Domingo, 31 de Maio 2020
6:44:55am
O Jornal da Cidade

O Jornal da Cidade

Além da tristeza pela perda de Nilzete Porfiria dos Santos Souza, 77 anos, vítima de covid-19, os familiares tiveram que lidar com a suspeita de que o corpo dela havia sido velado com o caixão aberto e que, por isso, cinco parentes terminaram sendo contaminados pelo novo vírus na cidade de Cairu, no Baixo Sul baiano.

Em conversa com o CORREIO, um familiar dela, que prefere não ser identificado, confirmou que houve velório, mas nega que a urna funerária tenha sido aberta durante a despedida. Os familiares disseram, ainda, que o serviço médico municipal não mencionou, em nenhum momento, que o caso de Nilzete era suspeito de contaminação pelo coronavírus.

O quadro de sintomas dela começou com uma febre no domingo (3) e, na terça-feira seguinte (5), os filhos decidiram levá-la à unidade básica de saúde em Gamboa, uma das localidades do município, vizinha a Morro de São Paulo. Lá, ela foi atendida por uma médica de plantão, que percebeu que Nilzete estava com um ruído no pulmão e que poderia ser início de pneumonia.

Um medicamento foi receitado, ela teve alta e a família foi orientada a levá-la de volta à unidade na semana seguinte. Só que até a quinta-feira (7) a idosa não apresentava melhora e, por bem, retornaram antes para atendimento com a mesma médica, que detectou pressão alta, açúcar baixo e saturação desregulada. “Ela em nenhum momento disse que era coronavírus”, acrescenta.

Neste mesmo dia, Nilzete foi regulada para a Santa Casa de Misericórdia, no município de Valença, mas teve insuficiência respiratória, não resistiu e foi a óbito por volta das 18h. No hospital, uma amostra de sangue foi colhida para checar se a causa da morte foi por coronavírus, mas a família diz não ter sido comunicada sobre isso. “Não tinham falado que tiraram sangue para fazer o teste”, lembra o parente.

Velório

Foi através de uma nota emitida pela Prefeitura de Cairu, também no dia 7 de maio, que a família soube que ela tinha morrido com suspeita de covid-19. “Eles emitiram uma nota, não falaram com a gente da família antes”, conta. Liberado por volta das 19h, o corpo de Nilzete foi levado para ser enterrado em Gamboa. No entanto, como era noite, o corpo foi arrumado em casa por uma funcionária de uma funerária, com a ajuda de uma neta da idosa.

“Ela congregava em uma Igreja Batista, mas inclusive a gente optou por não levar o caixão para a igreja para que não tivesse aglomeração. Quando o caixão chegou, entrou na casa somente a funcionária e uma neta, que estavam usando avental, luvas e máscaras”, recorda.

Depois que o caixão foi fechado e lacrado, as filhas da idosa entraram e fecharam a porta da casa, num ato mais íntimo para dar o último adeus. Alguns vizinhos e outros parentes, não se sabe quantos, entraram em seguida, mas a urna funerária não foi aberta, reforça o familiar. “O caixão tinha uma parte de vidro, então quem a viu, viu pelo vidro”, explica. Ela foi sepultada na manhã do dia seguinte. O resultado com o diagnóstico positivo da covid-19 só saiu na segunda-feira (11).

Prefeitura suspeitou que caixão foi aberto

Segundo a Secretaria de Saúde do município, quando o corpo da idosa deixou o hospital de Valença, foram dadas orientações para que o caixão não fosse aberto durante o funeral, mas houve uma suspeita de violação desta regra e a prefeitura local decidiu testar 12 pessoas que participaram do velório e cinco tiveram diagnóstico positivo para a doença. Destas, cinco deram positivo.

No entanto, a família acredita que a contaminação pode ter acontecido antes mesmo do velório, já que a idosa recebeu suporte de filhos, netos e genros quando apresentava os sintomas.

“As pessoas que saíram dizendo isso são irresponsáveis porque não faz nem sentido. Dizem que a família foi contaminada no velório, mas como que iam ter um resultado positivo assim de imediato se até os sintomas da doença levam até 14 dias para se manifestar?”, retruca. “Nós estamos muito inconformados, uma dor que não a gente não consegue suportar e ainda tem que lidar com coisas que são ditas na internet”, desabafa.

Depois da confirmação de morte pela nova doença, ainda correu no WhatsApp da cidade uma história de que quando os participantes do velório foram chamados para fazer o teste, os familiares tentaram atacar os profissionais de saúde com paus e pedras. “Foram tantos áudios, quase tudo falso e ainda tem gente que tem coragem de nos enviar. O sentimento de tristeza se mistura com o de raiva, são coisas que a gente não queria estar sentindo”, conclui.

Preconceito

A cidade de Cairu tem pouco mais de 18 mil habitantes e muitas pessoas reconhecem umas às outras. As informações sobre o caso correram rápido e agora a família relata estar sofrendo preconceito. Muitos evitam mesmo os que testaram negativo.

Conforme o boletim epidemiológico da cidade desta quinta-feira (14), Cairu tem atualmente 10 casos da doença, um óbito e 14 suspeitas. Todas as pessoas testadas como positivo tiveram contato próximo à Nilzete. A prefeitura ressaltou, em nota, que não é possível confirmar se as pessoas foram infectadas durante o velório, nem como se deu a contaminação das mesmas.

Para tentar controlar a disseminação do vírus, a prefeitura criou o canal Zap Covid Cairu. Através do whatsapp, a população pode entrar em contato com profissionais de saúde e tirar dúvidas sobre a doença. O serviço funciona das 8h e 17h, de segunda à sexta-feira, para oferecer esclarecimentos através de mensagens.

Por que não pode abrir o caixão?
A infectologista Melissa Falcão explicou ao CORREIO que é arriscado deixar vítimas fatais da covid-19 com caixão aberto porque, mesmo após o óbito, o paciente infectado ainda pode transmitir o vírus para pessoas que entrem em contato com o cadáver.

“O corpo ainda pode armazenar o vírus depois do óbito e transmitir a doença para outras pessoas através da secreção. Os familiares não devem entrar em contato com o corpo mesmo após a morte do paciente”, afirmou.

Por se tratar de uma doença nova, a medicina ainda não sabe precisar por quanto tempo após a morte a vítima da covid-19 carrega o vírus ou pode infectar quem entre em contato. O Ministério da Saúde determina que os caixões devem ser lacrados e que os velórios de pessoas mortas pelo vírus devem ter no máximo 10 pessoas para evitar os riscos de aglomerações e novas contaminações.

Oito homens foram detidos na madrugada desta sexta-feira (15), após uma equipe da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) receber uma denúncia de que estava sendo realizada extração ilegal de minério no Parque das Dunas, em Jauá, na Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP), ao chegar ao local os policiais confirmaram a denúncia e apreenderam cinco caçambas carregadas de areia. “É uma área que não é permitida a retirada de areia, pois é protegida”, contou o comandante da Coppa, major Amílton Souza Teixeira Júnior. O grupo preso e o material apreendido foram encaminhados para a sede da Polícia Federal para serem tomadas as medidas cabíveis.

Um grupo de hackers anunciou, nesta quinta-feira (14), ter invadido o sistema do Hospital das Forças Armadas (HFA) de Brasília e obtido informações que podem colocar em suspeita os resultados de exames apresentados pelo governo federal referentes a uma suposta contaminação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por covid-19.

Segundo o grupo, denominado 'Digital Sp4ace', no Twitter, não foram encontrados os resultados do exame para coronavírus feito por Bolsonaro no dia 12 de março, após retornar de viagem dos Estados Unidos.

Segundo o site TecMundo, que entrou em contato com um dos hackers, o invasor explicou que a busca teria sido pelo nome do presidente, alguns dos seus pseudônimos e na base de dados do hospital nenhum resultado foi obtido.

Com essa justificativa, eles acreditam que Bolsonaro não tenha feito nenhum teste e que o laudo entregue para o Supremo Tribunal Federal (STF) seria falso

Pouco depois da publicação, o perfil dos hackers foi tirado do ar temporariamente e o post realizado também foi retirado. Entretanto, eles criaram um novo perfil para divulgar a suposta falha no sistema do hospital e os indícios da busca pelo exame de Bolsonaro.

Entregues nesta quarta (13) pelo governo ao STF, os laudos só foram divulgados após uma ação movida pelo jornal O Estado de São Paulo que queria tornar público as informações de que Bolsonaro havia testado negativo para o coronavírus.

O laudo entregue não constava com o nome do presidente, trazendo os pseudônimos de Airton e Rafael, mas continha CPF e a data de nascimento compatíveis com o líder nacional.

O grupo de hackers explicou ao TecMundo que os únicos registros encontrados na busca no sistema do hospital em nome de Bolsonaro foram de janeiro, omitindo a fala de que ele teria ido fazer o teste no dia 12 de março.

O site da revista Época questionou a Presidência da República sobre a veracidade dos dados vazados e, se eles são reais, o motivo do presidente ter usado pseudônimos para realizar os exames para covid-19, ao contrário do que teria sido feito em outros quatro exames desde o início de seu mandato, e por que o exame não estaria registrado, como afirmam os hackers, no sistema do HFA. A Presidência não quis comentar o assunto.

Em nota, o Exército afirmou que tem ciência do ocorrido e está investigando as causas e os impactos do incidente. "Foram adotadas providências imediatas para mitigar eventuais consequências. Fruto das conclusões da investigação, serão desenvolvidas as ações técnicas e legais necessárias", diz nota da força armada ao Exército.

Um grupo de hackers anunciou, nesta quinta-feira (14), ter invadido o sistema do Hospital das Forças Armadas (HFA) de Brasília e obtido informações que podem colocar em suspeita os resultados de exames apresentados pelo governo federal referentes a uma suposta contaminação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por covid-19.

Segundo o grupo, denominado 'Digital Sp4ace', no Twitter, não foram encontrados os resultados do exame para coronavírus feito por Bolsonaro no dia 12 de março, após retornar de viagem dos Estados Unidos.

Segundo o site TecMundo, que entrou em contato com um dos hackers, o invasor explicou que a busca teria sido pelo nome do presidente, alguns dos seus pseudônimos e na base de dados do hospital nenhum resultado foi obtido.

Com essa justificativa, eles acreditam que Bolsonaro não tenha feito nenhum teste e que o laudo entregue para o Supremo Tribunal Federal (STF) seria falso.

Pouco depois da publicação, o perfil dos hackers foi tirado do ar temporariamente e o post realizado também foi retirado. Entretanto, eles criaram um novo perfil para divulgar a suposta falha no sistema do hospital e os indícios da busca pelo exame de Bolsonaro.

Entregues nesta quarta (13) pelo governo ao STF, os laudos só foram divulgados após uma ação movida pelo jornal O Estado de São Paulo que queria tornar público as informações de que Bolsonaro havia testado negativo para o coronavírus.

O laudo entregue não constava com o nome do presidente, trazendo os pseudônimos de Airton e Rafael, mas continha CPF e a data de nascimento compatíveis com o líder nacional.

O grupo de hackers explicou ao TecMundo que os únicos registros encontrados na busca no sistema do hospital em nome de Bolsonaro foram de janeiro, omitindo a fala de que ele teria ido fazer o teste no dia 12 de março.

O site da revista Época questionou a Presidência da República sobre a veracidade dos dados vazados e, se eles são reais, o motivo do presidente ter usado pseudônimos para realizar os exames para covid-19, ao contrário do que teria sido feito em outros quatro exames desde o início de seu mandato, e por que o exame não estaria registrado, como afirmam os hackers, no sistema do HFA. A Presidência não quis comentar o assunto.

Em nota, o Exército afirmou que tem ciência do ocorrido e está investigando as causas e os impactos do incidente. "Foram adotadas providências imediatas para mitigar eventuais consequências. Fruto das conclusões da investigação, serão desenvolvidas as ações técnicas e legais necessárias", diz nota da força armada ao Exército.

O transporte intermunicipal será suspenso em 14 cidades baianas a partir deste sábado (16). A decisão inclui Anagé, Araçás, Conceição da Feira, Itarantim, Licínio de Almeida, Mucuri, Muritiba, Queimadas, Santa Maria da Vitória, São Desidério, Sobradinho, Teofilândia, Várzea da Roça e Vereda.

Ficam suspensas nesses municípios a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans. A medida, que foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (15), tem o objetivo de conter o avanço do coronavírus na população baiana.

O decreto também autoriza a retomada do transporte intermunicipal em Guaratinga e Rio Real, cidades com 14 dias ou mais sem novos casos de covid-19.

Lista de municípios

A Bahia totaliza 154 municípios com restrição no transporte. São eles: Abaíra, Aiquara, Alagoinhas, Amargosa, Anagé, Anguera, Araçás, Barra do Choça, Barreiras, Barrocas, Boa Vista do Tupim, Boquira, Buerarema, Cachoeira, Caetanos, Cairu, Camacã, Camaçari, Camamu, Campo Alegre de Lourdes, Canavieiras, Candeias, Capela do Alto Alegre, Capim Grosso, Castro Alves, Catu, Coaraci, Conceição da Feira, Conceição do Coité, Coração de Maria, Cruz das Almas, Curaçá, Dário Meira, Dias D'Ávila, Dom Basílio, Encruzilhada, Entre Rios, Eunápolis, Feira de Santana, Gandu, Governador Mangabeira, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ibirataia, Ilhéus, Ipiaú, Irará, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Itacaré, Itagibá, Itajuípe, Itamaraju, Itaparica, Itapé, Itapetinga, Itapicuru, Itapitanga, Itarantim, Itatim, Ituberá, Jacobina, Jaguarari, Jaguaquara, Jequié, Jitaúna, Juazeiro, Jussari, Jussiape, Lafaiete Coutinho, Laje, Lajedo do Tabocal, Lauro de Freitas, Licínio de Almeida, Livramento de Nossa Senhora, Luís Eduardo Magalhães, Madre de Deus, Manoel Vitorino, Maracás, Maragogipe, Maraú, Mata de São João, Morpará, Morro do Chapéu, Mucuri e Muritiba.

O transporte está suspenso ainda em Nazaré, Nilo Peçanha, Nordestina, Nova Soure, Nova Viçosa, Oliveira dos Brejinhos, Ouriçangas, Paramirim, Pau Brasil, Paulo Afonso, Pilão Arcado, Pojuca, Porto Seguro, Potiraguá, Prado, Presidente Dutra, Presidente Tancredo Neves, Queimadas, Quixabeira, Rafael Jambeiro, Remanso, Retirolândia, Ribeira do Pombal, Rodelas, Ruy Barbosa, Salvador, Santa Bárbara, Santa Cruz Cabrália, Santa Luzia, Santa Maria da Vitória, Santa Teresinha, Santaluz, Santanópolis, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, Santo Estevão, São Desidério, São Felipe, São Félix, São Francisco do Conde, São Gonçalo dos Campos, São Sebastião do Passé, Sátiro Dias, Saubara, Seabra, Senhor do Bonfim, Serra do Ramalho, Serrinha, Serrolândia, Simões Filho, Sobradinho, Taperoá, Teixeira de Freitas, Teofilândia, Tucano, Ubaitaba, Ubatã, Umburanas, Una, Uruçuca, Valença, Valente, Várzea da Roça, Várzea Nova, Vera Cruz, Vereda e Vitória da Conquista.

A Bahia registrou um novo recorde no número de mortes diárias em decorrência do coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram notificados 26 novos óbitos, elevando o total do estado para 262 fatalidades. Até a véspera, quarta (13), eram 236 falecimentos por causa da covid-19 - o que significa um crescimento de 11,01% entre os dois dias.

Já são 6.955 casos confirmados do novo coronavírus na Bahia. É um aumento de 408 pessoas diagnosticadas com a doença nas últimas 24 horas, o que representa 6,2%. Na véspera, o boletim da Secretaria da Saúde (Sesab) apontava que eram 6.547 infectados.

Considerando o número de 1.963 pacientes recuperados e 262 óbitos, 4.730 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.

Os casos confirmados ocorreram em 194 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (68,85%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes são Ipiaú (2.310,73), Utinga (2.144,35), Ilhéus (2.045,25) , Itabuna (1.974,46) e Salvador (1.607,74). Na Bahia, 643 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

O boletim epidemiológico registra 10.864 casos descartados e 21.494 notificações em toda a Bahia. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.

Taxa de ocupação

Na Bahia, dos 1.192 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para Covid-19, 478 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 40,1%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 496 leitos exclusivos para o coronavírus, 254 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 51,2%. Cabe ressaltar que o número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Intercorrências com equipamentos, rede de gases ou equipes incompletas, por exemplo, inviabilizam a disponibilidade do leito. Ressalte-se que novos leitos são abertos progressivamente mediante o aumento da demanda.

Exames

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) realizou 31.125 exames do tipo RT-PCR, que é o padrão ouro para identificar o genoma viral do coronavírus, no período de 1° de março a 14 de maio de 2020. Atualmente, 2.733 amostras estão em análise laboratorial e os exames são liberados em até 48 horas.

Óbitos

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 262 mortes pelo novo coronavírus em 40 municípios. Estes números contabilizam todos os registros de janeiro até as 18 horas desta quinta-feira (14).

237º óbito: homem, 57 anos, residente em Salvador, comorbidade doença cardiovascular, veio a óbito dia 12/05, em hospital privado no município.

238º óbito: homem, 58 anos, residente em Salvador, comorbidade cardiopatia e hipertensão arterial, veio a óbito dia 03/05, em hospital público no município.

239º óbito: mulher, 18 anos, residente em Muritiba, comorbidades diabetes, doença renal crônica e doença cardiovascular, veio a óbito dia 09/05, em hospital privado em Salvador.

240º óbito: homem, 76 anos, residente em Feira de Santana, comorbidades diabetes, doença cardiovascular crônica, doença neurológica crônica, veio a óbito dia 11/05, em hospital da rede pública em Salvador.

241º óbito: homem, 42 anos, residente em Salvador, comorbidades diabetes e hepatite B crônica, veio a óbito dia 12/05 em hospital privado no município.

242º óbito: mulher, 63 anos, residente em Itarantim, comorbidade hipertensão arterial, veio a óbito dia 11/05 em hospital da rede publica em Vitória da Conquista.

243º óbito: homem, 74 anos, residente em Itaberaba, comorbidades diabetes e hipertensão arterial, veio a óbito dia 08/05, em unidade da rede pública no município.

244º óbito: mulher, 66 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, veio a óbito dia 04/05, em hospital da rede pública no município.

245º óbito: homem, 23 anos, residente em Salvador, comorbidades diabetes, cardiopatia, insuficiência renal crônica, doença falciforme, epilepsia, histórico de infartos cerebrais e esquizofrenia, veio a óbito dia 12/05, em hospital da rede pública no município.

246º óbito: mulher, 89 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, veio a óbito dia 09/05, em hospital da rede pública no município.

247º óbito: homem, 76 anos, residente em Ipiaú, comorbidades imunodeficiência/imunossupressão (neoplasia), veio a óbito dia 11/05, em hospital da rede pública em Ilhéus.

248º óbito: mulher, 68 anos, residente em Salvador, comorbidade acidente vascular cerebral isquêmico, veio a óbito dia 05/05 em hospital da rede privada no município.

249º óbito: mulher, 59 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, veio a óbito dia 12/05, em hospital da rede privada em Camaçari.

250º óbito: homem, 85 anos, residente em Salvador, comorbidade doença cardíaca crônica, veio a óbito dia 10/05, em hospital da rede privada no município.

251º óbito: mulher, 79 anos, residente em Mundo Novo, comorbidades hipertensão arterial e doenças hepáticas, veio a óbito dia 13/05, em hospital filantrópico em Salvador.

252º óbito: homem, 62 anos, residente em Salvador, sem informações de comorbidade, veio a óbito dia 05/05 em unidade da rede pública no município.

253º óbito: mulher, 79 anos, residente em Salvador, comorbidade imunossupressão, veio a óbito dia 10/05 em hospital da rede pública no município.

254º óbito: homem, 79 anos, residente em Salvador, sem informação de comorbidades, veio a óbito dia 11/05, em hospital da rede privada no município.

255º óbito: homem, 44 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, veio a óbito dia 11/05, em hospital da rede pública no município.

256º óbito: homem, 95 anos, residente em Salvador, sem informação sobre comorbidades, veio a óbito dia 08/05, em hospital da rede particular no município.

257º óbito: homem, 29 anos, sem informação sobre comorbidades, residente em Salvador, veio a óbito dia 08/05, em unidade pública no município.

258º óbito: homem, 86 anos, residente em Salvador, sem informação de comorbidades, veio a óbito dia 13/05, em hospital da rede particular no município.

259º óbito: homem, 62 anos, residente em Salvador, sem informação sobre comorbidades, veio a óbito dia 12/05, em hospital da rede particular no município.

260º óbito: mulher, 36 anos, residente em Salvador, sem informação sobre comorbidades, faleceu dia 08/05, em hospital público no município.

261º óbitos: mulher, 58 anos, residente em Salvador, sem informação sobre comorbidades, veio a óbito dia 09/05, em hospital público no município.

262º óbito: mulher, 38 anos, residente em Salvador, sem informação sobre comorbidades, veio a óbito dia 10/05, em hospital público no município.

Juliano Laham passou cinco dias internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por complicações geradas pelos sintomas da covid-19. Porém, o ator da Globo, que já está se recuperando em casa, isolado em um quarto, não chegou a apresentar um exame positivo para o novo coronavírus - mesmo com todos os sinais da doença.

"Cheguei a fazer exame de covid e deu duas vezes negativo. Segundo os especialistas, os médicos, posso ser um falso negativo. Até porque todo o meu quadro era típico de covid", contou o ator, de 27 anos, em entrevista ao Encontro com Fátima Bernardes.

Juliano relembrou, durante o programa, como percebeu que tinha algo errado com o seu organismo. Ele estava há 37 dias isolado em casa até começar a se sentir mal - e afirmou que saiu de casa apenas para fazer compras no mercado, tomando os cuidados necessários.

"Aproximadamente há três semanas, cheguei a passar mal e fiquei com falta de ar. Resolvi tomar banho para ver se passava, e comecei a vomitar. Percebi que tinha sangue. Me preocupei e fui para o hospital e, diante de todos os exames que fiz, os médicos decidiram me internar na UTI. Possivelmente podia ter covid", falou.

"Diante desse cenário, acabei tendo miocardite (inflamação do músculo do coração). Meu coração só estava bombeando oxigênio para o organismo apenas 34%".

O ator passou o período internado em um hospital público. E fez questão de agradecer, na conversa com Fátima Bernardes, aos profissionais de saúde que cuidaram dele. "Superbem atendido, me deram total suporte. E graças a eles estou aqui".

Agora, ele está de alta médica, mas segue afastado da mãe e das irmãs. "Assim que recebi alta, os médicos me aconselharam a ficar duas semanas isolado em um quarto, sem contato com a família. Para não colocar eles em risco e a mim novamente. Sábado, se Deus quiser, já posso sair do quarto e abraçar a família", comentou.

"Dá muito medo passar por uma situação com essa, de risco de morte. Mas eu só pensava em coisas positivas. É ter fé, se enxergar que está saindo dessa. Assim que saí dessa e vim para o quarto, aqui na minha casa, pude perceber que quero ser um Juliano melhor para mim e para o outro".

Desde a última segunda-feira (11), a força-tarefa da Prefeitura já realizou 1.714 vistorias nos bairros que passam por ações regionalizadas promovidas pelo município com a intenção de salvar vidas e de conter a disseminação do coronavírus. Nesses locais – Plataforma, Boca do Rio, Centro (área da Avenida Joana Angélica) e Pituba –, 222 estabelecimentos foram interditados, entre eles salões de beleza, barbearias, bares, barracas de chapa, lanchonetes e lojas com área acima de 200 metros quadrados e lojas.

As fiscalizações da força-tarefa são feitas pela Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo de Salvador (Sedur) em conjunto com a Vigilância Sanitária de Salvador, Guarda Civil Municipal e Polícia Militar. As ações regionalizadas em Plataforma, Boca do Rio, Centro e Pituba estão previstas para ocorrer até o início da próxima semana. Esses locais registravam um aumento do número de casos da doença e em alguns deles as aglomerações continuavam ocorrendo mesmo diante da necessidade de isolamento social.

Ontem (13), o bairro de Plataforma passou por 77 vistorias e nenhum estabelecimento foi interditado. Na Boca do Rio, 205 vistorias foram feitas, com quatro interdições. No Centro da cidade, houve 38 fiscalizações e quatro fechamentos. Na Pituba, 411 vistorias e 52 interdições. Desde o dia 18 de março até ontem, a Sedur realizou 22.772 vistorias em toda a cidade, resultando na interdição de 1.310 estabelecimentos e na cassação de alvará de 91.

As vistorias por toda cidade ocorreram em academias, instituições de ensino, templos religiosos, casas de eventos, cinemas, parques, clubes sociais, shoppings, call centers, obras, bares, restaurantes, clínicas de estética, salões de beleza, barbearias, supermercados, lojas diversas, quadras e campos de futebol, barracas de chapa, agências bancárias, food trucks, postos de combustíveis, órgãos públicos e casas lotéricas, entre outros.

Denúncias – A população pode ajudar a denunciar os espaços que estejam descumprindo as medidas estabelecidas pela Prefeitura para prevenir e conter a disseminação do coronavírus. As denúncias podem ser feitas por meio do site Fala Salvador, do telefone 160, do e-mail ouvidoria @ salvador. ba. gov. br ou do Instagram @ ouvidoriadesalvador. A inteligência da Sedur também está monitorando as redes sociais e agindo em caso de desrespeito às leis municipais de prevenção à Covid-19.

Saíram há pouco os resultados dos testes feitos pelo prefeito ACM Neto para a Covid-19. Os dois, um feito no Laboratório Central e um outro em uma unidade particular, deram negativo. O prefeito decidiu fazer os testes após o chefe de Gabinete do município, Kaio Moraes, e o subchefe, Matheus Simões, contraírem a doença - os dois estão bem, se tratando em casa.

Por conta disso, ACM Neto ficou hoje (14) em isolamento, trabalhando de casa. Em coletiva virtual pela manhã, na qual anunciou o convênio com a Associação Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) para gerir mais uma unidade de emergência para tratar pacientes com a Covid-19 na cidade - será implantada no Hospital Sagrada Família -, o prefeito afirmou que iria revelar os resultados assim que saíssem.

Com os resultados negativos, o prefeito retoma a agenda normal de trabalho a partir de segunda-feira. Isso porque o Palácio Thomé de Souza estará fechado nesta sexta (15), por conta da desinfecção iniciada na noite desta quinta (14).

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já realizou 1.123 testes rápidos de detecção do coronavírus desde que as medidas regionalizadas para conter o avanço da doença passaram a valer na Boca do Rio, Plataforma e região da Avenida Joana Angélica, na última segunda (11), bem como na Pituba, desde ontem (13). Nesses locais, foram detectados 84 casos positivos da doença, sendo 33 diagnosticados apenas nesta quinta (14).

Somente hoje foram detectados seis casos positivos na Boca do Rio, oito em Nazaré, 16 em Plataforma e três na Pituba. Em cada uma das localidades foram realizados 80 testes, com um total de 33 positivos.

A testagem rápida é feita a cidadãos com febre, sintomas gripais ou que tiveram contato com outras pessoas contaminadas com a Covid-19. Na Pituba, o procedimento acontece na Praça Ana Lúcia Magalhães. Em Plataforma, no fim de linha, próximo à Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro. Na Boca do Rio, a iniciativa é realizada próxima ao posto de saúde do final de linha. Por fim, no Centro, é promovida no camelódromo defronte ao Instituto de Previdência de Salvador (IPS), na Avenida Joana Angélica.

Além dessa iniciativa, a Prefeitura disponibilizou equipes de diversos órgãos municipais para reforçar as ações de proteção à vida em todas as quatro localidades com isolamento mais restrito. A estratégia inclui apoio a unidades socioassistenciais com doações de máscaras e álcool em gel e abordagens à população em situação de vulnerabilidade.

Através da ação itinerante do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS), a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) fez mais de 600 abordagens sociais e oito acolhimentos na Boca do Rio, Plataforma, Nazaré e Pituba.

O SEAS Itinerante busca a sensibilizar a população em situação de rua para aceitar acolhimento em uma das unidades disponibilizadas pela Prefeitura. Aqueles que não aceitam o acolhimento recebem orientação de atendimento nos Centros Pop, onde há equipes multidisciplinares compostas por assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais, durante o dia. Na ocasião, o público também é informado sobre quais locais dispõem de refeições, banho e estrutura para lavar roupas.

Outro serviço disponibilizado pela Sempre é o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Itinerante. Por meio da ação, já foram contabilizados 324 atendimentos e 51 encaminhamentos desde segunda-feira (11). É um meio pelo qual a população pode receber orientações sobre benefícios eventuais, a exemplo de auxílio-moradia e auxílio-natalidade; sobre Cadastro Único e Bolsa Família; além de outros auxílios socioassistenciais, como o programa municipal Salvador por Todos.

As unidades móveis funcionam no final de linha da Boca do Rio e Plataforma, e na Joana Angélica, em frente ao Shopping Center Lapa, sempre 7h às 15h. Nos últimos dias, a Sempre distribuiu 1.8 mil máscaras de proteção, 141 litros de álcool em gel e dois kits de material de limpeza para organizações que fazem atendimentos socioassistenciais na Pituba, Plataforma e Boca do Rio.

A foto de uma menina trocando máscara por alimento em uma sinaleira do Rio de Janeiro viralizou. Não demorou até a imagem chegar até famosos, como o apresentador Luciano Huck, que se sensibilizou e resolveu ajudar a pequena Ana Júlia Sabino, de 9 anos.

"Fiquei imaginando meus filhos, que têm a mesma idade (de Ana Júlia), naquela situação. É como eu tenho dito com bastante frequência: a solidariedade tem que ser mais contagiosa que o vírus", defendeu o apresentador em entrevista ao jornal Extra.

"Ana Júlia e sua família são a materialização das consequências dessa pandemia nas famílias (brasileiras). A mãe trabalhava vendendo picolés na praia. Hoje, não tem ninguém na praia. A mãe trabalhava como diarista, acabou o trabalho também. Ela cuida dos filhos sozinha e pela primeira vez na vida abriu a geladeira e o armário e não tinha comida para as crianças nem para ela. E por isso foi para a rua tentar ajuda. Graças a Deus, hoje em dia, as pessoas estão olhando a sua volta e percebendo que estamos mais interconectados como nunca e que um problema na favela é o mesmo problema do asfalto. Eu fiquei muito tocado. Falei com a mãe (da Ana Júlia) e espero que eu tenha conseguido ajudar e fazer com que a família volte a ter um pouco de paz pelo menos por algum tempo", completou o apresentador.

Ana Júlia, a mãe e os três irmãos já haviam ido ao local outras duas vezes. É que, por conta da pandemia do novo coronavírus, a mãe dos garotos, a empregada doméstica Silvana Cristina Costa, de 30 anos, perdeu o emprego e não sabia mais o que fazer para conseguir sustentar os quatro filhos.

"Como eu tinha alguns doces que vendia na praia, decidi vir para cá (para o sinal). Também pedi a uma vizinha que fizesse umas máscaras para eu vender. Era o que me restava. Recebi os R$ 600 de ajuda do governo, mas não foi suficiente", afirma Silvana.

A pequena Ana Júlia, é estudante do quarto ano e seu colégio atualmente está sem aulas. Vez ou outra recebe lições para fazer em casa. Sem ter o que fazer e vendo a situação da mãe, pediu para ajudar na venda dos produtos:

"Minha mãe é muito trabalhadora. Ela faz faxina, trabalha na praia, e eu, vendo essa situação, pedi para vir ajudá-la", disse a garota.

Silvana conta que levar os filhos, que têm entre 9 e 14 anos, para o sinal não era seu desejo. Só que ela não tinha com quem deixar as crianças. "Viemos porque estava faltando alimentos para eles. Eu fiquei com receio, não queria que eles estivessem comigo", revelou a mãe ao Extra.