, Xote Mania, Zé Duarte, Xinelo Baiano, Flavio José e Luziel. A expectativa é de que mais de 50 mil pessoas participem dos festejos juninos na cidade.

    Caso Devinho

    A ex-namorada de Devinho, a modelo Aylle Santiago, fez postagens no stories do seu perfil no Instagram, na madrugada de quarta-feira (5), relatando que, durante os nove meses que conviveu com ele, foi vítima de agressão física e verbal por parte do artista, que é natural de Sergipe e ficou famoso como o 'boyzinho do arrocha' após gravar músicas como "Alô dono do bar' e 'Como a culpa é minha'.

    Por meio de notas enviadas pela sua assessoria, Devinho nega as acusações e lamenta o que chama de "pré-julgamento que estão fazendo acerca de todas as notícias que estão circulando envolvendo seu nome". Ele ainda disse que ficou triste após saber do cancelamento dos shows.

    Aylle expôs fotos e prints de conversas entre ela e Devinho e relatou que flagrou o sergipano diversas vezes com outras mulheres, dentre elas garotas de programa.

    Em uma das postagens, a modelo ainda escreveu que foi agredida após uma cirurgia. "Eu estava operada e ele rasgou minha roupa e chutou meus seios que ainda estavam com pontos", postou. Ela não informou quando e nem onde essa agressão aconteceu.

    O que diz o artista

    A assessoria do cantor Devinho Novaes divulgou duas notas sobre o caso, uma delas assinada pela assessoria jurídica do artista. Confira abaixo as notas na íntegra.

    Primeira nota (divulgada na quinta-feira, dia 6):

    "O cantor Devinho Novaes vem a público informar que repudia com veemência as recentes polêmicas envolvendo seu nome, sobretudo no que diz respeito a fatos circunscritos à sua vida pessoal.

    Devinho confia no reestabelecimento da verdade, declara que jamais adotou tais condutas e não concorda com nenhum tipo de violência.

    O artista está à disposição das autoridades e do público para o que se fizer necessário ao esclarecimento das supostas ilações recentemente ventiladas nas redes sociais e imprensa.

    ASSESSORIA JURÍDICA"

    Segunda nota (divulgada na sexta, dia 7)

    "O cantor Devinho Novaes lamenta o pré-julgamento que estão fazendo acerca de todas as notícias que estão circulando envolvendo seu nome e agradece o apoio de todos os fãs e amigos.

    Sobre os shows que foram cancelados nas cidades de Alagoinhas/BA e Camaçari/BA, o artista recebeu a notícia com tristeza, mas acredita no restabelecimento da verdade e na justiça de Deus para que todos os fatos sejam esclarecidos e solucionados o quanto antes.

    O artista reforça que repudia as acusações e que tais condutas nunca fizeram parte do seu comportamento.

    ASSESSORIA DE IMPRENSA"

    Fonte: G1/Bahia

    Cidades da BA que cancelaram shows de Devinho após denúncia de agressão anunciam atrações substitutas

  • Camaçari inaugura Central para atender a micro e pequeno empreendedor

    Agilidade no lugar da burocracia. Essa é a ideia da Central do Empreendedor, inaugurada em Camaçari nessa quinta-feira (6). O projeto da prefeitura em parceria com o Sebrae tem como objetivo facilitar e orientar o micro e pequeno empreendedor na regularização e no crescimento do negócio.

    Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) do município, a Central conta com a atuação de outras quatro pastas: Governo, Fazenda, Saúde e Desenvolvimento Urbano. “Esse não é um projeto de uma secretaria, é um projeto da prefeitura. Queremos que Camaçari seja conhecida como uma cidade que abriu os braços para o microempreendedor. Eliminar esse ranço cultural de burocracia que era uma queixa muito ouvida”, declara Waldir Freitas, titular da Sedec.

    Com a chegada da Central, quem quiser abrir uma empresa em Camaçari terá concentrado em um único local todos os órgãos necessários para realizar a formalização do negócio. “Com certeza, agora as pessoas não vão deixar de se formalizar porque vai demorar. Estamos aqui para facilitar, ajudar o empreendedor a fazer crescer seu negócio”, disse o prefeito da cidade, Antônio Elinaldo, ao inaugurar o novo espaço.

    Facilidade
    O empreendedor que procurar a Central poderá ainda contar com consultoria contábil, jurídica e facilitação para obtenção de crédito. Os serviços prestados pela Central do Empreendedor são gratuitos.

    O espaço conta com a presença do Sebrae, que, além de ter capacitado os servidores para tirarem as dúvidas da população, oferecerá cursos e capacitações gratuitas aos usuários. O gerente regional da instituição, Rogério Teixeira, explica a importância de ter um negócio regularizado. “Quando o empreendedor sabe os riscos e oportunidades que tem, ele pode investir com segurança e isso só aumenta as chances do negócio dar certo. É isso que representa a Central. Orientação e segurança para o empreendedor”, explica.

    Fazer dar certo os negócios na cidade é, também, um dos objetos da Sedec, que encabeça o projeto. “Nós estamos confiando no empreendedor. Facilitando a abertura e vamos acompanhar a empresa também. Para que ela abra rápido e não feche rápido”, pontua Waldir Freitas.

    Antes do projeto, um processo de abertura de uma empresa em Camaçari poderia levar de seis meses a um ano. Com a Central, a meta é que uma empresa possa ser aberta em 30 minutos.

    Foi o caso de Ivair Oliveira, 46, que há 4 anos tem um mercadinho na orla da cidade. O empreendedor tentava há mais de um ano regularizar o negócio e obter o alvará de funcionamento, mas o processo estava emperrado. Na Central, Ivair conseguiu resolver todas as pendências e teve seu alvará assinado antes mesmo de completar 30 minutos de atendimento. O primeiro lavrado no espaço. “É muito positiva a ideia. Veio pra facilitar a vida do empresário e com parceiros como o Sebrae vai trazer mais oportunidade pros microempreendedores”, disse, ao comentar a experiência.

    Assim como o mercadinho de Ivair, segundo a prefeitura de Camaçari, outros 2.800 empresas têm pendências em seus processos de regularização. Apenas no primeiro dia de funcionamento, cerca de 600 já estão aptas a finalizar os trâmites, caso procurem a Central. A meta é que no final da primeira semana de trabalho, o número suba para 1.400 empreendimentos.

    MEI
    Aqueles que querem dar os primeiros passos na formalização de um negócio também podem pedir ajuda ao novo espaço da prefeitura. Com 11 mil microempreendedores individuais (MEI), a meta do município é, em pouco tempo, triplicar o número

    Uma das novas microempreendedoras, que formalizou seu MEI no primeiro dia de Central, foi Ariane Nascimento, 27, que começou no início deste ano, em casa, um negócio com produtos de limpeza caseiros. Nos primeiros meses do negócio, a empreendedora consegue um lucro mensal de R$ 1 mil. “Agora resolvi formalizar. Se não tivesse um local centralizado, ia passar muito tempo até poder oficializar. Ter que bater de porta em porta em vários órgãos. Assim é muito mais fácil”, comentou. Com o MEI já regular, a ideia de Ariane é abrir uma loja física e triplicar o lucro do negócio. “Regularizados a gente até contribui para a economia da cidade”, opina Igor Oliveira, 31, que foi acompanhar a esposa Ariane na visita à Central.

    Assim como ela, quem poderá utilizar os serviços do novo órgão para estar cada vez mais profissional são os artesãos. Em um levantamento da Sedec, foram cadastrados 350 pessoas que trabalham com artesanato na cidade. Eles são um dos públicos-alvos da iniciativa e eram maioria na plateia das palestras que antecederam a inauguração da sala durante a tarde. “A Central aponta um novo olhar para o trabalho dos artesãos, que vão aprender como gerir seus negócios, se profissionalizar, sem deixar de ser artesão”, acredita Sineide Lopes, coordenadora de economia solidária da Sedec.

    Fonte: Correio24horas

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